Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

E O Que É Que A ZON Tem A Ver Com As Agências De Notação? http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501

Aqui há uns tempos o meu “amigo” Castela perguntou-me porque é que eu não falava do IEFP e “do Madelino”, em forte tom critico. Bem hoje vou explicar. Tempos houve, longínquos tempos, em que as guerras eram feitas com regras e uma delas era bem simples – não se matam os porta vozes das más noticias, só por o serem! Ora o IEFP é uma instituição que eu aprendi, há muito, a respeitar, entre todas as suas virtudes e erros. Primeiro porque trabalha bem, com credibilidade, e tem Pessoas bastante empenhadas. Porque o sei? Porque sendo a EPAR, Escola Profissional Almirante Reis, uma cooperativa de ensno que se preza de o ser, Parceira do IEFP em variadas actividades e há longo tempo, desde a Formação/Aprendizagem, anos noventa do século XX, à Empresa de Inserção, ao GIP, Gabinetes de Inserção Profissional, aprendemos a conhecer as Pessoas com quem os funcionários do IEFP, em geral, lidam, não diariamente, mas sim minuto a minuto – Desempregados de Longa Duração, Pessoas Altamente Carenciadas, especialmente fragilizadas na sua Auto Estima. Entre essas pessoas existem os chamados “profissionais do farniente” – ah, mas não tenham dúvidas! Não há economista dos renomados que não tenha já escrito que, em qualquer economia existem sempre entre 3% a 5% de pessoas cujo objectivo não é, nunca será, inserir -se social, cultural ou profissionalmente! Quem lida com esta actividade sabe por experiencia pessoal que tal é verdade, e conhece todas as historietas que se contam por aqui e por ali sobre tal . Mas existem depois todas as outras pessoas, e é dessas que vale a pena falar, apoiar, incentivar à Inserção! E, quando falamos dessas, estamos a falar, a título de exemplo de Jovens, ex modelos, que corajosamente regressam aos estudos para se qualificarem e aprenderem uma outra profissão, tendo entendido que o tempo de viverem estritamente da sua beleza corporal tinha terminado, ou de ex prostitutas que buscam outra via profissional, ou o toxicodependente, ou alcoólico, que procura reencontrar-se para se reinserir profissionalmente. E, claro, a larga maioria de Desempregados de Longa Duração, que procuram uma reconversão profissional e a sua futura reinserção no Mercado de Trabalho. É também neste contexto que se labora, diga-se quando se lida com a Iniciativa Novas Oportunidades, com os famosos Cursos CEF, ou os EFA, que, curiosa e elitisticamente uma parte dos quadros do PCP tanto criticam, vi-o tal numa Conferencia em Coimbra sobre Educação e Formação de Adultos, vi-o tal na Assembleia de Freguesia onde sou eleito local, sabe-se lá porquê. Mas é por lidar com esta vivencia, por ver o funcionamento dos funcionários do IEFP, empenhado e rigoroso em geral, que sei que os resultados que apresentam procuram ser adequadamente rigorosos, científicos, nas suas múltiplas áreas. Mais, sei por experiencia que no IEFP existem Pessoas de todas as forças partidárias portuguesas e de todas tenho boa impressão. Por isso sei que “o Madelino” como o meu “amigo” Castela o trata, é e tem dado provas de tal, de ser um muito bom gestor e, como tal, apresenta boas e más noticias, não as inventando, reportando-as somente! Sendo que o IEFP é um dos exemplos de uma positiva intervenção do Estado na economia e, como já o disse muitas vezes, nem sou especial defensor da intervenção do Estado na sociedade, nem entendo que tal intervenção seja, por si, progressista! O que tem a ZON a ver com tudo isto? Porque ao contrario do que diz o Castela o problema não está no porta voz da má noticia, o problema está no silencio sobre as outras noticias que ninguém trabalha! Hoje não há economista, do mais Liberal ao mais Estatista que não defenda a premência de politicas de Responsabilidade Social nas Empresas. Pois a ZON deu hoje o exemplo do que é não saber o que é a Responsabilidade Social! Assim, em um momento de grave crise económica e por isso também social, a “responsabilidade social” da ZON limita-se a entregar dividendos em 140% dos lucros, aos accionistas, enquanto que assume que só aumentará salários aos trabalhadores com salários mais baixos. E, quase convictamente, tratar-se-ão dos salários que teriam de ser aumentados porque, em 2011, o Salário Mínimo Nacional será aumentado até aos 500 euros! E, claro, assume a empresa “ estas “revisões dos salários mais baixos” terão um impacto “mínimo nas contas gerais da empresa em matéria de crescimento dos custos”! Para que, assim, a final de 2011, hajam mais distribuições de dividendos aos accionistas. Por menos, nos EUA, nos capitalistas EUA, um PDG que assumisse tal, nesta crise, seria pura e simplesmente – despedido! Porque a pressão da opinião publica, saída na comunicação social seria, insuportável e porque essa pressão sairia, antes do mais, dos Sindicatos! Na verdade, nos EUA, não se brinca com a Responsabilidade Social das Organizações sobre as comunidades com quem, directa ou indirectamente, as mesmas laboram. O desemprego em Portugal deve-se em parte essencial à crise internacional, à crise interna resultante do impacto da bolha do imobiliário portuguesa,(tema que ninguém fala nesta comunicação social, mas que está aí bem à vista), e aos processos de reconversão impostos pela modernização dos Mercados, em sectores, a titulo de exemplo, como a Distribuição e as suas novas formas de pagamento por parte dos Clientes. Claro deve-se também ao que é imposto pela redução dos investimentos nas Obras Públicas – o resultado das criticas ao TGV, etc. Pelo que “o Madelino” como diz Castela, que se limita a apresentar resultados que a economia, e não ele, e não o Estado, geram, não pode ser responsável pelos 11,1% de Desemprego que ora vivemos em Portugal. Mas quando o que move alguém é o ódio, tudo vale, e mais, de nada importa o espírito critico para quem está dominado pelo ódio. E, reafirmo, não é um “proletário ódio de classe”, é somente um sectário e por isso reaccionário, ódio. Do qual “o Madelino”, que não merecia ser tratado assim, não tem qualquer culpa! Ora o que se está a viver, em Portugal, na União Europeia, no chamado Mundo Desenvolvido, é precisamente ao crescer desta pacóvia forma de estar que leva uns tantos a assinar por baixo que Portugal é um “pig”, que Portugal tem de se ajoelhar ao FMI, que as classificações das Agencias de Notação são adequadas, e a aceitar esta infeliz e crescente má distribuição dos Rendimentos em Portugal! A ZON deveria, já, ter sido fortemente criticada, como aliás outras grandes empresas, (e reparem que não sou dos que alinham com os que acham que num Mercado em crescimento e com o surgimento da Concorrência), uma empresa não pode aumentar o seu nº de Directores, assim como a sua remuneração, se a mesma fôr equilibrada e não significar mil euros dia! A ZON entrou assumida e agressivamente na lógica da economia selvagem, onde tudo vale, até dar sinais de desprezar os que com ela trabalham, não procedendo a aumentos salariasi com o argumento da Crise numa empresa que teve um aumento de lucros de 20%! Por isso, urge que a pressão de Cidadania, sobre a economia real, aumente! Por isso, urge que participemos em Movimentos como o da Petição Pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação que podem encontrar em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 . Só com estes Movimentos faremos aumentar a exigência de Mais Democracia Económica, em Portugal, na União Europeia e no Mundo!
publicado por JoffreJustino às 18:40
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

(6) Deolindas Há Muitas….A Revolução do Povo Angolano em Marcha? http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501

