Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

Este Prazer pela Liberdade

É o pessoal da LUAR e encontram se periodicamente. Desta vez o Luis Vaz intimou a minha presença, em nome de uma dupla homenagem - a Palma Inácio e a Camilo Mortágua, dois homens que, nunca tendo eu sido da LUAR, sempre respeitei. Precisamente porque tiveram a virtude de serem homens de acção e, confesso, nunca entendi política sem acção, e por outro lado, porque, tendo estado preso em Caxias com dois “ luareiros”, aprendi aí a perceber a sua ânsia central - o desejo de Liberdade. São ele o Nelson dos Anjos e o Rafael Galego. Com o primeiro aprendi que uma constipação se cura com uma hora de exercício físico, seguido de um banho gelado, e um copo de whisky e, com o segundo, aprendi o que é ter confiança no outro. Conheci o Rafael na cela onde eu estava e ele a chegar dos interrogatórios da Pide, vindo azul de pancada. Ajudámo-lo conforme pudemos e ele recuperou rápido daquela estúpida e brutal violência. A confiança que ele mostrou ter em mim foi essencial para os dramas que então vivia, note se, e ela foi grande. Estar numa prisão política significa estar na mão de uns energúmenos que nunca te respeitarão e que quererão dominar-te a todo o momento se deixámos que tal aconteça. Dai que ver um companheiro de cela que não é da tua organização política, (eu era um maoísta e ele um membro da LUAR), confiar em ti, ao ponto de te relatar um segredo de organização - e que segredo! Que a cadeia de Caxias iria ser atacada pela LUAR , para nos libertar a todos, é um daqueles segredos e é uma honra ouvi-o! E para o confirmar, pegou num dos sapatos, tirou a palmilha e mostrou lâminas de serra que tinham passado a vigilância dos pides e a tortura que ele sofrera, o que é mais que mostrar confiança política. É mostrar amizade, consideração. É ter um sentido de Unidade que hoje parece estar perdido entre a Esquerda. Mas devo mais ainda ao Rafael, pois quando no meu julgamento foi dito que teria de pagar uma fiança de 30 000 escudos para sair fiquei arrasado. Onde é que eu ou a minha mãe iriamos conseguir tal verba? Em 1974? O pai do Rafael operário da construção civil logo se ofereceu para ajudar. Mas, nem sei como, a minha mãe conseguiu arranjar aquela verba, o que não impediu que estivesse sempre presente, em toda a minha família, a oferta do pai do Rafael Galego. Neste jantar de sábado pude recordar aqueles tempos de combate na Cadeia de Caxias. A greve da fome de 6 dias que fizemos, as palavras de alento, para todos, do Saldanha Sanches, que fazia tal periodicamente, ou o sentido comunitário da vida em cela, pelo menos entre nós, os daquela cela concreta, estiveram presentes neste Jantar. E ouvir o Fernando Pereira Marques falar dos sua aventura na Serra da Estrela, como ver o Vladimiro Roque Laia e lembrar me da LIVRELCO e, claro, o sempre presente nestas guerras, o Vitorino e o também sempre presente, o nosso Mais Velho Camilo Mortágua. Que nos fez recordar o que unia a diversidade que era a LUAR, a ânsia de Liberdade existente em todos eles e me fez ter saudade desses tempos onde a política era mais de Valores que de Interesses. Não, eu nunca fui da LUAR, mas não me importava nada de o ter sido, e o jantar de sábado mostrou-o, mais uma vez. Obrigado ao Palma Inácio e ao Camilo Mortágua, por terem alimentado com a sua coragem e o seu sentido de acção política, uma organização como a LUAR, que fazia do prazer pela Liberdade um sentido para a Luta política! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 19:32
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

A Minha Esquerda é Melhor que a Tua Esquerda? (Um debate que Continua com Textos que Recebi…e um Comentário Meu)

As citações de textos recebidos… Como compreendo a sua revolta, é que eu estive precisamente durante todo o dia de ontem com um texto escrito que alterava constantemente para denunciar nos meus blogs essa situação. Cheguei a denunciá-la no Parlamento Global online da SIC, mas aquilo são comentários às carradas sem valor. Estamos rodeados de uma cultura comunicacional perigosa para a Democracia porque à gente a fazer passar estes comportamentos como normais. A Esquerda só se entende, em perigo, com um inimigo comum e mesmo assim é cada um com a sua estratégia. Inimigo comum já temos, o perigo está aí, é tempo de pensar na estratégia. Continuo a aguardar a encomenda da tradução que fiz dos textos em francês e inglês. Saudações João Grazina Enquanto estávamos à espera que a minha filha concluísse uma conversa com umas jovens que invariavelmente votaram em branco, a Claudia observou que faltava uma coisa na escola onde tínhamos acabado de votar: militares armados até aos dentes, com o dedo no gatilho, preparados para qualquer eventualidade. De facto, é fácil esquecer o luxo que é viver numa sociedade em que alguns direitos civis são de facto aplicados. Enquanto na Colômbia o momento de votar pode constituir um risco de vida, há outros países ali ao lado em