Terça-feira, 2 de Março de 2010

Esta Economia Sem Rosto Que Insistem Em Nos Impingir…

Quem de nós não reagiu já em fúria perante um/a jovenzito/a que, sem culpa alguma, nos tenta impingir um qualquer produto, ou serviço, ou tenta desculpar um dos crasso erros que as muito grandes empresas cometem e se recusam a aceitar?

Eu, lamento dizê-lo, faço parte dos que se não partem os telemóveis, como na cena em anexo, fica bem próximo de tal.

A impessoalidade dos call center, a inequívoca falta de coragem que as muito grandes empresas mostram ter quando se escondem por detrás de um call center para recusar assumir responsabilidades, a demonstração de puro arcaísmo que estes call center mostram ser, é prova dos recuos graves em que periodicamente a economia de mercado cai.

Reconhecendo-se arcaica, ultrapassada, limitada, inconsequente, quando não o devia ser.

A Globalização, vários filmes, novelas, romances, telenovelas, análises, cientificas, ou não, o mostram, começou por ser uma tentativa de recuo perante uma economia que no pós II Guerra se modernizou, se personalizou, se aproximou do Consumidor, aquele para quem a economia serve, isto é, todos nós.

E é no contexto da Globalização que nasceram estes “front office” impessoais, fantasmagóricos, inacessíveis, que em nada servem o Cliente, antes o ofendem.

Sem querer pôr em causa quem trabalha nos call center, (a maior parte pessoas que não encontram no mercado de trabalho de hoje outra alternativa e ganhando bem mal), a verdade é que a formação profissional para função é quase nula e, por outro lado, ao substituírem o front office das muito grandes organizações, as transformaram em autênticos fantasmas, em puras marcas impessoais e, por isso, mais difíceis de criticar.

Porquê este temor em ser criticado? Porque, na verdade, esta fuga para a impessoalidade é a pura prova de que o cerne do problema está no Medo.

É certo que as muito grandes empresas, por gerirem um nº bem significativo de pessoas, integradas todas numa organização, tendem a ser um alvo mais fácil da critica, porque envolvem muita gente na sua actividade.

E, assim, qualquer erro que cometam é, de imediato, muito facilmente divulgado entre muita gente.

Por outro lado, envolvendo muita gente, as muito grandes organizações são mais facilmente envolvidas nas redes sindicais que as pequenas e muito pequenas organizações, gerando problemáticas negociações, salariais ou de condições de trabalho.

Pelo que têm uma gestão mais difícil, mais onerosa.

Daí esta ideia de partir as organizações muito grandes em parcelas mais pequenas, entre elas, os call center, que substituem quer os front office das muito grandes organizações quer os seus departamentos comerciais/ de marketing, (ou parcelas deles).

Finalmente, sendo as muito grande organizações entidades transnacionais, com interesses geograficamente ou já dispersos, ou de fácil dispersão, é cada vez mais fácil parti-las por áreas geográficas, o que permite reduções de custos com o Trabalho bem significativos, pois a gestão dos Mercados de Trabalho, bem diversos de país para país e de região para região…facilitam tal.

Enfim, chama-se a tal deslocalizar.

E não há solução?

Sou dos que, acreditando na economia de mercado e na Democracia acho convictamente que há solução – aperfeiçoando a economia de mercado e aprofundando a Democracia.

Sabendo que existirá permanentemente uma tensão, social e política, entre quem pretende o recuo perante os Direitos e os Deveres assumidos e desenvolvidos e os que entendem que reforçando os Direitos e os Deveres, dando direito de Cidadania às Pessoas nas Organizações, as estamos a aperfeiçoar no seu objectivo máximo – servir os Clientes, isto é as Pessoas.

Daí que seja urgente começar a assumir que os call center têm de ser regulamentados e que, preferencialmente, tal regulamentação deveria ser assumido pelos próprios possibilitando uma adequada relação entre o call center, a organização cliente e o cliente individual.

Mas se é impossível assumirem, as entidades envolvidas, essa necessidade, cabe-nos a nós cidadãos exigir que tal suceda e rapidamente.

Pois o que vivemos não é serio, não é saudável e é uma exploração e um abuso – dos que trabalham nos call center , e dos Clientes que têm de conviver com os call center.

Porque a solução engendrada, a criação deste novo segmento de actividade, se útil, segue por muito maus caminhos.

Pelo que há que o pôr na ordem!

Para que a economia de mercado o seja efectivamente.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 12:49
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