Quinta-feira, 6 de Maio de 2010

A Mentalidade CEE Em Tempo UE

Portugal, segundo o i, e citando o Banco Internacional de Pagamentos, BIP, tem uma muito preocupante dívida, não do sector público, (embora também seja demasiado elevada), mas sim do sector privado, das famílias e particulares, das empresas e por interposta pessoa, dos bancos portugueses.

Assim, “A dívida de privados portugueses (bancos, empresas e famílias), representa 75% do total de créditos em carteira comunicados pela banca estrangeira” ao BIP.

Em consequência sobretudo desta divida dos privados, Portugal apresenta uma dívida de 188 milhões de euros para os 163 milhões da Grécia, sendo que a dívida do Estado significará somente 47 mil milhões de euros, para os 73,35 mil milhões de euros gregos.

Por outro lado, a Grécia foi “apanhada” numa sequencia, diria infindável, de fraudes quanto às contas do Estado, o que não sucede com Portugal.

Eis o resultado da mentalidade CEE em Portugal – despesismo privado, contenção pública!

Somos pois, nas mentalidades, Ricos!

Não o somos realmente.

Mas 24 anos de recebimentos comunitários vários, concentrados sobretudo durante o consulado do prof Cavaco Silva, e pelo eng. Guterres, geridos com pouco comedimento e sentido estratégico, (por onde param os PEDIP’s?), criou esta ideia – entramos na CEE, viva a CEE e o que venha que nos segurarão para todo o sempre!

Não parece que segure.

A par tivemos, todos o sabemos, a pior redistribuição da riqueza de toda a CEE/União Europeia, um delapidar de sectores de actividade como os transportes marítimos, o ferroviário, parte importante do sector industrial e claro nas Pescas e na Agricultura.

Para alimentar a Construção Civil e Obras Públicas, que não alimenta riqueza acrescentada mas sim despesa, o grande aproveitador da CEE/UE, para as auto-estradas e os polivalentes e piscinas em todos os concelhos do país.

E, claro, para alimentar uma casinha para cada português gerando um acréscimo sem fim da despesa privada, a que acima falo recordando a noticia do i, e da redução das poupanças das Famílias.

Como tivemos os mais baixos índices de produtividade da CEE/UE, e desprezámos, anos a fio, uma gestão adequada dos financiamentos do Fundo Social Europeu, que serviu para pagar fusões entre bancos, e a presença da AUTOEUROPA, como todos sabemos, em vez de impormos a formação/qualificação, escolar e profissional, de empresários e trabalhadores, o que só se iniciou com esta governação Socrates, ( viva a ministra do Trabalho, Helena André, que impõe finalmente a formação/qualificação de micro e pequenos empresários!)

Perante esta realidade, só se pode estranhar que o aliado preferencial do Bloco de Esquerda, o PSD, só aceite taxar as mais valias da Bolsa em 10% máximo.

O professor Anacleto Louçã mostra assim ser um péssimo professor, tal qual é um péssimo político. Por ser populista, manipulador, e um “gauchiste” estatista, o que só se pode ver existir em Portugal!

Porque, na verdade, não resolvendo o problema central da divida portuguesa, que como vimos é dominantemente das Pessoas e não do Estado, tal medida ajudaria a resolver a situação, sobretudo num contexto de maior Justiça Social.

E em nada afectaria uma Bolsa que é, ainda, um mero brinquedo/Monopólio, para os “ricos” e uns poucos “remediados”, sendo, ainda por cima uma bem cristã medida – e cito, de cor, da Bíblia, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico ir para o reino dos céus ….

Claro que esta nova faceta da crise, a especulativa, tem uma raiz politica – a destruição da União Europeia e do Euro.

Já o escrevi.

Mas sendo tal verdade, a reacção tem de ser firme, criticando e denunciando estes movimentos especulativos e impondo regras austeras para todos nós.

Infelizmente, em Portugal, não temos movimentos sociais alternativos porque se os tivéssemos a embaixada dos EUA, a Missão da União Europeia e a da ONU, já teriam sido envolvidas por manifestações, mais que justas.

Pró americano, pró europeu, que sou.

Já não sou pró ONU, a mais totalitária das instituições Globais.

Mas que fazer?

É o país que temos que se centra no seu umbigo e por lá se queda….

E, na restante CPLP, tirando o Brasil, ainda é pior….

Joffre Justino

Uma nota final – 250 000 euros para um palco que irá durar meia dúzia de horas, Justifica-se, ou é puro desperdício? A visita de Bento XVI em período de crise e de crescimento da dívida não mereceria outras soluções menos despesistas?Não sou um “ridículo ateu” mas estes despesismos começam a ser exagerados e a gerar largo incómodo!
publicado por JoffreJustino às 12:35
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