que os boletins de voto são dados na rua pelo próprio candidato (ou alguém em seu nome… afinal a Democracia é paga pelos interessados e isso implica um investimento a fundo perdido) ou que então embebedam os eleitores à entrada das assembleias de voto, para que possam cumprir o seu dever cívico com toda a alegria que o momento exige. Como disse um amigo, é fácil esquecer que aquilo que temos é o resultado de muitas lutas: houve tempo em que ninguém votava, houve tempo em que só uns podiam votar, houve tempo em que só os homens votavam… Para chegar ao estado actual, foi necessário definir regras que permitiram a Democracia funcionar. Foi necessário que formas antagónicas de interpretar a vida em sociedade cooperassem o que implicou que cada um aceitasse limitações à sua forma de proceder. Esta necessidade de cooperar é uma evidência quando se vive em sociedade, quando se partilha objectivos. Por isso, não entendo o favor que as esquerdas fazem à direita quando partilhando objectivos declaram individualmente que não querem chegar a um entendimento com as restantes, quando não entendem que se partilham objectivos então devem cooperar entre si. Enquanto cada uma das esquerdas estiver convencida que conseguirá absorver o eleitorado das restantes a direita ficará descansada. Alcides Portugal há!!!!! Porque eu sou portuguesa e tenho muito orgulho nisso. Temos riqueza natural, social e cultural que construiu e mantém um país de grande beleza e potencialidades. Realmente, temos maus políticos, pessoas que disso fizeram carreira e não conhecem a realidade, que pensam mais neles próprios do que na grande equipa nacional, pessoas que jogam por meandros escuros e individualistas. Mas os políticos são reflexo da sociedade e são todos os portugueses que os elegem, os que votam e o que deixam nas mãos dos outros o destino do país e ficam em casa no quentinho do sofá! Por isso, somos nós os culpados, pois é! Mas para alguém como eu, que tenho 34 anos, a começar a minha própria empresa, que cresci e fui educada em Portugal e por Portugueses, é impossível pensar que não há Portugal e ignorar tudo o que de bom temos em prol do que mal acontece. Já tivemos a ousadia de fazer tanto, o que nos tornou tão pequeninos? Eu sou Portuguesa e tenho orgulho nisso, ponto final. Boa semana a todos. Tânia Oliveira caro JJustino, algum acordo... mas, por favor, não confundir o PS que governa o país com esquerda! Saudações Meu Caro Amigo O problema da esquerda, é continuar a achar que o PS é um partido de esquerda, por mim que me considero de esquerda, já resolvi esse problema á muito tempo. Não votarei, nem apoiarei o que quer que venha do PS,. que considero aliás, um bando de gente mal formada que troca por um tacho por o que quer que seja Desde que fecharam a gaveta do Socialismo, o camarada que ficou com a chave , esqueceu-se donde a guardou. A esquerda, pede-se prática de esquerda. e não esta rebaldaria liberal e socrática, com a pouca vergonha dos Varas, das Covas da Beira, das Fátima Felgueiras, e do resta da Camarilha. Atras do Cavaco, virão os Cavaquinhos, e a responsabilidade desse desenrrolar é do PS. que passaré um longo caminho até voltar a ser governo, pois as canalhices são dificeis de esquecer. Por mim não esquecerei. Henrique Marques Realmente estamos a precisar de almoçar,,, (um Mais Velho meu amigo, da Direita Atenta) No geral, gostei deste textinho … Gostei globalmente da análise, gostei menos de algumas conclusões, apesar de me rever em absoluto no que chamas esquerda não partidária; Não compreendi o alcance daquela a que chamaste esquerda não republicana … À esquerda, a meu ver, ninguém contesta a república enquanto regime de governação democrática, ainda que haja alguns (absolutamente marginais, sem expressão, portanto) que não sejam dessa opinião. Agora, o que esta votação deixou muito claro, tal qual há 5 anos (confirmação, portanto), é que já são 20% dos votantes portugueses ( quase 1 milhão, não incluindo aqui os abstencionistas) que não se revêem no actual leque partidário. Para mim ficou claro que este desencanto é exactamente à esquerda e o que só ao PS se pode pedir responsabilidades por isso; as suas facções internas estão muito mais interessadas em obter para si as vantagens de estar no poder do que fomentar a unidade das esquerdas para o bem comum. Domingos Desculpem… e há Esquerda e Direita em Portugal? Ou pior ainda, há Portugal? Cumprimentos Fernando Pereira Cars A direita, a Plutocracia, é uma Aristocracia, defende visões do particular e a desigualdade de viver á custa de outros, tem natural proximidade com o clientelismo e corrupção, onde igualmente um grupo beneficia do colectivo. A esquerda tem de ser o oposto. Tem de ter uma visão colectiva, logo conhecer a realidade estatistica, de forma critica, (pois é só uma visão e temos também de olhar para o que não revela). Assim naturalmente e por método fica sem espaço para o clientelismo e corrupção, de uns (bons) a ganhar de outros (os maus), reduzindo