Quinta-feira, 26 de Maio de 2005

UMA NOTA CURIOSA, “Sobre o aparecimento do termo e do conceito ECOLOGIA

Apesar de existirem outras versões, como a que refere que teria sido Henry David Thoreau o autor do termo e do conceito Ecologia, é comumente aceite que foi Ernst Haeckel quem o terá introduzido no seu livro “Generelle Morphologie der Organismen”, em 1866.

Ernst Hackel foi um divulgador das teses de Darwin, ao ponto de Flaubert considerar que na sua obra, “a teoria é mais clara do que no próprio Darwin”. Naturalista e um quase permanente viajante, foi titular da cátedra de zoologia na Universidade de Iena, de 1862 a 1909 e viu as suas obras traduzidas em francês e inglês, sendo por isso bastante lido, à época.

Republica e ateu, dizendo-se dele que foi um maçon, Ernst Haeckel, foi também um militante pacifista e um importante membro da Liga Monista, defendendo, por isso uma visão unificada e equilibrada do universo.

Assim, o mundo físico e os seres vivos seriam provenientes da mesma matéria, pelo que deveriam ter o mesmo estatuto; mais ainda a natureza, pelas suas características deveria ser um modelo para o ser humano que deveria procurar estruturar as suas comunidades com base nos seus princípios.

Com base nesta análise Ernst Haeckel defendeu uma reforma política centrada no conhecimento científico das relações do ser humano com o Meio Ambiente, pelo que pode ser considerando, ainda, um dos percursores do Ecologismo Político.

Segundo ele, “por ecologia entendemos a ciência das relações dos organismos com o mundo exterior, onde podemos reconhecer de forma mais ampla, os factores da “luta pela existência”. Estes são, parcelarmente, de natureza inorgânica; são, já o vimos, da maior importância para a forma dos organismos que constrangem a adaptar-se: Entre as condições de existência de natureza inorgânica, a que qualquer organismo se deve submeter, pertencem, em primeiro lugar as características físicas e químicas do habitat, o clima,(luz, temperatura, humidade e eletrização da atmosfera), as características químicas, (alimentos não orgânicos), a qualidade da água, a natureza dos solos, ete. Sob a designação de condições de existência, entendemos o conjunto das relações dos organismos uns com os outros, quer favoráveis, quer desfavoráveis. Cada organismo tem entre os outros organismos, amigos e inimigos...Os organismos que servem de alimento aos outros, ou que deles dependem como parasitas, devem também ser colocados na categoria de condições de existência”.


Este conceito volta a ser trabalhado por Ernst Haeckel tanto em uma conferência em 1869, em Iena, na universidade, como, mais tarde, em 1907, no seu livro Les Merveilles de la vie e será somente em 1893 que alguns botânicos americanos reunidos em Madison, Wisconsin, se apropriam deste conceito e que J.S. Burdon, presidente da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, integra Ecologia enquanto um dos três ramos da Biologia, com a fisiologia e a morfologia.

Fica, nesta fase, assim, a Ecologia, nas mãos dos botânicos...até que a industrialização quase mundializada, em particular no decurso do século XX, conduz a um processo de degradação ambiental planetário que repõe a Ecologia enquanto filosofia de vida.

Será Donald Worster, em 1977, a dizer que o dia da explosão da 1ª bomba atómica, se tornou também no dia 1 da “idade da ecologia”.

Hoje, lidamos com a Ecologia inclusivé, como se vê, no Turismo.
publicado por JoffreJustino às 15:43
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