Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

A Crise, As Zangas Familiares e as Batotas Politiqueiras de João Ramos de Almeida e Sérgio Aníbal

2010 2011 14000:14 = 1000 14000:14 = 1000 321,43/14000= 0,023=2,3% 462,77/14000=0,033=3,3% 321,43/14= 23,00 euros/mês 462,77/14=33 euros/mês 1000-23,00=977euros 1000-330=967 967/977=98,9% - 1,1% de 2010 23/30=0,77euros 33/30=1,1euros 25200:14=1800 25200:14=1800 3054,12/25200=0,121=12,1% 3326,08/25200=0,132=13,2% 3054,12/14=218,15 3326,08/14=237,58 1800-218,15=1581,85 1800-237,58=1562,42 1562,42/1581,85=98,8% -1,2% 218,15/30=7,27 237,56/30=7,92 56000/14=4000 56000/14=4000 12536,41/56000=0,224=22,4% 13589,72/56000=0,243=24,3% 12536,41/14=895,46 13589,72/14=970,69 4000-895,46=3104,51 4000-970,69=3029,31 3029,31/3104,51=97,6% -2,4% 895,46/30=29,8 970,69/30=32,4 126000/14=9000 126000/14=9000 37411,98/126000=0,297=29,7% 39926,98/126000=0,3169=31,69% 37411,98/14=2672,21 39926,98/14=2851,92 9000-2672,21=6324,73 9000-2851,92=6148,08 6148,08/6324,73=97,2% -2,8% 2672,21/30=89,1 2851,92/30=95,1 “Então? E agora calas-te? Exijo que te afirmes neste assunto também! “ Disse-me o meu cunhado, ao telefone, penso que logo após a leitura que terá feito do DN e da notícia, com chamada de 1ª página elaborada por João Ramos de Almeida e Sérgio Aníbal. Crise na Família enfim, à cause de dois jornalistas! E não em consequência do OE, dramático OE mas necessário OE, perante o novo riquismo que se instalou em Portugal desde 1986, alimentado por quem nunca teve a coragem de relatar o que nos sucederia se geríssemos mal os Financiamentos Comunitários (CEE/UE). Como gerimos. Contas lineares, feitas a partir da “variação do imposto”, justificam, sem sombra de dúvidas, o texto de João Ramos de Almeida e Sérgio Aníbal. Mas deveriam ter a sinceridade intelectual de escrever mais, não fazendo batota politico partidária desnecessária. Esquecem, propositadamente ou não, não sei, mas que dá o ar dá, de apresentar a outra realidade, os impactos dos aumentos sobre cada nível de rendimentos. E lá tive de ir fazer as contas, estritamente com base no mesmo texto e nos mesmos dados destes dois jornalistas. Elas estão apresentadas acima. Assim, um, rendimento de 1000 euros mensais perderá, diariamente, para o IRS, de 0,77 euros para 1,1 euros. Já um rendimento de 9000 euros mensais perderá, diariamente, para o IRS, de 89,1 euros para 95,1 euros! Este debate recorda-me um debate que tive, na Siderurgia Nacional, era eu técnico de contratação colectiva de trabalho da FETESE, com uma delegada sindical da UDP, que teimava que naquele, como em todos os anteriores, onde ela defendera o mesmo, o aumento salarial deveria ser de 2000 escudos mês para todos os trabalhadores e não em percentagem. Retorqui-lhe que estaria de acordo se aplicássemos na Siderurgia Nacional, essa mesma filosofia, mas com o aumento médio dos trabalhadores do Contrato do Comércio Retalhista de Lisboa, ganho com o acordo também do Sindicato do Comércio da CGTP – 95 escudos de aumento médio mensal! Na verdade, o que sucedeu, foi, por má rentabilidade da Siderurgia Nacional, (mas também, já, por pressão da Comissão Europeia), esta foi encerrada. E os custos salariais da Siderurgia Nacional ajudaram bastante a este encerramento, de qualquer forma com explicita vantagem para os interesses alemães na União Europeia. Assim como os interesses da Direita Portuguesa, ajudados em bastante pelas irresponsabilidades da UDP, hoje BE…. Torna-se difícil, para alguns, assumir a crise, assumir que temos de pagar os desvarios, sabendo todos que esses desvarios beneficiaram sobretudo alguns, ou, se quiserem bem mais alguns que a imensa maioria. Mas os impactos, reais, da crise, sobre o IRS, está, simplificadamente, patente acima. Uns pagarão 1,1 euros e outros 95,1 euros, dia, e tal é o que conta, na nossa vida. Poderia o ministro da Defesa ter utilizado a regra UDP, mas agora em percentagem e não em numerário, invertendo a % a aplicar - menos nos bem mais frágeis e mais nos bem menos frágeis? Podia. Ficaríamos a) impossibilitados de pagar a divida que criámos de 1986 a 1999; b) assistiríamos a uma fuga de capitais aos níveis vividos em 1975; c) poríamos o país definitivamente na falência! Como sucedeu com a Siderurgia Nacional, lembram-se? Como ia sucedendo com a crise de 1983/5, lembram-se? Também na altura com os novos riquismos de alguns PSD’s….e, claro, como se viu, UDP’s/BE’s…. Via ser dura a crise? Vai. Teremos no entanto de a viver e mais vale vivê-la com realismo que com batotas partidárias em nome de eleições bem previsíveis, onde, desta vez, o PS será atacado de gerador de uma recessão que, na verdade, resulta dos erros cometidos, em especial na governação de Cavaco Silva. Recordo que nunca ninguém fez contas aos financiamentos nos PEDIP, (onde andam as empresas dele beneficiárias?), mas quanto às piscinas, rotundas, e “parques industriais” sabemos bem o resultado – despesonas sem resultados, agora a termos de pagar! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:56
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