as desigualdades. Nisto temos de agir no nível local, mas aqui entra o emocional, e a competição pela direita que se fundamenta em laços afectivos e populistas. Logo o desenvolvimento de metodologias de intervenção local, de critérios de avaliação e programação, a sua racionalização possível é a aprendizagem fundamental. Uma presunta esquerda emocional, sem metodologias, sem critérios, sem práticas regularizadas, sem uma visão colectiva, de "é tudo bons rapazes" é de direita, naturalmente que aceita depois o clientelismo e o torcer a realidade para os amigos. O que temos é de depurar a esquerda da presunta esquerda emocional que a submerge, e avançar para uma metodologia de esquerda, ainda inexistente. Aqui será assembleária e com metodologias, de monitorização e visão global, sem o "segredo que é a alma do negócio". Logo o inicio da esquerda será quando definirmos a área ou Unidade Geo-Demográfica de base a organizar. Eu estou com Ivan Illich , mas também com a prática centenária suiça e católica de comunidades/comunas/colectivitès/gemeinde/paróquias/freguesias de 3mil habitantes de que teriamos 3,3mil entre nós, e para já bastaria programar uma sua redução de 10% (pois temos 4mil) e homogeneização cortando nas 10% mais extremas, (pois vão de 200 a 80mil!), reduzindo também a este nível com as desigualdades esmagadoras. Sem este acordo e sem se começar a estudar este assunto, não avança a esquerda. É concebível ainda dentro de cada freguesia a existência de bairros/comissões de moradores/colectividades mais informais mas onde igualmente a prática assembleária tem de começar a ser aprendida. Todo o edificio depois tem de definir uma subsidariedade, que baseie a distribuição de recursos e afinal reduza o peso clientelar dum pesado mastodonte central para os "boys". Saudações Eduardo SIM - HA QUE REFLETIR Nem mais à esquerda nem mais à direita. ORGANIZADOS. Fala-se da falta de inovaçao das campanhas..... Fala-se do absentismo nas eleiçoes do dia 23 como uma escolha dos Portugueses...... No primeiro caso, foi só o que já é habitual.....dizer mal é a campanha..... No segundo caso foi apenas a consequencia da falta de preparaçao técnica para as eleiçoes com o uso do Cartao do Cidadao, a incapacidade de fazer as coisas como deve ser em vez de ser "só para ingles ver".. . Falha essa que nao se pode admitir, uma vergonha para o País dado o sistema nao ter sido testado atempadamente. Como sempre, Portugal como País primou por fazer coisas em cima do joelho, sem assumir a responsabilidade das consequencias..... Portugueses lá fora mostram o que valem em todos os ramos e sectores. Talvez por serem bem dirigidos e a inveja nao ser tao flagrante e interferir menos. Fora de Portugal fazer coisas e ir para a frente é a norma e nao uma exceçao..... Como disse uma vez a um Ministro - Sim, Portugal precisa de crescer e exportar mais - mas para que se torne eficiente na exportaçao urge que os primeiros contentores mandados para fora devam ir cheios daquilo que mais tem : A INVEJA E A MÁ LINGUA..... O resto viria por si, pois ninguém teria medo de fazer o seu melhor e brilhar no emprego, sem que o chefe e colegas lhe estragem a vida. E isto acontece quer no sector privado como na politrca. Ficar quieto, nao fazer ondas é a defesa dos competentes. E Cavaco e Silva sabe bem isso. Ele é talvez o único politico Portugues que é MUITO respeitado e bem aceite lá fora. E lamentado por ser Chefe de um País tao dificil de dirigir Ana Maria Cochat As eleições terminaram com a re eleição do candidato Cavaco e Silva , com cerca de 52 por cento dos votos repartidos por todo o país, e outros 53 % de abstencão, que nunca foi tão grande. Devemos também contar os votos nulos e em branco , todos somados são 6%,mas fizeram um favor a Cavaco . Tudo isto abona pouco em termos de funcionamento democrático. Muitas explicações para justificar esta tão alta abstenção, desde o frio ,ao desinteresse pela campanha o que é verdade,passando pela vergonhosa ineficácia do ministério da justiça, relativamente aos números de cartões de eleitores,que foram alterados em massa, sem que os utentes soubessem,sobretudo os que já têm cartão de cidadão.Em suma muitíssima gente não pode votar,ou desistiu,porque o sua habitual mesa de voto fora mudado para mais longe,e já não tiveram tempo ou paciência,para se deslocarem para lá.Algo digno do terceiro mundo. Manuel Alegre,grande perdedor,18%, que teve uma campanha desastrosa,não fez o trabalho de casa para os debates, não teve um discurso para o eleitorado feminino, nem para a terceira idade,nao apresentou uma proposta nova moblizadora. Pelo ficou abaixo do score de há quatro anos, apesar dos apoios do PS e do BE, partido que teve um discurso final mais sensato,mas prometendo dar luta . As verdadeiras surpresas foram Fernando Nobre e Manuel Coelho, candidato da Madeira,este talvez, por estarmos no ano do coelho. Ou seja , as duas grandes novidades destas eleições foram os candidatos fora do sistema dos