Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Porque Temos de Penalizar a Direita

“Gostaria que o diálogo fosse
À Esquerda, mas isso depende
Da atitude dos partidos”
Manuel Alegre


Não se trata somente de uma questão divergência de opiniões e de opções.

Trata-se, de momento, sobretudo, de uma questão civilidade e de método .

Seria normal, já o escrevi, que, terminadas as eleições Legislativas, os dirigentes políticos se concentrassem no como apoiar a solução para a resolução da crise económica e social portuguesa, parte existente por razões internas, (as governações de Manuela Ferreira Leite) e parte resultante da crise mundial, importada por este país por demasia aberto à economia mundial como se sabe, desde a Expansão Portuguesa, já lá vão mais de 5 séculos, o único país do Mundo em que tal sucede, pois as cidades italianas eram somente isso, cidades e não o país.

Parece que não.

E as reuniões dos leaderes partidários da Oposição com o PR são de tal prova.

Nenhum apresenta uma preocupação com o essencial para os portugueses que querem liderar – a resolução da crise.

O CDS prefere falar de um futuro que deseja, o de um ano em que a reunião com o PR seja para discutir um primeiro ministro do CDS.

Prefere pois o cúmulo do egoísmo, o esquecer totalmente a crise onde se envolveu também pois foi governo com Manuela Ferreira Leite.

O PSD de Manuela Ferreira Leite parece, como de costume, mostrar o como está dividido entre o radicalismo desta senhora, vote-se contra tudo o que é PS, preparem-se as razões para o golpe constitucional, o mais rápido possível, que alguns da PR tanto desejam e os que procuram repor o bom senso neste partido e que tem em conta que o urgente é solucionar a crise!

O Bloco de Esquerda de Anacleto Louçã, não sabe sequer o que é a crise, seja interna seja mundial. E por isso continua a discutir programas, como se em eleições estivéssemos e como se taxar telemóveis, como defendia no seu programa fosse a radical situação para o país.

O PCP é o único partido da Oposição que, realce-se, ainda consegue assumir a necessidade de “entendimentos em coisas concretas”.

Desta forma, continua claro que existem todas as condições para que os leaderes da Oposição, (seguindo um rumo que na PR muitos parece desejarem), ganhem “na secretaria” o que não ganharam nas Eleições Democráticas havidas.

Mário Soares e Mota Pinto, leaderes do PS e do PSD, souberam confrontar-se, com a coragem que é necessário ter para se ser um leader nacional, com uma fortíssima crise, e, com o apoio de Hernâni Lopes, o melhor ministro das Finanças que Portugal teve, (note-se que nem é de Esquerda), souberam resolvê-la.

E ainda sem Fundos Comunitários….

Pelo contrário, souberam preparar o caminho que permitiu que eles chegassem e que, infelizmente fossem malbaratados.

Por Cavaco Silva e por António Guterres.

Hoje revivemos uma dupla crise.

José Socrates terá de continuar a governar contando com ela.

E a Oposição, essa, nem quer que dela se fale, para, facilmente, derrotar o PS, falhada que foi a tentativa de 27 de Setembro de 2009.

Onde tudo valeu para destruir o país, até cartas anónimas falsas, recorda o i, que alimentavam Manuela Moura Guedes e o “seu” telejornal, numa Campanha de mentiras nunca vista.

Há pois que penalizar fortemente a Direita nas eleições de 11 de Outubro, para que as Autárquicas não sejam um argumento da Direita para que as Eleições de 27 de Setembro deixem de existir.

E a única forma de penalizar a Direita é votar nos partidos que se preocupam com o país.

Um, o PS que se tem confrontado sozinho com a criação de medidas que solucionem esta dupla crise.

O outro o PCP que, tudo o indica, começa a entender que urge olhar de frente para a crise que corrói o país.

Já o escrevi, em Democracia, terminadas umas eleições há um programa que foi eleito – o do partido maioritário, no caso o PS.

O que não significa que quando um partido da Oposição, quando olha para o programa do partido maioritário não veja nele razões que o satisfaçam também e, por isso, relevando essas razões, possa estabelecer consensos que originem a estabilidade, fundamental em Democracia.

35 anos depois, Anacleto Louçã e Manuela Ferreira Leite ainda não aprenderam tal.

Não merecem a liderança que têm e têm de ser penalizados.

É uma questão de civilidade e método.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:48
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

De um Autarca Independente e MFA As Eleições Autárquicas não são a 2ª volta das Legislativas

As Eleições Autárquicas não são a 2ª volta das Legislativas

De facto como já comentei para um jornal on-line, algo está errado nestas eleições autárquicas, nomeadamente o PSD e a Sra. Dra. Ferreira Leite, só agora é que parece terem acordado para a campanha das legislativas, em que a sua completa incompetência para fazer uma campanha foi manifesta, e, tanto mais o seria, para governar o país.

Lamento a sua pobre campanha, porque não deu qualquer contributo válido para a discussão do governo do Futuro e mesmo para uma avaliação justa: com critica e louvor ao Governo dos últimos 4 anos, e, assim, não só foi derrotada, e bem, mas também pode ter dado um grande contributo para o aumento da abstenção, o que, a todos os democratas devia preocupar e de um modo particular aos que mais contribuem para esse cancro que pode encontrar a suas razões em promessas eleitorais não cumpridas e na falta de ideias para o presente e o futuro.

Obviamente que não faz nenhum sentido entender ou querer fazer crer que as autárquicas são a 2ª volta das legislativas. As autárquicas são centenas de eleições locais, muito personalizadas, centradas em pessoas, normalmente conhecidas nas localidades que não permitem estabelecer qualquer confronto democrático com as legislativas no sentido da legitimação ou não destas.

Naturalmente que o Futuro governo tem de levar em linha de conta o resultado destas como de todas as eleições e até de movimentos de opinião e de cidadãos, é o que se espera de um Governo Democrático Republicano e com valores de um socialismo de esquerda, ou seja, não neo-liberal.

