Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

A Globalização Uma Vez Mais!

“Email 1. Eu acho que os portugueses compram os produtos chineses porque não têm posses para comprar os produtos portugueses. Quanto ao apoio ás industrias Portuguesas não parece que haja pois quase todos os dias fecham as portas aí não se vê a ajuda do Governo PS. O parece é que estavam há espera que os chineses comprassem a dívida portuguesa, só que não aconteceu ainda e agora os chineses já negociaram com a Sra Merkel e pelos vistos já têm a porta aberta para a Europa e não precisa de comprar a dívida, ora a verdade é que nós eu e vocé e os outros é que continuamos iludidos com essas escumalhas da sociedade que nos exploram e ainda confiamos neles! Mas são eles que ganham aos montões e que levam os Euros para os offshores e nós ainda batemos palmas. Eu não.” “Email 2 Este seu email veio parar ao meu mail e por isso tenho a possibilidade de lhe responder e manifestar-lhe a minha opinião: !- Esta CGD está subordinada ao sistema bancário com qq banco; aquim em Portugal a CGD é portanto um banco mais. A título de comparação: Em Espanha .no País Basco, as Caixas são Municipais; geridas pelas Camaras pelos concejales das mesmas chamadas Ayuntamientos. Mas ao contrário da CGD em Portugal ali as cajas teem um funçao social muito importante : desde manterem bibliotecas e salas de exposição culturais permanentes, disponibilizar salas para todo o tipo de reuniões e de conferências sobre todos os temas polícos e sociais, o que representa o mais alargado serviço publico cultural a todos os munícipes, quer nas cidades como em todos os bairros limitrofes. sem que seja exigido qq cota ou qq pagamento!!! Isto no que respeita ao ambito e serviços da Caixa. O que só por si já dá vergonha se comparamos com a CGD! Quanto ao referente à questão da globalização: Basta referir que o assunto é político/económico subordinado ao sistema vigente, capitalista, cuja única relação com o social e seu único objetivo é criar e manter as condições que permitam a exploração dos povos com o maior rendimento possível. Se em alguns momentos possa parecer aos incautos algo parecido com a atenção social, tal é, tão somente, o meio perverso de levar convencer as pessoas crédulas a permanecerem obedientes na linha de produção; Ex: teem convencido os trabalhadores a continuar trabalhando com a promessa de, no final ter a reforma! já se viu que, essa reforma é suficiente apenas para sobreviver pobremente. Isto para os que não morrem antes! a isto eu, que tenho o costume, de chamar as coisas,não pelo nome que lhe é dado mas pelo nome que resulta da sua acção, classifico de NEO-ESCRAVATURA. Desafio que alguém me demonstre o contrário! Não lhe peço q se sinta na obrigação de me responder, salvo se tiver fé, em si mesmo, como para aceitar esclarecer estes pontos que refiro, ainda que não tenha esgotado tudo o que haveria a dizer acerca destes temas: Globalização e Economia. atentamente, e ao seu dispor, heitor da silva .” “Email 3 Bom mais uma vez trazes um tema interessante, mas demasiado longo. Logo num pacote de ideias e frases, só pegamos numas, eu pego na parte inicial, num ecran (pantalha) o 1º visivel. Sobre Globalização e o possível contra argumento "o argumento é “o que tenho a ver com o que se passa no Mundo? Interessa-me é o que se passa na minha terra!”. Mais uma vez coloca-se o 8, como oposto ao 80, e negando o 8, tenta-se apoiar o 80. É um vício de lógica retórico denunciado há milénios pelos Sábios e Filósofos, contra os demagógicos. As estruturas biológicas e vivas, e os seres humanos, seguem regras que são ecológicas. Não é tudo possível, a ciência procura justamente entender as regras da vida, e se bem que o ser humano dê sinais duma enorme vitalidade e capacidade de adaptação, mesmo assim podemos dizer que tem condições óptimas, que respeitam na mesma a sua base biológica, que desde a célula, é serem formas de vida limitadas por membranas ou fronteiras semi-permeáveis. Deixam entrar uma coisas á sua escolha e limitam a entrada a outras, deixam sair e promovem a saída do que é prejudicial e até fruto de sua actividade e procuram reter o que tem interesse. Ora esta regra que é válida para todas as céllulas é igualmente válida para o ser humano, que além disso, nasce e ganha sentido no seu ser social. Assim globalização em si não é o problema, desde que existe vida ela existe