Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Nada a Fazer! Dizem os Pessimistas…(Não Pode Ser Verdade!) Que Viva, Por isso, O Barça…)

Meu caro Joffre, Os "media" constroem a realidade que lhes interessa, de facto. A semana passada acompanhei o meu filho a uma consulta a Carcavelos e, enquanto o aguardava, fui tomas um café. O dono da pastelaria, em conversa com clientes seus conhecidos, expressava veementemente a sua indignação contra os media, acusando-os de serem os principais responsáveis pelo medo que as pessoas estão a sentir e, consequentemente, responsáveis pelo agravamento da crise que se vive. Cabe-nos desconstruir as notícias. Abraço MCA In, email recebido de uma amiga É mentira que possa haver economia de mercado em lógica totalitária. Se não existe liberdade de expressão é impossível haver Liberdade de escolha para o Consumidor, é impossível haver Livre concorrência, é impossível Livre Produção de Bens e Serviços, pelo que é impossível haver economia de mercado, pois o mercado pressupõe a Livre Escolha. O fracasso da América Latina, com as suas ditaduras, sobretudo pós II Grande Guerra, as ditaduras asiáticas dos dias de hoje, que tendem a gerar periodicamente graves crises regionais e, por tal nesta crescente globalização, planetárias, e o clamoroso desastre africano, em consequência dos regimes totalitários que albergou de norte a sul de África, na África Negra ou na África branca, (mesmo que eles não gostem os “árabes” são brancos), estão aí para o provar. Se não existe Liberdade de Circulação de Bens, de Pessoas e de Capitais, não existe economia de mercado e as ditaduras tendem sempre a limitar estas três essenciais componentes da Liberdade na Economia. É evidente que quando existe Liberdade somente para a Circulação de Bens e ou de Capitais, e ou de Pessoas, algo irá certamente funcionar mal. Como está hoje tudo a funcionar mal. No entanto há que recordar alguns pessimismos, sobretudo no que concerne à Liberdade de Circulação das Pessoas. Dizem alguns dos do antanho que a Livre Circulação da Pessoas significaria a entrada a jorros de Pessoas dos países Mais Pobres que, inundando o mercado de trabalho, o subverteria, irremediavelmente. Erro. Pois haver Liberdade é haver Liberdade em ambas as componentes de um negócio, não podendo haver Liberdade de um lado e falta de Liberdade do outro, para que haja efectivamente economia de mercado. Pelo que se houvesse Liberdade Política e Social, isto é Democracia, por todo o Planeta a Liberdade de Circulação de Pessoas, fluiria naturalmente, não havendo fluxos de Pessoas exagerados em um único sentido. Pelo que o erro não está na Livre Circulação, mas sim na subversão das regras da economia de mercado impostas pelas ditaduras politicas e sociais, sempre com repercussões no económico. Notemos ainda que as migrações, económicas, sociais, e politicas hoje significam um total de Circulação de Pessoas, nestes tempos de controlo da Circulação das Pessoas, inferior, a nível Planetário, se não me engano a 3% da População Mundial. O que é percentualmente ridículo, como o mostra o desenvolvimento do Turismo. O exemplo do Império português mostra o que resulta da proibição da Livre Circulação, acontecida em especial no período do salazarento Salazar – muitos baixos salários, muito baixa qualificação, economia adormecida, mercado fragilizado, no Centro do Império tal qual na periferia. E este adormecimento da economia aconteceu até à explosão, no Império e na periferia, resultante da imposição da Circulação das Pessoas, resultante da necessidade de movimentar cerca de um milhão de Jovens, pelo Império, em consequência da Guerra Colonial, que gerou um fortalecimento da economia, uma das mais elevadas melhorias salariais de sempre, a entrada da Mulher no mercado de trabalho, o surgimento de uma crescente Liberdade sindical, imposta pela luta sindical e a exponencial evidencia da necessidade da Democracia. Enfim a ditadura salazarenta não suportou a imposição da Liberdade da Circulação das Pessoas… E hoje é bem visível o que dá quando nos impõem a Livre Circulação de Capitais e de Bens e Serviços, sem Democracia e sem Livre Circulação de Pessoas. O que acontece é a subversão das regras de economia de mercado, com a área financeira a impor regras que o mercado não suporta, e com alguns países a imporem uma falsa Livre Circulação de Bens e Serviços baseados nos baixos salários, nas baixas qualificações, na falta de Qualidade. Quando a Esquerda negligencia estas regras simples da economia de mercado, fechando os olhos aos baixos salários da concorrência, fechando os olhos à inexistência da Qualidade, de vida, dos bens e serviços, sobretudo quando os mesmos vêm do exterior ao país mesmo se geradora de concorrência desleal na criação de Bens e Serviços, a Esquerda está a auxiliar a subversão das regras do jogo e a gestação de