Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Problema Com Que Estamos A Viver…(Eu Não Consigo Esquecer O “Serious Fraud Office”)

Já toda a gente entendeu que o problema com que estamos a viver, como se diz na minha terra, (Angola, para os que não sabem…), é a falta de coragem dos jornalistas que andaram meses a fio em 2009 a fazer propaganda partidária ilegal, e ainda por cima em pelo período de campanhas eleitorais, contra o PS, o seu secretário geral e o primeiro ministro, o eng. Sócrates, para serem capazes de dizerem ou escreverem três simples palavras – Pedimos Desculpa, Erramos! Parece que não querem entender o que é visível para todos – ninguém, mas mesmo ninguém, acredita hoje nesta comunicação social portuguesa, onde a própria Entidade Reguladora da Comunicação Social não é mais que uma extensão “dos jornalistas”, na verdade, dos lobbistas que escrevem nos jornais. Por isso os jornalistas que se esforçam verdadeiramente em o ser ou duram pouco tempo nas redacção dos media,. ou andam azedos da vida… Porque, claro, ainda há jornalistas. Cito um, e cito-o propositadamente pois ando há anos de relações pessoais cortadas com ele, por uma guerra partidária, angolana, o Ferreira Fernandes. Não são poucas as vezes que não concordo com ele, quando o leio, mas também não são poucas as vezes que aprendo e sou informado por ele, com as suas curtas crónicas de um brilho de escrita de fazer inveja a quem usa este defeito. Mas poderia falar em mais de uma dezena de jornalistas - o meu cunhado, o Manuel Rodrigues Vaz, com quem mantenho uma relação familiar tão forte quanto a critica e autocrítica que enredam os nossos debates, a Ana Tomás Ribeiro, o Orlando Raimundo, o Orlando de Castro, o António Peres Metelo, a Teresa de Sousa, e, claro, o João Van Dunem, a Paula Simons, o Aguiar Dias dos Santos, o Rafael Marques, e aquele que eu considero o melhor jornalista da rádio de expressão portuguesa, depois do Emídio Rangel mas completamente ao nível deste, o Ismael Mateus. E falo daqueles que merecem referência imediata porque, como eu, são já cotas… Não vou falar do Mário Bettencourt Resendes, claro, porque já todos falaram bem dele e eu, além de ter de falar bem, (ele morreu não é?), porque me apoiou não poucas vezes, nos meus “dislates”, também terei de dizer que me afastou da escrita do DN, por razões que têm a ver, claro, com a UNITA e Angola, (não sou dos que acho que a morte serve para branquear seja quem e o que for…). Mas na verdade há demasiados maus e muito venais jornalistas por aí, e o resultado tem estado à vista – a crescente menor influencia da comunicação social em tudo, até nos resultados eleitorais dos partidos políticos, veja-se como o PS apesar de todos os ataques de que foi alvo, ganhou duas das três eleições de 2009! Para além da crescente menor audiência de cada um dos media e de todos eles em geral… Culpa dos jornalistas? Em parte. Mas culpa também dos lobbistas de mau jeito que Portugal tem, ainda por cima “não existentes” pois ninguém os obriga a declararem-se como tal, (abençoados EUA!), como por culpa dos “empresários da Comunicação Social” que vamos tendo….que agem ainda pior que os tais lobistas…parecendo que não são os lucros dos seus media que lhes importa. Pedir desculpa é uma coisa bonita que as nossas mamãs e os nossos papás ensinavam, em tempos. Mas que hoje não se usa, não está na moda, não são palavras “kosher”, enfim, politicamente correctas. Por isso há que inventar, para não ter de assumir que, em Portugal e na Grã Bretanha, se continua a não saber quem foram os corruptores do caso FREEPORT, quanto despenderam eles na corrupção, o que lhes aconteceu, quanto ganharam por serem corruptores! Para encobrir quem andou, cada vez mais se percebe, nesta porca campanha de lançar nuvens de fumo para cobrir corruptores – o tal Serious Fraud Office! Instituição xenófoba, só por tal merecia uma punição europeia, mal educada, incívica, e prepotente. Quem penaliza, esta gentalha que se imiscui nas campanhas eleitorais estrangeiras, para defender corruptores do seu país? Quem lhes envia o manguito do Bordalo? (goste ou não goste aquele deputado comunista deste belo acto popular de expressão portuguesa…) Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:39
link do post | comentar | favorito