In, A Nova Revolução Do Povo Angolano "Esta manifestação e' de carácter progressista, cívico e socialmente abrangente, e que vise criar condições para eleger democraticamente um governo de cidadãos Angolanos com as mãos limpas de sangue e de vigarices, que governe Angola para todos os Angolanos, sejam eles de que linhagens forem". ANGOLA O povo da República de Angola diz basta ao regime ditatorial de Presidente José Eduardo dos Santos, que está no poder por 32 anos. Os angolanos estão cansados da pobreza extrema, da cultura de medo e intimidação, da miséria, da autocracia e outros males introduzida por José Eduardo dos Santos. O nosso país é conhecido pela sua riqueza em termos de recursos naturais e é classificada como a maior exportação de petróleo em África, mas o povo angolano vive com menos de 1 dólar americano por dia e com um governo que promove uma cultura de perpetuação da pobreza extrema. Condenamos e denunciamos o cancelamento do nosso direito constitucional e democrático de eleger um Presidente de nossa escolha em cada quatro anos. Queremos assumir o controle de nossas vidas, nosso país e os nossos recursos, mas em primeiro lugar queremos retirar o regime ditatorial de José Eduardo dos Santos. A NOSSA PETIÇÃO O povo angolano exige: 1 - A saída imediata do Presidente ditador José Eduardo dos Santos, seus ministros e companheiros; 2 - A formação de uma nova ordem política, social e económica; 3 - A re-implementação das Eleições Presidenciais periódicas em nossa Constituição; 4 - A implementação de uma democracia social, que deve ter o interesse do povo angolano de coração; 5 - A formação de um novo governo com os interesses do povo angolano de coração; 6 - O estabelecimento de um sistema de administração pública transparente e responsável de todos os recursos de Angola; 7 - A priorização dos cidadãos angolanos sobre os benefícios e reconstrução social de Angola. A manifestação antigovernamental em Angola vai começar às zero horas na segunda-feira, dia 7 de Março de 2011, de Cabinda ao Cunene. Consulte: http://www.revolucaoangolana.webs.com/ In, também Orlando Castro Jornalista (CP 925) A força da razão acima da razão da força http://www.altohama.blogspot.com http://www.artoliterama.blogspot.com http://www.orlandopressroom.com Eis que na CPLP, no caso em Portugal e em Angola, surgem estes movimentos de derrube de regimes, a exemplo do que sucede no Médio Oriente. No primeiro caso, em Portugal, um país democrático, onde os eleitos o são regularmente e por voto secreto e directo sempre controlado, um grupo de Jovens, com direito a antena televisiva e tudo, e com muitas noticias na comunicação social, avança com uma manifestação com um milhão de aderentes dizem eles, ou desejam eles enfim, para afastar a classe política, toda ela, em Portugal. O seu discurso é em geral direitista o suficiente para até Pacheco Pereira o ter denunciado como um movimento ridículo. Mas atenção! Estes Jovens assumem como suas algumas reivindicações que merecem toda a análise. De facto, o Desemprego Jovem é altamente preocupante e as carreiras que lhes são apresentadas são em geral absolutamente desmotivadoras – uma larga maioria deles, não poucos licenciados, saltam de call center em call center, ou de supermercado em supermercado, num futuro sem futuro aliciante nenhum! Têm, pois, razões para se sentirem zangados e, pior, abandonados à sua sorte e, por isso, têm direito ao Protesto e a serem ouvidos! Mesmo que estejam a ser manipulados por quem propositadamente confunde o Poder Político, crescentemente sem poder, com o Poder Económico que, tem um incomensurável poder, e que gere as suas riquezas sem qualquer sentido social ou de Justiça. No segundo caso, Angola, a situação é radicalmente diferente. A par da mais profunda miséria, está a nascer em Angola uma classe alta desbragadamente rica e é essa radical diferença na distribuição dos rendimentos que dará a prazo origem a uma enorme revolta. Que hoje é ainda somente larvar. Mas o curioso é que, tirando, uns tantos, bem poucos, jornalistas, como Orlando Castro, a generalidade da comunicação social portuguesa, que se preocupa com a “grelação à rasca”, censura desavergonhadamente o seu paralelo - o país inteiro à rasca que é Angola! Não acredito, infelizmente, que o dia 7 de Março , em Angola, corra “tão bem” quanto o dia 12 de Março, em Portugal, pelas muito más razões das especulações partidárias portuguesas que, dominadas pelo capital português, à Direita (e não só, recordando os “bons empresários” que apoiam também o PCP e o BE), só querem liberalizar de vez o sistema sócio jurídico português. Daí estas especulações sobre as coligações anti PS do PCP/PSD a que já chamei de Bloco Tesoura, o mesmo que afastou o PS para dar 5 anos de Poder à AD e mais tarde, entregar ao PSD, durante 9 anos, os anos essenciais da gestão de financiamentos comunitários, a governação. Daí também a grande diferença entre este Bloco Tesoura que se alegra com a Crise, porque acha que assim poderá derrubar o governo PS, e os que à Esquerda, mas também ao Centro, procuram minimizar o possível os resultados desta crise e atacar quem tem de ser atacado – o poder financeiro mundial. Como? Por exemplo exigindo a Regulamentação Internacional das Agencias de Notação com a Petição que pode ser vista e assinada em,. http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 Já somos 219, contamos com assinatura de Pessoas como Ana Gomes, e Miguel Portas, deputados europeus do PS e do BE, mas também de Presidentes de Câmara como Berta Nunes, da Câmara Municipal de Alfandega da Fé, de Independentes e activistas sociais como Camilo Mortágua, ou António Serzedelo, ou José Alberto Pitacas, de gentes das Artes e Letras como Helena Justino e Manuel Rodrigues Vaz, de activistas políticos e sociais como Zaluar Basílio, ou José Ramalho, ou eu próprio, de intelectuais Angolanos como Eugénio Monteiro Ferreira e Rogério Pacheco, etc! Mas teremos de continuar e teremos de ser 5 000! É uma via de combate positiva, e com ele queremos reforçar a Democracia Económica, a Economia Social e, assim, contribuir para uma Mudança efectiva! Que é o que as Pessoas, em Angola e em Portugal, desejam!
publicado por JoffreJustino às 19:38
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

(5) Deolindas Há Muitas….Será que é a Mim Que Querem Demitir?

( http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 (atenção! Já somos 187!) Se calhar também é. Fui dirigente sindical, membro eleito de uma CT, deputado municipal, eleito por três vezes para a Assembleia de Freguesia em duas juntas de freguesia diferentes(enfim fui mudando de casa), ... Serei um desses, da classe política, a abater? Ah! E também Sou cooperativista, associativista, sócio de uma mutua, e interventor político social, sendo daqueles desavergonhados da Esquerda que são do PS, (imaginem, ( !), serei um “boy”? ) e, ainda por cima, apoiante de Jose Sócrates primeiro ministro (hoje crime lesa majestade!). Bem, devo ser. Mas o que me orgulho mais, foi ter sido convidado por Jonas Savimbi a estar na Comissão de Justiça Paz e Reconciliação Para Angola, para defender umas negociações MPLA e UNITA, que infelizmente nao aconteceram, porque os interesses económicos e políticos dominantes nunca quiseram essa Paz. Comissão essa que me levou a estar, em Portugal, 3 anos proibido de trabalhar, e de ser remunerado durante três anos também, por imposição da ONU, da CEE e do Estado Português. Se eu gosto desta classe politica onde me incluo? Antes de responder, recordo, A geração à rasca nao sabe, mas aconteceu- me e a muitos, muitos mais como eu, que tive o primeiro emprego estável, com contrato sem termo, com 29 anos. Em 1980. Entretanto, fui vendo a luz eléctrica generalizar-se a 90 e muitos % da habitações deste país( em 1974 ao 25 de abril nem 30% tinham), o mesmo acontecendo quanto à agua canalizada. Fui vendo a taxa de analfabetos reduzir se drasticamente, tal como a da infoexclusão, o número de escolas a aumentarem enormemente e em todos os níveis de ensino, (já agora entre 1975 e 1979 nunca auferi, como professor, mais que 10 meses por ano..). Como vi os hospitais aumentarem radicalmente, em número, e melhorarem significativamente, em qualidade, assim como a saúde enquanto sistema em geral. O mesmo aconteceu com a protecção social e a segurança social, quase inexistentes, na prática, antes do 25 de Abril de 1974. Como melhoraram as estradas ( ainda fui do Porto a Lisboa em 5h...), os comboios ( ainda fiz Porto Lisboa numa noite inteira, em um comboio pejado de tropas), os autocarros, etc. Ainda hoje, só hoje, mas já hoje finalmente, ficam todas as capitais de distrito ligadas à rede de auto estradas, com uma auto estrada a chegar a Bragança, e o túnel do Marão em fase terminal, tudo hoje acompanhado por Sócrates, o tal o “mau” . Quem geriu estas Mudanças claramente positivas ? Esta classe política, lamento recordá-lo! Toda ela, do CDS ao MRPP. Afastá-la radicalmente, propor tal, é só sinal de ignorância, de egoísmo, mas também de raiva e de insegurança. A ignorância e o egoísmo não os aceito ! A informação estatística sobre toda a Mudança, altamente positiva, e que está na raiz do endividamento actual do Estado, decorrente de toda a sua actividade entre 1974 e hoje, está mais que disponível. O que me preocupa, no entanto, é o ridículo apelo a ignorância, que está por detrás de quem apela à destruição desta classe política. E cheira muito a fascista. No entanto, o apelo vê-se, está a resultar, com, claro, a intervenção sempre pronta desta direitista comunicação social, como hoje se viu, no seio de uma geração que se vê maltratada pela sorte, tal qual aconteceu à minha. E há que reflectir sobre tal, pois se não o fizermos estaremos a entregar esta geração ás ultra direitas. Tirar um curso para ser escravo pode ser uma frase chocante, mas também me chocou ver o meu filho andar pelo mundo para ter trabalho, e a trabalhar, com uma licenciatura, como empregado de mesa. Ou ter falado, como já o contei, com uma jovem da idade do meu filho, engenheira da Qualidade, e vê-la a ser "vendedora" da Zon, enquanto "empresária em nome individual", segundo me contou. Eu vivi o mesmo em 1974/79, mas desejei que tal não acontecesse mais, aos níveis que hoje acontecem pelo menos. Nao desejei ver os pingo doce, os jerónimo martins, os Belmiro de Azevedo, os amorins, a sustentarem, com negócios municipais chorudos com todos os partido políticos, salários, nas suas empresas, ao nível do SMN e, ainda por cima, a protestarem com a sua sorte! Ou, claro, as PT, etc,… E, nesse âmbito, a classe política exigiu e exige pouco de si, tendo deixado ver a classe económica ser abusivamente beneficiada, esta classe económica liderante, nascida com o PREC, se bem se lembram, depois das inúmeras fugas de empresários para fora de Portugal e com muitos sem nunca mais regressarem! Beneficiada em demasia, quando essa classe económica liderante em nada beneficiou, até hoje, vê-se pela baixíssima distribuição dos rendimentos, quem com ela trabalhou e trabalha, e, ainda por cima, pouco inovando, pouco fazendo crescer o tecido económico e a economia, gerando poucos postos de trabalho modernos, não redistribuindo a riqueza, pouca democracia económica e social. Há pois que demitir esta classe económica liderante? Ridículo! A experiência havida no afastar a classe económica do antes do 25 de Abril, processo que originou o surgimento da actual classe económica liderante, mostra o erro desse percurso! Há é que lutar pela Mudança de mentalidades e de práticas! E volto à minha, há que regulamentar, a partir do global para libertar o local das prisões que vêm desse global. Por isso, a Petição pela Regulamentacao Internacional das Agencias de Notação que podem assinar em, http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 e que podem divulgar por todo o espaço internetiano! Manif's contra a classe politica ? Ridículo perdoem-me! Ela pouco ou nada pode, então agora com esta global crise que nos está a arrasar! Manif' s contra as globais elites financeiras que, com a especulação financeira, bloqueiam, mais, empurram o pais e todos os restantes, em especial recordo os da restante CPLP, para a desgraça? Todas! Mas porque não acontecem então? Onde andam a CGTP, a UGT, o PS, o PCP, o BE, o MRPP, ou o PSD? Ate o CDS! Dói me! Dói-me a alma ver esta falta de motivação, de combatividade pela democracia, política, mas também económica, social, cultural e ambiental. Porque o que vejo são manifestações políticas, contra partidos e governos, dessas vejo muitas, mas não vejo manifestações contra quem realmente manda – os especuladores da alta finança! Mais, vejo até quem ande, sectariamente, a desvalorizar estes combates, como vejo neste caso da Campanha pela Assinatura da Petição Pela regulamentação Internacional das Agências de Notação. Campanha que se recusa a ser partidária, que junta já representantes de partidos como o PS e o BE e que quer ter mais e mais membros de outros partidos e dos sem partido, como cidadãos de todas as Nacionalidades, da CPLP ou não!
publicado por JoffreJustino às 15:06
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

