Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Ah Esta Mentalidade de Caserna... (e um pouco mais sobre o João Soares…)

Para que não digam que sou antimilitarista, começo este texto dizendo que acho natural, nem bem nem mal, mas natural, que existam colégios militares. Nao pelas razões corporativas e ou corporativistas, mas porque entendo que existe uma forma de viver e pensar militar, que merece ser reflectida num subsistema de ensino próprio . Tal qual outras formas de viver e pensar merecem ter a sua expressão no Ensino, que, sobretudo por isso, não pode ser, todo, de forma alguma, publico! Mas o que já nao entendo é esta mentalidade de caserna, que leva um cronista, jurista, a achar que sério, sério, só pode ser um militar ! Há bons e maus militares, e a história dos submarinos entre outras mostra-o, ( para não falar da total falta de percepção estratégica dos Santos Costa e Américos Tomás, que golpearam Botelho Moniz e empurraram um Império inteiro para uma guerra fraticida, a colonial).. Note se que falo também, como é evidente, das "Secretas", onde também os há bons e maus, das direitas e das esquerdas...e refiro tal com experiencia vivida. De facto, por razões que têm a ver com a minha militância na UNITA, tive de conviver, todos os 15 dias, com um cidadão, civilista, que me disse ser do SIS, e que acredito que o era, que me mostrou uma inteligência estratégica e operacional, no contexto da análise da informação, bastante acima do normal… Não me perseguiu, não me chateou a cabeça, pelo menos visivelmente claro, mas sobretudo não inventou historietas sobre mim, limitando-se a um papel de analista de informação, o que, ainda por cima, me auxiliou a pensar a crise e a guerra civil angolana… Ao contrário de outros… Não entendo pois que, só porque um cidadão, alegadamente, trocou um posto de trabalho numa ONGOING por um conjunto de informações, se possa dizer que um militar se teria comportado de outra forma. Cheira-me a cortina de fumo, esta campanha, onde até um cronista, jurista, alinha. E má cortina de fumo diga-se, que, na verdade, só vem mostrar que quem andou na contra informação, todo o tempo, foi aquela “menina” da TVI e o seu excelso marido que, ao que parece, se sentam agora ao lado do tal “secreta”, no lado bem contrário do de José Sócrates, o que tudo sofreu, no que a campanhas de contra informação diz respeito… Nuvem de fumo realmente… Por isso prefiro comprometer-me e assumir, relativamente, um compromisso feito, ontem, a João Soares, durante o seu Jantar de Aniversário, compromisso imposto por ele claro, que seja dito – fazer, de certa forma, o relato daquele evento onde faltou, (e teve falta de comparência, José Eduardo dos Santos), mas onde não faltou, e trouxe até guarda costas, Kadhafi… Cumpriu pois, parcelarmente, o João, o compromisso que fizera connosco, no convite que nos fez chegar por SMS, e desta vez a horas decentes e não ás normais 04h da manhã, como acontece… Foi bem Aquela Festa, e espera-se que daqui a sete anos, o João assim o prometeu, simbólica e não simbolicamente falando, seja ainda melhor, pois nesta cantou-se ainda a Portuguesa e a Internacional, na menina voz da filha do João, ( um dos filhos, Jonas de seu nome, transfigurou-se em guarda costas de Kadhafi e depois no próprio..)! Não houve secretas por ali, nem sequer segredos, dos simbólicos e dos não simbólicos, mas houve comandantes do mar e sobretudo Bons Amigos! Parabéns João! Na verdade, contigo, nunca haverá mentalidade de caserna por perto! Aprendeste tal, também, com um que foi militar e guerrilheiro – Palma Inácio! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:37
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

A Tolice dos Subservientes

