Sábado, 25 de Abril de 2009

E Se Pedissem Desculpa?

O orgulho é um sentimento/comportamento inadequado, quando insensato. Na verdade, se é certo que todos erramos, neste ou naquele momento da vida, o adequado é, perante o erro, Pedir Desculpa, porque a Humildade, essa sim, é louvável mesmo quando difícil.
Ficámos, pelo EXPRESSO, de 25 de Abril de 2009, a saber que o grupo de advogados da FreePort reconhece, em mais de 300 páginas de investigação, que o sr Charles Smith é um mentiroso, como se diz na gíria com todos os dentes que tenha.
Assim, o engenheiro Sócrates, Primeiro Ministro de Portugal, como aliás o sr Charles Smith já reconheceu, nada tem a ver com o caso FreePort.
O sr Charles Smith, com o maior desrespeito pelo país que o acolheu, abusou desavergonhadamente do nome do Primeiro Ministro deste mesmo País, insultando na verdade cada um de nós os portugueses e os de expressão portuguesa, com tal.
Não posso deixar de relevar, digo-o já, que o dito “Serious Fraud Office”, a tal instituição policial britânica, será a primeira entidade a ter de Pedir, oficialmente, Desculpas.
Ao Primeiro Ministro de Portugal, ao engenheiro Sócrates, e aos Portugueses!
Mas, claro, o mesmo deve fazer o sr Charles Smith.
Este porque inventou uma fraude, que pôs em causa um país, Portugal, que o acolheu, que o tratou bem como se vê pela sua aparência física.
Mas o “Serious Fraud Office”, sobretudo e antes de tudo e todos, deve fazê-lo também.
Porque é uma instituição estatal estrangeira, ainda por cima de um país que se diz aliado de Portugal, (com a mais antiga aliança…), da União Europeia, e porque demonstrou que, neste caso pelo menos, nada teve de sério, e em nada contribuiu para Combater a Fraude.
O que o “Serious Fraud Office” fez foi, em momento de crise internacional, quando cada país deste mundo necessita de ver os seus cidadãos agregarem-se em volta de quem, democraticamente, os governa, desagregar a confiança necessária para combater a crise.
Foi, pois, um comportamento de extrema gravidade!
O Reino Unido, o sr Gordon Brown, Primeiro Ministro desse País, devem a Portugal e ao Primeiro Ministro de Portugal, um sério pedido de desculpas.
Em crise mundial não se pode brincar com a seriedade dos Outros.
Já o escrevi e já fui acusado de ser antiportuguês por tal, é antigo o conflito de demonstração de respeito dos Bretões para com os Portugueses. Recordei por isso a primeira versão de A Portuguesa, o Hino Nacional Republicano, isto é o Hino Nacional da Republica Portuguesa.
Pois é tempo dos britânicos porem um travão aos seus sentimentos desrespeitosos em relação a Portugal, reforçados pelo facto da República ter destronado os primos da rainha britânica – os Braganças.
Já nem digo porem fim, mas pelo menos porem um travão nos seus ímpetos…
Já o escrevi milhares de vezes, sou Angolano de opção, não o sendo formalmente, por razões conhecidas, por ser um Savimbista e, por tal, não ver a minha nacionalidade Angolana reconhecida.
Tal nunca me impediu de amar profundamente minha Mãe e meu Pai, Portugueses e, por isso, respeitar Portugal, a sua História, o seu Império, onde eu nasci, e ter, por isso, combatido pela Democracia em Portugal também.
Por isso me choca ver a cena politica portuguesa transformar-se no lodaçal, com programas televisivos, como os das sistemáticas 6ºs feiras de Manuela Moura Guedes, a servirem de sistemáticos momentos de ofensa ao Primeiro Ministro do país da sra Manuela Moura Guedes.
Por isso me choca ver O PUBLICO transformar-se na Voz do Povo do tempo em que foi dominada pelo PCPR, partido politico ao que parecer ter sido de eleição do sr José Manuel Fernandes, com uma primeira página, ridícula para um jornal diário independente, a atacar ofensivamente o Primeiro Ministro do País do sr José Manuel Fernandes, citando, como o provou este sábado o semanário SOL, abusivamente, um poema de uma canção de Os Xutos e Pontapés.
Era saudável para o país destes senhores, onde eu vivo com gosto, e onde participo na vida social e politica com gosto e respeito, que soubessem o que têm que fazer, hoje.
Pedir Desculpas ao Primeiro Ministro do seu País, Pedirem Desculpas ao engenheiro Sócrates, Pedirem Desculpas aos seus Concidadãos e, assim, tirarem a vida politica deste lodaçal, onde, eles, a envolveram.