partidos,os independentes, o que mostra um certo descrédito do sistema partidário em que vivemos.Na Madeira Coelho é um serio oposionista ao regime jardinista. O candidato do PCP ,Manuel Lopes, teve menos votos do que aqueles que o partido teve nas última eleições, 7%,logo ,não convenceu o seu próprio eleitorado. Todo o seu discurso, obreirista, repetitivo, e "patriótico",mostrou como está fora do tempo, a despeito da razoabilidade de muitos dos seus protestos e da força que ainda detém no plano sindical. Temos cada vez mais um partido anti sistema,que não acredita no projecto europeu, aposta num Portugal fechado e isolado à boa maneira cubana, ou bielorussa, a querer levar a luta de classes a todo o lado,apostado na política do quanto pior,melhor, e que elegeu o PS como inimigo principal, a abater. Uma pena não se puder contar cm ele,para uma unidade à esquerda, que vai ser muito necessária em breve ,mas o PCP vai logo tudo querer, controlar e comandar. O candidato provinciano, e deputado do PS, Defensor de Moura, teve os votos que a sua província lhe deu,1%,ou seja, Viana de Castelo ,onde foi autarca vários anos. Foi duro e directo com Cavaco Dos discursos finais, recordo o do vencedor,que se mostrou ferido com a campanha que contra ele fizeram os outros candidatos por causa do BPN,e que considerou "suja".Na verdade nao soube responder ás questoes para as arrumar,mas ninguém explorou o tema das escutas do Verão .Cavaco reiterou os seus propósitos de fazer uma magistratura mais "actuante", dar muita atenção á juventude e á terceira idade , passando por algumas críticas a processos utilizados por este governo que no seu entender não são correctos. Passos Coelho teve um discurso sensato prometendo não provocar crises artificiais, mas sendo exigente para com o governo,e José Sócrates fez uma intervenção inteligente, apelando á estabilidade das instituições,por outras palavras , que o deixem governar,coisa que o CDS como se constatou,pela voz do Paulo Portas, quer cada vez menos consentir,tal a sede que tem, em chegar ao poder. Enfim a esquerda tem de recompor desta derrota,e perceber que não há solução sem o PS,mas o PS também tem de fazer mudanças cruciais. António Serzedelo Um primeiro Comentário, Há um homem que será sempre o meu 1º ministro, o meu secretário geral do PS e o meu Presidente da República – Mário Soares. Liderado por ele participei em vários combates centrais para Portugal, para a Democracia, e para a Esquerda na CPLP e em outras batalhas minhas contei com o seu apoio, o que não se pode nunca esquecer. E eu não esqueço. Mas nestas Presidenciais tive uma posição bem divergente da de Mário Soares. Num texto no DN de hoje Mário Soares, fundador do PS, assume o porque não apoiou Manuel Alegre e o como foi consultado por Nobre para que este se candidatasse às Presidenciais, “com muita honra” remata Mário Soares que recorda que “não apoiei nenhum candidato”. Eu já escrevi afirmando que a derrota de Manuel Alegre não é da responsabilidade do próprio, mas sobretudo da forma como a Esquerda se posicionou neste acto eleitoral – na linha dogmática do “ A minha Esquerda é melhor que a tua!”… De onde ressalvo tanto o grupo que tem acompanhado Manuel Alegre, como Sócrates e quem o apoiou no PS, nesta Campanha, e ainda, claro, o BE, pois souberam procurar encontrar o mínimo de consenso para dinamizar a Campanha de Manuela Alegre, para estas Presidenciais. Alguns dos textos que divulgo acima vão no sentido de defender a ideia de “ A minha Esquerda é melhor que a tua, outros não, dois deles aliás são de Direita e entendi colocá-los aqui porque um Debate à Esquerda não pode esquecer o seu adversário, a Direita, nem pode negar as virtudes à Direita existentes, (mesmo que não sendo as nossas). Na verdade, a abstenção e os votos nulos e brancos, arrasadores, mostram como as e os cidadãos de Portugal se encontram fatigados com esta forma de fazer política – da Direita à Esquerda - pois tanto uma como outra foram fortemente penalizada pelo eleitorado. É da Crise dirão uns tantos encolhendo os ombros, esquecendo o terramoto que foi o Maio de 68, ou, a não tão antiga assim, derrocada dos partidos italianos nascidos ou ressurgidos com o fim do Fascismo e da II Guerra Mundial. Que, no caso italiano, deram origem ao “fenómeno” Berlusconi. O meu amigo da Direita Atenta, como acima lhe chamo, diz que tem de almoçar comigo provavelmente porque não concordou com o rumo do meu texto. Por ele mas não só passo a explicar mais uma vez. Se não me engano, em França, um secretário geral do PCF dizia, nos princípios dos anos 60, antes de Maio 68, que a Direita e o PS eram Blanc Bonnet, Bonnet Blanc, (se não me engano na frase e na forma de a escrever…), isto é, em ditado popular português, farinha do mesmo saco, e, por anos a fio, em França, o resultado foram governações à Direita, alguma até com bons resultados, por consequência dessa especial Direita Republicana que é uma parte da Direita Francesa! A dita “revolução” passou ao