Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

É algo que não entendo

Como é sabido foi, formalmente, no contexto também dos Direitos Humanos que a UNITA foi violentamente sancionada, pelas Nações Unidas, aliás como eu próprio, que estive dois anos proibido de ser remunerado em qualquer actividade que tivesse, sem ter sido alvo de qualquer julgamento.



O que sucedeu e sucede no Zimbabwe não tem sido mais que sucessivas violações aos Direitos Humanos, perpetradas em parte sobre cidadãos nacionais e em parte sobre cidadãos britânicos ou também britânicos.



Daí que entenda não ser curial que países africanos que assumiram agressivamente posições de forte acusação à UNITA e aos seus membros, se recusem a entender e a acatar a posição da Grã Bretanha no que respeita à aceitação da presença do sr Mugabe em Lisboa.



Na verdade, no que respeita ao caso da UNITA nenhum dos seus membros teve sequer direito à defesa da sua honra e ainda hoje encontramos na INTERNET as mais escabrosas, infames e insultuosas acusações sobre nós sem que tenhamos quaisquer condições de resposta às mesmas, por falta de acesso a meios que as Nações Unidas, os Estados, a comunicação social, etc, têm.



No entanto, sobre este escândalo mantém-se o silencio e mesmo alguma cumplicidade da actual Direcção da UNITA pois nada faz para que a defesa da honra de membros e ex membros seus se concretize.



Por isso, nem entendo a razão deste braço de ferro entre a Grã Bretanha e uma parte importante dos países africanos. É evidente que quem anda à chuva se molha pelo que o sr Mugabe, tendo aberto um conflito de interesses com o Reino Unido e com cidadãos seus, não se pode queixar da veemência deste país nas acusações a si.



Jogam-se aqui múltiplos interesses? Sem dúvida. Mas o Direito à Propriedade é um Direito inalienável, que só em Tribunal pode ser contestado e a haver contestação exige retribuição em contrapartida. Ela existiu?



Ou bastará que um qualquer cidadão, que se autodenomina inclusivamente de “Hitler”, ocupe umas tantas fazendas para se pensar que se está a fazer uma “revolução”? Que resultados vieram para o povo do Zimbabwe destes comportamentos? Quem ganhou com estas “nacionalizações/ocupações”?



Ninguém, de entre o povo do Zimbabwe!





Joffre Justino

(Texto publicado no on line OObservador, em Moçambique)
publicado por JoffreJustino às 08:34
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