(3) Deolindas Há Muitas… Tanto, Mas tanto Ódio, Mas, Verdadeiramente, Burguês, Que nem Incomoda! http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501

(“No dizer de JJ, comparemo-nos a Cuba e à China e teremos a percepção que viveremos num país nórdico. Mas JJ não entende, ou não quer entender, que é para aí que nos estão mesmo a empurrar? Particularmente para o modelo de Trabalho chinês. JJ não entende que os tais “mercados”, seja o que isso for, essa figura transcendental do capitalismo contra quem JJ divulga petições, apenas dão indicações. E que é o Governo e a governação que as estão a suportar e cumprir.” De, António Castela, DLR Como escrevi ontem, os golpes anti governo, que iam no sentido de empurrar Portugal para mais e mais crise, e para as mãos do FMI, não resultaram totalmente. Assim, e segundo o i, “O Estado português vendeu ontem mil milhões de euros de dívidas a curto prazo pagando uma taxa de juro média de 3,987%. O valor fica abaixo das estimativas dos analistas, que esperavam um valor perto dos 4,4%, mas é superior ao pago há duas semanas…”. Mas ficaram, de facto, próximo do objectivo, reconheço. Sendo no entanto que esse é um objectivo totalmente anti patriótico e que passa pelo encostar ás cordas, não de um governo, não de um partido político, não de um regime, mas sim de um país inteiro. O que torna esta atitude verdadeiramente anti patriótica! Pois não gostem que escreva tal, mas é verdade! Escrevi por múltiplas vezes, também, e ao contrário do ódio de estimação que o António Castela me tem e mostra, insinua, que desejava que a crise, a real, não chegasse, mas que ela estava à vista, bem à vista. E apontei bastas vezes, desde 2009, para a crise na Construção Civil que passaria pela bolha da habitação, mas também pela redução da actividade nas Obras Públicas, o sector que, desde 1986, isto é desde o cavaquistão, alimentou, (e se alimentou largamente), o país! Fui mostrando o encerramento de empresas como indicador bem grave e que mais grave ainda esse indicador se concentrava precisamente nas empresas da Construção Civil e Obras Públicas e nos Têxteis, (enfim, e deixem-me brincar, e sem querer ofender, o resultado do “perigo amarelo”, pois o que acontece é que é somente o resultado da total abertura, mundial dos Mercados, a dita Globalização). Ora a crise no sector da Construção Civil e Obras Públicas passa por duas razões, a) o esgotamento na construção de estradas, rotundas, (10/12 ali ao pé de Viseu como já escrevi…), auto estradas, placas indicando “Boliqueime”, etc, e b) o esgotamento do mercado da habitação nova que, como se vê um pouco por todo o país, abusou, e hoje se vêm sem compradores, a par de antigos compradores que deixaram de ter capacidade para manter o compromisso assumido junto da Banca. A Deolinda, meus caros, advém sobretudo deste esgotar de um modelo económico que se fez desde 1986 como “aquele modelo”, o tal elogiado pela União Europeia, e que urge ser criticado e abandonado! Ainda que esteja também, as Deolindas, fortemente relacionadas com o envelhecimento dos sindicalistas, (estudem a idade média dos mesmos entre 1974 e hoje, em ambas as Centrais Sindicais), e a sua concentração no espaço protegido e fácil – o do sector público obrigado a ir cumprir regras por imposição da União Europeia. O que deixou a população mais fragilizada, a não protegida pela contratação tipo da Função Pública, os do privado, ao abandono – e daí os call center, as empresas de distribuição que fogem como querem ao fisco e pagando miseravelmente, a banca e os seguros que liberalizaram como puderam e o que puderam. Culpa do Governo, ou culpa do facilitismo em manter na direcção sindical gente em crescendo de envelhecimento, que se foi bloqueando, porque a Esquerda não quis, não soube, gerar alternativas no contexto da economia social, limitando-se aos empregos na Administração Central e, muito em especial, na Administração Local? De tal forma que, não fosse a Igreja Católica, sobretudo, não haveria em Portugal economia social para mostrar! Pode ser que os economistas do PCP e do BE, e mesmo muitos do PS, não tenham explicado, porque não quiseram, porque até concordavam, no seu íntimo, porque não souberam defender alternativas ao modelo neo liberal, que a Globalização estava em marcha, que a liberalização era planetária, que os Estados estavam crescentemente sem poder e que, por isso, a maioria da Esquerda não se tenha apercebido do que estávamos todos a viver. E o que vivemos hoje é que sendo o poder económico já definitivamente Global, as nossas respostas teimam em imaginar-se nacionais, anti governo, porque no Local já nem falamos pois imaginamo-lo enquanto o estrito “Poder Local”. Ora nesse campo, o do “campeonato nacional”, essa Esquerda, fica definitivamente presa ao populismo da Direita inteligente e da que se situa ao Centro, o PSD, como se vê pelas alianças locais PSD/PCP. E, então vem falar do Desemprego e dizer que a culpa é do Madelino, ( o presidente do IEFP, enfim), que, a única coisa de que tem culpa, é o ser quem informa o como vivemos no campo do Mercado de Trabalho…. Assim, no último trimestre, perderam-se 75 000 postos de trabalho e estamos com 619 000 desempregados, 11,1% de desemprego e em momento de subida, com um a créscimo último de 10% sobre o 4º trimestre de 2010. Onde? Têxtil, Construção e Imobiliário! Eis o resultado do travão imposto pela crise, e pela oposição CDS/PSD, ao aeroporto, ao TVG, etc…. Estamos pois a assistir a uma reconversão sistémica da economia nacional e o modelo anterior, centrado na Construção Civil e Obras Públicas, já deu! Há que repensar urgentemente o modelo que está para vir, pois se não for pensado ele chegará sem regra, selvaticamente, como vemos com os precários, mais de um milhão, bem mais 20% da força de trabalho em 2010. Defendi por isso que não era, nem pode ser, aceitável, que não se impusesse, mesmo que negociadamente, o Salário Mínimo Nacional nos 500 euros, em 2010. Não pelo seu impacto directo na economia mas sim pela orientação que daria à economia. O modelo actual, que este governo procura centrar em sectores de modernidade, como as energias renováveis, a exportação, não está em condições de gerar de imediato muito emprego, pelo que urge, para fazer acrescer a Empregabilidade, incentivar e liberalizar para tal, o Turismo, a par da Cultura, mais concretamente, dinamizar urgentemente não a cópia do existente, os golfes e etc, mas sim o turismo cultural, de património material e imaterial, do Vinho ao edificado e ao imaginário, com liberalização na abertura de novas unidades de turismo e um forte controlo na sua sequencia e não o contrário como por ora se faz! E, claro, por consequência de tal e não por razões directas de imagem, a recuperação do edificado urbano, histórico ou não e aí com regras sérias que não deixe que tudo se passe estritamente pela “manutenção das fachadas”, (“tão lindas que são!”). O que impõe a premência da dupla qualificação, escolar e profissional, bem ao contrário dos ataques de intelectuais do PCP contra a Iniciativa Novas Oportunidades, tanto