Carta Aberta ao Sr. Embaixador da Grã Bretanha

Excelência, Alguns jornalistas perderam a face, no mínimo, por culpa de Vª Excelência. E hoje vão dando voltas e voltas para tentar encobrir a vergonha que têm perante os erros que cometeram entre 2005 e 2010! Não por sua culpa em particular, mas porque sendo Embaixador, Vª Exa é culpado, pois representa um Estado e as suas Instituições, no caso as britânicas. E entre estas um tal Serious Fraud Office, de má memória. Porque acobertado pelo estatuto de estrangeiro, esta instituição ofendeu o primeiro ministro de um país da União Europeia e, diga-se, com a mais antiga aliança firmada com o Reino Unido, ao que dizem, Portugal. Com, visivelmente, a única intenção de proteger quem, britânico, corrompeu em Portugal. Facto que o Serious Fraud Office por “artes mágicas” que o tempo desvendará, conseguiu que estes jornalistas ignorassem anos a fio…. Lançando uma venenosa nuvem de fumo que, insultando por todos os meios o primeiro ministro de Portugal, conseguiu, o Serious Fraud Office, (curioso nome, Chaplin faria um filme com tal título, sem dúvida), travar a investigação sobre os corruptores do caso FREEPORT. Excelência, Não é a primeira vez que Vªs Exas abusam deste Império acabado que foi Portugal. Recordo o roubo escabroso que fizeram, com os franceses de Napoleão Bonaparte, de parte essencial das riquezas monumentais portuguesas, assim como de jóias e outro tipo de peças mais que valiosas, aquando da ocupação britânica do solo continental europeu português em consequência das Invasões Francesas. Ocupação que, por ter fragilizado completamente a elite portuguesa originou 30 anos de quase permanentes guerras civis. Roubos e destruições de tal geradas que já deveriam ter merecido, além de um pedido desculpas, também uma indemnização. Recordo, o roubo do Mapa Côr de Rosa e a ameaça de ocupação militar de Lisboa para o perpetrar, que originou a derrota do regime monárquico liberal português dirigido por primos da vossa vitoriana corte britânica. Recordo a Conferência de Berlim. Recordo a traição que fizeram à corte real portuguesa e a pseudo aproximação aos republicanos com o claro intuito, posterior à implantação da República, de se apoderarem das colónias portuguesas em aliança com a Alemanha. Só não conseguida porque a Alemanha convosco entrou em guerra. Enfim sr. Embaixador, estas poucas notas caracterizam-vos como um povo sem Valores, sem Moral, sem Critério, sem Honra, lamento dizê-lo. E o caso Serious Fraud Office é, como se vê, somente mais um caso, menor até, perante o que relatei. Mas como somos da União Europeia, civilizadamente, até nós os que no Império português são os filhos do Império, em nome da modernidade, temo-vos perdoado as infantilidades e más criações sistemáticas. Porque em nada se compara o vosso colonialismo que está a terminar mas deixa as manchas, tristes manchas, do apartheid, na África do Sul, da xenofobia, no Zimbabwe, e, mais antigamente, da mais pura espoliação, na Índia, (espoliação que os indianos ainda hoje pagam), com o colonialismo português, apesar do esclavagismo, (que Vªs Exias também alimentaram no sul dos EUA). Claro que alguma Esquerda, anglófona e francófona, entende que não. Tal qual estes jornalistas foram e têm sido, por vós, vergonhosamente enganados, com base nessa prepotência que já nem ofende, só cansa pelo ridículo. Alimentando uma campanha que fez dos resultados eleitorais de 2009, uma verdadeira Fraude, que deveria ser reconhecida e, por vós, também, paga. Mas, lamento dizer-vos, a vossa “civilização”, anglófona, está a findar. Excelência, Nem a vossa sistemática subordinação, em nome da anglofonia, aos EUA, permitirá sustentar a actual situação por muito mais tempo. As tecnologias hoje são outras, soft, flexíveis, generalizáveis e Vªs Exias não se adaptam a tal. Porque são dominados por uma cultura egoísta, prepotente, autocrática. Porque se esquecerem, de Vós e dos Outros. É a BP que o mostra. Mesmo que tendo trazido alguns bons ventos à Humanidade, como o regime democrático. Como Judeu, já não direi tal de Shakespeare, do racista e anti judeu Shakespeare, em nada comparável à universalidade de Luís de Camões e de Fernando Pessoa. Excelência, Acabar com dignidade é acabar sabendo, mais que perdoar, pedir desculpa. É o que espero de Vªs Exias os britânicos – que saibam pedir desculpa por todos os dislates que andaram a fazer e, finalmente, por mais este, prendendo o(s) corruptor(es) do caso FREEPORT, eliminando esse desavergonhado serviço que dá pelo nome de Serious Fraud Office e iniciando o pagamento de um indemnização por tantos e tão desavergonhados erros e ofensas, aos portugueses. Os de Portugal, mas também os Filhos do Império que, Vªs Exas, abandonaram, sem nunca terem conseguido tomar. Já que os Filhos do Império que são os Angolanos, por muitos erros que tenham, (são como todos nós seres humanos), não cederam ás pressões, às chantagens dos EUA do sr. Bush mantendo uma forte autonomia relativa, mostrando uma dignidade que, a mim em particular, me dá orgulho, pois assumo-me Angolano. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:38
link do post | comentar | favorito