Não faz nenhum sentido que a Sra. Dra. Ferreira Leite para manter o seu lugar no PSD queira baralhar tudo, e destabilizar o país, quando Portugal precisa de uma governação que dignifique a democracia e a República. e promova um justo e equitativo desenvolvimento do todo Nacional e dos portugueses.

andrade da silva
publicado por JoffreJustino às 14:51
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Uma Apreciação do Carlos Muralha Sobre a Noticia da Bola

Muito bem, mas mais ainda que tu esqueceste de referir. É que esta iniciativa dos três municípios não é virgem. Já anteriormente como refere a noticia, os três se teriam juntado para fazer nascer um Parque Industrial comum aos três concelhos.

O problema é que a nível nacional não existem Valores superiores ao dos partidos. Peço desculpa, mas agora é o monárquico a falar. O que se passa é que em Portugal por força do sistema politico instituído, não existe uma única instituição nacional que não seja inquinada pelos interesses partidários. O PR é PSD e foi eleito com os votos do PSD e do PP e apoiado por uma clientela destes dois partidos, agora mesmo caindo no ridículo (como aquela comunicação da semana passada) tem de agradar aos clientes. O PS foi eleito com os votos do eleitorado PS e da clientela que o apoia, agora tem de distribuir as cadeiras (tachos) pelos clientes e como não há “cadeiras” para todos, não se pode dar ao luxo de ter de dispensar algumas para coligações.

Se permites a brejeirice, o nosso sistema politico parece aquelas cenas de putos de 12 anos que discutem a ver quem tem a pila maior. Isto até não era grave se houvesse algum adulto por perto para meter juízo e ordem no barco (é essa a função do PR) mas infelizmente são todos iguais.

Até em instituições que aparentemente deveriam ser independentes, esta falta de idoneidade se apresenta, se não, vejamos o caso do Tribunal Constitucional. Que eu saiba um Juiz é um técnico que tem como função aplicar a Lei. Então como se explica que as deliberações do TC, sejam sempre tomadas por maioria e caso curioso os juízes indicados por um partido votem num sentido e os indicados por o outro votem noutro sentido. Até aqui vemos como indivíduos que deveriam ser garantes da Justiça, na realidade são meros “funcionários” de quem os indicou.

Isto passa-se em todo o lado, salvaguardando as honrosas excepções como aquela que abaixo referes.

Só irás conseguir mudar algo, quando tiveres uma instituição de cariz verdadeiramente nacional, alguém que não esteja dependente dos partidos políticos e que só esteja interessado na Nação e no Povo (o tal “adulto”) e que saiba que não vai ser escrutinado daí a 2 ou 3 anos por pessoas que estão contaminadas pelos seus próprios interesses pessoais.

Já agora e em aparte, devo dizer-te que fico muito triste por tu e outros republicanos virem sempre como argumento a favor da republica com o caso do ultimato inglês ou com o exemplo de reis menos felizes, pois se esses casos existiram não é menos verdade que os sistemas republicanos foram responsáveis pela queda do império grego e a nossa 1ª republica foi o deboche que conhecemos e esta vai pelo mesmo caminho. Tenho a veleidade de me considerar um monárquico moderno e portanto exemplos de D. Carlos ou de monarquias absolutistas, só se for por má fé.

Já agora também vou dar-te um exemplo de um rei, e dos virtuosismos da monarquia, que todos desconsideram mas que eu muito admiro. D. José I, esse mesmo, aquele que todos diziam ser fraco, mas que teve a capacidade de autocrítica suficiente de perceber que era inapto para governar e escolher alguém que o fizesse melhor. Mal ou bem (penso que no computo geral bem) o que foi feito no reinado deste rei, se fosse hoje que se passasse, ainda ao fim de 300 anos estávamos a eleger partidos para tentar reconstruir o País. E o BE a dizer que a culpa do terramoto era do PS ter maioria absoluta e do maremoto era as politicas de direita do executivo.

Abração
Carlos
publicado por JoffreJustino às 12:48
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O Poder Local Mostra Como Se Resolve a Crise! (Como Escreveu A BOLA Três Autarcas, Dois Partidos, Um Voto NO Povo!)

O Poder Local Mostra Como Se Resolve a Crise!
(Como Escreveu A BOLA Três Autarcas, Dois Partidos, Um Voto NO Povo!)


Um amigo meu, ao ler o texto que enviei hoje, decidiu e bem fazer-me chegar um Fax, com a noticia que saiu na BOLA de 8 de Outubro, com o titulo que refiro acima.

Disse-me ele que esta noticia, que está ao arrepio desta tendência para a clivagem partidária, para a recusa em olhar de frente para a crise, dupla, interna e externa, para o conflito institucional que gerará um elevado custo à economia portuguesa, merecia relevo.

E merece mesmo, porque é a prova de que, localmente, dirão alguns, tudo é mais fácil no entendimento da importância do Desenvolvimento Sustentável.

São 3 autarcas, dois do PSD e um do PS, por ordem de Pedrogão Grande, de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera teoricamente portanto, 3 autarcas que deveriam estar “em guerra”, insultando-se, magoando-se, dificultando-se, se assumissem o comportamento da divisão que assistimos a nível nacional.

Não o fizeram.

Rui Silva, Presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos, PSD, recebeu um convite para criar uma academia de futebol.

Sabendo que sozinho o Município não conseguia tirar vantagem do projecto, este Presidente de Câmara não teve problemas em agregar os dois municípios acima, um deles do PS realce-se, criando assim as condições para que a academia tivesse pernas para andar.

Dir-me-ão que é mais fácil criar relações e sustentar projectos intermunicipais e interpartidários que criar uma politica sustentável a nível nacional.

Absurdo.