na Assembleia de Freguesia de São Vicente de Fora como num 3º Encontro, em Coimbra, sobre a Educação e Formação de Adultos, onde abandonei a sala em veemente protesto contra o reaccionário e neo liberal discurso anti Novas Oportunidades que 3 intelectuais do PCP lá fizeram. Porque este novo modelo será mais flexível na Empregabilidade, e mais exigente na Qualificação das Pessoas, mas também mais gratificante! Não será é um modelo do tipo tradicional fixado no litoral, nas cidades e nas praias! Os mecanismos de governação, entretanto, estão suficientemente frágeis para gerarem Manifestos/abaixo assinados como o que abaixo divulgo na integra, para responder aos ódios pessoais que António Castela me tem a ponto de me confundir nem sem com quem! Como verão não sou o único, e muito menos o mais importante, a defender a necessidade da Regulamentação. Eu, no caso, das Agências de Notação, que, segundo António Castela, só dão orientações…. Pois, deixemo-las funcionar á solta e a seguir se levarmos com uma ditadura à 28 de Maio de 1926, queixem-se, queixem-se, queixem-se. Por mim, volto a dizer insistentemente, Assinem e Divulguem a Petição Pela Regulamentação Internacional das Agencias de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 Manifesto de economistas defende controle de capital 04/02/2011 09:58:25 Fonte: Mercado Ético e Carta Maior Um grupo de economistas dos Estados Unidos e de outros países enviaram um manifesto à secretária de Estado, Hillary Clinton, ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e ao embaixador Ron Kirk, do Escritório de Comércio dos EUA, defendendo a adoção de mecanismos de controle de capitais especulativos como instrumento para enfrentar a crise financeira global. O texto do manifesto é o seguinte: Nós, economistas abaixo assinados, escrevemos para alertar-vos a respeito de importantes novos desenvolvimentos na literatura econômica relativos a regulações financeiras prudentes e para expressar preocupação especial no que concerne ao quanto o controle de capitais é restrito nos tratados comerciais e de investimentos firmados pelos EUA com outros países. Pesquisa renomada recentemente publicada pelo Bureau Nacional de Pesquisa Econômica, pelo FMI e em outros lugares chegaram à conclusão de que o estabelecimento de limites no influxo de capitais de curto prazo em nações em desenvolvimento pode estancar o desenvolvimento de bolhas de ativos e a supervalorização de moedas, e geralmente garante às nações mais autonomia nas suas políticas monetárias. Dada a severidade da crise financeira global e sua extensão, as nações precisarão de todas as ferramentas possíveis que estiverem ao seu alcance para evitar e mitigar a crise financeira. A regulação de capitais decerto não é panaceia, mas essas novas pesquisas apontam para um consenso progressivo quanto a que técnicas de controle de capitais devam ser incluídas dentre as “medidas macro-prudenciais cuidadosamente desenhadas” apoiadas pelos líderes do G-20 na Cúpula de Seoul. Na verdade, nos últimos meses um número de países, da Tailândia ao Brasil, tem respondido ao surto de fluxo de capital volátil adotando várias formas de regulação de capitais. Nós também escrevemos para expressar nossa preocupação com o fato de que muitos dos acordos dos EUA de livre mercado e dos acordos bilaterais de investimento contém dispositivos que limitam estritamente a capacidade de nossos parceiros comerciais de desenvolverem controle de capitais. Os dispositivos que concernem à “transferência de capital” desses acordos requerem que os governos permitam todas as transferências relativas a investimentos cobertos pelos acordos sejam feitas “livremente e sem atraso, para dentro ou para fora de seu território”. Sob esses acordos, investidores privados estrangeiros tem o poder de efetivamente processar governos em tribunais internacionais, alegando violações desses dispositivos. Um acordo pouco recente dos EUA pôs limites ao montante de prejuízos que investidores estrangeiros podem receber como compensações por algumas medidas de controle de capitais e requer um período de quarentena antes que os investidores possam protocolar suas reclamações. No entanto, essas pequenas reformas não vão longe o suficiente para assegurar que os governantes tenham a prerrogativa de usar essas ferramentas políticas. Os acordos de comércio e investimentos de outras grandes nações exportadoras permitem mais flexibilidade. Nós recomendamos que os futuros Acordos de Livre Comércio e Tratados Bilaterais de Investimentos permitam aos governos desenvolver controles de capital sem se sujeitarem às contestações dos investidores, como parte de um conjunto mais amplo de opções políticas voltadas a impedir e mitigar crises financeiras. Atenciosamente, 1. Ricardo Hausmann, Diretor do Harvard University Center for International Development 2. Dani Rodrik, Rafiq Hariri Professor do International Political Economy, John F. Kennedy School of Government, Harvard University 3. Joseph Stiglitz, Professor Universitário, Columbia University, Nobel laureate 4. Arvind Subramanian, Senior Fellow, Peterson Institute for International Economics, and Senior Fellow, Center for Global Development 5. Nancy Birdsall, Presidente do Center for Global Development, Washington, DC 6. Olivier Jeanne, Professor de Economia na Johns Hopkins University, e Senior Fellow do Peterson Institute for International Economics 7. Pranab Bardhan, Professor de Economia na University of California, Berkeley 8. Lance Taylor, Departmento de Economia, New School for Social Research 9. Jose Antonio Ocampo, School of International and Public Affairs, Columbia University 10. Stephany Griffith-Jones, Initiative for Policy Dialogue, Columbia University 11. Ethan Kaplan, IIES, Stockholm University and Columbia University 12. Dimitri B. Papadimitriou, President, The Levy Economics Institute of Bard College 13. Ilene Grabel, Josef Korbel School of International Studies, University of Denver 14. Alice Amsden, Department of Urban Studies and Planning, MIT 15. Gerald Epstein, Department of Economics, University of Massachusetts-Amherst 16. Kevin P. Gallagher, Department of International Relations, Boston University 17. Sarah Anderson, Global Economy Project Director, Institute for Policy Studies 18. Arindrajit Dube, Department of Economics, University of Massachusetts-Amherst 19. William Miles, Department of Economics, Wichita State University 20. Adam Hersh, Center for American Progress 21. James K. Galbraith, Lloyd M. Bentsen Jr. Chair in Government/ Business Relations and Professor of Government, University of Texas at Austin 22. Paul Blustein, Nonresident Fellow, the Brookings Institution, and Senior Visiting Fellow, Centre for International Governance Innovation 23. Anton Korinek, Department of Economics, University of Maryland
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Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

2) Deolindas Há Muitas… Ou o Temor das Novas Visões Sobre a Mudança Social ! http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501

