Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Cenas Tristes...

Os telespectadores viram e certamente surpreenderam-se.

Eu surpreendi-me.

Um voz, certamente de um “jornalista”, em plena conferencia de imprensa dada ontem à hora do telejornal, pela ministra da Educação, teimosamente, interrompia a Ministra, não a deixava falar, e reafirmava a necessidade da suspensão do processo de avaliação de desempenho, exigência da FENPROF…dizia a voz.

Desde 1992 que não assistia a tal ridículo. Um “jornalista” prestar-se a tal tarefa só mesmo no decurso da “campanha eleitoral” angolana de 1992, quando prosovieticos ainda, do lado do MPLA, tudo o que cheirasse a Democracia tinha de ser desmontado, com cenas ridículas idênticas, interrompendo conferencias de imprensa, boicotando quem as dava, etc.

Já andei a ver se a FENPROF se teria demarcado desta atitude, mas ainda não vi nada. No entanto, só posso acreditar que o fará, pois trata-se de uma das estruturas sindicais da classe profissional que ensina os nossos filhos à Cidadania e é, claro, obrigatório que o faça..

O Ministério da Educação, e bem, está a ouvir as partes interessadas neste processo, o da avaliação de desempenho. Está também, como é seu dever, a manter a opinião publica informada dos passos dados, no sentido da obtenção de um obrigatório consenso, ( o que não poderá significar, de forma alguma, o abandono de um rumo que teve até a assinatura dos sindicatos no Memorando de Entendimento).

Também acredito que os restantes “movimentos de professores”, se demarquem de tamanha incivilidade – eles são porta-vozes visíveis de um nº significativo dos que também ensinam os nossos filhos a Cidadania e não acredito que assuma como deles tais atitudes.

A não ser que queiram que todos nós passemos a desconfiar das capacidades profissionais dos professores.

A gestão de um conflito não passa pela interrupção do outro, daquele com quem conflituamos, quando ele justifica as suas opções.

Porque ouvir o outro é determinante para apresentarmos as nossas opções.


A não ser que não se queira manter o principio da Negociação e rejeitar o facto de os professores serem os educadores, em Cidadania, dos nossos filhos.

Neste momento, enquanto aguardo tais demarcações, cada vez menos entendo os porta-vozes dos professores.



Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:33
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