Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Aproveitemos o Tempo! Qualifiquemos as Pessoas e as Organizações! Uma Proposta à ANESPO, à ANEF e à ANERH, Para Ser Entregue Por Elas ao Governo!

Somos uma das economias mais aberta da União Europeia. E por tal a crise dos outros, sobretudo da UE, não é razão de alegria, mas sim de enorme tristeza e preocupação.

Por isso mesmo, pelos impactos da crise, Portugal, segundo o Eurostat, viu as suas exportações entre Janeiro e Fevereiro reduzirem-se 30%, a 4ª maior redução da UE, para os -5% da Irlanda, ou os -18% da Grécia.

Temos pois, em Portugal não uma Crise interna, mas sim, uma Crise Importada e só a maldade de alguns a pode fazer interna, o que só pode piorar o como vivemos hoje.

Vejamos.

No 1º trimestre de 2009 aumentou em Portugal, o nº de empresas insolventes, em 31%, dominantemente micro e pme e da construção civil e indústria, por consequência da crise do Mercado Mundial.

O Banco de Portugal, disse-nos, entretanto, no seu último boletim estatístico, que o total do crédito mal parado em Portugal, nas empresas, atingiu em Março 3460 milhões de euros, 84% mais que o ano passado no mesmo período, sendo a maior subida desde 1997. Os sectores afectados são de novo a construção civil e as actividades imobiliárias.

Note-se que, para as Pessoas, o crédito mal parado está situado nos 3295 milhões de euros, 32,7% acima do ano passado mesmo período, situação particularmente negativa também, mas de impacto menor, quer quantitativamente, quer na evolução percentual face ao passado, quer no impacto social, pois afectando as famílias não afecta, tão directamente, as organizações, os conjuntos de Pessoas.

Em fins de Abril de 2009, o IEFP informa-nos ainda que Portugal está com 491635 desempregados, menos 130 000 empregos em três trimestres, significando segundo o INE 8,3% de desempregados face ao ano anterior e 8,9% face ao trimestre anterior, o valor mais elevado de há 35 anos, num crescimento só comparável com 2003, tendo havido uma subida de 27,3% face ao mesmo período de 2008.

De relevar que se está previsto no Orçamento de Estado para 2009 um aumento do investimento público de 36%, 4,82 mil milhões de euros, até Março de 2009 só foram dispendidos 28 milhões somente 3,2% do previsto, somente mais 2,2 milhões face ao mesmo período do ano passado, sendo certo que o tempo de demora de preparação de projectos estará a findar.

O Estado, a Administração publica central pelo menos, de qualquer forma, não está, pois, a reagir com a celeridade que a crise exige e a acompanhar as orientações do Governo, implementando com a celeridade necessária o Programa do Governo para o Investimento e o Emprego!
Quanto ao futuro imediato, do ponto de vista da a União Europeia, e em consequência da crise importada, Portugal terá 9,1% de Desempregados este ano e 9,8% em 2010, e verá a sua economia contrair-se em 3,4%, e pouco contente ficaremos por saber que a recessão na mesma União Europeia seja de 4%.

Não sou dos que admira o catastrofismo de Medina Carreira, mas quando ele diz que a retoma em Portugal depende sobretudo da “recuperação da confiança”, estou totalmente com ele.

Por isso titulei este texto pela positiva – a crise está cá, nada a fazer senão aproveitá-la!

Há desemprego? Aproveitemos o tempo disponível das Pessoas, Qualificando-as escolar e profissionalmente.

Há redução nos tempos de trabalho das Organizações? Aproveitemos esses tempos livres, Qualificando as Pessoas aí a laborar, escolar e profissionalmente.

Como ex dirigente associativo empresarial de Entidades Formadoras, como director de uma Entidade Formadora, a EPAR, Escola Profissional Almirante Reis, deixo pois uma solução para o imediato, que deixo nas mãos das Associações de Entidades Formadoras, a ANESPO, a ANERH e a ANEF, pois a sua apresentação ultrapassa as minhas capacidades,

Que sejam, urgentemente, aprovadas 50% das Candidaturas ao POPH/2008, das Entidades Formadoras, directas delas ou de seus Clientes, com mais de 3 anos de actividade, que tiveram as suas candidaturas/POPH, de 2008, somente parcelarmente aprovadas!

Na verdade, em crise, o país não se compadece com os custos acrescidos de meses sem fim de preparação e abertura de candidaturas, da sua análise, e, finalmente, da sua aprovação.

Estas candidaturas dizem respeito aos Cursos EFA, para Desempregados portanto, que poderiam/deveriam ter uma análise de concretização inclusivamente mais aberta que a da Candidatura, à Formação Modular Certificada e à Formação em Inovação, sendo pois um pacote significativo que é já do conhecimento do POPH e que pouparia, ao país um enorme custo e às entidades formadoras, além do custo poupado seria um incentivo às mesmas.

Desta forma, estaríamos a cobrir tanto as empresas com redução do seu tempo de trabalho, quanto os trabalhadores desempregados, como os trabalhadores com redução no tempo de trabalho.

Estaríamos também a intervir com uma solução especifica, pontual, para esta crise, com o reforço das Qualificações das Pessoas e Organizações em Portugal.

Não há Entidade Formadora que não esteja capaz de responder a esta necessidade para o país, e para as Pessoas e Organizações, ganhando o país tempo de qualificação, neste compasso de espera que é a crise em que vivemos.

Para o provar junto do Governo e da Opinião Pública, sugiro que a ANESPO, a ANEF e a ANERH divulguem, em parceria, Encontros de Entidades Formadoras para debater esta Proposta, em Lisboa, Coimbra e no Porto.
Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 08:53
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