lado do PCF e de quase toda a Esquerda Francesa, com o Maio 68 a ser liderado por estudantes como Daniel Cohen Bendit e a dar origem a uma revolução de valores, de costumes, de vivências que se expandiu por todo mundo, sem que tivesse havido uma, a tal, “revolução política e social” e com o PCF, ( e o PCP também, note-se) a verberar, ao lado dos países comunistas, contra o esquerdismo do Maio 68. Aliás, em 1989, 21 anos depois, o Bloco Comunista caia de podre, rendia-se ao “capitalismo” dando origem, nos países desse antigo Bloco, a anos de um selvático capitalismo, sem comparação em qualquer outro ocidental país e à derrocada eleitoral, por toda a Europa dos partidos comunistas em geral pró soviéticos ou não. Hoje, a República Popular da China, um dos últimos esteios do comunismo, em fase mais original diga-se, passa por uma nova fase, sendo no entanto importante o facto dos seus leaderes terem começado a aceitar o quão essencial são os Direitos Humanos e o como este país tem de os integrar urgentemente, para além de ter integrado já o capitalismo na sua versão mais selvagem, tal qual o fez já Cuba! O que se vive hoje é Portugal é esta ideia ridícula de que a minha Esquerda é melhor que a tua, e que tirando eu todos os outros são farinha do mesmo saco, pelo que, por isso, não há consenso possível entre o que acima o meu amigo chama de “Esquerda emocional” e as múltiplas e “científicas” Esquerdas de cada um de nós. O Presidente da República actual entretanto, soube sobreviver à crise que à Direita se gerou em consequência da legislação sobre a IVG e o casamento entre pessoas do mesmo género, o que releva uma vantagem que a Direita hoje tem sobre a Esquerda, ao reconhecer ter de estar ao Centro Direita, e não à direita da Direita, para concentrar votos. Ah, dirão alguns, mas este governo é o governo do desemprego, da redução das prestações sociais, da redução dos salários na FP, da redução da Distribuição dos Rendimentos, e por tal nada a fazer, nada de votar do que venha dele, ou por ele seja apoiado, pois não é um governo de Esquerda. E vai daí não se vota em Manuel Alegre, farinha do mesmo saco que seria. Ah e dirão outros, claro que onde estiver o PCP e o BE, (ou um dos dois que seja), eu não estarei, pois aí estão os radicalismos, os sectarismos de Esquerda que a nada conduzem, e, por tal, nada de votar em Manuel Alegre. No meio ficarão uns tantos, como eu, que dirão – estive na Fonte Luminosa com Mário Soares, (e Manuel Alegre já agora), estive no comício pela Liberdade Sindical, com Mário Soares, estive a apoiar o Governo de Bloco Central no meio de uma FMista crise - e, no meu caso, só entrei para o PS em 1984. Note-se, em plena crise FMista… Mas também apoiei, claro, algumas lutas lideradas pelo PCP, e votei em listas locais com o PCP, sendo que numa delas participei enquanto eleito local, sem qualquer trauma. E, claro, para mim há ainda o caso Angolano, onde me posicionei militantemente anti-soviético, da UNITA, onde fui e com honra dirigente indigitado por Jonas Savimbi, o que me permite estar de fora deste regime, em tudo, do passado ao presente, e que hoje domina Angola e entrava o Desenvolvimento Sustentável…tendo-me, sempre mantido à Esquerda. Porque sei assumidamente que a minha Esquerda não é a do PCP, ou a da UDP/PSR/BE, o que não me impede de procurar, sempre que possível, os consensos para uma vitória da Esquerda, tal qual a Direita busca os seus consensos para as suas vitórias, estive com Manuel Alegre. Por isso saudei e divulguei o como Dilma ganhou as Presidenciais no Brasil, procurando nela ânimo para que Manuel Alegre fosse vencedor, pois no Brasil já se aprendeu que se a minha Esquerda é melhor que a tua, a nossa Esquerda, junta, é melhor e mais eficaz que a Direita, ( na nossa opinião de Pessoas de Esquerda). E, para iniciar o debate em outro contexto, assumo o que escrevi já múltiplas vezes, não sou particular defensor da economia estatizada, não sou defensor do Ensino Público, estatizado, que é o que sucede em Portugal, pois sou autogestionário, cooperativista, defensor da intervenção dos cidadãos na economia, na política e no social como único meio de Mudar a Sociedade. As estatizações são uma forma especifica de capitalismo, que pode até ser bem mais selvagem que o capitalismo privado, (os Angolanos que o digam), e se são úteis, por razões de gestão e de racionalização da economia e das sociedades, nada mudam nem nunca nada mudarão. Enfim, é a minha Esquerda, que, garanto-vos, não me preocupa nada o procurar saber se é melhor ou pior que a tua, pois não existe por alternativa à tua. É somente a minha, e é ela que me permite, até, entender as Esquerdas, das emocionais às múltiplas “científicas” e, claro, procurar consensar o que puder ser consensado e assim ajudar a ganhar eleições, mesmo que quem ganhe seja de outra das muitas Esquerdas que não a minha.
publicado por JoffreJustino às 14:54
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Há que Reflectir À Esquerda!