Na Alemanha não se vê problema em que o partido maioritário, da família politica do PSD português, tivesse uma coligação com o SPD, da família politica do PS português e passe, no pós eleições, para uma coligação com os Liberais. Na Holanda, na Bélgica, na Itália, etc, etc, o que temos mais na Europa é soluções de consenso, por forma a solucionar estavelmente a crise que atravessa todo o Planeta.

Quanto mais um país, como Portugal que, para além da crise importada tem uma crise interna ainda por resolver.

Note-se que os Verdes alemães, aproximadamente o Bloco de Esquerda alemão, tiveram uma estável coligação com o SPD alemão anos a fio e que estadualmente desenvolvem coligações quer com os sociais democratas quer com liberais sem que lhes caiam os parentes na lama.

Porque o principio da promoção do essencial, da estabilidade governativa, ninguém discute.

Porque se leva a sério a qualidade de vida para todos e se entende a importância do Desenvolvimento Sustentável e o papel da solidariedade nacional!

Nem ninguém inventa argumentos de lana caprina para impedir a estabilidade governativa.

Se Castanheira de Pera, PS, Figueiró dos Vinhos, PSD, e Pedrogão Grande, PSD, podem gerir equipamentos sociais em conjunto, reforçando a qualidade de vida dos seus Munícipes, digam-me uma razão séria para que não haja estabilidade governativa em Portugal?

Note-se, estamos numa economia global, com 6 biliões de Cidadãos e Cidadãs a produzirem e a consumirem, cada vez mais sem Fronteiras, sem a influencia de Estados .

Onde contam 10 milhões? No Global? No Local?

Brincamos?

Ou queremos superar a Crise?


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 12:43
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O Golpe de Estado em Movimento!

«Nós estamos fora desse jogo,
nós somos oposição e o Partido
Social Democrata deve trabalhar
afincadamente para se manter
como alternativa firme a este
Governo. É a alternativa que em
democracia está destinada a
substituir um poder que não serve»,
Manuela Ferreira Leite em Bragança nestas Autárquicas



O estranho é que parece que Manuela Ferreira Leite é que não entende que as eleições Legislativas terminaram a 27 de Setembro de 2007 e que o país se encontra numa crise dupla, interna, gerada também por ela, e internacional gerada pela Direita neo liberal onde ela se enquadra.

O grave é que, não o entendendo, Manuela Ferreira Leite com estes discursos de enorme agressividade e de forte clivagem politico social empurra o país para a impossibilidade de superar a crise, alimentando pelo contrário a instabilidade, o desemprego, a insegurança.

Primeiro, durante a campanha eleitoral, preenchida de estorietas que se vieram a mostrar falsas, encheram a boca da necessidade de não haver maiorias absolutas. Tendo atingido esse objectivo menor, pois perderam as eleições, o PSD de Manuela Ferreira Leite, ao que parece a par de não poucos da Presidência da República, procuram agora impor um golpe constitucional/de estado que conduza o PSD para o governo, com o apoio da PR, e, esperam, o silencio da Oposição BE/PCP.

Urge pois penalizar ainda mais a Direita.

Na verdade, estas eleições Autárquicas estão a servir de campo de manobra para justificar um governo de cariz presidencialista, de maioria de direita, PSD/CDS, bastando para tal que haja o argumento de haver uma maioria de Câmaras à Direita!

Ao que se juntaria o facto da coligação PSD/CDS ter mais deputados que o PS e ao que se alinharia o silêncio no BE e no PCP.

A ambição da PR é conhecida. O ódio a soluções PS/PSD é também conhecida, bastando recordar que foi contra a coligação PS/PSD que o professor Cavaco Silva surgiu para a liderança do PSD. O semi presidencialismo é a rampa de partida para um “presidencialismo justificado”, pela impossibilidade de entendimento à Esquerda.

Eis porque os que brincam com o fogo e se esforçam por anular o que é evidente, para atingirem o único objectivo que será a destruição do PS ou não entenderam a gravidade do que estão a provocar, ou, se o entenderam, pagarão bem caro este erro.

Mas, para já, a este movimento golpista só há uma solução. Votar em força no PS, impedir uma maioria de Câmaras à Direita, numa primeira fase.

Aliás, a derrota da maioria PSD nas Câmaras Municipais é também a solução para a estruturação de politicas de Desenvolvimento Local Sustentável, instrumento determinante para erradicar a desertificação do Interior e o excesso populacional no Litoral.

De seguida, preparar rapidamente uma plataforma de entendimento à Esquerda para as Presidenciais.

Ora essa plataforma tem já rosto.

Chama-se Manuel Alegre.

Ele foi o travão da destruição do PS e da vitória eleitoral de Manuela Ferreira Leite.

E é a personalidade capaz de congregar a Esquerda para uma vitória nas Presidenciais.

Ora a vitória nas Presidências é a solução para a estabilidade e para a capacidade de resposta, à Esquerda, para o combate à crise, dupla, que vivemos.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:35
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Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

O Poder Local, O Rendimento Social de Inserção, os Trabalhadores e o Desenvolvimento Local

Um debate “a dois” na rede DLR, as noticias da comunicação social em volta do Rendimento Social de Inserção, RSI, e a posição da CGTP sobre o tema leva-me a escrever algo sobre este assunto que afecta 385 000 cidadãos e cidadãs, enfim perto de 4% das pessoas em Portugal.

Temos hoje, em Portugal, 1,9 milhões de Pessoas a viverem abaixo do limiar de pobreza, com uma forte incidência na população do Norte, e temos um sentido crescente das pessoas a viver também de forma dependente do RSI. Na verdade, se em Março de 2009, teríamos, segundo a Lusa 350 575 pessoas a beneficiar do RSI, temos, agora, segundo a CGTP, 385 000 beneficiários, mais 50 000 que a final de 2009, um acréscimo de 15% em 6 meses…

Acréscimo que releva também o empenho do Governo no combate à Pobreza e na busca de soluções de Inserção das Pessoas Carenciadas na actividade económica e social, apesar de se encontrar ele também, Estado, numa situação financeira nada estável.