Anda uma enorme tempestade no céu, parafraseando uma citação chinesa, sendo que o céu é, claro, o espaço dos mandantes, dos poderosos, não o nosso, que ronda mais lá para os lados do Purgatório... que a Igreja Católica parece ter recentemente eliminado, mas que, neste contexto, sócio político, continua a existir. Felizmente temos, nós os viventes em Portugal, a vantagem de vivermos em Democracia e a clara desvantagem de em Democracia vivermos. Convém esclarecer que os debates que por aqui vou dinamizando, muitos com as outras Esquerdas, a maioria deles, e ao contrário do que pensam aqueles que comigo se zangam, é feito na mesmíssima boa intenção que orienta o texto de hoje de Rui Tavares deputado independente do BE no Parlamento Europeu. Diz ele, “A culpa é do outro partido. Mas permitam-me sugerir um ponto de partida diferente : e se não fosse?” Eis porque digo que anda uma enorme tempestade nos céus. Por um lado surgem Moções de Censura, da Esquerda contra a Esquerda, e, por outro, surgem questões, entre os que levantam as Moções de Censura e, claro, entre os que são alvo das mesmas. Surgem pois pequenos, mas existentes, espaços e momentos de aproximação. A par de momentos de zanga claro. Vejamos os novos números da crise e as suas leituras e, claro, vejamos tal comparativamente, como convém. A Grécia no último trimestre de 2010, mostra uma quebra do PIB de 1,4% e, em termos homólogos, essa quebra é ainda bem maior – 6%! Portugal teve no último trimestre uma quebra de 0,3%, e em termos homólogos, mostra uma subida de 1,2%! A União Europeia mostra-se com um ultimo trimestre de 2010 em muito lento crescimento - +0,3%! Em termos anuais, Portugal mostra uma economia a crescer, + 1,4%, o que é sem dúvida, por pouco que se queira assumir, uma muito boa noticia, pois cresceu cerca de 4 vezes mais que a sua zona económica!! Talvez fosse útil aos analistas pensarem que a quebra do PIB deste último trimestre seria bem expectável, pois foi o trimestre que sofreu os impactos psicossociológicos dos cortes orçamentais, das reduções nos salários da Função Pública, das adaptações das Famílias a essas realidades e, claro, dos desgraçados debates em volta da Crise, durante a Campanha eleitoral para as Presidenciais! E a economia, dizem os gurus, que não eu, que é sobretudo um estado de espírito e os seus aproveitamentos claro. E como, todos os dias, a comunicação social, visivelmente, vive em uma atitude, em geral, anti portuguesa, (goste de ouvir tal ou não, desliguei dessa preocupação há muito tempo), iremos ter muito que passar, ainda, durante este 1º trimestre de 2011, ( e um pouco mais estou certo), pois para ela, e para os analistas “sérios”, Portugal morre na praia toda a vez que vai aos mercado, para depois tudo só vir a acontecer na próxima! É aqui que tenho de voltar a falar da Deolinda. Expliquei ao meu filho, triste que ficou porque esperava mais do meu texto anterior, que, entre 1974 e 1980, dos meus 23 anos aos meus 26, nunca tive um emprego que não fosse precário! Entre traduções, contar pregos e parafusos, dar aulas, este vosso “economista”, ( a Ordem diz que só sou licenciado e não economista porque não me inscrevi na mesma…), só teve o seu primeiro emprego certo em Agosto de 1980! Parece que alguns já se esqueceram de tal! Parece que não se lembram das reivindicações do Sindicato de Professores da Grande Lisboa, e eu fui dirigente deste sindicato entre 1978 e 1980, sobre as entradas dos professores, a larga maioria em Novembro, e o abandono obrigatório em Julho, (estávamos sempre três meses por ano sem auferir uma retribuição), e que tinham em muito a ver com a precariedade do emprego à época entre os professores! E era o mesmo em muitos outros sectores, situação que, aliás, vinha de antes, perante a explosão de licenciados havida depois de 1968769…. Vivia Portugal nesses tempos uma imensa crise, resultante da perca do Império, do regresso de mais de 600 000 pessoas das ex colónias, da instabilidade política, dos impactos das fugas de empresários, das nacionalizações, da reforma agrária, da contestação social e política acesa e daí a instabilidade no Mercado de Trabalho. Hoje as circunstâncias são outras, mas os resultados são muito próximos. Ainda há bem pouco tempo lidei com um(a) jovem licenciado(a) em engenharia da Qualidade, que está com um emprego precário numa das call centers da PT, e ponho o tema no genérico não vá o diabo tecê-las. Está esta pessoa “contratada” como “empresário(a) em nome individual”, ganha à tarefa, e, claro, não se sente nada feliz com a situação. Mas na verdade, garanto, que foi de um profissionalismo impecável na resolução do problema surgido! É a crise, poderia dizê-lo, sem mentir e ficar-me por aqui. Mas, na verdade, o problema está para além da crise. Está numa política de contenção de custos com os recursos humanos, que se generalizou pelo país, à medida que os sindicatos, no sector privado, perderam força pelos erros que cometeram. Já o relatei, e recordo, a titulo de exemplo, é inaceitável que as empresas de distribuição não devam ser forçadas, como as outras, perante cada venda, a fornecerem factura recibo, que só deve ser passado quando solicitado pelo Cliente! Como é inaceitável que os salários nesse sectores, estejam ao nível de um salário mínimo nacional que só atingirá os 500 euros este ano e porque o Governo, na verdade, o impôs! Como é inaceitável que não se controlem os call center e as suas funções e rentabilidades! O problema está no facto de haver que lidar com as questões da distribuição do rendimento, com medidas para além das politicas de Estado e de Governo, isto é, com actividade sindical não partidarizada e que tenha sobretudo muita criatividade, que não se atenha a greves sem significado para além da redução da competitividade portuguesa, crime que todos os cá viventes pagam a seguir, todos e não só os que o cometem, com mais e mais impostos. A Deolinda da Canção tem pois razão em estar indignada! Mas a Deolinda da Canção, mas sobretudo as Deolindas que a cantam, terão de estar atentas, pois é na defesa dos seus Direitos que encontrarão soluções e a defesa dos seus direitos não passa só nem sobretudo, pela política partidária, pela critica ao Governo. Passa por lutar por um outro sistema económico e social. E a luta por esse sistema é feita, no concreto, com pequenas medidas, com pequenos gestos, com pequenas e aparentemente inúteis, aparentemente não revolucionárias, aparentemente não heróicas, atitudes. Como, desculpem-me o abuso, assinar a Petição pela Regulamentação Internacional das Agencias de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 ! Porque, regulamentando esta actividade, teremos decisões credíveis em volta das classificações dos Estados e não meras campanhas anti Estados como hoje existem! E ao termos tal teremos uma economia mais sã, melhor distribuição dos rendimentos, mais participação na vida da economia, da sociedade e da política e, por isso, Mudança! Recordo mais uma vez, ao contrário de Angola, onde ontem se deram graves confrontos entre a policia e os cidadãos que comemoravam o regresso de António Caputo ao Bailundo, o que originou 15 presos e um policia ferido, em Portugal há, felizmente, Liberdade de Expressão generalizada, enquanto que em Angola, tal não acontece, havendo regiões do país onde dá direito a prisão e a violência, o colocar bandeiras partidárias e o saudar quem acabou por não ser injustamente preso! Porque não é no Local que lidamos com esta hodierna realidade! É no Global! Isto é, temos de pensar o Mundo e Agir de outra forma!
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Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Deolindas Há Muitas….Ou As Várias Lutas de Classe!

“Numa entrevista à VOA, Sakala afirma que o Governo "não permite que se realizem actividades políticas" nas regiões do interior, mais distantes dos centros urbanos. O comandante da polícia do Huambo, Elias Luvulo, acusou o deputado Kamalata Numa de ter visitado aldeias do Huambo sem o conhecimento das autoridades, salientando que essas visitas carecem de autorização.” “publicado 14:52 11 fevereiro '11 O militante da UNITA António Kaputo foi hoje condenado a 45 dias de prisão com pena suspensa por três anos pelo tribunal provincial do Huambo, Angola, o que levou o secretário-geral do partido a terminar a greve de fome. Secretário-geral da UNITA termina greve de fome após condenação de militante a 45 dias de prisão com pena suspensa “ In, Internet Deixo-vos, neste meu texto, vários textos que mostram como funciona a “Democracia” em Angola – muito, mas mesmo muito, limitadamente. Por isso, vemos um cidadão a ser preso e a ser condenado, a 45 dias de prisão com pena suspensa, por arvorar, no Huambo, publicamente, uma bandeira partidária, no caso da UNITA. Eis porque reafirmo que Deolindas há muitas, mas acentuando, desde já, que ainda bem que surge uma canção protesto que vira sucesso entre os jovens, pois é essencial que a Juventude se reconheça em algo, a partir do qual se afirme política e socialmente. Mesmo que não concordando comigo e mesmo que não concorde com o teor desse protesto. Na verdade, goste-se ou não, acredite-se ou não, entenda-se ou não, Portugal é um dos países privilegiados e com privilegiados do Mundo. Vivemos uma Democracia onde o acto de insultar o primeiro ministro quase que é bem visto pelos meios judiciais – experimentem fazer o mesmo em Luanda! Vivemos uma Democracia onde existe o direito à greve, à negociação colectiva de trabalho, à concertação social, à saúde pública, ao ensino publico, à protecção social e à segurança social – experimentem encontrar tal em Luanda! E, reparem, falo em Luanda, porque experimentem sair de Luanda e verão então o mais explícito dos totalitarismos a funcionar, como vemos com o caso do António Kaputo – 45 dias de prisão suspensa por empunhar, hastear uma bandeira partidária na 2ª/3ª cidade de Angola e um policia a censurar publicamente um deputado! Não nos comparemos com os mínimos mas sim com os máximos, dir-me-ão. Erro. Temos de nos situar, e situamo-nos comparando-nos com ambos, mínimos e máximos, por forma a aquilatarmos do percurso já percorrido! Temos, em Portugal, uma forte percentagem de Jovens, muitos deles licenciados, desempregados? Temos pois. Mas em Angola o desemprego anda pelos 27/30 %, afectando todos, dos licenciados aos não licenciados e mais, se não és do partido do poder não se trata de auferires menos, trata-se de poderes nem ter vida. Temos jovens que vivem aos 30’as em casa dos pais? Temos pois mas os pais têm casa, o que não é bem o mesmo em Angola! Temos as prestações sociais em redução? Temos sim, pois, estando em crise, torna-se difícil saber como encontrar soluções que sejam suficientemente abrangentes, mas, sobretudo, falta-nos, em alguns sectores económica e socialmente dominantes, o sentimento de solidariedade suficiente para que a justiça redistributiva seja naturalmente aceite. Esses preferem dar aos pobrezinhos, ….para ter um lugar no Céu, esquecendo aquele versículo segundo o qual é mais fácil um camelo passar por um buraco da agulha que um rico entrar no reino dos Céus… E, assim, alguns protestam porque, ganhando largamente acima de 5 000 euros mês, lhes será retirado 10%, e outros, que convivem bem com 1 000 euros por dia, não se sentem mal com o ambiente social onde vivem, e nada fazem por mostra a solidariedade que deveriam mostrar por quem os remunera de tal forma, pois são a larga maioria dos que auferem a média salarial dos 700 euros mês que os sustenta nos mil euros dia! Mas felizmente não temos Pessoas que, com esmolas e outros, não conseguem auferir mais que um dólar por dia como em Angola, onde 30% das Pessoas vivem assim. Felizmente existem as prestações sociais, a saúde publica, o ensino publico, o Magalhães, etc, pois em Angola o que existe é a generalizada falta de água canalizada, de luz eléctrica, de estradas, de habitações condignas, de escolas condignas, de hospitais e centros de saúde, e, como vemos, como o caso do António Kaputo mostra, de Liberdade! Felizmente, os deputados portugueses circulam livremente em todas as aldeias do país se o quiserem ao contrário do que acontece em Angola onde um chefe da polícia se sente no direito de advertir um deputado da oposição por este querer visitar, sem autorização, aldeias, como sucede com o meu amigo Numa! Não fechemos pois os olhos a esta realidade – os proletários do Mundo não estão na gorda Europa, no gordo EUA, no gordo, Japão, mas sim na famélica África, na subdesenvolvida América do Sul, na Ásia, etc. Zonas do Mundo para os quais só olhamos pela televisão para depressa esquecermos! Porque a falta de solidariedade que sentimos entre nós, por cá, está espalhada, por nós, quando nos comparamos a estes Outros, a estes que estão fora do Mundo dos Ricos! Por isso, sobre António Kaputo nada se diz em Portugal, país irmão de Angola. E dirão alguns estamos como estamos nada mudará…pois eu atrevo-me a dizer, não tomem por certo o que existe hoje! Porque há quem queira que tal deixe de acontecer – aqueles que pretendem destruir os Estados, porque estes são instrumentos que fornecem demasiada segurança a demasiadas pessoas e em demasiados sectores. Encarecendo as actividades económicas. Esses têm capatazes maiores e menores e entre os maiores estão as Agências de Notação nos “países ricos” e os ditadores nos países pobres. Já tive amigos meus que me disseram que não assinariam a Petição pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação porque não valeria a pena e porque outros tratariam do assunto sem chatices! Pois. Contem com o bolo na mão contem….. Eu prefiro dizer Assinem mas é em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 a Petição e reforcem a Campanha que assim travaremos os que querem destruir os Estados e tornar selváticas as economias! Porque se nos movimentarmos por estas razões cumprimos funções que serão positivas para nós, os ricos, e para os proletários de hoje! 10 de Fevereiro de 2011 22:54 O documento que comprova a interdição do hasteamento da Bandeira da Unita no Huambo A nossa bébé democracia não pode prosperar com actos desta natureza, quando as autoridades que exercem o poder público (políticos e autoridades tradicionais) não conhecem e violam a Constituição; neste primeiro ano de vigência, esta Constituição deveria entrar para o record do Guiness, pois no mundo inteiro foi a primeira a ser violada em tão pouco tempo de existência (em Março de 2010 ocorreu a primeira violação com a negação por parte das autoridades da realização da manifestação que a organização OMUNGA pretendia realizar, vários atropelos à lei mãe têm sido cometidos nas zonas diamantíferas no decurso do ano passado e agora há várias denúncias do maior partido da oposição que afinal eu não sabia mas que têm fundamento, de acordo com o documento em anexo. Este documento viola claramente os direitos fundamentais dos cidadãos angolanos que livremente escolhem um partido político para se filiarem. As autoridades públicas deste país não podem ver estes actos e permitir que a intolerância política reine. Eu quero ver uma Angola onde MPLA, UNITA e outros partidos possam ter uma convivência saudável e um exercício do jogo democrático com as regras estabelecidas na Constituição, pois como alguém do MPLA está semana disse a Constituição é de todos nós, portanto vamos todos cumpri-la, mesmo que isso implique ver a bandeira do nosso adversário hasteada perto de nós. Atenciosamente, Mihaela Webba Noticiaspress
publicado por JoffreJustino às 12:04
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Moção de Censura Objectivamente, ao Serviço de Quem?

Aí entre 1974 e 1977, fui acusado, por uns, de, objectivamente, estar ao serviço da Cia e do imperialismo americano, por defender a democracia "burguesa" em Portugal, e a partilha do poder pelo MPLA, a FNLA e a UNITA, em Angola, numa lógica de desenvolvimento, segundo eles, “democrata burguês”. Por outros, aí entre 76 e 80, fui acusado de estar ao serviço do KGB e do social imperialismo soviético, por apoiar o general Eanes o PS a FRS, e, claro, ser Soarista. Mais tarde, entre 1987 e 1999 fui, de novo, acusado de estar ao serviço da CIA, por apoiar, e depois militar, na UNITA. Para ser, finalmente, entre 1999 e 2004, considerado um terrorista imtermacional e, a seguir, um derrotado, e sancionado pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pelo Estado Português, por ter chegado a ser indigitado a dirigente da UNITA, na ultima Conferencia da UNITA, ainda liderada pelo Dr. Jonas Savimbi. Dificil vida não? Em todos os momentos acima, eu nunca fui tal, mas, segundo alguns, fui-o objectivamente e tal é que, segundo eles, contaria. Usemos então esse argumento no tema das Moções de Censura –a questão da “objectividade” das coisas. Mas comecemos por explicar algo essencial - os partidos políticos, todos eles, portugueses ou não, representam nas instituições onde estão, os cidadãos que os elegem para os cargos institucionais. Pelo menos é o que se deseja e espera. Com visões diferentes, é isso a Democracia, com propstas diferentes resultantes das diferentes visões, mas, sempre, deseja-se e espera-se, em representação de interesses portugueses. Ora vamos analisar o assunto das Moções de Censura neste contexto - o do papel objectivo das mesmas no cenário económico e político e social de hoje. E quando refiro o hoje, refiro o contexto da globalização. Porque seria diferente se o hoje fosse um tempo das economias fechadas, ou controladas, face ao exterior. Onde uma Moção de Censura tivesse um reflexo dominantemente interno . O hoje trata se de uma economia integrada, especialmente no contexto europeu, mas também mundial, e onde as trapaças dos especuladores financeiros são enormes, e tudo utilizando, sempre no suposto de um cada vez maior ganho adicional, e da fragilização dos Estados. Portugal está, entretanto, em 40º lugar, no Índice de Desenvolvimento Humano, em 196 Estados, e é considerado, pela sua posição neste Índice, pela ONU, um dos Estados desenvolvidos. O seu endividamento, apesar de erros vários, que o aumentaram desnecessariamente, deveu-se à necessidade de acelerar a aproximação aos restantes países europeus, o que tem vindo a acontecer e o IDH o mostra e a ONU o sabe! Esse endividamento agravou se com a crise de 2008, e com a pressão posterior das Agencias de Notação, que decidiram, por critérios desconhecidos, em nada claros e rigorosos, baixar a cotação internacional de Portugal. Razão pela qual, eu e outros, temos uma Petição em defesa da Regulamentação Internacional das Agências de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 que penso que virá a ser assinada por todos os Cidadãos de Bem da CPLP e da União Europeia! Ora, sabemos que a estabilidade politica económica e social é um dos elementos classificadores dos Estados. A quem serve, assim, no contexto actual, a colocação à votação na AR, em plena crise e pressão sobre o Estado português, de uma moção de censura que, sabemo-lo, poderá ser considerada elemento de instabilidade sistémica em Portugal , e usada pelos especuladores e seus capatazes? Melhora ela a estabilidade governativa? Não, pois nem há uma maioria absoluta alternativa ao PS, nem se visiona que, em eleições, essa maioria surja. Pelo que uma moção de censura limita-se a fragilizar a imagem internacional do Estado português. Objectivamente, assim, a quem serve uma Moção de Censura seja ela qual for, seja de onde vier? Aos especuladores financeiros, aos destruidores de Estados, e a todos os que desejam tomar as quotas de mercado interno, mas sobretudo internacional, de Portugal, das suas empresas, a instabilidade interessa, sem dúvida que interessa! A todos esses, menos aos trabalhadores portugueses, que necessitam das empresas que lidam em Portugal, para o Mercado Interno ou Externo, e que, sem elas, no seu pais, perderão postos de trabalho, em consequência da perca de quota de mercado, interna e internacional e da consequente redução da actividade económica. A todos, menos aos que, na economia, em Portugal, buscam criar uma economia social efectiva, os cooperativistas por exemplo, e não meramente caritativa. Os, alemães, americanos, franceses, ingleses, mais ou menos por esta ordem, esses ganharão com a instabilizacao do pais. Talvez até os chineses, talvez até os russos, o que é menos duvidoso reconheço, venham a ganhar com a instabilidade. Garantidamente não os portugueses - nem os trabalhadores, nem os Consumidores, nem os Empresários. Objectivamente. Assim, uma Moção de Censura não defende a Pátria nem o seu desenvolvimento, mote do PCP nas Presidenciais, nem os trabalhadores, mote do BE, nem as micro e pequenas empresas, mote do PCP, do BE, do PSD e do CDS, todos juntos. Mas, como se viu, defende os interesses não portugueses e, muito em especial, o dos piores inimigos do Progresso, da Democracia, da Justiça Social, da Distribuição dos Rendimentos, dos Socialismos vários, possíveis – os especuladores financeiros internacionais e os seus capatazes, as Agencias de Notação. Isto no contexto do conceito da Objectividade das Coisas. Seria bem mais importante que os que perdem tempo com estas Moções de Censura, todos eles, se preocupassem, em aderir à Petição Pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação, apelando à sua assinatura generalizada por toda a CPLP, e pela União Europeia! Essa Petição sim, é uma Campanha Progressista! Vamos a isso?
publicado por JoffreJustino às 19:49
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Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

