Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Desmascarar Os Fascistas Ao Ataque (2) Apoiando Manuel Alegre

Desmascarar Os Fascistas Ao Ataque (2) Apoiando Manuel Alegre Não estou interessado em gerar “seguidores”, pois é intuito sempre nada democrático. Estou mais interessado em provocar debates, à Esquerda e à Direita, frontalmente, sem manteiguices. Por isso e porque tenho vindo a optar por uma via de análise”pouco comum” é que reafirmo que não é de “seguidores” que necessito, é sim, eu e toda a Esquerda, e toda a Comunidade de Expressão Portuguesa , de mais e mais debates de ideias e projectos. Ainda ontem vi e ouvi o António Peres Metelo a explicar como é que, na verdade, o Governo está a cumprir o PEC e a controlar a Despesa Orçamental, bem tudo ao contrário do que os defensores da ideia que Portugal é “PIG”, (Porcos são os pais deles), dizem. Por isso entendo que urge mais e mais debate! E, em especial sobre as nossas, os de Expressão Portuguesa, raízes. Porque sou dos que não teme em assumir que este Império resulta não de um mero conjunto de intuitos comercialões, como muitas vezes já li, mas sim de um Sonho, tal qual Luther King. Claro que, no percurso entre o Sonho e a sua Construção, muita porcaria surge e nada como assumi-la. Este Império nasceu, antes do mais de um Reino que não deveria ter nascido, pois todos se lhe opunham, à excepção dos Templários. Que, com o seu Grão Mestre Regional, Gualdim Pais, se puseram no combate para que nascesse, a par do, também Templário Afonso Henriques. Juntos, Gualdim Pais e Afonso Henriques, dirigiram o Reino e combateram durante 40 anitos, caso raro na História politica e militar universal. E não combateram na retaguarda. Não, ambos estiveram nas frentes de combate, e Afonso Henriques mostrou-se um mestre na guerrilha, ( o que, nunca entendi porquê, os militares do espaço de expressão portuguesa nunca estudaram,…ao que saiba). Os Templários não sonharam reininhos peninsulares, note-se. Sonharam sim um Império Teocrático Universal, (e para fugir dos esotéricos mal vistos recordo que leiam Darcy Ribeiro). Eis porque foi daqui e da vizinha Espanha que saíram as nauzinhas a caminho da Expansão universal para transportar o Cristianismo pelo mundo. Que fizeram a 1ª Globalização! Somos pois herdeiros deles, destes que de um reininho se abalançaram para o universo desconhecido, sem temor, como recordam Luís de Camões e Fernando Pessoa. Não é possível ser-se de Esquerda com este discurso, com esta “apreciação da História”, dizem-me. O que, para ser sincero nada me preocupa, pois quem define se sou ou não de Esquerda sou eu e não os outros…. De qualquer forma é neste contexto que, acho eu, tem de se entender o Império Português e o que dele existe hoje, a CPLP. E, já agora, Luís de Camões era, ao seu tempo, a Esquerda. Contra ocultistas sectários, defensores do Vaticano e contra a liberalidade na abordagem do Mundo, das Coisas, da Vida e do Espiritual. Já Fernando Pessoa, foi, ao seu tempo, a Direita Democrática, pois os desvarios totalitários que também teve, tiveram-no todos os intelectuais em Portugal, que defenderam em geral e lamentavelmente, que a solução para a crise seria uma ditadura de seis mesitos….tendo com tal provocado uma Ditadura de 48 anitos. Neste contexto, de combate entre a Direita e a Esquerda no seio da corte portuguesa e com o Povão em geral arredado destes debates, (como hoje de certa forma ainda?), construiu-se um Império Teocrático. Comercialão também, a partir da sua degenerescência, muitas vezes combatida, mas sempre sem resultados. A Angola dos Souza Coutinhos, e o Brasil de Tiradentes e do Aleijadinho na sua essência, aí estão para mostrar esses combates, para não falar dos mais recentes. Norton de Matos teve, nesse contexto, uma Missão, maçonicamente estabelecida, e esforçou-se por a cumprir. De forma megalómana, mas esforçou-se. E, mesmo durante o Fascismo, homens como Eugénio Ferreira