Mas devemos também acentuar que os cerca de 20% de Pobres, seriam, segundo o JN de Janeiro, cerca de 40% se o Estado não cumprisse a sua função, e bem, de distribuidor do Rendimento, junto dos mais Carenciados.

Não deixa de ser sem duvida impressionante, (e fortemente negativo para estado de espírito optimista em Portugal, que como se sabe, inexiste) que cerca de 10% dos beneficiários do RSI sejam trabalhadores por conta de outrem! Sendo certo que a crise, a nacional, herdada, do PSD, e a internacional, importada, do sr Bush, está por detrás do essencial desta situação, é também certo que uma parte desta realidade resulta de outros factores que necessitam de análise, de debate e de propostas e práticas que apoiem soluções rápidas.

Uma delas está na urgência em acelerar a evolução do Salário Mínimo Nacional, o que está em curso por pressão sindical e do Governo e que usualmente arrasta, em cadeia, melhorias salariais, por todo o país…

O CDS, todos têm visto, com Paulo Portas e em especial nesta Campanha Eleitoral para as Legislativas, tem vindo a exigir, uma reapreciação do acompanhamento e dos resultados da implementação do RSI, em nome do combate à fraude, por uns tantos perpetrada no recebimento do RSI.

No entanto, infelizmente, nem o CDS nem o PSD de Manuela Ferreira Leite assumiram o lado essencial da realidade portuguesa – os entre 20 a 40% de pobres existentes em Portugal e a necessidade de Portugal desenvolver politicas de superação deste estado de Miserabilidade em que vive, 35 anos depois do 25 de Abril.

Como, na verdade, urge que mesmo a Esquerda e os Socialistas em especial, assumam esta significativa limitação portuguesa e busquem soluções realistas, práticas e capazes de gerar um desenvolvimento sustentado no país.

Note-se que Portugal viveu sem duvida melhorias, desde 1974 até aos dias de hoje, pois, na verdade, a taxa de Pobreza em Portugal estava, largamente, bem acima dos actuais 20 a 40%, ( situava-se em valores bem próximos dos 80%), mas que as mesmas melhorias podiam ter sido também, mais e mais adequadas.
Não vou dizer que a CGTP não tem feito actividades, exigido medidas, capazes de fazerem superar este estado de coisas. Mas posso dizer que o seu discurso, em face de denuncias mais que necessárias, se mostra insuficiente, e cito, do seu ultimo comunicado, “O carácter persistente da situação de pobreza não resulta de aspectos conjunturais, mas de correlação entre o processo de desenvolvimento e a desigualdade na distribuição dos rendimentos, em que Portugal se situa num dos mais elevados da U.E.
Para a CGTP-IN são imperiosas novas políticas que respondam ao enfraquecimento do tecido produtivo e que combatam a precariedade e aos baixos salários e melhoria da protecção social, nomeadamente dos desempregados, para que se diminuam as desigualdades. “
Vivemos uma dupla crise, pelo que se exige que uma Central Sindical seja mais interventiva, mais exigente consigo própria, mais afirmativa, apresentando propostas adequadas perante esta vivência de dupla crise. Ou, em alternativa, poder-se-á dizer que a CGTP considera que,. Se o Governo cumprir o Plano Nacional de Inclusão, nada a CGTP tem a dizer.
O que não corresponde nem ao seu discurso, nem ao discurso e prática do partido que no seu seio é maioritário – o PCP.
De qualquer forma é bom divulgar o texto da CGTP pois este recorda que “Este relatório sobre os programas de inserção refere, ainda, que 7% dos requerimentos cessados por motivo de cessação foi por falta de celebração do programa de inserção e 5% por incumprimento do programa após admoestação, e outros cessaram por falsas declarações e outros mais motivos. Mas, a maioria esmagadora 57%, devem-se ao facto de terem alterado os seus rendimentos.
Do total de processos deferidos não cessados 78% tinham acordo de inserção assinado.”
Pelo que se pode dizer, na verdade, que fica duvidoso que o CDS e o seu leader tenham razão nas criticas que fazem ao RSI.
De qualquer forma, é do direito de Paulo Portas e do CDS clarificarem esta mesma situação.
No entanto, desenvolvo este texto porque entendo que se das 497 591 acções de inserção só 3% tenham a ver com a qualificação escolar e profissional dos envolvidos, então algo vai mal no sistema enquadrador do RSI e necessita de ser alterado, enquadrando-o ainda mais com o sistema Novas Oportunidades.
Como não me foi possível entender o que pode ser inserível no programa de inserção pouco mais poderei avançar neste item, mas anoto, sem dúvida, uma fragilidade do sistema de inserção no contexto do RSI.
Mas se é verdade que o combate à Pobreza tem vindo a melhorar nestes últimos anos, o facto de o Porto, Lisboa, Braga e Setubal serem os 4 distritos com mais beneficiários do RSI, todos eles, teoricamente distritos “desenvolvidos”, mostra bem a fragilidade do tecido económico e social português, capaz de gerar ao mesmo tempo riqueza e pobreza e, claro, a enorme fragilidade do modelo de desenvolvimento ora dominante.
Sobretudo porque se é verdade que um nº crescente de empresários tem e assume preocupações no contexto da Responsabilidade Social das Organizações, é também verdade que este conceito, ao não ser privilegiado no modelo Institucional das relações entre o estado e as Organizações, limita o empenho empresarial na sua assunção desta mesma Responsabilidade.
Seria ainda útil perceber que tipo de organizações se encontram a acompanhar os beneficiários do RSI e que tipo de modelos de enquadramento, e de motivação à Inserção, utilizam.
De facto, pelo tipo de acções de inserção que se encontram descritas na comunicação social, dá a clara sensação de as mesmas relevarem uma atitude mais de cariz filosófico caritativista, “acompanhamento nos centros de saúde,…” por exemplo, que insercionista, que passaria pelo estabelecimento de um programa de adequação da pessoa beneficiária do RSI às necessidades do Mercado, quer de trabalho, que de empreendedorismo.
Ora, não se tem visto o CDS a assumir uma atitude insercionista neste processo, pelo que se este partido levanta questões que merecem respostas, também é verdade que não sugere soluções que tornem o RSI ainda mais eficaz.
Seria pois de todo útil que nestas Autárquicas, onde se lida com as pessoas no seu espaço de vivência, se penalizasse o CDS, e as coligações onde entra, por se manter na estrita posição da critica, sem avançar soluções alternativas, ou reformadoras no contexto do RSI.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:35
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Um Texto do Meu Amigo Fernando Garcia