Como está, perante estas eleições, visível, não há Esquerda em Portugal que seja ganhadora, sem o PS no seu conjunto. Porque penso que todos perceberam já que o Partido Socialista não é, nunca foi, um partido monolítico. Com a derrota de Manuel Alegre perdeu-se a oportunidade de vermos a Presidência ser conduzida com a Cultura na cimeira da política. A Esquerda perdeu com ele essa oportunidade, e pode acontecer que a acontecer a referida oportunidade seja feita à Direita. E não brinquemos. A Cultura não e só Manuel Oliveira ou Saramago, ou ... A Cultura está na economia, com a oportunidade que fornece, por exemplo no Turismo, de acrescentarmos ao tradicional fraco; ( face a concorrência internacional), sol e praia pois Portugal é o pais mais antigo da Europa e o fomentador principal da 1.a globalização. O que lhe imputa uma forte componente cultural que vemos ser delapidada todos os dias, ( aqui em Lisboa, por exemplo, ao olharmos para a Baixa Pombalina, abandonada, servindo somente de meio de poupança a prazo, de uns tantos Bancos e Seguradoras, e, claro, também, de pura especulação imobiliária…), sem que ninguém, realmente se importe com tal. É uma fortuna que se esvai todos os dias, só ali, na Baixa Pombalina, uma fortuna que equivale a todos os jogos de casino, de Las Vegas, de um ano inteiro. A Cultura está, também, na economia e na política, dadas as planetárias relações de Portugal com o resto do mundo, fautor que foi de mais 7 países não esquecendo o papel de Macau, ou de Goa, para não falar das Comunidades Portugueses existentes e mal tratadas pelo mundo fora, como vimos acontecer na Tunísia. E Manuel Alegre poderia ter sido esse Presidente da República…. Mas, pode acontecer, com estas eleições, dadas as características da anterior Presidência, que fiquemos mais uma vez presos a conceitos economicistas, dominados ainda por cima por uma economia centrada nos mecanismos financeiros, e nas lógicas do PIB em vez de ligados às do índice de Desenvolvimento Humano, e continuemos a não pensar nas Pessoas. Dai que me tenha preocupado em estar na Campanha de Manuel Alegre levantando um tema político e económico, mas também com impacto social e cultural como é a Regulamentação Internacional das Agencias de Notação, Campanha que terá de continuar. No entanto, a par com essa campanha, preocupar me ei em alimentar um essencial debate para este País e para a CPLP - o da necessidade de uma reformulação da Esquerda Portugal e na CPLP. Analisemos por isso antes do mais os resultados eleitorais destas Presidenciais. A derrota de Manuel Alegre, ao contrário do que ele corajosamente assumiu, é da responsabilidade de toda a Esquerda, PS, PCP e BE. As varias tendências na Esquerda, a começar pelas que convivem no PS, não quiseram consensar-se em volta de uma candidatura e, no PS, em algumas das suas tendências, mas também no PCP, o não empenhamento em volta de Manuel Alegre foi por demais evidente São pois responsáveis pelo absentismo, que desta vez foi visivelmente significativo à Esquerda, o que levou à vitória da Direita, de Cavaco Silva, ainda que com o menor nº de votos de sempre em todas as eleições presidenciais havidas. Pois essas tendências à Esquerda, não souberam responder à inteligente forma como foi conduzida a candidatura de Cavaco Silva. Nem souberam criar uma élan motivador para o eleitorado em Portugal. E note-se que, aliás se Cavaco Silva não “correu” contra outro candidato de Direita, “correu” contra o apelo à abstenção feito pela Opus Dei, ou no mínimo parte dela. No PS, houve ainda quem tenha optado por apoiar uma candidatura não republicana, a de F. Nobre, o que sendo do seu evidente direito, foi um crasso erro. Do PS nasceu, mais ainda uma candidatura regionalista, por isso saudável, mas fraca porque isolada, a de Defensor de Moura o que também foi um erro. Sem grande impacto aparente, mas um erro. O PCP, ao apresentar se autonomamente, um evidente direito que lhe assiste, veio, inutilmente, mostrar a sua actual fragilidade eleitoral , com a menor votação de sempre do PCP, e o fraco impacto social de alguns dos seus principais dirigentes e interventores sociais, o que foi absolutamente desnecessário. O BE fez um esforço pela unidade, o que é louvável e merece nota altamente positiva, mas continuou a misturar, no seu discurso, o parlamentar por exemplo, durante o período de Campanha eleitoral, os seus ódios pessoais ao PS, sem procurar aceitar a diversidade essencial na Esquerda, a diferença que torna rica a Esquerda, o que fragilizou a sua boa intenção e a virtude da absolutamente necessária unidade da Esquerda. Mas vale recordar aqui uma candidatura de Esquerda, pelo seu posicionamento, a de Jose Manuel Coelho que, sendo da Madeira, na mesma Madeira ficou num mais que honroso 2.o lugar e com uma espectacular votação, capaz de derrotar de vez o Alberto João dos jardins e mais…. A sua candidatura, e a de Defensor de Moura, são também a mostra de que há Esquerda para além da Esquerda partidária e formal, ( de certa forma pode-se dizer o mesmo da candidatura não republicana de Nobre, levantando ela, de novo, a hipótese de haver uma Esquerda não republicana com quem urge conviver), sobre a qual há que reflectir atentamente. Esta Esquerda para além da partidária, em