Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Senhor Primeiro Ministro,

Perante a vida temos duas soluções – manter o nosso ar coitadinho, no pior sentido do nosso pior Fado, ou tentar encontrar Motivação para resistir às dificuldades da Vida e, na Resistência, encontrar o ânimo para Mudar. O Senhor Primeiro Ministro optou por esta segunda via. Motivou, dinamizou, fez o combate possível que um Governo Democrático pode fazer, perante uma crise, mundial, que nos cai em cima, precisamente em período de reformas a fazer, no sentido da Mudança necessária para a redinamização de Portugal. Mais, o Senhor Primeiro Ministro foi até onde pôde no sentido de não forçar as e os cidadãos portugueses a sofrer com a Crise, esforçando-se até ao ultimo momento possível para não implementar as duras medidas que a Grécia, a Espanha, a Irlanda, a Islândia, tiveram de implementar. Mas a pressão internacional imposta pelos mercados financeiros impôs-se E houve que aplicar medidas em nome da manutenção da boa imagem de Portugal, necessitado que está de empréstimos, a custos cada vez mais elevados, como todos sabemos, pois sem tais medidas, nada haveria a fazer a não ser a tendência crescente para a banca rota. E, mais uma vez, o Senhor Primeiro Ministro deu a cara e reconheceu que não havia mais alternativa senão apertar o cinto. Alguns amigos meus, não socialistas, já esfregaram as mãos de contentes – desta vez, acham eles, apanharam de vez o Senhor Primeiro Ministro, o PS,. E o Candidato Presidencial Manuel Alegre. Para eles, chegou o fim da Era Socialista. Antes do mais, ergamos a cabeça – as opções tomadas minoram o esforço distribuindo-o de forma a que o impacto seja o menor possível. Assim, os mais pobres sofrerão menos. Fomos Socialistas, fomos mais uma vez de Esquerda. Ainda que todos venham a sofrer, por exemplo com o aumento do IVA. O que faz esfregar as mãos politiqueiras, (as que existem à Esquerda e à Direita), de alegria, da maldosa alegria que, felizmente, tanto à Direita como à Esquerda, não envolve todos, pois a Solidariedade ainda é um Valor bem amado em Portugal, pelo que a maioria sofre com os que sofrem. Senhor Primeiro Ministro, Alguns tiveram sempre consciência que Portugal não era um país rico. E que a adesão à CEE/UE não fazia, automaticamente, de Portugal, um país rico. Pelo contrario, os financiamentos comunitários exigiam uma gestão rigorosa, por forma a não gerar hábitos insustentáveis de novo-riquismo e ainda por forma a não delapidar inutilmente os mesmos financiamentos, gerando, pelo contrário, inovação tecnológica, qualificação dos Recursos Humanos, maior penetração nos Mercados Internacionais, e com mais produtos e serviços. Não foi o que sucedeu. De 1986 a 2000, na verdade, delapidámos dinheiro com ostentações inadequadas, como quase que uma piscina por município/6000 eleitores no mínimo, (como simples, bem banal, e ridículo mas autentico exemplo). Pagamos hoje essa factura, como pagamos a factura da redução da malha do tecido empresarial e o desperdício havido na construção civil e obras publicas em nome de medidas fáceis para manter baixo o Desemprego, enquanto houve financiamentos comunitários para sustentar tal facilitismo. E, como de costume, coube ao PS, tal como em outros momentos, o ter a coragem de tomar medidas. Que o Senhor Primeiro Ministro tomou, desde 2005. Limitadamente, para não fragilizar ainda mais o tecido social, mas que tomou. Hoje, vai pagar por as ter tomado limitadamente, como já se vê. Mas assumamos. Fosse outro o governo, outra a linha politica, e as medidas tomadas antes, assim como as tomadas hoje, seriam bem mais dolorosas. Grato assim por continuar Senhor Primeiro Ministro, meu Camarada Socialista. E continuemos o Combate pela Modernização, pela Democracia, pela justiça Social. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:50
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