Meu caro Jofre

Ainda não me actualizei o suficiente para entender a questão que colocaste do mandato de 2 anos.

Qunato à candidatura à PR sou indiferente à personalidade daarea socialista a escolher, mas quero lembrar que o CS/PSD/CDS passou nas presidenciais logo à 1ª volta.

Sabes o que isto quer dizer? Quer dizer que nem o MS e muito menos o MAlegre foram capazes, somados, de ter mais votos que o CS.

Sobre o conceito de esquerda, há um conflito genético, na minha opinião.

Há quem defina esquerda como o regime em que o patrão privado passa para o patrão Estado, Ou seja a capacidade reinindicativa dos trabalhadores cessa, porque isso vai contra os superiores interesses da Nação.

Pelo contrário há quem defina esquerda com a capacidade para fomentar uma capacidade reinvindicativa capaz de melhorar a justiça na distribuição dos lucros.

Não me parece que de todo uma seja compatível com a outra.

De qualquer maneira não me parece impossível que 2 ou mais partidos se entendam sobre quais a prioridades num prazo tão curto com 4 anos.

Só mais uma "boca".

Será que decorrido todo este tempo sobre a aquisição de submarinos a questão que agora surge é porque a policia é de reacção lenta ou porque a politica é de reacção calculada?

Será que se esta´a pretender coagir o CDS a viabilizar o futuro Governo?

Será que esta fragilidade do CDS pode justificar a dificuldade de um Governo com maioria estável?

Um abraço

FGarcia
publicado por JoffreJustino às 13:51
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LISBOA " DESCONTA ", Um Artigo de Eugénio Ferreira

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APELAR A UMA CULTURA DE ESQUERDA E NÃO A PRATICAR INCONSCIENTEMENTE ESTOU CERTO , É POR VEZES INEFI CAZ . COMO TUDO NA VIDA . MAS NESTE CASO PARTICU LAR , SE RELACIONADO COM AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS DEVE TER EM CONTA MUITO MAIS " COISAS " DO QUE A SIM PLES DISCUSSÃO AFIRMAÇÃO - RESPOSTA - CONTRA RES POSTA - REAFIRMAÇÃO CLUBISTA QUE É O QUE ACONTE CEU,POR EXEMPLO AGORA , COM O CHOQUE QUE SE PODE SIMBOLIZAR NO CONFRONTO VERBAL, PELOS VISTOS ARTIFI CiAL PARA CONVENCER E DESCONVENCER , CAVACO - PS .

PORQUE A CULTURA DE ESQUERDA NÃO FUNCIONOU . POR PRETENSÃO EM BUSCAR O PODER , IDEALIZANDO O PODER DE FERREIRA LEITE COMO SALAZARISTA POLITICAMENTE QUANDO APENAS O É SALAZARISTA EDUCACIONALMENTE E DE MENTALIDADE - DEMONSTRANDO QUE POR VEZES ESQUERDA E DIREITA VERBAIS PERMANECEM COM UMA MESMA MENTALIDADE UMA PARTE IMPORTANTE DOS DIRI GENTES,REPITO , DIRIGENTES, DO PS , NÃO PERCEBEM QUE AS TRICAS A QUE RESPONDEM ... DADO QUE É DE RESPOS TA QUE SE TRATA , VÃO NO MESMO SENTIDO AO NÍVEL DAS MENTALIDADES DO QUE SÃO AS AFIRMAÇÕES DE FERREI RA LEITE E PAULO PORTAS E DA CULTURA DE DIREITA .


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NÃO VALE A PENA ESTAR A APROFUNDAR AS ABSOLUTA MENTE CORRECTAS E VERDADEIRAS CONTRADIÇÕES EN TRE AS ELITES ACADEMICAS , CONOTADAS PELO JOFFRE JUSTINO,DE FORMA INCORRECTA COMO HEGEMONICAMEN TE DE ESQUERDA, DE UM LADO; E A ESQUERDA , QUEM SABE SE DAS " MASSAS " POPULARES , DE OUTRO LADO. TAL SEMPRE FOI NÃO VERDADEIRO EM TODAS AS ÉPOCAS

( VEJAM FERNANDO PESSOA HOJE MUITO EMPOLADO POR ESQUERDAS E DIREITAS QUANDO ELE POLITICAMENTE ERA UM DIREITINHA E PÊRAS ) .

O QUE É NECESSÁRIO PARA AS MAIORIAS , NESTE CASO , A MAIORIA DOS QUE PELO MENOS DEFENDEM UMA CULTURA DE ESQUERDA , É COMPREENDER QUE AS ELITES ABAR CAM AS " COISAS " DE MODO DIVERSO E POR VEZES CON TRADITÓRIO EM FUNÇÃO DOS INTERESSES CONJUNTURAIS . NESTE CASO DOS INTERESSES POLÍTICOS IMEDIATOS QUE TÊM A VER COM A CAMARA DE LISBOA . ATACAR ESSAS ELITES - MESMO QUE ELAS ATAQUEM A SUA SUPOSTA BASE SOCIAL ( O QUE É FALSO ) , A DOS DEFENSORES DA CULTURA DE ESQUERDA-COM A FINALIDADE DE DERRO TAR, O MAIS CONVINCENTEMENTE, UMA ABSOLUTA CUL TURA DE DIREITA PARA DETER BASE SOCIAL DE APOIO. É CONTRAPRODUCENTE .