parte essencial, diga-se, nem se reviu em nenhum candidato dos presentes, nem assumiu, militantemente, nos que se reviram nos candidatos, esse apoio. O que não é positivo e urge reflectir sobre tal também, já que uma parte dominante dessa Esquerda é composta por Jovens que se encontram desinteressados, de todo, do actual leque partidário. E estamos a ver que, à Esquerda, a percentagem dos descontentes face a todo o leque partidário da Esquerda, é cada vez maior, mostrando que as campanhas feitas na Esquerda de destruição da Imagem desta ou daquela personalidade, afecta toda a Esquerda e não somente essa mesma personalidade, ou o seu Partido. O que torna essas campanhas absolutamente inúteis. Pois se há que combater os erros, as manipulações, e as corrupções, há que saber fazê-lo, não procurando impor generalizações que destroier toda a Esquerda e os próprios que as generalizam! Mas regressando ao essencial, é natural a existência de uma Esquerda que se interessa mais por motivações sócio políticas, por campanhas e actividades concretas que pela política institucional. Portugal é que ainda não se habituou a tal, consequência do Fascismo lamento ter de o recordar pois deveria ser já desnecessário, desde o desaparecimento dos movimentos anarquistas. Ela existe, relevo, em e fora de Portugal. Aliás, sendo eu um partidário, sempre me assumi como tal, ( e não me envergonho de o ser, diga-se), sinto me mais motivado em momentos de intervenção social, que em momentos de carácter partidário, para além de campanhas eleitorais, partidárias, ou presidenciais, onde intervenho sempre, ( muitas vezes ao lado, mas activamente) e claro na minha actividade Local. Esta Esquerda, é usualmente esquecida, quando não marginalizada, mas desta vez ela mostrou uma parte do seu peso nos votos e nas abstenções. Mostrando que tem de passar a ser mais ouvida pela restante Esquerda, um pouco como Mário Soares soube ir fazendo, recordo-me bem. Pois hoje ela tem sido posta de parte, enquanto que tal não sucede aos interventores sociais católicos, tão financeiramente apoiados, tão politicamente bajulados, tão desnecessariamente postos nas comunicações sociais, até pela Esquerda institucional. Enfim, urge mais e mais Debate na Esquerda, em Portugal e na CPLP!
publicado por JoffreJustino às 11:38
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Um Acto de Simples Má Educação ou a Má Educação na Política ?

A ma educação na política é uma característica dos totalitários, arrogantes, violentos, e cobardes que são. É por isso que se escondem numa sistemática má educação, por via de uma ridícula arrogância face aos Outros. Cito um exemplo de um fascista reconhecido, um senhor Evonio, que tudo fez para boicotar o jantar pela Regulamentação Internacional das Agencias de Notação e de Apoio a Manuel Alegre, e tendo-o conseguido, pressionando o presidente da Casa das Beiras, ambos, arrogantemente, nem avisaram do boicote quem coitado, da Casa das Beiras como eles, preparava a refeição, fazendo-lhe o perder todo o dinheiro da mesma, porque nem coragem tiveram para o avisar do boicote, político que impuseram. É a má educação do tipo fascista a funcionar, que, no ódio que tem a Manuel Alegre, tudo andou a fazer nesta Campanha, para o destruir. Utilizando todo o tipo de mentirolas e de insultos, que espalharam pela internet, sem nunca darem a cara diga-se… Mas há também a má educação pura e simples, que a é sempre, esteja ou não aplicada à política…. No caso que relato foi aplicada à política. Eram três meninas, do tipo da jornalistazinha bonitinha para adereço, muito utilizadas nesta “moderna” comunicação social que usa e abusa de personagens à “carlos castro”, (pobre dele também), masculinas, femininas, de todo o tipo de opção sexual. Visivelmente, naquele momento, a sua função, (também visivelmente encomendada), era irritar a Ministra do Trabalho, insistindo com uma absurda questão sobre os funcionários públicos. Pacientemente a Ministra explicou, uma, duas, três vezes, que o assunto não era com ela, mas as ditas meninas, feitas jornalistas à pressa, (tal qual a carta de condução saída na “farinha amparo”), em quase histeria, insistiam até que, enfadada, a ministra se afastou. Trata se de outro tipo de ma educação. Que, espantosamente, um dito editor, de uma, (ou mais?), da(s) TV’s, passa para o ar…. É a má educação do subserviente, do jagunço ao serviço do "sinhô córóneu", que sorri, babado, a seguir á asneirola, à espera do merecido docinho, rabo a abanar…. Vimo-lo em tantas das boas novelas brasileiras. É a comunicação social “à Berlusconi” que temos. É ao que chegou esta Democracia que, se permite que se diga que tem de haver nas Presidenciais uma vitória à primeira volta, dados os custos, (?pobre Democracia…), e que ao lado vendo a Irlanda a arrancar, à Direita, (claro, tinha de ser), para eleições antecipadas, ( o que é do seu direito…), não se questiona como tal é possível numa destruída Irlanda, e já não é num combativo Portugal… Questionando claro o candidato…Cavaco Silva. Daí, sem dúvida, o silencio e o incomodo no relatar a declaração deste candidato. Malandrices à Direita que esta comunicação social sempre perdoa, de Direita que é…. Enfim, o voto das e dos Cidadãos, dirá do final desta crise.