Perdoem me Srs deputados...mas é ridículo!

s...mas é ridículo!Talvez não se lembrem já, mas sabem, quase de certeza, porque é que a Inglaterra resistiu ao nazismo. Mas para garantir que se lembram, recordo que foi porque se colocou atrás do ultra conservador, maçom mas ultra conservador, Churchill! Comunistas estalinistas, trotskistas, trabalhistas, liberais e conservadores, todos, souberam colocar-se do mesmo lado, do lado da sobrevivência dos Valores e das Civilizações! E Churchill foi, por isso, o leader da Inglaterra durante os críticos anos da II Grande Guerra. E os Valores e as Civilizações sobreviveram! Pois parece que em um dos países mais antigos do mundo, Portugal, que deveria, por isso, ter uma classe política sapiente, não se sabe mostrar ao resto do mundo o que é o interesse nacional. Não estamos em guerra, dirão alguns…(?) Digam então o que significa este ataque, violento, ao 40º país, segundo a ONU, em 196, que é Portugal, e tendo em conta não as "financeiras" contas em volta do PIB, mas as económicas contas em volta do Índice de Desenvolvimento Humano, isto é, o grau de desenvolvimento dos países! Hoje as guerras, que matam Pessoas consideradas inúteis porque baratas e excedentárias, segundos aqueles que as alimentam, fazem-se em África. Para mal dos Africanos, Negros, Mulatos e Brancos. As “outras guerras” não matam pessoas – fazem-nas ajoelhar, matando economias. Porque aí as Pessoas já ficam demasiado caras e porque aí as Pessoas têm uma outra característica, são Consumidoras. É o que esta a suceder na Europa e portanto emPortugal. Vivem-se por aqui as “outras guerras”. Os instrumentos destas guerras chamam-se Agências de Notação , verdadeiras bombas atómicas sobre a circulação sanguínea das economias, a moeda! As Agencias de Notação atacam a China? Pais com um enorme e já confessado pelos próprios, défice de liberdade e capaz de, num mês, enviar para os campos, para morrerem à fome, no silencio do desconhecimento, fora dos media mundiais, 20 milhões de Pessoas, de chineses, alguma Agência de Notação a atacou? Não, não atacam! As Agências de Notação atacam um regime pré democrático, e uma economia com 27% de Desempregados, como Angola? Um país onde um dirigente partidário, do segundo partido da Oposição, tem de estar em greve da fome, o meu amigo Kamalata Numa, para libertar, de um aprisionamento político, o seu companheiro de lides políticas, Kaputo e de organizar uma manifestação pela libertação de Kaputo? Não, não atacam. Abaixo deixo, (e porque me sinto em protesto perante o silencio em face ao que se passa no Huambo, e preocupado perante uma manifestação que se arrisca a originar mortos, assim como pela libertação de um político da oposição, angolano), um documento, “justificativo” da razão da prisão de Kaputo, que me foi enviado por um outro amigo meu, de Angola – segundo ele, as minorias, se é que elas o são, não têm, em Angola, o direito de se manifestarem pacificamente, com bandeiras, eis o que significa tal documento! Seria o mesmo que um presidente de uma Junta de Freguesia, em Portugal, proibisse uma manifestação, no Porto, por exemplo, do segundo maior partido da Oposição português, eis o que significa este documento abaixo! Mas, claro que as Agências de Notação acham que em Angola a solução guerra é a solução, mas por ora há que a aceitar tal qual é em nome das reservas petrolíferas. A guerra é a solução, como já o foi, por ser um país africano e porque não são poucos os que acham que há Negros a mais no Planeta. Em Portugal não srs deputados, as guerras são outas, porque somos já caros e porque somos, portugueses e residentes, pouco mas somos, Consumidores! Então, há que destruir um pouco mais, ainda mais, sempre mais, a nossa economia, mas mantendo-a ao cimo da tona de água, claro! E nós em guerrinhas de gente “gorda e balofa”! ( e notem, sou mesmo, fisicamente, gordo, pelo que o meu objectivo não é atacar os gordos, só que não sou balofo!) Procuremos antes tornar o mais claro que pudemos, que devemos, perante os outros e em especial estas Agências de Notação, salvaguardar as nossas divergências, as nossas fragilidades, o desinteresse que temos pelas Pessoas que cá vivem, que cá trabalham, que são ou estão cá! E, assim, não justificando, pela nossa instabilidade, o elevado custo do nosso dinheiro! Peço-vos, acalmem os espíritos Srs. deputados, (os que estão, claro, a seguir esta terrorista via, que como sabemos não são todos, nem se trata, note-se, deste ou daquele especial partido), e apostem mais no exigir a Regulamentação Internacional das Agências de Notação para, em conjunto, derrotarem quem merece ser derrotado – os especuladores financeiros e os seus capatazes! Assinem a Petição pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 e protejam este país em vez de o enterrarem! Moções de censura? Sempre que úteis, o que quer dizer que há que ponderar sobre quem ganha com uma Moção de Censura hoje, se o país, se os especuladores financeiros que estão a gerar mais e mais crise mundial. Criticas ao governo nos media internacional? Absolutamente um direito mas sempre, mais uma vez, reflectindo sobre o essencial, se o que iremos dizer é vantajoso para quem representamos, o país e os eleitores, ou se é vantajoso para quem pretende somente fragilizar os Estados, em nome de uma economia globalizada na mão de entidades que já nem empresas são, mas que não são, absolutamente, Estados. Para as Agências de Notação, e relevo sem maldade, as Moções de Censura e as criticas descabeladas a governos só têm um significado - demonstração de instabilidade política, já que social se tem visto que não, e portanto mais razão para atacar os Estados. Para os fazer baixar mais em classificações que ninguém controla a qualidade, os pressupostos nem os objectivos e para que os cidadãos vejam os juros subirem mais e mais e com eles o desemprego, o custo de vida, a instabilidade! Moções de censura, para novas eleições ? Para mais crises, mais custos para o Estado, mais instabilidade para as Pessoas, mais juros altos, maior riqueza para as Agencias de Notação e seus patrões, a alta finança os reais especuladores. É servir esta gentalha, o que se pretende? É o que esta Esquerda, alguns do PCP e do BE, querem, (e, já se viu alguns do próprio PS)? É o que alguns no PSD e no CDS, querem ? Sou da opinião que deveríamos preocuparmo-nos bem mais com a Greve da Fome de Kamalata Numa e a manifestação de amanhã no Huambo e claro com as formas de salvaguardarmos os nossos interesses face aos que amam somente a Destruição, a Miséria, a Fome.
publicado por JoffreJustino às 15:54
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Querem saber o que é uma situação limite? …Uma Greve da Fome no Huambo

