Sexta-feira, 12 de Agosto de 2005

Angola, 38 000 vagas para preencher……

Dizem que é por resultado da guerra, direi que em parte também é em consequência da guerra civil.

Na verdade, em 27 anos, o Estado em Angola estatelou-se de vez e urge, hoje, reconstruí-lo.

E se são trinta e oito mil vagas para funcionários públicos, reconhecido pelo vice-ministro desta pasta, o MAPESS, Sebastião Lukinda, outros tantos haverão por preencher um pouco por todos o país, em outros sectores da economia.


Em um encontro com as associações juvenis, no Palácio dos Congressos, surge-nos pois uma parcela da dimensão de um Estado que se foi esboroando por todo o território nacional, infelizmente, á excepção de algumas capitais de província.

Segundo o vice-Ministro do Emprego, das 38 mil vagas, 30 mil e 400 serão principalmente para professores e médicos, a larga maioria deles fora de Luanda.

Trata-se pois, finalmente, de conduzir as pessoas a trabalhar nas províncias que carecem de técnicos, de forma bem urgente alias, para cobrir, aí, múltiplas e urgentes necessidades.

Daí que o vice ministro tenha procurado mobilizar os jovens a dirigirem-se aos centros de emprego e formação profissional das 18 províncias de Angola, por forma a informarem-se sobre este tão significativo nº de vagas existentes para a função pública.

Certamente que este crescimento do emprego local e da distribuição do rendimento local gerará, a jusante, destes postos de trabalho ora criados, novas actividades, capazes de corresponderem à satisfação de novas necessidades, hoje não sentidas localmente, impondo novas redistribuições do rendimento e da riqueza nacional.

Seguindo uma adequada e realista linha governativa o vice ministro recordou e bem, ainda, que só com boa formação profissional poderão os jovens corresponder ás necessidades e, ainda ver-se reduzido o desemprego que afecta a maioria da juventude angolana, desde a alfabetizada à imensa maioria ainda analfabetizada.

Ora não se sente, ainda, que existam condições de promoção, a nível local, das necessidades, também locais, de formação profissional, já que a maioria dos Centros que já houve, de Formação Profissional, urgem por uma reconstrução e reequipamento totais, para além de se sentir uma grave carência de formadores na generalidade das profissões.

Na verdade, confronta-se Angola não so com uma forte carência de quadros superiores mas sobretudo de quadros intermédios. Para ambos os casos, a carência de formadores habilitados é enorme, pelo que só se pode sugerir que parte importante da formação acabe por acontecer on the Job, acompanhada por acções curtas de formação de suporte ao crescimento profissional.

Aliás, não deixo de entender que as necessidades de postos de trabalho a ocupar, acima referidas, na minha opinião, são um objectivo mínimo e acabarão por se alargar, à medida que os Estado se reconstrua efectivamente, cobrindo não só a Administração Central, mas também a Regional e Local, assim como a necessária democratização de procedimentos e regras, a estender por todo o País.

De facto, as eleições Locais e as possíveis, direi urgentes e necessárias, eleições Regionais, forma determinante, por exemplo, para resolver o problema de Cabinda, (…mas não só….), gerarão outros tantos postos de trabalho de apoio a estruturas hoje inexistentes ou sem significado e função real.

Porque a Democracia, geradora de estabilidade que é, implica também uma redistribuição do Rendimento, por via das múltiplas funções que implica, para existir e para funcionar.

Felizmente.



Joffre Justino



(publicado em O Liberal)
publicado por JoffreJustino às 16:41
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1 comentário:
De Pedro a 23 de Agosto de 2005 às 13:56
Burro velho..... achas mesmo que os PALOP querem saber da UE?

Por outro lado, ao ler alguns dos artigos pensei para comigo.... com tanta necessiddade por lá será desta que o Joffre encontra uma forma sustentada de ir para Angola? eles lá precisam e todos sabemos como tu queres.

Um forte abraço



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