...

Negar “As teses golpistas da Juventude da Unita” Conheço a disciplina e a vontade de construir da Juventude da UNITA, pelo menos desde finais de 1975, a primeira vez que comuniquei com “um miúdo” da UNITA, já a viver em Portugal. Na altura, nada tinha a ver com a UNITA, diga-se. Situava-me bem mais no contexto do que depois se chamou a Grande Família do MPLA e, diga-se saíra em 1974 da prisão de Caxias por defender a Independência de Angola e, relevo, o MPLA. Reencontrei estes Valores mais tarde em 1987, e nos anos que se seguiram. Angola vive em Democracia. Pode ser uma Democracia Musculada, mas é uma Democracia e é nesse contexto que olho, hoje, para o MPLA, para a UNITA, partido onde fui dirigente e de onde me afastei em 2004/5, ( me afastei em divergência política, note-se e não fui expulso como agora parece que alguns querem fazer crer), assim como para os restantes partido Angolanos. Sei também que alguns jornalistas do Jornal de Angola têm uma forte e antiga tendência para acicatarem espíritos e não para incentivarem o Diálogo e a Paz. Considero aliás que tal é, infelizmente, um mal bem generalizado na CPLP. A Juventude da UNITA sofrerá provavelmente, mais que as dores de uma derrota militar acontecida em 2002, sim as dores de olhar para um país, o nosso, onde mais de 1/3 da população ainda vive abaixo do 1 dólar por dia. Apesar das riquezas da pátria, em petróleo, em diamantes, em …… É pois neste contexto que se tem de olhar para os Combates políticos que a Juventude da UNITA sente a necessidade de desenvolver. Natural necessidade pois é natural que a Juventude olhe para o Futuro, deseje o melhor para si e o país e não aceite continuar a viver num país com tanta miséria e tão inadequada distribuição da riqueza. Não é pois aceitável que o Jornal de Angola confunda, possivelmente de forma propositada, o desejo da Juventude participar em um Combate Democrático, por um Desenvolvimento equilibrado e Sustentável, por uma adequada distribuição da riqueza, pelo socialismo humanista que era o sonho do fundador da UNITA, o dr Savimbi, com intuitos golpista. A Guerra Civil terminou em 4 de Abril de 2002. A UNITA perdeu essa Guerra Civil e teve a Coragem, ética e moral, de o reconhecer e potenciar, com esse reconhecimento, a Paz que deve originar, mais riqueza, mais distribuição da riqueza, mas diálogo, mais Democracia e mais Participação na vida económica, social, cultural e politica angolana. Manter um discurso de guerra, de provocação e ofensa para uma organização de Juventude, seja ela a UNITA, seja a “Jota MPLA”, seja qualquer outra “Jota”, é mais que um grave erro, é desejar impedir o que é a essência do Combate pelo Desenvolvimento – a Participação de todas e todos nesse Desenvolvimento. O meu amigo Alcides Sakala, dirigente da UNITA que merece um meu inteiro respeito, um dos fautores da Paz e do Memorando de Entendimento, referiu ““A Unita tem manifestado, desde o alcance da paz, em 2002, disposição em contribuir para a sua consolidação, assim como a criação de mecanismos que não permitam o retorno à guerra”” Tenho a convicção, e a prática tem-no demonstrado, que o desejo de Paz, de Democracia, de Tolerância e Diálogo, está inerente à vivencia política da UNITA desde 2002, pelo menos. (Eu diria que desde bem antes…). Por isso, não poderia ficar calado. Pois estou perante um discurso, o do Jornal de Angola, que acicata à violência. O que em Democracia é inaceitável. Seja contra quem for, a violência em Democracia é inaceitável e os que, como eu, a amam, e por ela combatem há muito tempo, não podem ficar calados. Urge, repreender o(s) jornalista(s) que gerou esta inútil situação e, claro, criticar, como o faço aqui, o Jornal que aceitou publicar este dislate – o Jornal de Angola. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:37
link do post | comentar | favorito

