Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

3 Lideranças

As acções de uma só pessoa,

o líder, explicam 50% a 70%

dos sentimentos dos empregados

relativamente ao ambiente humano

no trabalho

(In, Os Novos Líderes, Daniel Goleman

e outros)



A FENPROF, no contexto da negociação com o Ministério da Educação, acordou um Memorando de Entendimento onde se explicitava que, em 2008/2009, a avaliação de desempenho dos professores decorreria a título experimental. No seu site assume tal como uma vitória, tipo ganhámos tempo, sobre o Ministério da Educação.



Os movimentos de professores, contestatários da própria FENPROF, entenderam desde sempre que eram contra a Avaliação de Desempenho e, por tal eram contra o Memorando de Entendimento assinado entre o Ministério da Educação e a FENPROF.



Marcaram uma manifestação para provar o apoio que tinham na contestação à avaliação de desempenho.



A FENPROF, numa política de liderança reactiva, decidiu antecipar uma manifestação à da dos movimentos de professores.



Ambas manifestações tiveram mais de 100 000 participantes.



Quem ganhou na contestação? Ninguém.



Mas sobretudo perderam os professores.



A sua profissão tem como um dos elementos centrais a avaliação dos alunos.



Os Encarregados de Educação, o Estado, entregam aos professores as crianças e os jovens para que estes potenciem o seu conhecimento, a sua cidadania, a sua civilidade.



É bom que os professores surjam pois enquanto grupo profissional dinamicamente interveniente.



O que já não se entende é que surjam enquanto grupo profissional sem rumo, sem autoridade.



Se avaliam porque é que não podem ser avaliados? Eis a pergunta que todos os cidadãos e cidadãs de Portugal fazem aos professores. Se não confiam entre si para uma avaliação séria, qual professor sai do ónus da desconfiança, quanto à avaliação que fazem aos alunos?



Se não concordam com o modelo de avaliação do Ministério da Educação, que modelo alternativo têm?



Se não concordam com os instrumentos do modelo do Ministério da Educação, que instrumentos mais facilitadores da burocracia apresentam?



Porque estamos, está escrito no Memorando de Entendimento, em uma fase experimental do Modelo do Ministério da Educação. Ora as fases experimentais servem precisamente para apreciar o existente, sugerir alterações e potenciar a melhoria.



Onde estão as propostas dos professores? São, todas, desconhecidas.



A FENPROF existe com delegados sindicais em todas as escolas do país, pagos pelo Estado, pelos nossos impostos, os de cada um de nós.



Ainda bem.



Mas para produzir resultados positivos e não para reagir aos temores gerados por movimentos de professores que contestam a Avaliação de Desempenho, não para fazer oposição a este ou outro governo.



Não para fazer uma liderança reactiva, negativa, inconsequente. Mas que propostas têm então?



É compreensível que um ou mais movimentos de professores se oponham a este ou outro qualquer governo.



Não é aceitável é que, opondo-se a um instrumento de politica de gestão, remuneratória, qualificativa, de um governo, transformem a contestação profissional em politica, alimentando expectativas que põem em causa a classe profissional.



Pois ao fazê-lo, o resultado é que ficámos, os restantes cidadãos portugueses, somente, a saber que existem 100 000 professores que são, politicamente, de opção diversa à do governo.



O que é um direito que têm. Direito sabido por todos.



Não podem é recusar o que também fazem – avaliar – em nome de nada.



Porque não existem somente 100 000 professores envolvidos na Educação.



Existem bem mais professores, os responsáveis escolares das entidades privadas, os Encarregados de Educação, e o Estado.



E o consenso tem de ser feito entre todas estas camadas sociais.



Não somente entre o Estado e 100 000 professores.



Assim, a 3ª liderança, a da Ministra da Educação merece todo o apoio dos restantes professores, dos responsáveis escolares das entidades privadas, dos Encarregados de Educação.



E deve manter firmemente a sua posição – negociar sim, mas negociar no contexto de Um Modelo de Avaliação de Desempenho.



Porque os professores, sendo uma profissão específica, com características específicas, evidentemente mal remunerada, não pode anular uma das componente do processo educativo – a sua avaliação, no seu todo e não somente no contexto da avaliação dos alunos.



Esse caminho, o da rejeição da Avaliação, é o caminho inaceitável.





Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 10:36
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. Primárias - Uma Otima Pro...

. O 11 de Setembro e eu pr...

. Um recado a Henrique Mont...

. Na Capital Mais Cara do M...

. Há Asneiras A Não Repetir...

. “36 Milhões de Pessoas Mo...

. Ah Esta Mentalidade de Ca...

. A Tolice dos Subserviente...

. A Típica Violência Que Ta...

. Entre Cerveira e a Crise ...

.arquivos

. Julho 2012

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds