Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

O Aborto e a Opinião de Marcelo Rebelo de Sousa

Agradeço ao Pedro o facto de me ter enviado o endereço do site de Marcelo Rebelo de Sousa.



Eu responderia ao mesmo e no que ao Aborto diz respeito, se tivesse a fama e o dinheiro de Marcelo Rebelo de Sousa, com um site intitulado ASSIM SIM!



Porquê?



Porque passados 10 anos sobre o anterior referendo, e com governações PSD e PS, nada está feito de forma a permitir que a Mulher tenha oportunidade de reflectir e decidir, de forma consciente, sobre o acto de Abortar.



Porque tenho a Esperança que este Referendo venha abrir oportunidades que até hoje estão fechadas.



Assim, vejamos, a Educação Sexual continua a ser um tabu em Portugal.



O Conselho Nacional de Educação empata e empata e empata, os partidos maioritários empatam e empatam e empatam, as Igrejas empatam, empatam, empatam, impedindo o acesso a uma informação que permita às Pessoas em Portugal ter uma sexualidade responsável, feliz, duradoura, sabendo todos que a informação sexual de origem comunitária está morta.



O índice de crescimento populacional em Portugal, passados estes 10 anos, continua a ser negativo.



Isto é, gostemos ou não, estamos a ver um país inteiro a suicidar-se.



E o suicídio é um acto lamentável, quando feito de forma colectivamente inconsciente, e resultante da não preocupação, por todos nós, do nosso papel enquanto e na comunidade, entre a Comunidade Humana.



Algumas religiões consideram o suicido inclusivamente um acto pecaminoso.



Que dizer então deste índice – menos de 1,4 filhos por casal?



O Aborto não é, não pode ser, um meio contraceptivo.



Mas que dizer sobre quem considera pecaminoso todo o tipo de contraceptivo?



E se silencia e nada faz perante o índice acima?



Podemos separar o Aborto de toda a envolvente sexual e reprodutiva?



Expliquem-me o porquê já não consigo entendê-lo.



O Aborto é um acto lamentável?



Claro.



Mas será que a maioria dos Abortos serão feitos como meio contraceptivo?



Ou como solução perante causas de saúde, de condições económicas de enorme fragilidade, de menosprezo social sobre a Reprodução, de percepção sobre a total falta de apoio à Maternidade e à Paternidade, não na Lei, mas no dia a dia das Cidadãs e dos Cidadãos?



Que revistas, que jornais, que televisões, mais abusam da apresentação de Corpos em média inexistentes, socialmente falando, de Belezas em média inatingíveis, socialmente falando, todos eles e todas elas denotando o maior desprezo sobre as consequências da reprodução? Consequências que nós todos deveríamos achar como portadoras enorme Beleza?



Tal qual já foi.



Já mostrei que a Velha Bíblia, que a Palavra de Deus, não considera o Aborto um acto pecaminoso.



Como não considera o sexo pecado, considerando sim pecaminoso a devassidão.



Existe hoje sim um debate enorme a fazer e que passa pela questão da Sexualidade, da Reprodução, da Continuidade da Espécie Humana.



Sem que seja necessário estarmos permanentemente a penalizarmo-nos, a culpabilizarmo-nos.



Sabendo, conscientemente, o que fazemos. Estando informados das razões porque o fazemos.



Existe Vida às 10 Semanas? Em primeiro lugar existe Vida se o feto sair com Vida do corpo da Mulher. Em segundo lugar experimentem fazê-lo sem apoio técnico de custo elevado e verão o resultado. Em terceiro lugar mostrem estatísticas credíveis e socialmente fazíveis de tal, sem os custos a que só alguns podem corresponder.



Estamos nesse âmbito no contexto do Sobrenatural.



Nele, Deus, se o entender, pode fazê-lo suceder.



Podia tê-lo feito acontecer até logo desde o início.



Mas não o fez em média, pois a média está bem perto dos 9 meses.



Porque será?



Por acaso?



Ou será, por si, uma resposta aos que fazem do Sexo um pecado e do Aborto um crime?



Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 10:56
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