na Terra e portanto numa condição potencial global, a questão é a definição dos seus limites semi-permeáveis. A questão portanto é que definição dos limites de cada um e da sua comunidade. Logo também não só o local, a Autarquia absoluta fechada ao mundo, mas alguma autarquia semi-permeável, e se muitos de várias frentes em principio não correlacionadas valorizam a globalização, todos parece que seguem uma batuta de desvalorização do Local. Um facto evidente da revolução Industrial e da Industrialização Social que se segue, é a fragmentação do ser humano e de suas comunidades, quebrando laços vitais e de lealdade intra comunitários, colocando cada um isolado perante os interesses e manipulações globais, o egoismo e clientelismo que se segue são naturais na desumanização que se torna a só globalização, pois a leadade só se forma na vivência comunitária e familiar (aqui desde que com mais de 3 pessoas). Perante este quadro geral de fragmentação e destruição dos laços locais, comunitários e familiares, ou de sua desvalorização, parece-me que o discurso pela saúde das pessoas e das comunidades tem mesmo de ser revalorizar o local, alertar contra o seu abandono e graves consequências anímicas e de leadade e coesão social, dos que óbviamente seguem outras lealdades. Perante isto é natural um certo alheamento pela campanha brutal e mediática global (que nos interessa um acidente de autocarro nos antipodas, é de facto a informação global para esquecer ou omitir o local, criminoso!), temos de recentrar o nosso discurso no Local, mas tendo em atenção a campanha a secção global, e seguros que essa Globalização tem fortes defensores, não precisa de mais a nossa, o Local por outro lado só nos tem a nós para sua defesa. Saudações Eduardo” Tudo indica que o tema Globalização entusiasmou a minha lista de emails originando várias respostas que apresento na integra acima, por forma a continuar um debate que reputo de central em Portugal e na CPLP. Antes do mais porque o Espaço de Expressão Portuguesa resulta da Primeira Globalização efectiva, porque transcontinental, não sendo por acaso que o único Império que se reconheceu enquanto tal aceitando mudar a sua capital de um Continente para outro, por razões de perca de Território em um dos Continentes, o dominante, o Europeu, foi precisamente o português, que se mudou de armas e bagagens, levando praticamente a sua elite dominante para o Continente Americano, para o Rio de Janeiro, enfim. Infelizmente esta temática, a especificidade Imperial portuguesa, tem sido quase permanentemente negligenciada por Historiadores, por Economistas, por Sociólogos, e por Politólogos, gerando as mais desviantes leituras do mesmo Espaço e, claro, também, de Portugal. Por isso tenho insistido bastante em aconselhar o estudo da obra de Darcy Ribeiro, brasileiro, Antropólogo, Educador, Político de Esquerda, de uma Esquerda ainda não tomada pelos complexos imperiais oriundos da subordinação ideológica aos imperialismos anglófonos e sovietistas. As sociedades humanas têm algo que as distingue das restantes comunidades vivas que é o facto de evoluírem não somente no plano quantitativo, como sobretudo nos planos espirituais, filosóficos, sociológicos, políticos e económicos, no qualitativo enfim… É assim que a 1ª Globalização foi certamente a mais impactante de todas elas, pois não se limitou a resultar de inovações tecnológicas, ou de necessidades demográficas, ou de fugas comunitárias, ou de carências económicas, já que nenhum dos aspectos atrás foi dominante para o seu surgimento. De facto, baseada em um pouco de cada característica acima, a verdade é que a Primeira Globalização, em especial a sua vertente portuguesa, teve como elemento motor uma característica ideológica do Estado e da Corte portuguesa – o seu teocratismo, a sua subordinação espiritual a um objectivo de cariz religioso, a expansão cristã, resultante da influencia das Ordens Cruzadistas, em especial a Templária, no surgimento e na formação do reino português, assim como das suas elites. É tal que torna a estrutura social portuguesa bem especifica, nos planos étnicos, com uma mestiçagem bem antiga, éticos, com uma visão do Mundo alargada ao espaço do reino e com a aceitação de uma Missão, a Expansão cristã no Mundo e uma abertura intelectual que leva a elite do reino português a aceitar know-how e tecnologia estranha à ideologia. Mesmo no plano demográfico