Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

As Economias com "Pés de Barro"

Porque o Mundo se encaminha de forma desigual para uma Globalização da sua actividade, económica, social, cultural e política, vale a pena ouvir atentamente o vídeo clip abaixo, que recebi e divulgo. Mas, na minha opinião, há que estar atento a este primeiro factor – evoluímos de forma desigual para a Globalização e, ao suceder tal, deveríamos estar bem mais atentos ao que, no contexto da pequenez de Portugal, vivemos. Porque a Greve Geral merece reflexão bem atenta também. E, relevo-o, decidi depois de pensar maduramente, só tomar posição sobre a mesma depois de ela estar a decorrer. Porque não me move nenhum ódio nem tenho qualquer opção preestabelecida perante a ideia da Greve Geral. Fui aliás Técnico de Negociação Colectiva da FETESE, Federação dos Trabalhadores de Escritórios e Serviços, uma Federação Sindical da UGT, (diria, da sua ala Esquerda), durante uns belos 7 anos! Por isso, aí, não só apoiei como incentivei boas greves, como rejeitei e combati más greves. Porque na verdade uma greve é um acto individual e colectivo que merece aturada reflexão. Antes do mais no seu Custo/Benefício. O que ganho entre o resultado da Greve e o que perco por a fazer merece reflexão. Sendo certo que nos Ganhos não posso colocar somente os ganhos salariais, ou de carácter monetário, mas também os que têm a ver com a evolução de uma Carreira, com a melhoria das Condições de Trabalho e até com a Auto estima relevada na Greve. (Recordo, por exemplo, uma greve que apoiei activamente nos anos 80, a primeira greve organizada pelo SITRA, que “parou” 6 autocarros da CARRIS somente – porque a CGTP optou por “furar” a mesma greve. O que se ganhou? Provar que a CGTP também “furava” as greves que não tinham a sua liderança e concordância. Auto estima enfim! O videoclip abaixo mostra bem o como de facto “quem paga é o mexilhão”, em cada momento de Crise, e mais, que, em cada momento de Crise vivemos a tendência para um retrocesso, que nos conduz a um abaixamento das expectativas perante o anteriormente vivido! Não vale então a pena viver e lutar? Pioraremos sempre, com alguns momentos, curtos, de melhoria aparente feitos na verdade de endividamento? Não, tal não é certo. Tenho-o repetido amiúde ultimamente – os anos pós 25 de Abril de 1974 mostram bem o contrário, com as melhorias nas condições de vida, de saúde, de habitação, de educação, entre o 24 de Abril e os dias de hoje! Ide às Escolas Públicas hoje e procurem, isto para os mais novos, fotos das escolas, públicas e privadas, do antes do 24 de Abril e comparem! (E não falo somente no Magalhães, uma vitória do Ensino, e das Pessoas, dinamizado por este Governo). A vida em Portugal melhorou e bastante nestes últimos 36 anos. Há Jovens Qualificados e bastantes no Desemprego e a Emigrarem, hoje? Pois sem Crise, (mas com a Guerra Colonial), pensem nos Jovens Qualificados e foram, no total de Jovens, Qualificados ou não, na roda do milhão, que fizeram o mesmo na década de 60 do século XX! Recordam-se, entretanto, da Inserção de mais de 600 000 cidadãos e cidadãs oriundos das ex-colónias, na verdade expulsos de lá num santo conluio (e ainda hoje não pago), entre a CEE, os EUA e a URSS? E recordam-se que este regresso, ou retorno, aconteceu em dois anos? Culpa de quem este retorno? Aos três acima devo acrescentar as asneiras, a incompetência, a burrice estratégica do regime Salazar caetanista. Mas Portugal conseguiu inseri-los corajosamente. Endividando-se claro. Viveu o país, depois disso, as várias Crises Mundiais havidas, e no século XXI já vivemos, vale recordar, pelo menos duas. Como vale recordar que a Alemanha para inserir a Alemanha de Leste teve os apoios da União Europeia que Portugal não teve e recebeu, ainda, de mão beijada, um Território, uma População, um conjunto de Organizações e Matérias Primas, adicionais, enquanto que Portugal teve somente como solução, inserir cultural, social, política e economicamente 600 000 Pessoas! A Alemanha, insisto, não é milagre nenhum, que me perdoe uma amiga, alemã, que não concordou com o que escrevi noutro texto. Hoje, com esta Crise, a mais importante Crise Mundial desde a de 1928/30, Portugal está a ser oportunistamente forçado a suportar os impactos oriundos de outros países, como a Islândia, a Irlanda, o Reino Unido, a Grécia, a Itália e a Espanha, sobre a União Europeia no seu todo e isoladamente, (excepto o apoio solidário que lhe foi oferecido por Timor Leste, país bem pequeno ao pé do reino Unido que se prestou de imediato a apoiar o miau irlandês). Mas não despediu 500 000 funcionários públicos como os Cubanos, nem 50 000 como se prepara para fazer o Reino Unido do Conservador Cameron Assim, a par dos 40% de americanos pobres, pagaremos para que a alta finança mundial se sustente, e para que esta, recuperada, retorne a novos desvarios, para novas crises mundiais. Porque a Globalização é mesmo, tal qual o é a Humanidade, desigual. Deveríamos sabê-lo, já que liderámos uma Globalização, por sinal a Primeira! E, retomando o atrás escrito, eis porque esta Greve Geral, que tinha de suceder para mostrar a fragilidade e a incompetência das lideranças da Esquerda populista, e de alguma Esquerda reformista, não podia dar mais que, lamento dizê-lo – nada! Porque era evidentemente a mais errada forma de luta para a actual situação. Porque se limitou a reduzir a Riqueza nacional, (em pouco, um dia de trabalho, mas reduziu), afectando sobretudo aqueles para quem um dia de salário a menos já pesa, dificultando o cumprimento de compromissos de todos, fosse qual fosse o Governo e nada mais. Trouxe auto estima? Duvidosamente, trazendo sim mais divisão, não entre Direita e Esquerda mas sim entre a Esquerda e tão somente, gerando entretanto mais Desencanto. Mas ao menos foi um aviso ao Governo? Poderá tê-lo sido. Mas um aviso caro, desnecessariamente caro, feito de luxo inútil, tão inútil quanto as luzes natalícias que nascem por aí nesta época do ano. Luxo que os Angolanos, os Moçambicanos, os Guineenses, os São Tomenses, os Cabo Verdeanos, e os Timorenses e mesmo muitos Brasileiros, não entenderão, pobres, bem pobres, eles sim, que são. Há que lutar sim. Mas sabendo escolher a forma de luta e o adversário. E que erro clamoroso na escolha que esta opção foi! Mas há Vida, claro, para além da Greve Geral! E tal é que conta! (AH! E Mais uma Vez Recordo Que estou Prestes a Ser Alvo de um Boicote …Depois Conto!) Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/ De: joaompereira2 Assunto: Fwd: FW: As economias com "Pés de barro" Vejam uma explicação relativamente simples e acessível para leigos, do que nos está a contecer... a nós e aos outros, independentemente das latitudes. Pois... hoje até é dia de greve geral... http://www.youtube.com/watch?v=E1Kzp5EVUWg&feature=player_embedded <http://www.youtube.com/watch?v=e1kzp5evuwg&amp;feature=player_embedded> "Vemos, ouvimos e lemos... Não podemos ignorar..."
publicado por JoffreJustino às 15:26
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