Todos erramos e eu sou o primeiro a dizer que já errei muitas vezes na minha vida.
Perante o erro, o essencial é aprender, com ele, uma forma de não o repetir é Pedir Desculpas a quem, com o erro, magoamos.
Ser-se humilde é uma virtude louvável, onde aprendemos a não repetir o erro. Tão louvável que a acontecer, a Humildade, só reforça a nossa boa relação com os Outros e, na verdade com quem vivemos, senão com os Outros?
Vivemos um tempo eleitoral em momento de grave crise mundial, com fortíssimo impacto na economia significativamente aberta que Portugal é, e tal exige que o debate eleitoral esteja bastante acima da chicana…
Portugal deve ao seu Primeiro Ministro a forma como, ele e o seu Governo socialista, souberam conter a degradação das Contas Públicas e em nº significativo de aspectos reformar aspectos determinantes do país.
Pode-se não concordar com esta visão de Esquerda, estando-se à Direita e à Esquerda do Partido Socialista e do seu Secretário Geral, o engenheiro José Sócrates.
Mas, na verdade, não chegamos aos 20% de desempregados de Espanha, estamos ainda abaixo dos 10%, à falência nacional da Islândia, temos pelo contrário as Contas Públicas em dia, à ruptura económica da Irlanda, pois estamos a manter a crise em níveis suportáveis, à falência do sistema bancário dos EUA, porque o sistema bancário português está, em geral, saudável.
Em verdade, a economia portuguesa resiste.
E para superar a crise exige-se que sejamos mais elevados na definição do que queremos para o pais e a chicana política, essa, não é, de forma alguma, sinal de elevação.
A Direita portuguesa sente-se fragilizada por estar longe do poder há, acha ela, demasiado tempo, enfim, desde os erros colossais de Durão Barroso e de Santana Lopes.
Mas, pode ela estar certa, será na elevação que saberá encontrar-se, melhor que na chicana política.
A restante Esquerda portuguesa, em especial o PCP e o Bloco de Esquerda, sente-se fragilizada pelo seu desencontro num segmento social afim, os cerca de 20% que a APU/CDU/UDP já tiveram, e os sustenta desde os anos posteriores ao 25 de Abril.
Note-se que não tenho visto, em geral, nem o PCP, nem o Bloco de Esquerda envolvidos nesta chicana antisocialista e antiSocrates.
Têm sido sim contra a governação socialista, ponto.
Porque continuam Keynesianamente estatistas em vez de politicamente Sociais.
Defendem assim não uma Escola Social, mas sim uma Escola publica, centrada nos interesses corporativos de alguns, nem todos, professores.
Defendem não uma Saúde Social, mas uma Saúde Publica, que serve em demasia os interesses das corporações de médicos, farmacêuticos e etc, (envolvendo-se aqui os grandes lobbies internacionais das grandes corporações transnacionais dos remédios químicos…).
Defendem, não as Cooperativas, as Empresas em Autogestão, a Democratização da vida nas empresas e o crescendo da Participação e Responsabilização dos Trabalhadores e dos Parceiros Sociais em geral, a Economia Social, mas sim a estatização da economia que, já se viu, conduziu os comunistas ao fracasso que foram as experiencias da URSS, dos países do chamado Bloco de leste e da RP da China.
É por isso, por esta parte da Esquerda que temos, que a Economia Social é tão frágil no espaço de expressão portuguesa…
Daí ter subscrito o Apelo à Unidade da Esquerda em Lisboa.
Porque é nas práticas de boas relações em nome dos Mais Desfavorecidos, como foram as vereações de Sampaio e João Soares e como pode ser, (e está e vai ser) a de António Costa, que se poderá reforçar uma Esquerda Social no espaço de expressão portuguesa.
E porque a chicana política que hoje vivemos só serve para aumentar as “share” de alguma comunicação social à direita diga-se.
Nada mais.
É para isso que Manuela Moura Guedes e ao que parece José Manuel Fernandes, trabalham.
Estão no seu direito, mercantilista, não de Cidadania.
Porque a Cidadania conduzi-los-ia ao Pedido de Desculpas e ao respeito dos Outros pelo que pensam e dizem.
E o mercantilismo só os conduzirá, não ao aumentar do nº de leitores de jornais e de ouvintes de telejornais, hoje, em geral em valor mais que baixo, mas sim ao roubo de uns tantos de entre os leitores e ouvintes de hoje de jornais e telejornais…
Porque o marketing nada tem a ver com o mercantilismo…o marketing é mesmo fazer aumentar o mercado, não roubá-lo pela chicana a outros.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:28
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