Um Pedido de Desculpas ao DN

Sim, porque não posso exigir que a Comunicação Social que fez do caso FREEPORT arma de arremesso contra Socrates, Primeiro Ministro e Secretario geral do PS peça desculpas aos mesmos, se, perante na publicação, mesmo que só nas cartas à redacção, do meu texto exigindo o pedido de desculpas, o que o DN fez, e que me leva a considerar que é uma forma atenuada de reconhecer o algum erro que o DN fez á altura, (ainda que nunca tenha sido o jornal da campanha contra Socrates), não peça eu desculpas ao DN por não ter referido tal no meu segundo texto sobre o assunto. Na verdade escrevi o segundo texto antes de ler a comunicação social do dia, diga-se. O que foi um erro. É claro que para o DN este meu pedido de desculpas não é importante, valho o que valho e o DN, em si, vale bem mais. Mas é uma questão de principio, sendo de relevar que face à restante comunicação social é de louvar a publicação do meu texto. É uma atitude de coragem e se hombridade para com os leitores, assim como de reconhecimento para com os socialistas e o Primeiro Ministro de Portugal, eng. José Socrates. Vale por si esta atitude. O que não valeram os meses de campanha contra o eng. Socrates e o PS feitos na maioria da restante comunicação social. Porque se com tal campanha a oposição ganhou uns deputadositos, o país, com a coragem que o eng. Socrates e o PS mostram, no combate à crise, ganhou Honra. E a Honra traz. a prazo, frutos que uns deputadositos não trazem. Ora os Valores valem em política mais do que se imagina hoje, nestes tempos em que se pensa que o vale tudo é o que interessa. As minhas desculpas pois ao DN Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:36
link do post | comentar | favorito

Falamos Muito da Crise…Agimos Muito Pouco (O Exemplo do Centro Cultural Africano e o Turismo)