ESSA ESTRATÉGIA SÓ PREJUDICA A ESQUERDA .PORQUÊ ? PORQUE NÃO PODE ANDAR PELO MESMO DIAPASÃO POLÍTICO UTILIZANDO BATOTAMENTE ARGUMENTAÇÃO LETRA A LETRA OU ARGUMENTO A ARGUMENTO , ATRAVÉS DA MESMISSIMA FORMA DE ACTUAÇÃO . ALTERNÂNCIA ...NA PALAVRA .

A CULTURA DE ESQUERDA , COMO DIFERENÇA SUSBTANTI VA EM FUNÇÃO DA DE DIREITA É NÃO TER RECEIO DE IR AO FUNDO DAS COISAS E ASSUMIR TUDO COM TODA A FRONTA LIDADE,COMO DIZ O OUTRO , PARA DEPOIS DEFENDER A BA SE SOCIAL DE APOIO QUE DEVE ESTAR SUBJACENTE :

A DEFESA DE FACTO DA SOLIDARIEDADE ,
DOS MAIS EXPLORADOS ,
DOS MAIS POBRES ,
COMO SUPORTE DE INCLUSÃO SOCIAL
E NÃO COMO CONSEQUÊNCIA PESSIMISTA E INEVITÁVEL DA VIDA .

O QUE É PRECISO DISTINGUIR - E AÍ HÁ APROXIMAÇÃO DE PERSPECTIVAS - É QUE HÁ GENTE QUE TEM LINGUAGEM DE ESQUERDA E CLARAMENTE É E , SEGUNDO PARECE , SEM PRE FOI , DE DIREITA . QUEM ?

QUEM DEFENDE QUE AFINAL OS INTERESSES CORPORATI VOS ATÉ TÊM O SEU ASPECTO POSITIVO ...OUVIU-SE ISTO HÁ ALGUNS MESES A UM CHEFE DE PARTIDO NO PORTU GAL DO 25 DE ABRIL ...QUEM ?

QUEM DEFENDE QUE NÃO HÁ MAIS QUE POSSIBILIDADE DE ALTERNÂNCIA NO PODER SITUACIONISTA E NÃO EXISTEM ALTERNATIVAS DE ESQUERDA , A COMEÇAR POR ALTERNA TIVAS CRIADAS A PARTIR DO PODER LOCAL QUE , Á POSTE RIORI , PODERIAM INFLUENCIAR DECISIVAMENTE O PODER CENTRAL A PRAZO , SEM SUBMISSÕES CORPORATIVISTAS A BRUXELAS...POR PASSAREM A SER REALIDADES OBJECTI VAS QUE TERIAM DE SER ACEITES PELO PODER DA UNIÃO EUROPEIA .

2

TER CULTURA DE ESQUERDA É DEFENDER A ESQUERDA GLOBAL , É COMBATER A ESQUERDA ARMADA EM NACIONALISTA POR COLOCAR OS INTERESSES DE PORTUGAL SEMPRE E SEM NEXO " ACIMA DOS " INTERES SES DE SOLIDARIEDADE E DE ORGANIZAÇÃO DO MUNDO , MAS É TAMBÉM NÃO UTILIZAR OS INSTRUMENTOS OU OS MEIOS UTILIZADOS PELA CULTURA DE DIREITA , ENRAIZADA NAS MENTALIDADES EM MUITA GENTE QUE DE LINGUAGEM É DE ESQUERDA .

POR OUTRAS PALAVRAS , TER CULTURA DE ESQUERDA É COMBATER SEMPRE , DE PRINCÍPIO E POR VALORES , A CULTURA DE ESTAGNAÇÃO DE DESIGUALDADE PREVA LECENTE , INDEPENDENTEMENTE DE HAVER GENTE DE ESQUERDA , ELITES POR EXEMPLO , A NOS COMBATER ...

EXEMPLO : SALVO CASOS PONTUAIS OBRIGATORIOS . DEFENDER ANTONIO COSTA EM LISBOA NÃO DEVE SERVIR PARA ANDAR À PROCURA DE VOTOS Á ESQUERDA , ENTRE AS ELITES PROGRESSISTAS DO BLOCO OU CONSERVADO RAS DO PC ( OU VICE VERSA PARA QUEM ASSIM PENSA ) . ANTES DEVE SER , SEMPRE , DIVIDIR A DIREITA PARA TRA ZER PARA O NOSSO LADO GENTE QUE , POR EXEMPLO , TEM HABITOS DITOS DE ESQUERDA OU SEJA LIBERAIS NOS COSTUMES E LIBERAIS NA ECONOMIA E VOTA PSD E CDS .

É ESSA A TAREFA DE UM PARTIDO E DE GENTE COMO ANTÓ NIO COSTA , ENQUANTO SUPORTES QUE NO APARELHO DE ESTADO SÃO OBRIGADOS A GOVERNAR , POR VEZES , À DI REITA , SENDO PESSOALMENTE DE ESQUERDA . O QUE ACONTECE É QUE HÁ MUITA GENTE QUE CONFUNDE SER DE ESQUERDA INDIVIDUALMENTE COM FAZER UMA POLITI CA DE ESQUERDA .

CAVACO SILVA , AO DEFENDER QUE PESSOALMENTE TINHA UMA VISÃO DOS ACONTECIMENTOS PRÓXIMOS PASSADOS , DEMONSTROU QUE MESMO QUE SEJA UM DOS RAROS SO CIAL- DEMOCRATAS QUE ANDA PELA ZONA DO PSD , É UM HOMEM FRANCAMENTE , ESTRUTURALMENTE , SUBSTANTI VAMENTE DE DIREITA .

