Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Da Gente Sem Nome à Crise

Sou, como se vê, segundo o sr Vasco “Polido Valente” uma das Pessoas sem nome, gentinha enfim, (não dito no texto mas subentendido), reles, para o sr Vasco “Polido Valente”, segundo a sua crónica de 3 de Outubro, claro, no “liberal” Publico. Mas uma coisa vos garanto, uso, ao contrário do sr Vasco, com honra, o meu nome, nome herdado do meu republicano Pai e da minha monárquica, quando Jovem, mãe. E mais, vale a pena contar, da minha avó – monárquica também - que se assumia da plebe dizendo, que só haveria, “sangue azul” na família se alguma antepassada tivesse sido uma mulher de maus costumes, o que duvidava seriamente, de famílias bem católicas, ultraconservadoras, que era, mas que me apoiou enormemente quando fui preso pelo regime fascista por combater pela Independência de Angola e contra o regime salazarento. Sou, pois, assumidamente, gente sem nome, Joffre, por uma estória de uma homenagem a um republicano general francês, Souza, de uma monárquica, mas como vimos plebeia família, a da minha mãe e Justino, outro bem plebeu e judaico nome da família de me Pai. Sou, assim, um dos “gente sem nome”. Com honra, e republicanamente, pois não utilizo indevidamente nome que não é meu. Enfim, em Portugal ainda há desta “ gente com nome”, que, claro, detesta, se incomoda, com a plebeia gente que, na verdade, a sustenta e atura, hoje sobretudo, em consequência destas revistalhas da “gente com nome” que adora mostrar-se à “gentes em nome” que adora ver as suas fotos pacóvias de festas saloias feitas… E, na gente sem nome há, claro, gente socialista, como eu. Que, como já ultrapassei os “complexos marxistas”, até entendo e sei que existe também muito boa gente sem nome, no PSD e, espantem-se, no CPS/PP! Vantagens da Democracia, regime que aglomera classes sociais, que as integra, que as insere, social, politica e economicamente – pensemos nos Amorins da cortiça e nos Belmiros dos supermercados para ver como há gente sem nome, hoje, nas festas das gentes com nome, como alias há já muito tempo que tal acontece em Portugal. Mas, claro, para o sr Vasco, a gente sem nome tem mais conotações. As da cunha, as do tacho. E, claro que se esquece, que existe gente sem nome nos quadros da Administração, central, e Local, e das empresas, públicas e privadas, desde os tempos do salazarento regime e, depois deste ter findado, por via de todos, mas mesmo todos, os partidos políticos portugueses. Uns por mérito e outros sem mérito. Enfim, da pior e da melhor forma, a inserção, a amalgamação social é uma das características da democracia. A começar pela família do sr Vasco, muito pouco “Polido Valente”. Mas esta amalgamação existe em bem menor monta, mas com bem mais impacto das cunhas, em Portugal, desde bem antes do salazarento regime…. Vergonha sr Vasco, vergonha! É certo que alguns “meninos família” abusam de um estatuto “popular” que não têm, para se mostrarem “populares” em cargos para os quais foram eleitos, democraticamente, e, desta forma, porem em causa a saúde do país. Assim, faliram em Portugal, de Janeiro a Setembro, 3039 empresas, num enorme crescendo desde 2008. E se formos ver a sua distribuição, regional, o grande impacto das falências está em Portalegre, Faro e Beja, e, por sectores, na Hotelaria, no Comércio e no Imobiliário. E uma maior e mais atenta escalpelização destes dados veríamos que a razão das falências é por um lado o impacto internacional da crise, por via do import/export em crise e do turismo em clara redução e, por outro lado, por via do falhado modelo centrada na Construção Civil e Obras Públicas, (com uma quebra em 2010 de cerca de 10% de uma actividade baseada num consumo vindo do exterior, por via dos financiamentos comunitários). Haja uma Câmara do PCP, e diga a única Câmara do BE que não se entendeu crescer sem contar com as empresas de construção civil e obras públicas, (recordo a comunista, brasileira, do PCB e não PCdoB, Odebrecht…) Mas, esquecer os impactos a montante e a jusante das EDP, PT, GALP, e pôr em cima das mesmas, como quer fazer o BE, a pagamento da crise, é um absurdo sem jeito feito por gente, como se vê, com nome, a fazer de “popular”. Outros, ditos com nome, entendem que há que reduzir despesas, despedindo pessoas sem rei nem roque, e receitas, reduzindo impostos empresariais também sem rei nem roque, do Estado, e, todos, procuram impor, ao Partido que teve a maioria do eleitorado, o seu Orçamente, ou, pior ainda, que não haja qualquer Orçamento e, se necessário, Governo. Explodiremos por via desta gente com nome, e que nos odeia, à gente sem nome. Como explodimos já por várias vezes na História. Só que, desta vez, explodiremos sem a almofada do Império e com a divida que temos de pagar ás costas. E, nós todos, sem e com nome, passaremos pela vergonha de nos olharem como maus pagadores, pelo que com ou sem nome, manchados pela vergonha e, na mesma, pela dívida. Haja solidariedade Deus meu! Porque entre a gente sem nome é fácil assumir que há que pagar a dívida! Já que reconhecemos nesta República os Hospitais, as Escolas, a electricidade, a água canalizada, e muitas, das úteis, estradas, construídas e que estão no cerne desta pública dívida, e já que no salazarento regime, eram os com nome que tinham acesso a estas “regalias”, e, nele, eles, os com nome, nunca se habituaram a pagar, forma do regime os dominar. E tão só. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:53
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