Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A Falhada Aventura Estatista sofre do mesmo mal que a Neo Liberal

Carvalho da Silva afirmou no JN que "que é muito difícil pedir a outros sectores políticos à esquerda um esforço de aproximação quando as forças políticas dominantes se submeteram às inevitabilidades do neoliberalismo".
Afirmação fácil, de quem apoia o “neoliberalismo” estatista cubano, que vive hoje da prostituição das suas populações, no contexto de um Turismo sem ética, tal qual antes da revolução, e o “neoliberalismo” estatista chinês, na linha, como diz o PCChina, “um país 2 regimes”, que permite aos comunistas chineses enviarem em um mês, Janeiro de 2009, 20 milhões de chineses das cidades de novo para a fome nos campos…
Forma fácil e demagógica de esconder as perplexidades em que todos vivemos hoje, e que permite continuar a política sem política, baseando-se somente no reivindicalismo sistemático.
Mas, enfim, Carvalho da Silva é um construtor de intervenções sociais. É alguém que mesmo que erradamente busca soluções para as crises menores, empresariais, inseridas nas crises maiores, nacionais e globais, merecendo pois respeito.
Já Francisco Anacleto Louçã esse vive de um discurso bacoco – basta recordar que usa como bandeira, em plena crise mundial, o facto do governo não conseguir atingir os 150 000 postos de trabalho criados, que avançou no seu programa de governo.
No entanto, Francisco Anacleto Louçã sabe bem, como economista, as características da economia portuguesa, desde sempre – fortemente aberta e dependente do Mundo, desde o seu tempo imperial até aos dias de hoje, exceptuando um curto tempo da primeira fase da ditadura salazarista.
E, ao sabê-lo, enquanto economista, deveria cumprimentar um governo que, ao contrário do que diz Carvalho da Silva, não seguiu a linha neo liberal, como foi o caso da Irlanda e da Islândia – e que por tal uma abriu falência e a outra, a Irlanda, a dita economia neoliberal de sucesso, apresenta 11,7% de desempregados, para os 9,3% de Portugal, que acompanha a potencia França (que, entretanto, como a Alemanha, fecha fronteiras aos restantes países da União Europeia, rejeitando, apesar de se dizer neoliberal e defensora da economia de mercado, os princípios de uma economia europeia solidária), o que denota da parte de Portugal uma capacidade de resistência bastante significativa e positiva.
Mas o sectarismo é o dominante na cabecita de Francisco Anacleto Louçã.
Incapaz de dialogar à Esquerda, para além da já enorme dificuldade em dialogar com o pequeno lote de gentes e organizações que originaram o Bloco de Esquerda, Francisco Anacleto Louçã não consegue explicar a elevada taxa de desemprego do único município que o BE gere, quanto mais saudar quem consegue manter a economia portuguesa longe dos “lanternas vermelhas” da economia europeia.
O sectarismo é tal que Francisco Anacleto Louçã e o BE recusaram a proposta e a dinâmica de Unidade de Esquerda para Lisboa, em volta de António Costa e do PS, em nome de guerrinhas de capelinha do seu pequeno grupo político…
Como aliás, a recusa do PCP em se juntar à Unidade de Esquerda em volta de Antonio Costa e do PS vem demonstrar como as dislates de Bernardino Soares no Parlamento, (as saias da mamã que o protege…na verdade para quando a passagem do filme dos dislates de Bernardino Soares?), contra Manuel Pinho são prova de uma linha política absolutamente errada.
Felizmente, à Esquerda, o bom senso está a predominar – José Saramago e Carlos de Carmo são de tal prova. Os que amam Lisboa, à Esquerda, sabem que ela será melhor com a liderança de António Costa e do PS, coligado com quem quer que Lisboa seja amada.
Hoje há que debater, à Esquerda, se a coisa publica é melhor gerida pela economia estatizada ou se pela economia social. Hoje há que exigir dos Franciscos Anacletos Louçãs e Bernardinos Soares que expliquem onde é que as economias estatizadas funcionaram e deram resultados.
O PS cometeu erros?
Sem dúvida que os cometeu. Somos todos humanos e erramos.
O principal deles foi não apoiar intensamente a economia social, as cooperativas, as IPSS fora da órbita da igreja católica, as associações que intervêm na actividade económica.
Curiosamente é o mesmo que sucede nas câmaras comunistas, com algumas excepções que há que honrar e na câmara BE.
Mas no essencial a capacidade de resistência que a economia portuguesa demonstra perante esta crise mundial, é prova de boa governação por parte do PS. O mesmo não se poderá dizer da RP da China….o novo “farol comunista”.
E, aliás, o modelo um país dois regimes é, por si, depois do fracasso da URSS, a prova de que o modelo estatista só tem uma função – alimentar as cliques que do Estado vivem.
O estatismo, agora com “vestes neo liberais”, está pronto a morrer.
A economia social essa está ainda em fase de nascimento, um pouco por todo o mundo e é dela que nasce a base da mudança, porque nela nasce a economia solidária, sustentável.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 17:53
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