Estivemos, eu e o Domingos, ontem, na Feira de San’Tiago, em Setúbal, a convite, dirigido à EPAR, do Centro Cultural Africano, uma associação sediada em um dos “terríveis” Bairros desta urbe, o famoso bairro da Belavista. E fomos, porque queríamos aquilatar do potencial desta associação para poder desenvolver, apoiada se necessário, um projecto de Inserção que contasse com apoios financeiros para a Qualificação, escolar e profissional, das Pessoas. Bem, valeu a pena. A senhora Carla Marie Jeanne, leader desta associação, é o exemplo de uma Mediadora Social que merece todo o pequeno apoio que tem obtido, e sem dúvida ela e o Centro Cultural Africano, merecem bem mais! Vimos, na Feira de San’tiago, uma trintena de crianças, dos 2 aos 16 anitos, a subirem a um palco, dançarem, fazerem uma passagem de modelos, de peças feitas pelas senhoras, parte delas suas mamãs, deste “terrível” bairro da Belavista, num exemplo de empenho, de desejo de Inserção, Social e Profissional, de ambição por uma outra vida. Danças africanas, danças ciganas, dançadas por crianças negras, mestiças, brancas, portuguesas, angolanas, moçambicanas, etc., ciganas, tudo crianças de bairro, deste “terrível” bairro, que se aprimoraram para mostrar o trabalho de um ano, de um atelier, de bairro. A nossa amiga Carla, tia e madrinha de todas estas crianças, lida com elas, com os seus papás e mamãs, com os restantes jovens, com os restantes vizinhos, diariamente, no bairro, entre as crises e os momentos de paz, sempre na esperança de lhes dar mais, de lhes potenciar outra vida. Esperança que merece acontecer, viu-se no palco, ontem, da Feira de San’Tiago. A nossa amiga Carla contou que tinha proposto, com as mamãs do bairro, junto do IEFP, a criação de uma empresa, para estas mamãs que fizeram ontem a mostra das suas confecções, projecto que aguarda decisão há mais de um ano. Durante esse de espera para aprovação de um projecto de empreendedorismo social, tempo vimos acontecer uma das crises do bairro, aparecer nas televisões, com tiroteio, jovens e adultos zangados, ameaçando mais crise. Porque o bairro se sente, vive, marginalizado. Com mais de 20% de desemprego. Com 1% de jovens, do bairro, licenciados, metade deles no desemprego. Sem projectos de qualificação, profissional e escolar, em curso. Mas, ontem, o bairro estava na Feira de San’Tiago, a aplaudir os seus miúdos! Na sua diversidade, étnica, cultural, social. E a Carla Marie Jeanne, de origem moçambicana, residente em Portugal há que anos, à frente, a dirigir aquele evento. Em França, na Espanha, etc., ela e o Centro Cultural Africano tinham outro apoio, outra simpatia. Porque a sua actividade de activista social, de mediadora social, é, já, nesses países, respeitada. Como meio, muitas vezes único, de potenciar a Inserção de uma comunidade, que está ou se colocou á margem da sociedade. Naquele evento vi o potencial do bairro e do Centro Cultural Africano. Nele vi como, por exemplo, o Turismo, que necessita de urgente requalificação ele próprio, (que atravessa uma enorme crise e nela continuará se continuar a ser de Sol e Praia), podia contar com aqueles jovens do bairro da Belavista, (e muitos outros, claro), para a Animação da cidade de Setúbal. Porque, o país tem estado a mudar e as actividades turístico culturais deverão mudar com ele. Tempos houve em que a cultura de raiz portuguesa, neste canto do Império, o Império que foi o de maior duração de todos, era muito centrada nas origens célticas dos então presentes em Portugal. Hoje tal não sucede, pois houve uma generalizada transferência das populações do, ou residentes nos PALOP para Portugal. E portanto das suas raízes e cultura. Gerando uma bem maior diversidade que, ou é anulada, destruída, esquecida, como pensam os herdeiros do Velho do Restelo, ou é entendida com um enorme factor de enriquecimento do país, patente em factores inovadores, culturais de base Humana e não Patrimonial Material, que agregam valor à sociedade portuguesa continental tradicional. Que Enriquecem sectores de actividade como o Turismo, mas também, como se viu ontem na passagem de modelos, a Criatividade nas Confecções portuguesas, já menos célticas, pela integração de elementos culturais oriundos dos PALOP e da Cultura Cigana. Tempos houve em que o predomínio foi seguir a via do anular, do eliminar, as culturas tradicionais do Império, de as desconsiderar para além do contexto antropológico. O resultado foi desastroso – 14 anos de inútil Guerra Colonial, de elevadíssimo dispêndio financeiro e de pessoas! E de uma clivagem no Império que durou mais de uma década e que hoje ainda se vai, cada vez menos felizmente, mantendo. Há, pois, que incentivar as actividades como as do Centro Cultural Africano, deixando de as ver como uma “despesa social”, (em Espanha a minoria cigana tem gerado uma fortíssima expansão do turismo e da divulgação das Culturas de raiz espanholas, por todo o mundo, por exemplo!), passando a vê-las sim pelo lado da Receita, da vantagem Acrescida que originam e da Poupança, tendo em conta a redução das despesas que os conflitos geram. Perante esta reflexão, é de toda a justiça também, dar os parabéns à CM de Setubal, por ter aberto esta janela de oportunidade às pessoas do Bairro da Belavista, que puderam mostrar-se num palco na Feira de San’Tiago, mas também dizer que há mais, muito mais, a fazer, na Parceria que se exige reforçada, acho, entre a CM de Setúbal e o Centro Cultural Africano. No contexto da Inserção, Social, Cultural, e Profissional de um bairro rico pela multiculturalidade, que não tem sido aproveitada como devia. Como, claro, se tem de dar os parabéns a quem, no Governo e no Estado, tem apoiado as actividade de Inserção e de Mediação Social do Centro Cultural Africano, sendo de todo necessário dizer também – e há tanto ainda, tanto mais,. para fazer e apoiar! Porque fazendo e apoiando, estaremos a dinamizar respostas à crise que assola o país e o mundo e que exige respostas novas, já que os problemas são, definitivamente, novos. A crise não se resolve com caridade, nem com políticas caritativistas, mas sim com políticas Insercionistas urgentes e, em Portugal pelo menos, Inovadoras. Olhando para as vantagens acrescidas que se tiram com elas, para um outro Futuro, mais dinâmico, para toda uma Região. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:34
link do post | comentar | favorito

