Segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

Apontamento sobre texto recebido de JOFFRE JUSTINO de João Craveirinha

No cômputo geral há uma certa coerência no statement de JOFFRE JUSTINO vis a vis contemporizador, somente hoje possível. Todavia, cada item per se em alguns detalhes teriam de ter uma análise mais profunda como por exemplo a partir de 1960, o que gerou a precipitação da “guerra de terror” da UPA / FNLA / pressionada por Joseph Desiré Mobutu / CIA norte--americana, na altura. (A fase dos mercenários europeus viria muito mais tarde em 1975. Á posteriori alguns dos quais (portugueses) reciclados na Rodésia como tampão ao avanço do ZANU/ZAPU/ANC a partir de Moçambique. Assim se iniciaria uma forjada resistência a partir de 1976, contra o recém independente Moçambique. No entanto “aproveitada” por dissidentes Moçambicanos com apoio da África do Sul do Apartheid como parte interessada.
Sobre a questão do período da década de 1960 (em África) os menos atentos dirão: - interferência dos blocos da guerra-fria! Querendo com isto retirar aos africanos, a consciência política da legitimidade do acto libertador (independentista) ainda que conturbado como todo o processo costuma ser. Será necessário que nos debrucemos sem falácias nos cingindo a uma ilação académica sem extrapolação para o MPLA / UNITA por comparação de tipo tabula rasa. Isso anulando os erros históricos de uns e outros numa assumpção niilista dos factos e minimalista, remetendo a interesses dentro das geo-estratégias da guerra-fria. No entanto havia um nacionalismo implícito a todos os intervenientes africanos para além das ambições pessoais e ideologias. Por outro lado em guerra, actos cruéis são infelizmente comuns e muitas vezes fruto de violência gratuita. O que diferencia tão-somente é quem está com a “legitimidade histórica” ou não. Nesse caso a potência colonial sempre será mais penalizada à Luz da História. Nessa época independentista africana, a História ainda não era o FIM, como o neo-conservador norte-americano, Yoshihiro Francis Fukuyama, anunciaria no seu “ FIM da HISTÓRIA”, muitas décadas depois (1989). Os tempos eram outros: a do “maquis” (guerrilha na mata africana) cantada pelo congolês – angolano radicado em França, Sam Mangwana, na sua composição poética e musical do “Galo Negro”: …” Escuta minha história morena … linda morena escuta esta canção…história de minha vida… ajuda-me para esquecer, todo o sofrimento que eu vivi da escravatura…dos compradores… por favor, ajuda-me…para sentir e gozar esse dia, como um galo que canta quando chegar a madrugada da esperança…dá-me coração (coro feminino) …dá-me tu Amor…donne moi ton’amour…Quando combatemos nas matas d’África…Angola, Cabo-verde…Guiné, S.Tomé e Príncipe, Moçambiquee…chiquitáá, chiquita”…
É isso aí, eram os tempos do canto do Galo Negro. Eram os tempos do maquis na luta pelas independências africanas nas antigas colónias portuguesas. Era o (re) início da História retroactiva sonegada aos povos dessa África durante séculos. E esses tempos do canto do Galo Negro, já envelhecido, retornariam ao maquis depois da madrugada da esperança quando o Sol raiou e a ilusão se desvaneceu. É outro livro doloroso da História da História de África. Mas isso, já é depois do FIM da HISTÓRIA do Fukuyama (1989). JC João Craveirinha
publicado por JoffreJustino às 14:25
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