Jaime Antunes, mais alguém que não assina o texto e um tal ARF, no i, verberam hoje contra uma maior taxação dos Mais Ricos em Portugal, que, curiosamente, em vários outros países, os seus Mais Ricos disseram já que até agradecem essa maior taxação! Excepto os Mais Ricos portugueses claro, que não se sentem contentes, ao que parece, com o facto de estarem entre os 800 Mais Ricos da FORBES, (querendo mais claro), e viverem no pais com o salário médio ( e o mínimo) mais baixo da Europa. Não sou contra os Ricos , nem a inveja me rói ao ver um Rico, bem pelo contrário. Mas recordo muitas vezes aquele versículo da Bíblia, que diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico chegar ao reino dos céus. Porque estabelece uma opção de política económica, centrando a mesma na redistribuição, na solidariedade, no favorecimento da comunidade e não do individuo. Uma opção por uma clara economia social, assumida pela Pessoa e não necessitando de ser imposta. Reparem que o versículo não diz que é impossível o rico chegar ao reino dos céus, releva sim a tendência humana para a ganância e a luxúria, em contraponto da solidariedade. Bem, parece que estes três Mais Ricos de Portugal e em especial o senhor Américo Amorim, que esteve já, ou está, muito próximo do PCP, não se sentem muito próximos deste principio bíblico, cristão, mas também inerente aos restantes Grandes Livros. No entanto, felizmente, existe clara proximidade de opções entre o PR, o Governo e os partidos presentes no Parlamento, pelo que só resta ao sr Américo Amorim a opção da fuga aos impostos, se não quiser cumprir com um dever de solidariedade que tem o consenso de todos, menos dos que vivem para a ganância e a subserviência. Dirão estes que estas medidas são a retoma, por outra via, do reforço do papel do Estado e a negação de uma economia privatista, capitalista, de preferência sem qualquer Estado no meio, a não ser para proteger os bens dos Mais Ricos. Que é o caminho que globalmente alguns procuram impor, veja-se o papel das Agencias de Notação… Claro que é e acontece precisamente porque os Mais Ricos, em Portugal e não só, perderam a noção de Responsabilidade Social para com a Comunidade que os enriqueceu, mesmo quando falam muito dela e a apregoam em Fundações e Festivais de música, (onde voltam a ganhar bom dinheiro…), o que leva a que o Estado, mesmo o mais minimalista sinta a necessidade de intervir, com o incentivo até de alguns dos Muito Ricos. Como os neo liberais esqueceram um principio da economia de livre concorrência – a necessidade de travar os monopólios e os oligopólios por desvirtuarem a economia de mercado! Nos EUA as Instituições de Ensino, e de Saúde, como as de Investigação, privadas na generalidade, são fortemente apoiadas pelos empresários, muito grandes ou muito pequenos, precisamente porque existe essa cultura de proximidade real entre os Empresários e as comunidades onde se sediam. Cá, tirando casos excepcionais, na generalidade entre os pequenos e médios empresários, inventaram-se as Fundações para a fuga ao fisco e para rentabilizar de outra forma, de múltiplas formas diga-se, as fortunas. Existem excepções e cito, uma o Nabeiro e os cafés Delta. E, pela negativa, entre os que ignoram a solidariedade, relevo outra, sediada em termos de negócio na Comunicação, a fortuna Balsemão, que deixa um seu património, construído, ao total abandono ali para os lados de Moimenta da Beira, (curiosamente quase nem referido no livro de Fernando Rosas, Francisco Louçã e outros, sobre as Fortunas em Portugal…), precisamente porque é tempo de pôr os dedos nestas feridas de luxúria feitas. Relevo entretanto que como se viu já, o Governo de Sócrates, ao contrario do afirmado pelo PCP e pelo BE, na sua campanha contra o PS, pôs Portugal entre os países onde os Ricos mais pagam de IRS. Irá este imposto extraordinário resolver o problema da divida portuguesa? Claro que não e mesmo que o Estado impusesse a nacionalização das fortunas dos 20 Mais Ricos de Portugal não resolveria o problema da divida externa portuguesa. Aliás o problema em Portugal é sobretudo de ser ou não capaz de Valorizar o Saber e de o Saber se rentabilizar na actividade económica. Refiro um exemplo – um país com uma História de 900 anos e de 500 anos de Império, continua a achar que o Turismo se deve centrar no sol na praia e no golfe… Valorizar e integrar o Saber com o empresariado? Nem pensar! Basta passear por Conímbriga para se entender como o Saber em Portugal está de costas voltadas ao empresariado e ao Lazer. Basta ainda ver como a cortiça, o recurso natural que