Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

…Tempos Dolorosos Deveriam Exigir Solidariedades Alargadas! Onde anda a Responsabilidade Social, onde anda a Banca?

O DN de ontem avança com um quadro dramático do crescimento do Desemprego na União Europeia e que abaixo relato. No mesmo Portugal surge, felizmente, somente a meio da Tabela, com 9,8% de Desempregados na previsão para 2010 para 16% de desempregados na neoliberal/tipo Manuela Ferreira Leite Irlanda…
Hoje outro Jornal, o Publico, anuncia que o nº de Desempregados Desprotegidos está já nos 138 000.

O que são desempregados Desprotegidos? São as Pessoas que foram colocadas no Desemprego sem terem descontos iguais ou superiores a 450 dias de descontos para o subsidio de desemprego, ou a 180 dias para o subsidio social de desemprego.

Não posso deixar de relevar que o facto de estarmos com uma taxa de desemprego na média da União Europeia tal sucede porque muitas empresas e empresários têm a noção da Responsabilidade Social bem presente e por isso se coíbem de avançar com despedimentos apesar de sentirem na actividade desenvolvida – a crise!

De facto, sendo Portugal por origem uma economia frágil e aberta, fortemente dependente do exterior na sua actividade económica, seria de esperar que a crise batesse duro à nossa porta. Tal não tem sucedido dado o empenho do governo e o sentimento de Responsabilidade Social de muitas empresas e empresários e, claro, dada a forte agressividade comercial destes empresários e o empenho dos trabalhadores na actividade económica.

E não falo “de cátedra” pois na cooperativa de ensino onde estou sinto bem toda esta realidade que acima descrevo.

No entanto, não é difícil descrever os inúmeros casos de explicitação total de irresponsabilidade social de muitas empresas e empresários, os tais neo liberais, os que se revêem no PSD da sra Manuela Ferreira Leite, no CDS do sr Paulo Portas, (ambos do governo que provocou a componente portuguesa da crise ora vivida em Portugal), e que no primeiro momento, sem razão para tal, despedem indiscriminadamente, os que com eles trabalham.

Como não é difícil descrever casos surgidos na Banca Portuguesa, ainda por cima protegida pelo Estado e demonstrando lucros bem apetitosos, nada comparados com a crise europeia, no seu sector, que mostram como este sector em nada conhece o risco, na sua relação com as empresas, cometendo entretanto um grave erro…

A “bolha” que tende a rebentar no sector do Imobiliário em Portugal também. Atrasada, por razões internas, mas crescentemente visível nas casas com anúncios e que ninguém toca, quer para alugar, quer para vender.

E porque tende a rebentar? Porque a Banca não entende que se “não abrir os cordões à bolsa”, para as empresas, por forma a que estas sustentem o emprego em níveis aceitáveis, o que sucederá é a explosão do crédito mal parado das famílias, com o aumento do desemprego, e, daí à crise na banca, vai um muito pequenino passo!

Pequenino passo que gerará uma segunda crise, interna.

Grave.

Lamento mas não vou em cantigas de académicos, “à Louçã”, ( de direita ou de esquerda), pois conheço o terreno que piso na economia de mercado, (vivo nela), mesmo que mais sustentadamente que o que vivem muitos dos restantes empresários em Portugal.

O país foi deixado em crise, pela sra Manuela Ferreira Guedes, o sr Santana Lopes e o sr Durão Barroso. O país foi deixado com um tecido empresarial frágil, bem frágil, apesar dos financiamentos comunitários, malparados, pelo sr Cavaco Silva e também pelo sr António Guterres. O país foi posto em rota de recuperação por José Socrates, eis a verdade.

Por vias difíceis mas necessárias. É claro que a Oposição, em parte porque está envolvida nos erros do passado que há que escamotear e em parte porque há que aproveitar a onda da crise para culpabilizar a esquerda democrática e afastá-la do eleitorado, tudo fez não para salvar o país, o que devia fazer dada a crise, mas para o anular.

Daí que se tenha assistido a cenas do mais profundo reaccionarismo, como a que se viu liderada pelos sr Francisco Aancleto Louçã e o sr Bernardino Soares, que conduziu ao afastamento de Manuel Pinho.

Note-se, sou socialista, mas nem defendi a candidatura de José Socrates a secretário geral, pois apoiei João Soares. Foi a sua governação que me convenceu. E que me convence ainda hoje.

Mesmo com os bretões a atacar, a verdade é que a sra Moura Guedes, a horribilis, e os amigos tipo Anacleto Louçã, nem sequer conseguiram provar nada, nem no Freeport, nem em nenhum outro caso.

No entanto esta guerrilha serviu para dividir o país, para o fragilizar no meio de uma crise, para afastar da vida politica, para a abstenção, uma fortíssima percentagem de Cidadãos e Cidadãs, única razão pela qual o PSD, que ainda assim perdeu votos para o CDS, com o apoio do Publico e da restante comunicação social de direita, pôde aparecer como ganhador de algo que ninguém ganhou.

Nada mais.

Mas o suficiente para alimentar a guerrilha que vivemos em cada página de certos jornais e em cada telejornal. Dia após dia desmentidos, como o mostrado com a “crise da Prisa” que, coitadinha, socialista que era, andou anos a aturar a Moura Guedes com uma paciência de Jó…para agora vermos a faca a espetar-se no peito da Impresa….do nº1 do PSD….por gente…do PSD!

No entanto temos todos de viver e para o fazermos temos todos de entender que ninguém ganha com o fechar os olhos à crise vivida e olharmos somente para o nosso umbigo.

Urge a Solidariedade e esta não pode ser dada somente pelo Estado, falido que foi deixado, pelos que hoje se assumem tão santamente….pois este governo conseguiu o impensável – não estarmos ao nível da Islândia, nem ao nível da Irlanda!

Onde anda então a Banca? Que Responsabilidade Social demonstra?

Como nos vai ajudar, ajudando-se, a superar as duas crises, a interna, herdada de Durão Barroso/Manuela Ferreira Leite e a externa, importada, e da terceira que se arrisca a surgir?

Cabe à Banca Responder. Com mais Responsabilidade e com um pouco mais de Risco!


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 11:53
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