Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

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Negar “As teses golpistas da Juventude da Unita” Conheço a disciplina e a vontade de construir da Juventude da UNITA, pelo menos desde finais de 1975, a primeira vez que comuniquei com “um miúdo” da UNITA, já a viver em Portugal. Na altura, nada tinha a ver com a UNITA, diga-se. Situava-me bem mais no contexto do que depois se chamou a Grande Família do MPLA e, diga-se saíra em 1974 da prisão de Caxias por defender a Independência de Angola e, relevo, o MPLA. Reencontrei estes Valores mais tarde em 1987, e nos anos que se seguiram. Angola vive em Democracia. Pode ser uma Democracia Musculada, mas é uma Democracia e é nesse contexto que olho, hoje, para o MPLA, para a UNITA, partido onde fui dirigente e de onde me afastei em 2004/5, ( me afastei em divergência política, note-se e não fui expulso como agora parece que alguns querem fazer crer), assim como para os restantes partido Angolanos. Sei também que alguns jornalistas do Jornal de Angola têm uma forte e antiga tendência para acicatarem espíritos e não para incentivarem o Diálogo e a Paz. Considero aliás que tal é, infelizmente, um mal bem generalizado na CPLP. A Juventude da UNITA sofrerá provavelmente, mais que as dores de uma derrota militar acontecida em 2002, sim as dores de olhar para um país, o nosso, onde mais de 1/3 da população ainda vive abaixo do 1 dólar por dia. Apesar das riquezas da pátria, em petróleo, em diamantes, em …… É pois neste contexto que se tem de olhar para os Combates políticos que a Juventude da UNITA sente a necessidade de desenvolver. Natural necessidade pois é natural que a Juventude olhe para o Futuro, deseje o melhor para si e o país e não aceite continuar a viver num país com tanta miséria e tão inadequada distribuição da riqueza. Não é pois aceitável que o Jornal de Angola confunda, possivelmente de forma propositada, o desejo da Juventude participar em um Combate Democrático, por um Desenvolvimento equilibrado e Sustentável, por uma adequada distribuição da riqueza, pelo socialismo humanista que era o sonho do fundador da UNITA, o dr Savimbi, com intuitos golpista. A Guerra Civil terminou em 4 de Abril de 2002. A UNITA perdeu essa Guerra Civil e teve a Coragem, ética e moral, de o reconhecer e potenciar, com esse reconhecimento, a Paz que deve originar, mais riqueza, mais distribuição da riqueza, mas diálogo, mais Democracia e mais Participação na vida económica, social, cultural e politica angolana. Manter um discurso de guerra, de provocação e ofensa para uma organização de Juventude, seja ela a UNITA, seja a “Jota MPLA”, seja qualquer outra “Jota”, é mais que um grave erro, é desejar impedir o que é a essência do Combate pelo Desenvolvimento – a Participação de todas e todos nesse Desenvolvimento. O meu amigo Alcides Sakala, dirigente da UNITA que merece um meu inteiro respeito, um dos fautores da Paz e do Memorando de Entendimento, referiu ““A Unita tem manifestado, desde o alcance da paz, em 2002, disposição em contribuir para a sua consolidação, assim como a criação de mecanismos que não permitam o retorno à guerra”” Tenho a convicção, e a prática tem-no demonstrado, que o desejo de Paz, de Democracia, de Tolerância e Diálogo, está inerente à vivencia política da UNITA desde 2002, pelo menos. (Eu diria que desde bem antes…). Por isso, não poderia ficar calado. Pois estou perante um discurso, o do Jornal de Angola, que acicata à violência. O que em Democracia é inaceitável. Seja contra quem for, a violência em Democracia é inaceitável e os que, como eu, a amam, e por ela combatem há muito tempo, não podem ficar calados. Urge, repreender o(s) jornalista(s) que gerou esta inútil situação e, claro, criticar, como o faço aqui, o Jornal que aceitou publicar este dislate – o Jornal de Angola. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:37
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