a variabilidade da aceitação, ou não, da mestiçagem como elemento de crescimento demográfico e de estabilização imperial vem relevar os momentos de maior ou menor subordinação da elite portuguesa aos poderes a si exteriores. Não é por acaso que Salazar sempre recusou a ideia de Império, vivendo sempre dividido entre as noções a Portugal estranhas de potência colonial e de potencia ultramarina, pois Salazar é evidentemente um resquício dos “Velhos do Restelo”, fechados na sua pequena aldeia e detestando a noção de Mundo. Por isso Salazar foi um opositor ferrenho à mestiçagem, usando-a somente no plano propagandístico, mas bloqueando o surgimento de elites negras e mestiças no Império, por as temer. Não também por acaso que os salazaristas de hoje são racistas, elitistas étnicos, seguindo as ideologias hitlerianas e mussolinianas, da “raça dominante”, bem ao arrepio da raiz imperial portuguesa tipo. Houve de facto várias Globalizações, sendo que as diferenças entre a Primeira e a actual são significativas e se centram no facto de a actual ser uma Globalização sem raiz ideológica, com um cariz estritamente economicista e de critica radical, por tal, bem fácil. Só que erram os que entendem que a Globalização é um fenómeno estritamente americano. Razões demográficas empurram a “comunista” RP da China, à expansão por via da conquista e ocupação de mercado e da obtenção de espaços para a colocação dos seus excedentes demográficos, fazendo desta potencia emergente um rival sério na exploração do homem pelo homem, aos EUA e às antigas potencias imperiais como a França, a Grã Bretanha, a Alemanha, a Espanha e o Japão e ás restantes potencias emergentes, como o Brasil. Razões financeiras empurram a antiga Potencia Maior, os EUA, por via da sustentabilidade dos interesses das suas elites, à busca da manutenção dos mercados ocupados, essencialmente economicamente ocupados, e à sistemática tentativa da manutenção da subordinação das potencias menores europeias ao seu espaço económico, monetário e financeiro. Razões económicas empurram as potencias emergentes, como o Brasil, por via da necessária sustentabilidade do seu potencial económico, à concorrência no plano global. Estarei com esta leitura a escamotear os aspectos da “exploração capitalista”, em fase imperialista, que as citações acima procuram relevar? Antes do mais convém esclarecer que o conceito de exploração marxista nunca foi um conceito moral, sendo sim um conceito do contexto da Teoria Económica Marxista enquanto que a noção de exploração dos Recursos Humanos, ou dos Trabalhadores, no contexto de uma economia capitalista, e ou de mercado, em consequência do aproveitamento do sobre lucro inerente aos baixos pagamentos salariais é uma noção moral, desenvolvida ao tempo da Revolução Industrial e da II Globalização pelas Igrejas Cristãs, a Católica envolvida, que inclusivamente incentiva a criação de Sindicatos e Movimentos Operários Católicos em variados países, Portugal, Império, incluído. Deparamo-nos pois com duas ordens de discussão, a do plano da Teoria Económica marxista e a do plano moral, sendo certo que a raiz do Comunismo, hoje visivelmente dominante na maioria dos partidos comunistas e dos partidos esquerdistas, como o PCP e o BE, não marxista, se situa na frase bíblica que nos diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha que um rico chegar ao reino dos céus,…isto é nos aspectos morais da sobreexploração das Pessoas. E esta Globalização, ainda que tenha gerado melhorias em partes importantes do Planeta, no que diz respeito à distribuição do rendimento, à melhoria das condições de vida, à melhoria das prestações sociais, na saúde, na educação, na habitação, no apoio à infância e à velhice, não deixou de ser fortemente penalizadora para uma larga maioria das Pessoas, o que tem originado, com o evoluir do sentimento de Cidadania pelo Mundo, larga e saudável contestação. No entanto, e perante o exacerbar da utilização dos recursos naturais, até ao seu esgotamento, os impactos ambientais da poluição, a degradação dos recursos hídricos, o aquecimento global do planeta, o desaparecimento de cada vez maior numero de espécies vivas, hoje é cada vez mais importante que assumamos, todos nós seres humanos que a problemática Ambiental se tornou prioritária nas próprias relações humanas. Mesmo o combate à Fome e à Miséria não pode ser visto fora do contexto da necessidade