Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Dias Críticos…

De repente descobrimos que já passaram 8 anos…

4 de Abril de 2002, depois de uns larguíssimos dias de angústia e de divisão, surge o anuncio da Paz em Angola.

Terminava um tempo de dor não entre festas de Vitória, mas entre lágrimas de derrota.

Não fora a Democracia a Vencedora, mas, na verdade, vencera o mais bem preparado porque, na verdade, nem sempre os mais bem preparados estão do lado da Justiça, da Verdade, da Democracia, da Solidariedade.

Esperei, claro, que conquistada a Vitória, o Vencedor a assumisse com parcimónia, o que, de certa forma, aconteceu.

Não houve vinganças, pelo menos generalizadas. Houve-as individuais, (eu que o diga), mas em geral a vingança não aconteceu.

Em Angola convive-se, poder e oposição.

Não falo pois, agora, deles.

Falo dos que estão de fora, dos que não serão tão cedo, nem poder nem oposição.

Falo das Pessoas.

E, para elas, pouco está a mudar e muito deveria já ter mudado.

Dias críticos estes em que pouco existe a que nos agarrarmos nesta tempestade que nos envolve…

Entretanto, eu quedei-me por aqui, por Lisboa, por hábito, por falta de alternativa em Angola, e, aceito, porque me sinto de fora, de fora que fui posto.

E em Lisboa estão 20% das empresas portuguesas que, em 2010, estão, segundo o DN e o Instituto Informador Comercial, em falência.

Sendo que o Porto e Lisboa representam 44% das empresas em falência do país que é Portugal.

Onde está a falhar o sistema para que aconteça esta hecatombe?

Que, claro, os que vivem por dentro do modelo estatista se recusam a entender…já que para eles o que conta é o Orçamento de Estado e não a Riqueza gerada na economia pelas pessoas e organizações que nela vivem.

Notas importantes – a crise, para já, concentra-se, pelo que se esconde ainda relativamente bem e, claro, se sente ainda mal…

Por ordem, a crise surge no Porto, em Lisboa, em Braga e em Aveiro, com 70% das falências conhecidas.

Depois em Coimbra, Leiria e Setubal, com 12% das falências conhecidas.

Enfim, onde existe tecido económico com significado, existe crise.

Crise que se concentra ainda no Comercio, na Construção e no Vestuário, com 57% das empresas em falência conhecidas.

As Pessoas reduziram os Consumos – falências no Comércio e no Vestuário.

As Pessoas reduziram o interesse na aquisição de Habitação – falências na Construção, (e no Imobiliário).

E, repito, uma e mais uma vez, a crise resultante da “bolha do imobiliário” português, ainda não se iniciou.

Claro que os que não acreditam na economia de mercado e sonham com economia geridas por cima, por elites, as esclarecidas e que tudo sabem, não entendem esta crise.

Não falo na mundial, falo da portuguesa.

Ultrapassa-lhes esta ideia e, claro, empurram o erro para quem?

Para o governo que cada vez menos domina a economia, já que estamos, desde 1986, há já 24 anitos, na União Europeia.

Culpa claro desse facto.

É evidente que nunca esclareceram o que raio aconteceu na URSS e a falência, total, da mesma.

Como não esclarecem o que raio justifica que seja o pais de um regime duas economias, a RP da China, meio comunista, meio capitalista, ( e do tipo bem selvagem), a sobreviver à hecatombe comunista/estatista.

Solidariedade é o que se exige – do Estado, com uma intervenção controlada mas firme, mas também das empresas mais saudáveis e das Pessoas com maior riqueza, para com a restante Comunidade.

Mas não.

Atrapalhamo-nos com inventonas, com crisesinhas politicas, com tretas. E com desmedidas avarezas e luxúrias….

E, enquanto assim estivermos, presos aos egoísmos reaccionários de uns tantos, estiolaremos na Crise.

Olho à volta e nada vejo que esteja bem.

Dias críticos estes….

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 12:42
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