Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Yes We Can!

Deus abençoou os EUA com a vitória absoluta de Barack Obama, que já tem 338 Grandes Eleitores neste pleito eleitoral sem precedentes.



Mais uma vez, os EUA mostram o quanto têm de bom em si, reconhecendo o tempo de Mudança e alimentando, tal qual como com os Kennedy e Luther King, o Sonho e o desejo de viver com o Diferente e para o bem estar de todos.



Reconheço-o antes do mais, tive ao tempo das Primárias uma outra preferência – Hillary Clinton – mas sempre reconheci em Obama a frontalidade e o desejo de Mudança que, infelizmente, a campanha de Hillary não foi capaz de mostrar, como sempre temi que predominasse, com Obama, o carácter conservador do eleitorado EUA, que como sabemos, não é um eleitorado ideológico, o que felizmente não sucedeu.



Mas foi em plena campanha eleitoral que a elite republicana, perante a crise financeira vivida, foi forçada a enterrar o neoliberalismo e a sua mão invisível, (por isso impossível de provar a existência, ou não….) e a intervir activamente na economia, inclusivamente cometendo o pecado máximo – nacionalizando.



Esse foi efectivamente o sinal da mudança, que se deve diga-se, à governação de Bush, que permitiu isolar os republicanos e reforçar a ideia de que a Mudança era possível e que poderia ser feita sem sobressaltos.



Assim, um afroamericano, um mestiço de negro queniano com uma caucasiana americana, assumiu o tempo da Mudança, merecidamente entenda-se.



Como Barack Obama já o disse ele entende-se como sendo para os brancos, negro, e, para os negros, branco e soube assumi-lo.



Fácil de o perceber – ele não tem raízes na comunidade negra tradicional americana. As suas raízes negras vêm de uma África mais recente e bastante sofredora. Como não tem raízes na comunidade branca racista, mas sim numa geração americana onde a mestiçagem não era pecado e impossível.



E se os seus Pais Puderam, porque não ele?



Terá sido essa convicção que lhe deu a força necessária para fazer o percurso pessoal que o conduziu à Presidência da Republica da maior potência mundial.



Aliás, tanto os EUA como o Mundo necessitam de acreditar na Mudança.



Esta Globalização, que nos mostra caminhos possíveis bem saudáveis, esteve a evidenciar-nos também caminhos de horror que temos de anular.



Para bem da Humanidade.



A Miséria vivida na antiga URSS e nos países ex comunistas. A corrupção, a fome e a miséria que continua a dominar África, o subdesenvolvimento que domina a América Latina, as incertezas vividas ainda na Ásia, com uma China que muda com a lentidão, se calhar útil, de um caracol. Os sustos vividos nos países desenvolvidos com um ambiente financeiro ainda dominado por aventureiros típicos da pirataria do Mercantilismo, são tudo sinais que pedem outra Mentalidade para deixarem de existir.



Não é mais possível continuar a travar a livre circulação de Bens e Serviços, não é possível mais continuar a travar a livre circulação de Pessoas.



Mas urge também regulamentar-se uma economia mundial sem os travões dos Estados e das fronteiras, e onde empresas existem que têm dez vezes mais Riqueza e Poder, que a larga maioria dos Países do Mundo.



Não é possível mais aceitar-se uma empresa com produtos “tipo Nike” que são manufacturados por quem ganha uma malga diária de arroz e trabalha 16 horas por dia, como não é possível mais imaginar-se que um filho de imigrante não pode ser Presidente da República do País onde vivemos, porque somos todos filhos de Deus vivendo numa Terra sem fronteiras.



O Sonho de Luther King está a concretizar-se e é bom viver nuns tempos que permitem tal!



God Bless América, Deus nos Abençoe a Todos Nós!







Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:17
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