Segunda-feira, 4 de Julho de 2005

Critica à noticia do PUBLICO sobre a participação em actividades eleitorais..um texto que enviei ao PUBLICO

Caros senhores,

Estive a ler a vossa noticia sobre as "férias" dos candidatos a eleitos locais...Nao consigo deixar de relevar, no título, a palavra "férias", citada 3 vezes no texto da noticia e agravada com a frase "turismo eleitoral", também no texto, para acentuar esta concepção, já nao ineditamente, antidemocratica, de confundir uma participação activa em uma campanha eleitoral com "férias".
Mais, nao deixo de acentuar a noção, grave, de podermos duplicar um hipotético "absentismo", provocado pela participação activa em um acto eleitoral, em valores que poderiam ir, "entre 5 a 10 %", que denota uma exigência de "rigor" a que nos vamos habituando...
Sendo eu dirigente de uma cooperativa de ensino, e candidato a eleito local, é nesta dupla função de responsável por uma unidade económica e candidato que senti a necessidade de refutar estas teses ditas "antiabsentistas"...
1. Não existe, nem no vosso texto, nem nas estatísticas, as "citadas" e as oficiais, inexistentes, informação sobre os candidatos que não usufruem deste direito...eu próprio não usufrui do mesmo das duas vezes a que fui, já, candidato, e conheço uma boa duzia, pelo menos, de candidatos que optaram pelo mesmo
2. É verdadeiramente inadequado fazer deste tema noticia com informação tão sem geito...5 a 10 %? E porque não 1 a 2%? Ou 0,5 a 1%? Não havendo confirmação efectiva com base em que dados estaremos a trabalhar?Em pressupostos de quem quer escamotear que, e recordando o Codigo do Trabalho, ainda não se cumpre em Portugal o articulado sobre a Formação Profissional, apesar de estar publicada no interior do mesmo Código do Trabalho? Apesar de se saber que a não qualificação, a nivel de gestores e trabalhadores, é o principal cancro da economia em Portugal? E porque não uma noticiazita sobre tal?
3. "Férias"? A participação na vida pública do país, a participação em campanhas eleitorais, um acto cívico, um dever cívico enfim, pode ser comparado com"férias"? Em nome de quê? Do desvalorizar da participação activa dos cidadãos na mesma vida pública?
4. "Absentismo", o cumprimento de um dever cívico? Esta ideia faz-me recordar velhos debates à mesa de negociações de contratos colectivos de trabalho, dos idos anos 80sobre os direitos das mães ao aleitamento...e faz-me lembrar o como é baixa actualmente a taxa de natalidade em Portugal...será por acaso? Não estaremos, todos, a perder com esta enorme redução de Consumidores, (atingida com esta rejeição do papel das mães na economia produtiva..) e de participantes na Vida económica, resultante do nao cumprimento, em não poucos sectores de actividade, dos direitos das mães, sendo que o que se ganhou em "combate ao absentismo" se está a perder em Procura económica...?
5. "Absentismo"? E sabem os intervenientes na construção desta "noticia" as horas perdidas e não pagas em reuniões de Junta, de Assembleia de Freguesia, em sessões de Câmara e Assembleias Municipais, em reuniões com os municipes, em trabalho realizado em prol da comunidade, em trabalho realizado em favôr do crescimento da economia?
6. Seria bem interessante, nesta matéria do "absentismo", recordar e fazer noticia sobre as horas dispendidas em transportes públicos, ainda hoje de má qualidade, e verdadeiras fautoras de redução da produtividade na actividade económica....
7. Seria bem interessante, nesta matéria, recordar como ginastica, todos os dias, parte importante da população activa, para conseguir manter um nivel de qualificação, escolar, dos seus filhos, levando-os e trazendo-os das escolas, em condições miserabilistas e geradoras de tensões, stress e de redução de produtividade efectiva....
8. É para intervir na busca de soluções para estes ainda problemas, que existem os eleitos locais, que reunem com construtores civis, com empresários de empresas de serviços, com gestores de fabricas, com gestores de unidades hospitalares, com gestores de escolas, para auxiliar à busca de alternativas a esta crise que vivemos e que alimentou tanto e tão ingrato betão, e são clientes, e são dinamizadores, dessas mesmas actividades económicas. E diga-se, bem portuguêsmente, todas essas actividades, esses eleitos locais, fazem-no "de borla".
Sei-o de experiencia feita....

