Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

…E Porque Andaremos Nós Perdidos?

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.» João César das Neves - 26 de Fev 2010 referindo-se ao livro´ A Obesidade Mental –de Andrew Oitke II 07 MAI 10 às 00:29 Dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira. Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segund o a imprensa. Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia. Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações. A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia. Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros -ministros e o ex-governador do banco central. A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota. Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita. In, TSF O sr das Neves, economista que teima em afirmar que não há almoços grátis e, em consequência de um email profusamente distribuído, (que, claro, também me chegou ás mãos), divulga desta vez um conjunto de banais generalidades em nome de uma economia que diz desejar mais sã… E, claro, com a “originalidade” que lhe é característica aparece com este conceito “novo” – A Obesidade Mental! – que conhecemos, todos nós, desde a década de 80/90 e que serviu para um alargado e generalizado processo de “emagrecimento” das empresas nos EUA de Reagan e na GB de Tatcher… Só que esta ideia de Obesidade, nasce agora já não no contexto Organizacional, mas sim no contexto, ideológico, institucional. Estaremos, pois, todos, ideologicamente, Gordos! Eu estou de facto gordo - falta de dieta, stress a mais, pouco tempo para ginásios, angustia perante tanta idiotice que anda a empurrar este espaço de expressão portuguesa para a falência e a autodestruição – é a razão da minha gordura. Por isso uso desta vez duas citações a par, pois a Segunda faz recordar o que a primeira esconde – foi num país dirigido por conservadores, alguns bem ultra, de cariz religioso bem acentuado, a Islândia, que a crise bateu mais forte gerando a falência de um país inteiro! Fosse o país governado por socialistas e ninguém, nesta comunicação social que o sr das Neves também critica, se calaria nunca, em dia nenhum, de acentuar o “fracasso” do Socialismo. Azar. A Grécia que quase faliu, a Irlanda que “emagreceu” violentamente, e a Islândia, foram, anos a fio, governados por Conservadores da Família política do nº 2 do PSD, o sr Pinto Balsemão. Enfim, neo liberais tal qual o sr. das Neves, acima citado, pois este senhor esqueceu já a doutrina até da sua igreja, a católica, que acentua e bem neste campo o papel, económico, social, cultural e político dos almoços grátis, foram os geradores dos piores desastres da crise que hoje todo o Mundo vive, em consequência desta visão egoísta e sem moral do Mundo. Mas quem recorda tal? É evidente que também não embarco nas erradas leituras, que a própria noticia da TSF desmonta sobre o papel da banca e a crise vivida. A Islândia, o “puro e nórdico” país em causa, demorou como se vê, cerca de 2 anos a prender os responsáveis pela bancarrota islandesa. Por cá temos já quem esteja, banqueiros, sob prisão domiciliária, (no contexto de um governo socialista), e, felizmente, o país não entrou em bancarrota, o que denota e deve relevar-se tal, a maior e melhor seriedade da banca portuguesa, latina e não nórdica. Mesmo que abusando de direitos que não deveria ter, a verdade é que a banca portuguesa se mostrou bem mais séria que a islandesa por exemplo! E não embarco também, porque, sendo latino, “mestiço” de judeu/ateu e cristã/católica, (aliás profundamente religiosa e católica, a minha mãe), me cansa de sobremaneira ver como embarcamos, todos, tão facilmente nas virtudes dos outros, os nórdicos e nos deixamos, com isso, calar, perante a necessidade de melhorarmos e não de nos submetermos às culturas dos outros. Luxúria, ganância, exploração, abuso, violência, má criação, xenofobia, e, claro, “pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo” existem por todo o lado e sempre existiram. Acrescenta o sr das Neves que “A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia”, dando-se assim ares de ser alguém que até se preocupa com os almoços grátis, que ele recusa dar, até aos filhos. Tratemos de alguns destes temas. A família, diz o sr das Neves, é contestada. Antes do mais, que família? A consanguínea? Ou a Jurídica? Não se nota, em parte alguma do país, direi até da Europa, que a família consanguínea seja contestada. Mudou, somente, como tem mudado desde sempre. Sabemos que na Idade Média os senhores da terra tinha o poder suficiente para assumir o primeiro acto sexual pós casamento para si. Que família se gerava então? Quem educava o filho potencial gerado desse primeiro acto sexual, que tantas vezes sucedia? E qual era a família desse cidadão assim gerado? É dessa “família” que fala o sr das Neves? Ou é da família operária do século XIX, onde sem que houvesse o direito de posse jurídico da idade média, havia a posse pela fome da Revolução Industrial e onde nasceram tantas e tantas crianças de actos de violência sobre as Mulheres? Ou da família feita de violência interna, papá podendo dominar e até matar a esposa que o traísse já deste século? A Família na verdade Mudou, como tem, sempre, mudado e, em geral, felizmente para Melhor! A Família, hoje, não é imposta por um acto religioso, ou de interesse económico, mas sim por uma decisão de amor. Que pode mostrar-se errada e gerar um divórcio. Mas, cada vez menos gera um assassinato. Ou violência doméstica. A Família hoje é, felizmente e cada vez mais, consanguínea e centrada no amor. A Tradição é esquecida diz o sr das Neves. E di-lo, aqui o reconheço, com e sem razão. Entristece-me ver o Templário Convento de Tomar ao abandono, como me magoa ver o presídio do Tarrafal em destruição, quando ambos deveriam ser Património da CPLP, especialmente protegido por todos nós da CPLP. E, nesse e noutros campos o sr das Neves tem razão. Mas quando recordo que as mulheres não podiam entrar nos cafés, não podiam usar saia acima do tornozelo, tinham de sair à rua sob um véu, ( e não falo de um país islâmico, falo do Portugal dos anos 60 do século XX), congratulo-me porque essa batalha eui, (nós os que fizeram), ganhei, (ganhámos). Por isso não cedo à chantagem dos islâmicos, contra um Israel que com erros sem duvida é o único país democrático da região. Que libertem primeiro a Mulher e depois falaremos! Que permitam primeiro todos os Templos de todas as religiões, ( e eu crente em Deus não vou em religiões), que lá se queiram instalar e depois falaremos Até lá que se calem. Por isso, há Tradição e Tradição, há algo a preservar e algo a Mudar. Não esquecer, mas Mudar. No entanto, hoje, vivemos o Tempo em maior velocidade e a Mudança tem sucedido em maior velocidade, por isso. Daí esta sensação de andarmos perdidos, que os srs das Neves de imediato aproveitam…. Escreverei um pouco mais sobre este tema em próximo email…. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:32
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