…E Porque Andaremos Nós Perdidos?

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.» João César das Neves - 26 de Fev 2010 referindo-se ao livro´ A Obesidade Mental –de Andrew Oitke II 07 MAI 10 às 00:29 Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segund o a imprensa. Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia. Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia. Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros -ministros e o ex-governador do banco central. A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota. Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita. In, TSF O sr das Neves, economista que teima em afirmar que não há almoços grátis e, em consequência de um email profusamente distribuído, (que, claro, também me chegou ás mãos), divulga desta vez um conjunto de banais generalidades em nome de uma economia que diz desejar mais sã… E, claro, com a “originalidade” que lhe é característica aparece com este conceito “novo” – A Obesidade Mental! – que conhecemos, todos nós, desde a década de 80/90 e que serviu para um alargado e generalizado processo de “emagrecimento” das empresas nos EUA de Reagan e na GB de Tatcher… Só que esta ideia de Obesidade, nasce agora já não no contexto Organizacional, mas sim no contexto, ideológico, institucional. Estaremos, pois, todos, ideologicamente, Gordos! Eu estou de facto gordo - falta de dieta, stress a mais, pouco tempo para ginásios, angustia perante tanta idiotice que anda a empurrar este espaço de expressão portuguesa para a falência e a autodestruição – é a razão da minha gordura. Por isso uso desta vez duas citações a par, pois a Segunda faz recordar o que a primeira esconde – foi num país dirigido por conservadores, alguns bem ultra, de cariz religioso bem acentuado, a Islândia, que a crise bateu mais forte gerando a falência de um país inteiro! Fosse o país governado por socialistas e ninguém, nesta comunicação social que o sr das Neves também critica, se calaria nunca, em dia nenhum, de acentuar o “fracasso” do Socialismo. Azar. A Grécia que quase faliu, a Irlanda que “emagreceu” violentamente, e a Islândia, foram, anos a fio, governados por Conservadores da Família política do nº 2 do PSD, o sr Pinto Balsemão. Enfim, neo liberais tal qual o sr. das Neves, acima citado, pois este senhor esqueceu já a doutrina até da sua igreja, a católica, que acentua e bem neste campo o papel, económico, social, cultural e político dos almoços grátis, foram os geradores dos piores desastres da crise que hoje todo o Mundo vive, em consequência desta visão egoísta e sem moral do Mundo. Mas quem recorda tal? É evidente que também não embarco nas erradas leituras, que a própria noticia da TSF desmonta sobre o papel da banca e a crise vivida. A Islândia, o “puro e nórdico” país em causa, demorou como se vê, cerca de 2 anos a prender os responsáveis pela bancarrota islandesa. Por cá temos já quem esteja, banqueiros, sob prisão domiciliária, (no contexto de um governo socialista), e, felizmente, o país não entrou em bancarrota, o que denota e deve relevar-se tal, a maior e melhor seriedade da banca portuguesa, latina e não nórdica. Mesmo que abusando de direitos que não deveria ter, a verdade é que a banca portuguesa se mostrou bem mais séria que a islandesa por exemplo! E não embarco também, porque, sendo latino, “mestiço” de judeu/ateu e cristã/católica, (aliás profundamente religiosa e católica, a minha mãe), me cansa de sobremaneira