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:58
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2005

mais um texto de João Tocha

Assisti a esta conferencia do Clube Lusitânia com o Prof. Carolino Monteiro, impressionante de informação e de simplicidade. Sinto-me obrigado a divulgar, por isso, este texto de João Tocha, e aconselho veementemente que assistam, sempre que puderem, a outra conferência que este professor dê,


Oque está a dar é ter
bom gene.E os portugueses
de génio já lhe
fizeram jus quando
lançaram caravelas,
desbravaram mares e encontraram terras
e povos. Foram os genes,
o engenho e o génio a trabalhar em conjunto,
ainteragirem,
que permitiramtal coisa.
Mas, no presente, temos também,
novos descobridores, novos
viajantes,que sulcam mares
de futuro e de modernidade. São
portugueses sim senhor. Navegam espaços
contidos na imensidão
de um código genético e
procuram explicações para a
vida, para os comportamentos,
para as doenças, para o bom desempenho
do homem. É uma
nova fronteira do conhecimento,
que alicia mas ao mesmo
tempo desafia e arrepia. Agenética
e o estudo dos genes pode
ajudar-nos a fortalecer a cidadania,
a ultrapassarmos alguns
dos nossos obstáculos ao salto
emf rente.
Vejamos o que retive da lição
que o professor Carolino Monteiro
transmitiu, esta semana,
na tertúlia de amigos do Clube
Lusitânia.
Cuidado com as noções simplistas
de Liberdade e de
Igualdade. Meter 28 alunos,
crianças, numa sala de aulas e
ensinar-lhes exactamente a
mesma coisa, ao mesmo tempo,
com a mesma metodologia,
exigindo padrões de resultado
iguais, é uma falsa igualdade.
O estudo da combinação
genética demonstra que uns
apreendem mais depressa que
outros, que outros memorizam
mais facilmente que uns e, por
aí fora, outros falam e exprimem-
se mais facilmente que os
seus colegas. O mesmo se poderia
aplicar para outras aptidões
como a resistência à doença, a
destreza manual. Isto significa que o primeiro
absurdo é haver um
professor para 28 alunos.
O segundo, é nivelar todos
pelo padrão de aprendizagem instituído.
A lição que o professor
tira de genética aplicada à
cidadania é que chegou a altura de
adequar o ensino e a avaliação ao
destinatário, se visarmos o aperfeiçoamento
de cada um. E deu o
exemplo das turmas de 9 crianças
na Dinamarca, e que têm dentista
na escola. Portanto, todos iguais,
todos diferentes. Mas, Carolino Monteiro,
explica que a
genética também
nos alerta para o
facto de que a mesma aspirina
não ser sempre a solução ideal para a cura de uma dor
de cabeça em todas as pessoas.
Cada ser humano tem capacidades
e necessidades de doses diferentes
da mesma aspirina. Os genes
e o organismo são os culpados
da situação.
Isto quer dizer que entrámos no
patamar da qualidade, em que a
imaginação terá de conciliar o
exequível para servir 10 milhões
de portugueses, sem esquecer que
cada português tem uma especificidade própria,
que tem de ser potenciada.
Já agora, a genética permite-nos
perceber o impacto dos movimentos migratórios
dos povos e a
herança genética que fica.Porque
nascem novamente crianças com
sífilis emPortugal? Qual o impacto
do facto de na Costa da Caparica
já existirem cerca de 6000
brasileiros?Que em determinada
localidade do Japão, nascem
crianças com uma doença oriunda de
determinada região de Portugal,
quando afinal só lá viveu
um padre jesuíta. Estamos a falar de multiculturalidade
e diversidade,
e das respostas que
as políticas têm de saber
dar a pessoas tão diversas,
que carregam heranças genéticas
tão diversificadas, por forma
a tirarmos o maior rendimento e
bem estar da cada indivíduo.
O perigo é se o génio pensa que o
paraíso está ali ao virar da esquina
e que, com alguns toques genéticos
julgamos poder criar super-
homens, mais aptos e resistentes
para determinadas
actividades.Avida é uma bela sinfonia.
A orquestra tem de ser observada
com cuidado para que as
afinações pretendidas não nos levem ao
inferno em vez de aumentarem a qualidade
de vida de todos
nós. A utopia da raça pura.
Onde está ela? Amiragem de conquistar
a vida eterna leva-nos
para a linha de uma nova fronteira.
Mas a necessidade de aperfeiçoar
o homem. A obrigação de
combater as desigualdades que
resultam da doença e da fome
obrigam-nos a agir depressa.
E Carolino Monteiro inverteos
termos e diz que
o combate da pobreza
começa na prevenção da
doença e na acção sobre
a saúde da spessoas. Boasaúde induz melhor
aproveitamento a todos
osníveis e o bom desempenho
propicia resultados conducentes
à diminuição da pobreza. É claro
que aos políticos cabe integrar estes
conhecimentos, criar as condições
de comunicação interciências,
para que, hoje já, estes
conhecimentos melhorem a nossa
qualidade de vida. E já agora,
parte do conhecimento mais
avançado sobre esta matéria está
na posse de portugueses, cidadãos
do mundo. Será que Portugal sabe
disso? Ainda falta mais um choque
em Portugal. O choque genético.
Já agora, quando lhe disseremque é um nabo,
ou que é burro,
não se ofenda, pois não é
totalmente mentira, atendendo
ao património genético que temos
em comum.
joaotocha@lpmcom.pt
publicado por JoffreJustino às 11:07
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