Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Somos Pobres Porque Nos Falta A Atitude? (Gratos Que Devíamos Estar a Quem Já Recebeu Mas Não se Esquece de Dar Também.)

Ao receber um email com um ppt onde se defendia esta posição – o grau de riqueza de um pais em tudo depende não da riqueza, em matérias primas e ou outras, mas sim da Atitude dos seus Cidadãos, perante as circunstancias e os momentos – achei que devia citá-lo, para iniciar este texto. Vejamos, A República Democrática de Timor Leste é um pais pobre, todos o sabemos, mesmo que esteja por ora enriquecido pelos Fundo provenientes da sua riqueza natural, o petróleo. Nada a obrigava, a não ser o corresponder à solidariedade dos portugueses contra a ocupação indonésia, a apoiar Portugal a superar a crise, financeira, que existe no momento neste ultimo país. Vimos ontem nas televisões Ramos Horta, Presidente da Republica a declarar o seu apoio a Portugal, na aquisição de títulos da Divida pública portuguesa, um muito sério acto de solidariedade no seio da CPLP, vinda de um pequeno e ainda pobre país da CPLP. Até porque como referiu Ramos Horta ainda hoje em Dili o retorno sobre esta aquisição é bem positivo para Timor Leste. É pois uma questão de Atitude a do Presidente da República de Timor Leste. E que reforça o papel da CPLP no Mundo, no contexto de uma Atitude solidária. Um exemplo enfim do que é, perante o recebido, saber dar! Que bela bofetada de luva branca sobre algumas elites portuguesas que, perante as dificuldades do seu país, em vez de seguirem o conselho de John Kennedy, o que tens para dar ao teu país, preferem responder com, o que posso ganhar com a Crise do país? Exigindo eleições antecipadas e recusando a participação num governo de salvação nacional, sugestão, bem explicita, deixada no EXPRESSO deste último sábado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e que já defendi bem antes das ultimas eleições legislativas perante a crise que estava já instalada no país. Ou, fingindo ceder, exigindo ao outro partido o que não se exige no próprio – a mudança de leader para que haja uma governação de salvação nacional. Na verdade como podem CDS e PSD ter tal exigência, sendo partidos diversos do PS, que escolheu democraticamente como leader José Socrates, sem ao mesmo tempo anunciarem os seus leaderes a disponibilidade para se afastarem da liderança dos respectivos PSD e CDS? Esta atitude de imposição a um outro partido de mudança de liderança é absolutamente anti democrática e geradora/reforçadora deste ambiente anti partidos que se vê desenvolver por aqui. Aliás, a própria opção do PSD de se abster na votação de um orçamento de Estado onde impôs a sua marca, bem para além daquilo que é crível um partido de oposição pretenda atingir, é a mostra de como não existe em Portugal a experiencia democrática suficiente de gestão governativa em minoria parlamentar. De facto, o que o PSD e a restante oposição, do CDS ao BE, mostraram é a sua incapacidade em reconhecer a sua derrota eleitoral e a sua ânsia pelo poder a todo o custo. Denotando a mais completa desorientação que anda pelas hostes oposicionistas, o que é francamente lamentável. De facto, em qualquer outro país europeu, uma declaração idêntica às declarações do MNE teria sido saudada com veemência, como uma intervenção positiva, em nome do interesse geral do país e não com a desconfiança de quem teme governar. Não deixando de ser bem curioso tanto o silencio quanto as ressalvas dos oposicionistas ao apoio vindo da RD de Timor Leste e da RP da China. Que deveriam ser realçados enquanto Atitudes reveladoras do papel de Portugal no Mundo, no espaço de expressão portuguesa ou não. Mas as oposições preferem, por via do peso que têm na comunicação social, o desvalorizar deste papel, o amarfanhar uma atitude de demonstração de forte solidariedade para com Portugal. Com evidentes interesses por detrás? Claro. Como sucede em todas as atitudes de país para país. Porque o essencial deveria ser relevar o facto de Portugal não estar só, cercado por quem o quer de fora da carroça do euro, como a Alemanha. São cinco séculos de História, uma Globalização inteira, a primeira de todas, que Portugal representa no Mundo, que mais que os interesses joga em favor de Portugal. Porque o mesmo não conseguiram nem a conservadora Irlanda, nem a bem antiga Grécia. Bom, (e merecido), seria aliás que, para além da República Democrática de Timor Leste, viessem idênticos actos solidários de toda a CPLP! Em nome de um Mercado especifico, de uma História concreta, aquela que Fernando Pessoa relata em toda a sua obra – a minha pátria também é a Língua Portuguesa! Mas na verdade é-me bem mais fácil pensar assim, filho do Império que sou, preso que estive pela Independência de Angola e pela Democracia em Angola, que os muitos Velhos do Restelo, ressabiados por uma Descolonização onde alguns, em especial os EUA e a URSS, mas também a antiga CEE, tentaram e conseguiram, ainda que temporariamente, expulsar Portugal do seu espaço histórico – o de expressão portuguesa - “dando razão” a esses mesmos Velhos do Restelo. Como me é bem mais fácil pensar assim, ex maoista que sou, defensor antigo da Democracia na RPChina, atento antigo quanto à forma do evoluir da economia de mercado na RPChina, que muitos que hoje se zangam na praça publica sobre quem é mais amigo da China e mais defensor da Democracia na China e ao mesmo tempo se incomodam com uma demonstração de respeito da RP da China a um pequeno é certo mas antigo e respeitável país que com ela conviveu por séculos. De facto não preciso de assumir na RP da China o que ela, para eles já não foi e hoje querem que seja, “um país comunista”, um novo farol, ou uma nova versão da ditadura anti trotskista. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 18:46
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