enriqueceu o sr Américo Amorim, continua a não se Valorizada com acrescento de Valor, continuando a ser vendida ao desbarato em bruto. E enquanto assim for, enquanto se desprezar em Portugal o Saber, o país pouco avançará, ainda que existam bons exemplos de mudança de mentalidades que raramente são relvadas. Portugal está pois dominado pela ganância e pelo desprezo pelo Saber. Neste tempo de economia da Informação e do conhecimento, a via por onde andamos é pois a via da falência. Porque o problema não está só na mentalidade generalizada, novoriquista, do consumismo a todo o custo, que não impele claro á Poupança e à capacidade de investimento, o problema está mesmo nestas costas ainda demasiado voltadas, entre as empresas e as instituições de Saber. Na EPAR esforçamo-nos por nos relacionarmos com as Empresas, por via da realização de actividades de Formação em Contexto de Trabalho e trazendo as Empresas as salas de aula, para transmitir aos Jovens o que é a actividade económica, mas pouco mais conseguimos diga-se. Apesar dos nossos mais de 200 Protocolos, apesar de um ou outro apoio, (e tenho de citar a Liberty Seguros e a REN, como quase casos únicos), o incentivo vindo das empresas para as Instituições de Ensino, pouco acontece. O que em nada Enriquece o País infelizmente…. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:30
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Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

A Típica Violência Que Também Desce do Norte!

Os latinos são tidos como gente violenta. E na verdade há também violência no Sul, e nos latinos em particular, até porque o que vemos acontecer em Londres acontece em “bairros multiculturais”, isto é, em bairros que de multiculturais pouco têm, pois a predominância é de cidadãos e cidadãs de origens múltiplas, com latinos também, claro, mas com muito poucos do Reino Unido, e que são tomados como tal, multiculturais, pelos britânicos, por neles viverem – demasiado predominantemente, estrangeiros. No entanto, a violência que explodiu em Londres, em consequência desta Global Crise, como vimos também na televisão, envolveu ainda os “típicos britânicos” também. Os pobres claro, não os britânicos ricos, ou classe média. O que também é característico de sociedades onde a explosão social acontece quando a governação, mesmo que democrática, ou precisamente porque democrática, se desinteressa dos Mais Carenciados, pensando neles somente numa lógica Caritativista e não de Redistribuição dos Rendimentos e Insercionista. Eis a temida violência a chegar. (Recordam-se que a violência, na II Globalização veio da Grã Bretanha, da Alemanha e da França…?) Porque ela, a violência, se espalhará, claro, por todos os países em crise, como se vê já na Grécia e em Espanha. Uns dirão – eis a Luta de Classes a chegar ao rubro! Eu direi recordando Marx, eis a Revolta a aquecer, mas sem que da Revolta nasça uma consciente Luta de Classes… Porque o que vemos acontecer são movimentos ainda demasiado inorgânicos para que sejam realmente a Luta de Classes a explodir. Na verdade, nada vejo a acontecer de sério nos países pobres… No entanto, na verdade, a Revolta está aí, até num “País Avançado”, “Rico”. Eis o resultado de uma Crise económica e social gerida em lógica neo liberal, a sério e não propagandística! Mas esta violência, feita de ataques a lojas e de pegar fogo a edifícios podres de mal tratados, resolve? Alguns dir-me-ão – mas não vês também o confronto com a Polícia? Bem, e eu respondo, então os pequenos lojistas, e os detentores de edifícios abandonados e até a Policia, são – o inimigo de classe? Ridículo não acham? Um prédio a menos, uma televisão a mais numa casa de um pobre, resolverá – o quê? O direito à Revolta é Justo, e basta recordar o INDIGNAI-VOS de Stéphane Hessel, o tal Manifesto, que aconselho veementemente a que seja lido, e que vendeu em 4 meses mais de um milhão e trezentos mil exemplares, para termos a certeza da Justeza desta Revolta. Como também da sua Ineficácia, a continuar assim. Porque esta Revolta não toca na essência do Poder e porque esta Revolta alimenta somente as Fúrias Conservadoras, e os Medos, em