e o meu pai, Joffre Justino também, republicanos e maçons, procuraram manter esse esforço, no plano do apoio à modernização, económica e social. Tinham como lideres homens, precisamente, como o general Norton de Matos, o grão mestre maçon que expulsou da Maçonaria os que alimentavam e se alimentavam do Fascismo e que tinham entrado no Regime em nome da tal ditadura de seis mesitos…. Na ideia da construção desse Império em nada ficava mal, bem pelo contrário, a defesa das Independências para cada uma das parcelas do mesmo. Pois note-se que foram maçons a incentivar a Independência do Brasil. Porque os Impérios, os teocráticos em especial não se limitam por Fronteiras e por ideias localmente limitadas, como a de Nação. Por isso eles entendem bem que hajam Angolanos portugueses, Moçambicanos portugueses, Brasileiros portugueses, cabo-verdianos portugueses, guineenses portugueses, timorenses portugueses, santomenses portugueses, etc. E vice versa. Tal qual Fernando Pessoa explicitou maravilhosamente centrando a Pátria na Língua. Houve porcaria no Império? Claro. A espoliação, o esclavagismo, a imposição do mercado fechado, etc, foi tudo porcaria. Mas as Igrejas cheias de ouro no Brasil estão aí para provar que o dominante não era a espoliação, assim como as avenidas de Luanda e do Maputo, etc. E as lutas pela Igualdade, pela Liberdade, pela Fraternidade, pela Justiça Social estão aí para provar os Combates da Esquerda, neste Império Teocrático. O problema dá-se com a traição, em 1958 com a Fraude Eleitoral que “derrota” o general Humberto Delgado, e em 1961 com o cobarde e traiçoeiro golpe de Santos Costa e Kaulza de Arriaga que derrotam Botelho Moniz. E que destruíram o Império ao imporem 13 anos de uma estúpida e inútil Guerra Colonial. Que deveria ter terminado no mínimo em 1963, todos o sabemos, com diálogo, com negociação, com os Movimentos de Libertação que, esperaram sempre essa atitude inteligente daqueles que mal ou bem eram considerados a cabeça do Império. Só que essa cabeça do Império estava podre de traição, de cobardia, de incompetência. Por isso o combate necessário, contra a Ditadura fascista, de Republicanos, de Socialistas, de Comunistas, de Anarquistas e de Radicais, onde deveremos incluir o Combate de Mário Soares, e, claro, de Manuel Alegre. E, realço, foi a minha geração e não a de Manuel Alegre, que foi mais longe e Combateu a Guerra Colonial, apelando à deserção e ao exílio politico, a par do combate militante activo, em Portugal e em todas as partes do Império. Combate onde nasceram os Nacionalismos inesperados para os “oficiais”, quer os tradicionais, quer os “de exportação”, sovietistas e americanistas, como e refiro a minha experiencia somente, como as OCA’s, os Comités Henda, etc. Fizémos pois outro percurso, diverso do de Manuel Alegre, mas bem em paralelo e, seremos nós, que pela Direita estúpida e visivelmente continental e não imperial, os tais traidores, tal qual ela para nós, é a Verdadeira Traidora. Porque foi ela que matou o Império! Não nós que saudamos a sua continuidade com a CPLP. O combate “argelino” de Manuel Alegre foi essencial para manter as ligações que possibilitaram as reaproximações que estiveram na raiz do surgimento da CPLP. O nosso combate idem. O combate fascista dos herdeiros de Salazar, Caetano, Santos Costa, Kaulza de Arriaga e Américo Tomas não. Foi um combate suicida em nome da sustentação estrita de uma elite que vivia à custa da Ditadura. E que, repito, ia matando o Império. E a Língua Portuguesa. O que assumo não é a posição da Esquerda “estrangeirada” à Eça de Queiroz. Seja ela ex sovietista, ex maoista, ex trotskista, ou ex albanianista…. Com ela combato em alguns campos e contra ela debato ideologicamente em quase todos. Um dos campos onde estamos juntos é precisamente no do Apoio a Manuel Alegre. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:47
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