Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

A ARROGÂNCIA DOS PEQUENOS PODERES…

Experimentem tentar colocar num copo quase cheio de água, outro tanto de vinho, imaginemos, de um bom vinho alentejano…
O que sucede? Sucede que o bom vinho alentejano, confrontado com um copo quase cheio de água, transbordará, simplesmente, para fora do copo e o pouco que nele ficar saberá, somente, a uma água com um pouco de um qualquer vinho…
A ERC, Entidade Reguladora para a Comunicação Social, entendeu, e bem, que os candidatos a quaisquer eleições não poderão ser divididos entre os que o dito 4º poder reconhece e os que o mesmo dito não reconhece.
Por uma questão simples – uma mera aplicação do princípio da igualdade democrática entre candidatos, pelo menos durante a campanha eleitoral, uns míseros dias enfim.
É evidente que o Publico não podia estar de acordo! É evidente que tinha de liderar a contestação a uma orientação da ERC, que está também a ser contestada por tudo o que é Comunicação Social do PSD!
O Publico, um jornal, de partido feito, com pretensa marca de jornal independente, mas verdadeira Voz do Povo da Direita, que coloca em primeira página um poema, “de protesto” contra um candidato a umas próximas eleições, que, ainda não contente, coloca, no dia da reflexão às eleições europeias, em primeira página, um cartaz rasgado de um candidato a eleições, no caso Vital Moreira, cabeça de lista do PS, só podia ofender-se com a ERC!
E, claro, usando um argumento ridículo, falso, abusivo e cito, “..o Publico teria de ceder doze páginas, essas sim a titulo de propaganda, a nomes que nunca contrataria noutras condições”, para, “ compensar uma crónica” de um candidato por eles contratado.
Adorei sobretudo este conceito de contratado – esta ideia de poder, é espantosamente petit bourgeois ridícula mesmo.
Ora toma, eu contratei-te.
Mas, para já, deixemos este tema tão economicista...
A essência deste 4º poder em Democracia, é o serviço público que presta – fazer com que a expressão de ideias chegue, livremente, à Opinião Publica.
Por isso é que a comunicação social ganhou este simbólico Poder – o 4º - por permitir, teoricamente, a livre circulação de ideias, de projectos, de pontos de vista diversos, tornando-se por tal, temível face aos restantes 3 poderes…
Infelizmente, falando-se como se fala das corrupções e corruptelas dos restantes 3 poderes, nada se diz do 4º. Ora, este 4º poder é, cada vez mais, pior que os restantes, até porque nada existe que o limite, sendo necessário, definitivamente, democratizá-lo.
A ERC não pede nada de novo, limita-se a solicitar o óbvio – que haja comedimento na gestão das páginas de um jornal, nos tempos de antena da rádio e da televisão,. na utilização da influencia que ele tem.
É certo que a ERC, assim como o CNE, têm, demonstradamente, andado, em demasia, distraídos. Os abusos têm-se surgido em catadupa, sendo o Publico um exemplo de prevaricação sistemática diria.
O que torna ainda mais espantoso é que o Publico queira tapar o sol com a peneira com a frase acima citada, e procurando usar dois exemplos da sua “liberalidade” – o facto de juntar entre os seus colaboradores, Vital Moreira, do PS e um qualquer Rui qq coisa, do BE.
Na verdade, a partir do momento em que deram “entrada” nas listas eleitorais, do PS ou do BE, até por pudor que fosse, o Publico deveria tê-los convidado a suspender a sua participação regular nas suas páginas.
O Publico ou outro jornal, rádio ou televisão.
Contratados que estejam, ou não.
Sem que tal obrigue, o Publico ou outro jornal, rádio ou televisão, a descobrir verbas, que já não tem porque cada vez menos tem leitores, diga-se, para contratar, como parece que gosta de dizer, mais colaboradores.
Basta-lhes fazer com que as páginas sejam ocupadas por texto partidariamente isento, ( o que no Publico de hoje seria uma novidade! Talvez passasse a vender mais, não?), feito pelos jornalistas que tem na sua redacção, (bem, parece que se encontra reduzida, dada a “qualidade” do seu trabalho e as vendas que têm tido, mas ainda assim, creio, capaz de suportar uns simples 30 diasitos…).
Mas é evidente que no Publico não se pensa assim. Pensa-se que o poder que têm conta e vale por tudo e perante esse poder nada mais há a fazer para além de uma curva das costas, de preferência bem acentuada.
Este 4º poder cansa.
Que tal demiti-lo?
Para já, entretanto, sugiro que nos movimentemos em protesto contra esta aviltação da Liberdade de Expressão, contra este abuso de poder sem jeito desta comunicação social em Portugal!

Joffre Justino
(Quanto à Rádio Renascença, que se apresenta enquanto estação católica, sugeria que contactassem a Universidade Católica para receberem uma formaçãozita em Ética Empresarial e Responsabilidade Social…)
publicado por JoffreJustino às 16:09
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