Uma situação limite acontece quando um ex general, porque hoje na reserva, decide fazer uma greve da fome! Isso é uma situação limite e acontece num pais de expressão portuguesa – Angola. Onde mais de 30% da população ganha menos de um dólar por dia, apesar de o país ser produtor de petróleo, representar cerca de 12%, nas exportações, das reservas de petróleo, dos EUA, e ter uma elite das mais ricas do Mundo, acompanhando o percurso dos islâmicos países árabes também produtores de petróleo e pouco ou nada democráticos. É o meu amigo, se ele me permite chamá-lo assim, e eu penso que sim, general Kamalata Numa, quem faz esta greve da fome. Claro que vocês não o conhecem, pois é um dos derrotados de Angola. Mas, vencido nas armas, continua, como vêem, o seu combate por outros meios e agora, como se vê, pela greve da fome, em apoio a um seu companheiro, António Caputo, hoje na prisão. E imaginem porquê na prisão? Porque levantou, num bairro do Huambo, uma bandeira do seu partido na sua aldeia! Pouco para ser preso não acham? Eu também. Mas está preso. Como sabem tenho as minhas razões, ideológicas, para me ter afastado da UNITA. Mas é a Justiça que me faz escrever este texto. A Justiça perante alguém que combate em nome da Democracia e em prol dos Direitos Humanos, num pais onde o partido leader o é desde 1975 e, com a mesma Direcção, as mesmas pessoas. O mesmo partido, o MPLA, já foi comunista pró soviético e, hoje, (enfim desde 1991), apoia o PSD e, na sua comunicação social portuguesa, o SOL, defende, claro, o Bloco Tesoura PSD/PCP. Angola, esta Angola do MPLA, recordo, acentuou mesmo, foi o único país da CPLP a não ter qualquer demonstração de solidariedade para com a crise portuguesa, apesar dos vários perdões da dívida que obteve de Portugal. Hoje em Portugal há quem se bata pela Regulamentação Internacional das Agencias de Notação e há quem queira que tal combate seja dos cidadãos, todos, da CPLP, e por isso a Petição que está em Petição Pública, http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 , assume ser uma Petição de Cidadãos, também, da CPLP. Por uma questão de Justiça também, mas não numa visão egoísta, pois este Combate Pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação é um Combate Global, numa globalizada economia e sociedade! Porque pôr fim à especulação financeira descabelada, pôr fim à chantagem sobre os Estados, para defender meia dúzia de especuladores, sem pátria e sem Estado, é um dever de Cidadania Global e protege, Portugal, toda a CPLP e todos os Estados e Cidadãos deste Planeta. É também um dever de Cidadania defender um Cidadão que assume ser de um partido político, no caso é a UNITA, podia ser de outro qualquer, e querer, por isso assumir a sua bandeira partidária. Hoje o salário mínimo nacional em Angola ronda os 100 dólares, 3 dólares dia, 5 vezes mais baixo que o salário mínimo português, o desemprego, segundo um economista angolano, Alves da Rocha, seria, “Partindo das informações conhecidas sobre o PIB por habitante em 2009 e das correlações entre variáveis demográficas e económicas cheguei a uma taxa de desemprego de 26,8%, um agravamento de 2,9 pontos percentuais face à situação de 2008.”, e, também segundo este economista, “Angola também se viu envolvida na crise económica, sendo expressão desse facto a relativa estagnação do PIB em 2009 (não mais do que 2% de variação face a 2008, de acordo com as estimativas do Centro de Estudos da Universidade Católica de Angola), o substancial corte nos investimentos públicos e a retracção no investimento privado. Seguramente que o desemprego deve ter aumentado.”. Hoje existem, em Angola, vários MPLA’s, e todos sabem que o dominante, o de Isabel dos Santos, é o MPLA neo liberal, selvaticamente neo liberal, que, por isso mesmo, se coliga em Portugal com a facção neo liberal do PSD e, piscando o olho a um passado que ninguém quer retomar em Angola, se coliga com o PCP e incentiva o Bloco Tesoura, PSD/PCP, para afastar do poder o PS e implantar, aqui também, um regime económico neo liberal. Porque a crise, lá como cá, não afecta as elites, económicas e politicas, e, em alguns casos, como o sector financeiro, a crise é um enorme motor de enriquecimento fácil e barato. Há um Combate a fazer, obrigatoriamente Global, pelo que exigir a Regulamentação Internacional das Agências de Notação é uma forma de luta que apoiará quem, no Huambo ou em outra parte, se bate por mais Justiça Social, por mais Liberdade, pelos Direitos Humanos. E, nesse contexto, tanto gera estupefacção que se ache normal prender um Cidadão que eleva uma bandeira partidária de um partido legal, como quem pretenda cindir a Associação 25 de Abril, para criar uma Associação Vasco Gonçalves, somente para marcar o terreno do seu curral. Sobretudo quando o que está em causa é a necessidade de Combater pelos mínimos exigíveis em Democracia, em Angola, ou pela sobrevivência perante os ataques brutais à economia, em Portugal. É tempo de Unidade e não de balofas divisões, de uma Visão de Unidade, mais que nacional, Global, e não de visões sectárias, de curral. É tempo de novas formas de Combate, vejam um ex general a fazer uma greve da fome e aprendam, por favor! E, claro, apoiando esta greve da fome, assinem a Petição acima!
publicado por JoffreJustino às 12:05
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Este Prazer pela Liberdade

É o pessoal da LUAR e encontram se periodicamente. Desta vez o Luis Vaz intimou a minha presença, em nome de uma dupla homenagem - a Palma Inácio e a Camilo Mortágua, dois homens que, nunca tendo eu sido da LUAR, sempre respeitei. Precisamente porque tiveram a virtude de serem homens de acção e, confesso, nunca entendi política sem acção, e por outro lado, porque, tendo estado preso em Caxias com dois “ luareiros”, aprendi aí a perceber a sua ânsia central - o desejo de Liberdade. São ele o Nelson dos Anjos e o Rafael Galego. Com o primeiro aprendi que uma constipação se cura com uma hora de exercício físico, seguido de um banho gelado, e um copo de whisky e, com o segundo, aprendi o que é ter confiança no outro. Conheci o Rafael na cela onde eu estava e ele a chegar dos interrogatórios da Pide, vindo azul de pancada. Ajudámo-lo conforme pudemos e ele recuperou rápido daquela estúpida e brutal violência. A confiança que ele mostrou ter em mim foi essencial para os dramas que então vivia, note se, e ela foi grande. Estar numa prisão política significa estar na mão de uns energúmenos que nunca te respeitarão e que quererão dominar-te a todo o momento se deixámos que tal aconteça. Dai que ver um companheiro de cela que não é da tua organização política, (eu era um maoísta e ele um membro da LUAR), confiar em ti, ao ponto de te relatar um segredo de organização - e que segredo! Que a cadeia de Caxias iria ser atacada pela LUAR , para nos libertar a todos, é um daqueles segredos e é uma honra ouvi-o! E para o confirmar, pegou num dos sapatos, tirou a palmilha e mostrou lâminas de serra que tinham passado a vigilância dos pides e a tortura que ele sofrera, o que é mais que mostrar confiança política. É mostrar amizade, consideração. É ter um sentido de Unidade que hoje parece estar perdido entre a Esquerda. Mas devo mais ainda ao Rafael, pois quando no meu julgamento foi dito que teria de pagar uma fiança de 30 000 escudos para sair fiquei arrasado. Onde é que eu ou a minha mãe iriamos conseguir tal verba? Em 1974? O pai do Rafael operário da construção civil logo se ofereceu para ajudar. Mas, nem sei como, a minha mãe conseguiu arranjar aquela verba, o que não impediu que estivesse sempre presente, em toda a minha família, a oferta do pai do Rafael Galego. Neste jantar de sábado pude recordar aqueles tempos de combate na Cadeia de Caxias. A greve da fome de 6 dias que fizemos, as palavras de alento, para todos, do Saldanha Sanches, que fazia tal periodicamente, ou o sentido comunitário da vida em cela, pelo menos entre nós, os daquela cela concreta, estiveram presentes neste Jantar. E ouvir o Fernando Pereira Marques falar dos sua aventura na Serra da Estrela, como ver o Vladimiro Roque Laia e lembrar me da LIVRELCO e, claro, o sempre presente nestas guerras, o Vitorino e o também sempre presente, o nosso Mais Velho Camilo Mortágua. Que nos fez recordar o que unia a diversidade que era a LUAR, a ânsia de Liberdade existente em todos eles e me fez ter saudade desses tempos onde a política era mais de Valores que de Interesses. Não, eu nunca fui da LUAR, mas não me importava nada de o ter sido, e o jantar de sábado mostrou-o, mais uma vez. Obrigado ao Palma Inácio e ao Camilo Mortágua, por terem alimentado com a sua coragem e o seu sentido de acção política, uma organização como a LUAR, que fazia do prazer pela Liberdade um sentido para a Luta política!
publicado por JoffreJustino às 10:21
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