ver como embarcamos, todos, tão facilmente nas virtudes dos outros, os nórdicos e nos deixamos, com isso, calar, perante a necessidade de melhorarmos e não de nos submetermos às culturas dos outros. Luxúria, ganância, exploração, abuso, violência, má criação, xenofobia, e, claro, “pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo” existem por todo o lado e sempre existiram. Acrescenta o sr das Neves que “A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia”, dando-se assim ares de ser alguém que até se preocupa com os almoços grátis, que ele recusa dar, até aos filhos. Tratemos de alguns destes temas. A família, diz o sr das Neves, é contestada. Antes do mais, que família? A consanguínea? Ou a Jurídica? Não se nota, em parte alguma do país, direi até da Europa, que a família consanguínea seja contestada. Mudou, somente, como tem mudado desde sempre. Sabemos que na Idade Média os senhores da terra tinha o poder suficiente para assumir o primeiro acto sexual pós casamento para si. Que família se gerava então? Quem educava o filho potencial gerado desse primeiro acto sexual, que tantas vezes sucedia? E qual era a família desse cidadão assim gerado? É dessa “família” que fala o sr das Neves? Ou é da família operária do século XIX, onde sem que houvesse o direito de posse jurídico da idade média, havia a posse pela fome da Revolução Industrial e onde nasceram tantas e tantas crianças de actos de violência sobre as Mulheres? Ou da família feita de violência interna, papá podendo dominar e até matar a esposa que o traísse já deste século? A Família na verdade Mudou, como tem, sempre, mudado e, em geral, felizmente para Melhor! A Família, hoje, não é imposta por um acto religioso, ou de interesse económico, mas sim por uma decisão de amor. Que pode mostrar-se errada e gerar um divórcio. Mas, cada vez menos gera um assassinato. Ou violência doméstica. A Família hoje é, felizmente e cada vez mais, consanguínea e centrada no amor. A Tradição é esquecida diz o sr das Neves. E di-lo, aqui o reconheço, com e sem razão. Entristece-me ver o Templário Convento de Tomar ao abandono, como me magoa ver o presídio do Tarrafal em destruição, quando ambos deveriam ser Património da CPLP, especialmente protegido por todos nós da CPLP. E, nesse e noutros campos o sr das Neves tem razão. Mas quando recordo que as mulheres não podiam entrar nos cafés, não podiam usar saia acima do tornozelo, tinham de sair à rua sob um véu, ( e não falo de um país islâmico, falo do Portugal dos anos 60 do século XX), congratulo-me porque essa batalha eui, (nós os que fizeram), ganhei, (ganhámos). Por isso não cedo à chantagem dos islâmicos, contra um Israel que com erros sem duvida é o único país democrático da região. Que libertem primeiro a Mulher e depois falaremos! Que permitam primeiro todos os Templos de todas as religiões, ( e eu crente em Deus não vou em religiões), que lá se queiram instalar e depois falaremos Até lá que se calem. Por isso, há Tradição e Tradição, há algo a preservar e algo a Mudar. Não esquecer, mas Mudar. No entanto, hoje, vivemos o Tempo em maior velocidade e a Mudança tem sucedido em maior velocidade, por isso. Daí esta sensação de andarmos perdidos, que os srs das Neves de imediato aproveitam…. Escreverei um pouco mais sobre este tema em próximo email…. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:32
link do post | comentar | favorito

Cansado de Independentes em Cargos Políticos, ou “Públicos”