processos de sobre exploração absolutamente desnecessários. Ora, o que tem tendido a acontecer desde a criação da URSS, da economia de capitalismo de estado enfim, até hoje, é que uma parte essencial da Esquerda tende e gerar conflitualidade em uma parte do Planeta e a outra em outra parte do Planeta, enquanto que em outra parte do Planeta as complacências pelos “pobrezinhos”, alimentaram o vazio, na Liberdade Política e Social, com ditaduras inaceitáveis, pró ocidentais ou pró sovietistas, que implicaram os desastres que hoje estão patentes em especial em África, numa parte da América Latina e numa parte de Ásia. E hoje a RP da China surge, procurando substituir a URSS e o seu Bloco político, mas com uma bem mais significativa agressividade comercial e de gestão dos seus Recursos Humanos pela gestão da mais clamorosa e inaceitável miséria, (e Cuba também, mas enfim a sua pequenez leva a que ela nem conte para “o baralho”). Divertidamente, note-se, a tese da Livre Circulação de Bens e Serviços, aliás a par com a tese da Livre Circulação de Capitais, sem a Liberdade politica e sem a Livre Circulação de Pessoas em vez de beneficiar as “economias capitalistas”, de capitalismo privatista, tem beneficiado largamente precisamente a “economia capitalista”, de semi capitalismo de estado e semi capitalismo privado, a RP da China. Bastante mais do que tem beneficiado as economias de capitalismo privatista, hoje a braços com uma grave crise, em especial a Europa, por consequência desta subversão das regras da economia de mercado que, na verdade, ajudaram a alimentar! E as Esquerdas ou se entendem neste campo, impondo novas regras, que sejam planetárias, e onde a Liberdade politica e social seja dominante, para não dizer totalmente dominante, ou, se não se entenderem, tenderão, estas actuais Esquerdas, a desaparecer na voragem das ditaduras que por aí emergem em lume ainda brando…. No entanto, e tal é outro problema, compete também às Esquerdas, como se tem visto perante os silêncios das Direitas sobre estas matérias, para não dizer as submissões a interesses estritamente conjunturalistas, entender que não pode silenciar-se nas áreas ambientais e perante as actividades económicas de forte e negativo impacto ambiental. Nada dizendo sobre a exploração petrolífera, nada dizendo sobre a industria automóvel, por exemplo, que são há mais de 20 anos acusadas de não só não evoluírem tecnologicamente como, mais grave ainda, de bloquearem os caminhos da evolução. Alguns perante estas circunstancias, ouvimo-lo ontem na televisão, como o professor Medina Carreira, limitam-se ao super pessimista discurso do “nada a fazer” os “poderosos são eles” e eles “nada querem connosco, muito menos ouvir-nos”. E, claro, perante tal, submetamo-nos ponto final. Não. E tal como o “nacionalista” Barça derrotou o “imperialista” Real Madrid, ( o Mourinho que me perdoe, mas é assim), há mecanismos a dinamizar. Os mecanismos sindicais, os mecanismos sociais, o Parlamento Europeu, (onde em vez do dizer mal do país se deveria encontrar a fórmula do lutemos juntos), as múltiplas instâncias de representação europeias, das inter locais, e inter associativas, às institucionais, são espaços de intervenção essenciais. A economia, lamento afirmá-lo uma vez mais, não vive dos “técnicos”, vive das políticas, não vive dos “pessimismos”, vive dos optimismos, (mesmo os mais exagerados optimismos são melhores que os mais contidos pessimismos….) e, mais uma vez a expansão económica, louca, exageradamente optimista, dos anos sessenta do século passado e durante o findar do Império português, com resultados ainda para além do findar do mesmo Império, aos anos 1975, são de tal prova cabal. Não fora esse exagerado optimismo, que ultrapassou de longe as “sopas e cautelas” salazarentas, e a situação, em Portugal e no restante ex Império, seria hoje bem pior. Eis porque choramingar no ombro, seja de quem for, FMI ou não, e ser pessimista, negativo, cinzentão, só trará mais e mais desgraça. Por isso cito o textinho que uma amiga minha me enviou – quem, de forma alguma, beneficia com o medo que se quer implantar é Portugal são os Consumidores, os pequenos negócios. Quem beneficia são mesmo as tais grandes superfícies que à custa da economia paralela onde está nunca menos de 20% da sua actividade, (porque de facturas e recibos nada há a dizer deles), até podem mostrarem-se “bonzinhos” a auxiliarem os “Bancos Alimentares”…porque nós os que pagamos impostos é que pouco podemos. Consumamos português, em negócios portugueses, andemos pelo teatros e filmes em português, que assim auxiliaremos mais quem está mal. De facto basta ver como as novas “auto caixas” das grandes superfícies não geram, sequer, emprego! Pena é este silencio sindical. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:25
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