da Preservação do Meio Ambiente e dos limites que esta preservação origina, a bem da Defesa do Futuro do Planeta e de todos os que nele vivem, Seres Humanos ou não. É evidentemente imoral que os grandes centros de distribuição aufiram lucros exponenciais baseados no controlo dos espaços comerciais, na gestão dos preços de aquisição, martelados ao mais baixo valor e que têm gerado um número significativo de falências industriais, em especial no campo das micro e PME, assim como na aquisição de bens nas partes do mundo onde a actividade económica se baseia na mais brutal exploração da Pessoa, (como sucede nos países menos desenvolvidos, mas também nas ditaduras comunistas como a RP da China, o Vietname, ou Cuba), e portanto a economia se baseia nos baixos salários para gerar muito baixos preços. Mas na verdade Marx diria, secamente, que tal sobrelucro nada tinha de capitalista e que o próprio capitalismo anularia esse tipo de “empresários”, destruidores da racionalidade capitalista, (que em Portugal como sabemos geram os Belmiro de Azevedo que inclusivamente nem factura/recibo são obrigados, pelo Estado, a apresentar ao Consumidor, gerando uma larga fatia dos mais de 20% de economia paralela que domina Portugal). Como nada tem de capitalista esta noção arcaica de ” morder a mão que nos ajudou”, dos deputados madeirenses, que fazendo parte do partido mais delapidador de Portugal, o PSD Madeira, se opõem à politica que eles impuseram, com o seu despesismo, de contenção em face da crise vivida. Portugal vive um tempo de adaptação acelerada ao modelo capitalista, ao mesmo tempo o industrial, que Salazar bloqueou significativamente, e pós industrial, que está relativamente bloqueado dadas as limitações portuguesas no que diz respeito à generalização do Conhecimento e do Saber, enquanto teve de se modernizar, adaptando-se ás características das economias e sociedades avançadas, que mais uma vez Salazar impedira de acontecer. Nesse contexto Portugal não conseguiu aproveitar as suas características Imperiais tendo, pelo contrário, visto o seu Espaço Imperial ser enquadrado no Espaço Imperial soviético, até à queda deste Império, 1989. Daí que a liderança do Espaço de Expressão Portuguesa seja área de rivalidade entre o Brasil, governado hoje à Esquerda, e Angola, governado desde 1992 à Direita, e não entre Portugal e o Brasil, não sendo, muito menos, ainda, infelizmente, Espaço de Consenso, ao contrario do que sucede no espaço do Antigo Império Britânico, hoje sob domínio dos EUA com o total beneplácito do Reino Unido. E, mais ainda, Portugal perante as suas fragilidades e as divisões quanto à Estratégia a desenvolver, por parte da elite, quer a politica quer a económica, pode arriscar-se a deixar de existir, no continente europeu, por integração da Península Ibérica, sendo que tal opção em nada resolverá os aspectos da sobre exploração ora vigentes. Sobreexploração que se verifica por via desta política de baixos salários, de actividades de pouca componente de knowhow e de tecnologia, por pura incompetência de parte substancial das elites, incapazes de gerir sequer o enorme património, material e imaterial que é a riqueza dominante portuguesa – a sua História, os seus 8 séculos, os seus 5 séculos imperiais. O Capitalismo, industrial e pós industrial soube crescer enquadrando as suas várias possíveis visões e contradições, que estiveram na raiz de duas Guerras Mundiais, e soube assim absorver o Planeta, enquanto que o Capitalismo de Estado, nascente no período da Revolução Industrial ainda, se mostrou incapaz, porque se recusou a aceitar as virtudes da diversidade e da concorrência, morreu antes de absorver as virtualidades tecnológicas do pós industrialismo, tendo estado curiosamente na origem de muitos dos seus aspectos, gerados com “corrida para o espaço”. Para os que entendiam o Capitalismo de Estado como algo radicalmente diverso, revolucionário, face ao Capitalismo de propriedade privada, é compreensível que o seu desaparecimento origine frustração, raiva mesmo, mas a experiencia Chinesa de um país dois sistemas, comunista e capitalista, que Cuba parece querer acompanhar com este despedimento em massa de 500 000 funcionários públicos, mostra que a via estatista não é a via da Mudança, do findar do Capitalismo como ele é hoje. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:28
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