ELE NEM SEQUER COMPREENDEU !!!!!???? QUE EU OU SE
JA QUEM FÔR , POSSAMOS ESTAR SIMPLESMENTE BORRI FANDO-SE PARA A OPINIÃO PESSOAL QUE ELE POSSA TER DAS " COISAS " DE PORTUGAL , DO POÇO DE BOLIQUEIME OU DO MUNDO.

O QUE ME INTERESSA , O QUE INTERESSA A TODOS , INFELIZ MENTE NEM TODOS A ISSO LIGAM , É AQUILO QUE ELE DIZ E FAZ COMO PRESIDENTE DA REPUBLICA, INSTITUCIONALMENTE .

MEDINA CARREIRA,MESMO COM A FAMA DE TER ANDADO PELO PS,AO AFIRMAR, DEPOIS DE ANDAR A CRITICAR RADICALMENTE TODO O MUNDO , QUE NEM SABIA MUITO SE IA VOTAR NAS ELEIÇÕES , SERÁ OU NÃO UM HOMEM CONS CIENTE?, DEU UM CONTRIBUTO - ELE QUE É ELITE - A TODOS OS QUE HESITARAM EM VOTAR , POIS A SUA OBRIGAÇÃO É IR VOTAR E VOTAR EM BRANCO OU NULO , MANIFESTANDO , OFICIAL E PUBLICAMENTE O SEU VOTO . DIZER QUE NÃO SE VAI VOTAR OU NÃO SE SABE SE VAI VOTAR E ANTES E DE POIS ANDAR A CRITICAR OS POLITICOS É NÃO ACEITAR O RE GIME FORMALMENTE DEMOCRÁTICO , É NÃO CONTRIBUIR PARA A SUA CONSOLIDAÇÃO . É DEFENDER UM ELEMENTO QUE AJUDA A DEFINIR UMA CULTURA DE DIREITA

CRITICAR AS ELITES DO BLOCO E NÃO CRITICAR MEDINA CARREIRA , PRINCIPALMENTE AS ELITES QUE ANDAM PELO EMPRESARIADO , MESMO OU PRINCIPALMENTE EM LISBOA , QUE TEM TODOS UMA CULTURA DE DIREITA ABSOLUTAMEN TE BATOTEIRA E POPULISTA NO CASO PORTUGUÊS ...POIS AINDA ANDAM , EMGRANDE PARTE COM CARA DE INDEPEN DENTES E AUTÓNOMOS , À PROCURA DAQUILO QUE A ES QUERDA PC PRETENDE NOUTROS MOLDES ...O ESTADO "ACIMA DE TUDO"OU EXCLUSIVAMENTE REDISTRIBUTI VO...PARA ELES ,

É NÃO PERCEBER QUE AS PESSOAS NÃO SÃO ESTUPIDAS E QUE SABEM MUITO BEM DISTINGUIR O QUE SEPARA AS ELITES DE ESQUERDA DAS ELITES DE DIREITA E A PRÁTICA AUTÁRQUICA DA ESQUERDA DA PRÁTICA AUTÁRQUICA DA DIREITA

( VIDE OS AUTARCAS DO PC GENERICAMENTRE ATÉ Á UNS ANOS OU POR EXEMPLO DE UMA CERTA REGIÃO DO ALEN TEJO , QUE Á REVELIA OU NÃO DA POLITICA DOS SEUS CHEFES , FORAM OS PRINCIPAIS IMPULSIONADORES DAS ENERGIAS ALTERNATIVAS , ASPECTO QUE O PS SÓ NOS DIAS DE HOJE ESTÁ A APROVEITAR.

O PODER POLITICO NO AMBITO DA CULTURA DE ESQUERDA DEVE SER SUFICIENTEMENTE SÓLIDO NAS IDEIAS PARA NÃO TER NECESSIDADE DE " BATER " NAS SUAS PRÓPRIAS ELITES , EM NOME DO PODER QUE SE BUSCA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! OU SEJA , É BOM QUE O BLOCO E O PC CRITIQUEM ACERRI MAMENTE O PS ; É BOM QUE O PS , SEM SER MASOQUISTA , NÃO DEIXE NUNCA DE CRITICAR PRINCIPALMENTE A CULTU RA DE DIREITA E A DIREITA .

CONCLUSÃO :

SE ASSIM NÃO FÔR

CONTINUAR-SE-À A DEFENDER , COMO NO FUTEBOL , QUE A PRIMAZIA DA HABILIDADE/TECNICA SOBRE A TÁCTICA

ORA POR MAIS DECISIVOS POSSAM SER CONJUNTURAL MENTE OS HABILIDOSOS E AS TECNICAS , É A TÁCTICA SISTEMÁTICA CONSTRUIDA QUE GANHA CAMPEONATOS !

SE ASSIM NÃO FÔR ,

POR EXEMPLO LISBOA PODE DESCONTAR A FAVOR DO PS -LOPES ...E NÃO CONTAR
EDMUNDO FERREIRA , 30 SETEMBRO 2009
publicado por JoffreJustino às 10:20
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…E Dá Para Acreditar?....

Na sequencia da crise imposta pelo sr Presidente da República, com o seu ultimo discurso, que de todos os lados teve como resposta um, - hum,hum, não entendemos sr Presidente… é para ofender, para provocar, ou para pedir desculpa? – a comunicação social mostra o resultado,

Teremos eleições daqui a dois anos!

(Felizmente o Publico deixou de contar com o militante do jornalismo partidário, José Manuel Fernandes…talvez porque o sr Belmiro já entendeu que não pode beneficiar um partido sem penalizar os seus negócios, dependentes das Câmaras Municipais; o que aliás deixa uma outra pergunta, andam as Câmaras Municipais a apoiar listas partidárias através destes “negócios” com a comunicação social?).