“As tragédias do nosso passado serão as tragédias do nosso Futuro” Hans-Gert Pottering In, i 1907010 Recordo um debate que tive com Eduardo Prado Coelho, (EPC), aí pelos finais dos anos 70, precisamente por causa desta ideia, na altura “na berra”, a de que os “independentes” seriam os isentos, e os sérios, (tese de Eduardo Prado Coelho, e não só), deste festival em que uma boa parte da comunicação social transformou a politica. Já nesse tempo se adivinhava a dificuldade que existe, numa parte da elite, em Portugal, em se assumir enquanto presente na vida politica com um ideário político, pois tal dificultava a “vidinha” e os “arranjinhos”, esses sim por via dos “amiguismos” pluripartidários que se arranjavam desde os bancos de escola… Na verdade, assumir um ideário, de forma organizada, militantemente, para os tais independentistas, (EPC incluído) é, ser-se “um bonzo”, (foi a denominação que fui tendo, apesar de estar à época, tal qual o EPC, curiosamente, a militar na mais que minúscula UEDS de Lopes Cardoso e de Fernanda Lopes Cardoso), quando, em Democracia, é, tão somente, assumir o risco de se ser discriminado no local de trabalho, na vida social, etc. Por muitos “tachos” que existam para ocupar….De facto, se o tal “tacho” é para ser ocupado por um independente deixa de ser tacho e passa a ser uma função, um encargo, um acto cívico! Vem tudo isto a propósito de um noticia vinda hoje no DN. Assim, “o reforço da Unidade Técnica de Apoio orçamental, (UTAO), com João Manuel Alves Lobato está a causar interrogações no Parlamento, uma vez que se trata de um militante do PS activo…”. Pensava eu que estava em Democracia e que o tempo das declarações de anticomunismo para se ter direitos especiais, do tempo salazarento, tinham acabado! Fica-se na dúvida se esta atitude anti partidária vem do PSD, pois a noticia só refere a existência de “fontes parlamentares” para que a noticia tenha surgido E eu espero ansiosamente que tal não venha do PSD, o segundo maior partido politico português, e ao que sei o maior partido politico quanto ás presenças no Poder Local, área de intervenção, ao que parece pela noticia do militante socialista que se prepara para ser discriminado, por o ser! E por ser militante de um partido político, em Democracia, no mesmo ano em que nas aulas, (da minha Escola Profissional por exemplo, a EPAR, mas tal como em todas), se incentiva a Cidadania por via do incentivo da Juventude à participação na vida politica, social e cultural! Por onde andamos? Estranho e enojo-me com este tipo de noticias, e informo que sou militante do PS, o mesmo Partido que quando estava no governo com António Guterres, me sancionou, isto é me proibiu de trabalhar e de ser remunerado, por ser, à época, dirigente da UNITA! Porque, na verdade, o que sou é Socialista e o Socialismo em Portugal, onde vivo, existe no PS, pelo que é lá que tenho de estar se quero criar as condições para que o Socialismo democrático vingue em Portugal. Mesmo que o “PS”, (isto é, alguns no PS), me maltrate, como se viu acima que me maltratou, ilegal e imoralmente, sancionando-me com sanções ilegais e imorais provindos de uma estrutura antidemocrática que se chama Nações Unidas! Reparemos que me entristece bastante o facto desta noticia vir no DN, jornal que respeito há anos, onde escrevi anos a fio, e que como se lembram, se publicou a minha exigência de a comunicação social pedir desculpa a Sócrates e aos Socialistas, perante o caso FREEPORT, já que foi o único jornal que o fez. Aliás até hoje, o silencio sobre este pedido de desculpas inexistente é de um ruído incomensurável, diga-se. Mas pronto, alguns, jornalistas ou não, continuam a pensar que as ditas próximas eleições antecipadas irão mudar o quadro político português. O que sinceramente, duvido imenso! Porque o cansaço dos eleitores quanto ás “campanhas jornalísticas” à Manelinha ou à Crespo, é enorme. E porque a crise continua a ter resposta em Portugal e a resposta tem sido dada pelo PS. Por mais “independentes” que alguns queiram ser. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:32
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. Primárias - Uma Otima Pro...

. O 11 de Setembro e eu pr...

. Um recado a Henrique Mont...

. Na Capital Mais Cara do M...

. Há Asneiras A Não Repetir...

. “36 Milhões de Pessoas Mo...

. Ah Esta Mentalidade de Ca...

. A Tolice dos Subserviente...

. A Típica Violência Que Ta...

. Entre Cerveira e a Crise ...

.arquivos

. Julho 2012

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds