Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Os Fascistas Ao Ataque, Como De Costume Miseravelmente! Resposta a Um Bando De Desavergonhados E Em Defesa De Manuel Alegre!

“COMO PODE UM TRAIDOR E DESERTOR DESTES SER CANDIDATO A PRESIDENTE DA REPÚBLICA E SE COMANDANTE CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS QUE TRAI QUANDO A PÁTRIA PRECISOU DELE? LEIAM COM ATENÇÃO ESTE E-MAIL QUE CORRE NA INTERNET, E DIGAM SE ESTE HOMEM AINDA TEM O DIREITO DE USAR O NOME COMO ORTUGUÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! “ Documento Não Assinado típico dos Cobardes! Já passearam pela Internet procurando “Manuel Alegre”? Se o fizeram deram certamente por inúmeros textos, feitos por “camaradas”, (da “tropa” note-se), onde o teor é sempre afim daquele que acima cito. Trata-se da mais insultuosa campanha que jamais vi feita, com o objectivo de denegrir um Cidadão, no pleno direito de se candidatar a Presidente da Republica de Portugal. Ora a ignorância que existe, sobretudo entre os mais Jovens, quanto ao Passado de Manuel Alegre, leva-me a esta preocupação – a de explicar a verdade sobre a Guerra Colonial. Pois essa verdade torna bem claro quem na verdade traiu. E não foi Manuel Alegre quem traiu podem crer! Por isso, já divulguei, em texto anterior, como um bando de pseudo militares, fascistas, como Kaulza de Arriaga e Santos Costa, agindo ilegalmente, cercaram e prenderam ministros da Defesa, como o general Botelho Moniz, ministros e secretários de estado, que, explicitamente se opuseram a uma resposta estritamente militar ao que exigia respostas politicas e militares – os acontecimentos de 4 de Janeiro, de 4 de Fevereiro e de 15 de Março, de 1961, em Angola, actos de revolta de Angolanos perante a Ditadura fascista, e o colonialismo, posto em causa em todo planeta em toda a década de 50, do século XX. Actos de revolta que tinham sido antecedidos, nos anos 50 de movimentações estritamente políticas, no sentido de fazer com que o regime fascista de Salazar entendesse o papel da negociação, do diálogo, para as Independências obrigatórias das colónias portuguesas. Movimentações que encontraram sempre o silencio e a prisão daqueles que procuravam a solução política como alternativa à solução armada. Cobardemente, típica atitude de ditadores, e cito um texto anterior meu, os que procuravam uma solução política, “souberam da sua exoneração pela Emissora Nacional que radiodifundiu às 15 horas um comunicado demitindo o ministro Botelho Moniz, o ministro do Exército Almeida Fernandes, o ministro do Ultramar Lopes Alves, o chefe das Forças Armadas Beleza Ferraz, o subsecretário de estado do Exército Costa Gomes e o chefe do Estado-Maior da Força Aérea Albuquerque de Freitas.” Estes responsáveis, militares e de Governo, tinham feito saber, em reuniões pacíficas, em cartas pacificas, ao ditador Salazar e ao seu capataz, o almirante Américo Tomaz, que havia que encontrar uma solução pacifica para toda a nascente conflitualidade em Angola. Atraiçoados, estes militares foram afastados das Forças Armadas, de forma absolutamente infame, para civil ou para militar! Foi assim, num acto de traição de uns tantos militares a outros, esses insignes, militares, que começou a presença portuguesa numa Guerra Colonial que se prolongou durante 13 anos e se saldou numa derrota politica e militar para o Regime salazarista. Na verdade ainda, todos se lembrarão do General Spinola, autor de Portugal e o Futuro, a bomba editorial que auxiliou ao derrube do regime, na altura já de Marcelo Caetano e que tarde de 13 anos, reassumiu as teses de Botelho Moniz e dos generais que acima refiro. 13 anos desperdiçados em despesas incomensuráveis com a guerra, chegou a ser de 48% do OE de então, e na saída de Portugal de perto de 1 milhão de portugueses, isto se esquecermos os que saíram ilegalmente. A traição, ao Império e a Portugal parte integrante dele, foi feita em 1961 pelos que recusaram a via politica e assumiram a suicidária via da inútil guerra – Salazar, Américo Tomaz, Santos Costa, Kaulza de Arriaga. Manuel Alegre era, aos 25 anos, antes do mais, um Jovem. Dirigente estudantil, apoiante do general Humberto Delgado, “derrotado” numas Presidenciais pautadas pela Fraude Eleitoral e pela repressão, fez, ao contrário do que se conta, “a tropa”, como abaixo de vê no comunicado que distribuiu em Maio de 2010. E esteve “na tropa” precisamente em Angola, no meu país. Onde foi preso pela PIDE e por ela, com o auxilio dos que nas Forças Armadas traiam o Império, e Portugal parte dele, recambiado para Portugal. Em Julho de 1964, porque tinha sido ameaçado de prisão, exila-se, “com a ajuda dos Drs. Armando Bacelar e Montalvão Machado”. Não desertando, portanto, ao contrário das mentirolas de que tem sido alvo. Em Argel e bem combateu contra o Fascismo e contra a continuação de uma guerra colonial que fora imposta e que estava a destruir, o Império e Portugal parte dele. Na verdade, havia um Império, feito teocraticamente, (seguindo o conceito de Darcy Ribeiro note-se), e esse Imperio já tinha sido alvo de destruições várias – a anterior tinha sido feita pelo rei Carlos e sua Corte, perante um desavergonhado Ultimatum que levantou o País e fez dele República. Salvara-se desse desastre o que viria a ser Angola e o que viria a Ser Moçambique, entre outras partes. Que Norton de Matos, general também, da I República, maçon e republicano, tentou transformar enquanto espaço a modernizar, económica e socialmente, durante os primeiros vinte anos do século vinte, por duas vezes, ao arrepio dos interesses ingleses e alemães. Modernização que Salazar bloqueou, com o Acto Colonial e demais medidas, até ao rebentar da Guerra Colonial. Todo o Império que o regime fascista não fizera, que se limitara a herdar, viveu, tal qual a parte europeia do Império, bloqueado. E que Salazar, Américo Tomás, Santos Costa, Kaulza de Arriaga e outros tantos traíram, definitivamente, impondo uma inútil guerra de 13 anos. Como se vê o que Manuel Alegre fez foi combater traidores, a um país e a um Império. Por causa dele, de Mário Soares, e de muitos outros, foi possível reconstituir aquilo que é a essência do Império – a CPLP. Que é a democratização da ideia de Fernando Pessoa, a minha Língua, (a portuguesa) é a minha Pátria. Conceito que só surgiu neste Império e não noutro qualquer e que se mantém porque há Poetas que intervêm politicamente. Alguns fascistas continuam a sua pecaminosa senda procurando, agora, dividir o indivisível – a mesma CPLP – em países para eles separados. Erro. Porque somos, todos, falantes em Português e somos, todos, herdeiros de um Império que nada tem a ver com os Impérios industrialistas dos séculos XVIII e XIX. Deixo-vos, finalmente, o Comunicado de Manuel Alegre, disponível também na INTERNET, sobre a sua participação nas Forças Armadas Portuguesas. COMUNICADO NA ÍNTEGRA Manuel Alegre e o Serviço Militar 10-05-2010 Para conhecimento de quem estiver interessado, divulga-se o registo do serviço militar de Manuel Alegre de Melo Duarte, que pode ser confirmado pelas entidades competentes, nomeadamente o Estado Maior do Exército. Agosto de 1961: incorporação, como cadete, no Curso de Oficiais Milicianos, na Escola Prática de Infantaria, em Mafra. Dezembro de 1961: fim do Curso acima referido com aprovação e promoção a Aspirante a Oficial Miliciano. Dezembro de 1961: colocação no Batalhão de Infantaria 18, Arrifes, Ponta Delgada, São Miguel, Açores. Julho de 1962: mobilização para Angola, passagem pelo Quartel Geral dos Adidos, em Lisboa, partida de avião, como Alferes Miliciano de Infantaria, para Luanda, onde é colocado numa Companhia da Guarnição Normal, comandada pelo Capitão Cruz Silva, do Regimento de Infantaria de Luanda, cujo Comandante é o Tenente Coronel Garcês de Lencastre. O seu pelotão recebe como missão a realização de escoltas para o Norte, nomeadamente Quicabo, Beira Baixa, Nambuangongo e Quipedro. Protege colunas de civis e de reabastecimento e recolhe paraquedistas lançados na região dos Dembos. Várias vezes debaixo de fogo, a primeira das quais entre Nabuangongo e Quipedro. Colocado pelo Comandante do Regimento de Infantaria de Luanda (RIL) em Quicua, na região da Muxima. Cerca de um mês e meio depois, é transferido para o Regimento de Infantaria de Sá da Bandeira de onde, posteriormente, segue para Sanza Pombo, integrado numa Companhia comandada pelo Capitão Fernando Sousa (hoje Coronel Reformado, residente nas Caldas da Rainha). O seu pelotão vai para o aquartelamento de Quixico, perto da fronteira com o Congo, onde se junta a outro pelotão, comandado pelo Alferes Miliciano Nuno Teixeira. Em Março/Abril de 1963, é evacuado por motivo de doença ('zona') para a sede da Companhia em Sanza Pombo. Depois de recuperado, recebe guia de marcha para se apresentar no Quartel General, em Luanda, para onde segue, a partir da Base do Negage, por via aérea. Apresenta-se no Quartel General e recebe ordens para aguardar em casa novas instruções. Alberga-se na residência do seu amigo, Alferes Miliciano de Infantaria, António Flores de Andrade. Em 17 de Abril de 1963 apresenta-se nesta residência o Capitão de Cavalaria Cruz Azevedo. Pede desculpa de trajar à civil, afirmando que recebeu instruções nesse sentido, e mostra ao Alferes Miliciano Manuel Alegre de Melo Duarte uma ordem de prisão. Manuel Alegre de Melo Duarte veste a sua farda e é conduzido pelo Capitão à Casa de Reclusão Militar, onde passa uma noite. No dia seguinte, o Comandante da Casa de Reclusão entrega-lhe um documento de passagem à disponibilidade, assinado pelo Chefe do Estado Maior do Exército, Tenente Coronel Bettencourt Rodrigues. Informa-o de que tem de se vestir à civil e que a PIDE o espera à porta da Casa de Reclusão. É detido por uma brigada da PIDE chefiada pelo inspector Pottier, sendo conduzido para a prisão de São Paulo. Aí passa seis meses, sob a acusação de tentativa de golpe militar contra o regime do Estado Novo. Findo esse período, é libertado com termo de identidade e residência em Luanda. Como não é reintegrado no Exército nem enviado para a Metrópole, pede uma audiência ao Chefe do Estado Maior do Exército, que lhe é concedida. Manifesta estranheza pela sua situação e pelo facto de, sendo Oficial, ter sido entregue à PIDE. Três dias depois da audiência o Chefe do Estado Maior do Exército ordena o seu regresso a Lisboa, na situação de disponibilidade. Parte no "Vera Cruz" e chega em Dezembro de 1963. A PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra. Em Maio de 1964 é avisado de que corre o risco de ser preso pela polícia política. Refugia-se em Lisboa, na casa do poeta João José Cochofel. Dias depois é levado por este para a casa de Rui Feijó, a Casa de Vilar, na Senhora da Aparecida, Concelho de Lousada. Daí parte em Julho de 1964 para o exílio, com a ajuda dos Drs. Armando Bacelar e Montalvão Machado, em cuja quinta, perto de Chaves, atravessa clandestinamente a fronteira. Encontrava-se na situação de disponibilidade e com o serviço militar cumprido. Regressa a Portugal em 2 de Maio de 1974. Conclusão: Manuel Alegre de Melo Duarte cumpriu o serviço militar, nomeadamente em África e em situações de combate. Não tem nada a esconder, ao contrário dos cobardes que espalham calúnias a coberto do anonimato e contra os quais não deixará de agir judicialmente. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:46
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