Será sério anular, logo na semana seguinte às eleições, um acto eleitoral que decorreu sem fraude?

Esta instabilidade, gerada sobretudo por um mau jornalismo e por um mau papel da elite politica que se recusa a aceitar uma simples derrota eleitoral, é grave.

Antes do mais porque instabiliza o país em período de grave crise, interna e importada, económica, quando o que o país necessita é de estabilidade para superar esta crise.

De seguida, porque põe em causa a Democracia.

Isto é, este discurso, a continuar, só demonstra que a comunicação social e esta elite politica só entende como viável a força das maiorias absolutas, pelo que prepara, com o mesmo discurso, de instabilidade gerado, a necessidade de novas maiorias absolutas.

O que agrava a razão do discurso do Presidente da República, pois se o enquadramos neste contexto, o que assistimos é, por um lado ao beneficiar da oposição, PSD/BE/CDS/PCP, e, por outro, à preparação do ambiente de instabilidade governativa que se avizinha e que alguns visivelmente anseiam.

Finalmente, assiste-se ainda à desvalorização das eleições Autárquicas, o que é democraticamente ainda mais grave.

Esta instabilidade só pode ter uma resposta – derrotá-la nas Autárquicas, apoiando as Listas PS e assim preparar as eleições Presidenciais com uma campanha alternativa forte, que só pode ser gerada através da Candidatura de Manuel Alegre, apoiada pelo PS e pela Esquerda que em Lisboa se juntou ao PS.

Na verdade, perante este ambiente de confronto, não vale a pena imaginar estratégias e cenários que não sejam de confronto.

Mais ainda, urge repensar a Esquerda, e recriar a Esquerda, tornando-a maioritariamente não populista e não estatista.

De facto, em outras Democracias, com outras elites e outra comunicação social, a solução seria outra – todos privilegiariam a estabilidade, os consensos de governos de coligação, de forma a que a crise fosse, democraticamente superada num contexto de consensualização nacional.

Mas não é o que está a suceder em Portugal.

E, assim, quem ficar de fora das duas Unidades possíveis, à Esquerda com o PS e em volta de Manuel Alegre e à Direita com Cavaco Silva e em volta do PSD, terá, daqui a dois anos, o seu enterro politico.

Resta, claro, uma alternativa – a de o bom senso surgir no PSD e de surgir uma alternativa no PSD, de centro esquerda, que cubra a estabilidade e a superação da crise que Portugal vive.

Mas esta alternativa não se vislumbra no horizonte, com um PR, de direita a, claramente, opor-se a ela.


Joffre Justino
(uma nota sobre os submarinos – mais um escandâlo à Direita e mais um silêncio sobre tal…porque será?)
publicado por JoffreJustino às 10:15
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

Lisboa Conta

Tive a oportunidade de assistir, ontem, a um maravilhoso espectáculo de apoio à Candidatura do PS e de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa, com Sérgio Godinho, Luis Represas, Camané, etc, e com todos, de Esquerda, a apelarem à vitória, de Esquerda, do PS e de António Costa, e mais dos grupos Independentes que com o PS organizam esta Lista de Esquerda.

A Cultura de Esquerda mostrou com quem está – com o PS e com os que defendem a Unidade da Esquerda, com o PS.

Ao contrário da “elite académica”, que se mostra, por razões corporativistas, alinhada com o BE, ( ao Nogueira do SPRC e da FENPROF, o PCP o deve), e da componente tradicional comunista que se mantém no PCP.

Tivessem estas duas componentes sido menos sectárias e a Vitória da Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa estaria garantida.

Mas, infelizmente, no seio destas duas componentes houve quem conscientemente, assumidamente, optou em Junho por uma vitória eleitoral, nas Legislativas e nas Autárquicas, do PSD.

Na verdade, Lisboa conta.

Para outra estratégia, que não seja a acima, que não seja suicida.

Lisboa conta para uma Estratégia que passe pela vitória eleitoral em Lisboa, da Esquerda, que prepare uma vitória eleitoral, da Esquerda, de Manuel Alegre, com o PS e não contra o PS.


E António Costa conta,

Porque foi quem com a paciência dos organizadores estruturou uma Candidatura de Esquerda, para uma Câmara Municipal que exige uma intervenção de Esquerda que possibilite uma Inserção Social dos Mais Carenciados, das Minorias, étnicas e culturais, um reordenamento paisagístico urbano urgente, a sustentação de um turismo cultural e não somente de negócios, e uma politica inclusiva para todos os Lisboetas.

Lisboa conta, portanto, para esclarecer que,

Não tem mal que Lisboa seja Negócio, ao contrario do que o BE defende, desde que são, transparente, não fechado nas “académicas” “consultorias”, desde que integrado em politicas de Responsabilidade Social, porque, a não ser nas mentes “católicas romanas” retrógradas, do século XIII, garanto-vos, o Negócio não é pecado

A Esquerda pode unir-se, pode ganhar um processo eleitoral e assim preparar uma vitória eleitoral nas próximas Presidenciais, gostem ou não alguns dos que estão nos aparelhos de parte da Esquerda

Há um combate a fazer, em favor do país, do combate à crise, a interna e a mundial, que se colaram, e contra a Direita e os que, nela, ou não, procuram, a todo o custo, a instabilidade, que empurrará o país para uma ainda maior crise

Que quem está a empurrar o PR para o alimentar da instabilidade, está a gerar uma grave tendência para a destruição do tecido económico e a fragilização do tecido social português

A vitória eleitoral em Lisboa, desta Unidade à Esquerda, é um passo essencial na modernização do país, sobretudo porque feito com a consciência de que as crises existem para serem solidariamente combatidas e não egoisticamente sustentadas, por interesses ou projectos sem Valores.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:09
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