partes essenciais das Comunidades, tal qual sucedeu no pós 1929, de onde nasceram os nazismos e os fascismos que impuseram a II Guerra Mundial! Há que travar esta Revolta? Pergunta estúpida pois estas Revoltas não se travam, elas acontecem e têm de ser entendidas. Eu não estou sequer em Londres para entender o cerne do fenómeno social e, sinceramente, esta comunicação social que temos em nada ajuda a entender o mesmo. O que sei é que esta Revolta descerá também até Portugal, talvez com menos impacto, talvez com menos influencia nas Pessoas, em numero, mas descerá! É o mais que simples efeito de imitação – se eles fazem…. Alguma Esquerda dirá – que venha esse tal efeito imitação. Eu direi, ou prevenimos o mesmo, dando-lhe uma função social e política, ou o mesmo de nada servirá. E essa função social e política significa pôr o dedo onde doerá mais. Quem é então o Inimigo Principal, nos dias de hoje? Os que se aproveitam desta IV Globalização para enriquecerem mais ainda, para desestruturarem o adquirido social de protecção dos Mais Carenciados e de Solidariedade no seio da Comunidade, enfim, os que já escreveram que éramos PIGS, que as Agencias de Notação são a verdade de hoje, que os Estados têm de desaparecer das áreas económica e social, que a participação se resume ao voto periódico e que a Informação e o saber é só para alguns! Como atacar esse Inimigo Principal? Lá onde lhe dói mais, como diria alguém que tem ainda e sempre o meu respeito. Nas Nações Unidas, no Parlamento Europeu, em todas as Instâncias Internacionais de Poder. Exigindo Democracia Local e Global, Participação Local e Global, Regulamentação Local e Global. Lutando nas Ruas e Praças claro, porque a Praça é do Povo como os Céus são do Condor, como dizia o Poeta brasileiro, mas de olhos onde está o Poder e não de olhos onde está a barriga, as televisões, os edifícios abandonados. Porque se pusermos os olhos aí, dividir-nos-emos. A violência de Londres é somente um alerta – há cada vez mais quem esteja mais zangado! Mas não é a via. A violência de Londres chegará claro a Lisboa, se a via assumida até agora, a dos cortes orçamentais cegos, continuar, mesmo que em muitos casos os cortes sejam mais que justificados. Mas o aumento dos Transportes, o esvaziar do programa das Novas Oportunidades, não se explicam com um - porque sim! Até porque se viu já que no ultimo trimestre o Desemprego, com a governação socialista, já estava a baixar, pouco mas a baixar. Como se viu também que a cedência aos capatazes Agencias de Notação continua, e está instalada até em Washington, em Obama! Que nos viu até como exemplo a citar, imaginem, sendo certo que não é por acaso – já fomos, nós CPLP, Império, e fomos o 1º Império na 1ª Globalização! E acentuo, se os Estados baqueiam na sua função protectora dos e das Cidadãs que deveriam proteger, estes terão o direito à Autoprotecção! Ora os Estados estão a fraquejar, as elites estão a vergar, pelo que há que procurar alternativas em nós Cidadãos. Mas de forma consciente e não ficando na ridícula Revolta do televisor que levamos da loja para casa sem pagar! Ou na estrita manifestação de rua contra um Governo que não manda no cerne do problema, pois estamos já na IV Globalização e não na Revolução Industrial! E não resisto em terminar este texto com uma citação do já referido Manifesto Indignai-vos de Stéphane Hessel, do final deste mesmo Manifesto, “…nós os veteranos dos movimentos de Resistência e das forças combatentes da França Livre (1940-45), que não há duvida que “o nazismo foi vencido, graças ao sacrifício dos nossos irmãos e irmãs da Resistência e das Nações Unidas contra a barbárie fascista. Mas esta ameaça não desapareceu completamente e a nossa fúria contra a injustiça mantém-se intacta…E é por isso que continuamos a apelar a “uma verdadeira insurreição pacifica contra os meios de comunicação de massas que só apresentam como horizonte à nossa juventude uma sociedade de consumo, o desprezo pelos mais fracos e pela cultura, a amnésia generalizada e a competição renhida de todos contra todos””.
publicado por JoffreJustino às 17:51
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