publicado por JoffreJustino às 11:14
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Fotografar Paisagens ou Pessoas?

Eduardo Gageiro conta nos, numa entrevista, que a PIDE lhe terá dito para fotografar as paisagens e não as Pessoas e esta sua memória levou me de imediato à comparação abaixo que orienta este texto. Comparação, aliás, usual nos livros de economia - os orçamentos e as contas são meras fotografias da economia e não A Economia. Os orçamentos e as contas são os edifícios das fabricas e escritórios, são as maquinarias os veículos os tapetes das estradas. São ainda os Software as frutas as carnes os peixes as plantas. Mas tudo isso não é a Economia. É somente uma parte, menor, da Economia. A Economia são as Pessoas e as suas relações com todo esse conjunto de elementos e que são um beneficio para as Pessoas. Sendo que o cerne da Economia são mesmo as Pessoas, facto crescentemente assumido por todos os manuais de economia. E, nesse contexto das relações entre as Pessoas, surge a moeda, enquanto unidade de conta e elemento facilitador da troca. Hoje, largos milhares de anos depois da primeira troca, a moeda acrescentou algo a si mesma e passou a ser também mais um bem para o negocio, o que não deixa de ser natural, dadas a enorme multiplicidade de relações que entretanto se geraram entre Estados, instituições, empresas/banca e Pessoas. Nesse circuito, enorme circuito, enfim o sangue da Economia, a moeda reforçou o seu papel e tal foi visto como mais uma oportunidade de negócio para uns tantos, os com capacidade, em recursos financeiros, para tal. O estranho é que a moeda, entretanto, em especial desde o inicio dos anos internetianos, passou a sobrepor-se a toda a restante economia, dada a facilidade com que passou a poder circular por todo o Planeta por via desta sociedade informatizada, enquanto moeda electrónica que passou a ser. Mais ainda, as moedas, instrumento de poder que sempre foram, mas bem transaccionável que passou a ser, também, foi transferindo o seu poder, dos Estados para aqueles que com ela beneficiam, os especuladores financeiros e os seus capatazes, as Agencias de Notação. Os Estados entretanto porque cresceram em n.º foram-se fragilizando, à medida que a Economia se foi globalizando e, com a Globalização, matando fronteiras. Desta forma os conflitos inter moedas tendeu a deixar de ser um conflito inter Estados para passar a ser uma sequência de conflitos inter especuladores no seio de um mercado, “os mercados financeiros”. Que se definem como “os mercados”, generalização abusiva mas hoje assumida um pouco por toda a parte. Sendo certo que por entre os mercados se movimentam os Estados as bancas os especuladores individuais e agora esta inovação não tão antiga assim e enquanto " consultores" - as agencias de notação. Que, ninguém controla e existem, teoricamente, para auxiliar a transparência neste negocio. Mas que, na verdade, sem regulação como andam, sem nada que as orientem, não se têm mostrado mais que ser factor de instabilidade na economia Global, pelas mãos de especuladores sem critério . Na verdade, as Agências de Notação, mostram- se como sendo o fotografo que embeleza a paisagem, só se preocupando com o pedido pelo cliente/patrão. Sendo que o cliente nunca são as Pessoas, a economia enfim, mas os especuladores financeiros. Dai o estarmos a assistir sem protesto à destruição de um dos berços da civilização ocidental, a Grécia, assim como à tentativa de destruição de dois dos berços da primeira globalização, Portugal e a Espanha, na mais total da impunidade. Como se as Pessoas e a sua História não contassem. Porque a economia será sem duvida para estas Agencias de notação, mais o valor da cocaína que o peso histórico de Sócrates, Aristóteles, de Vasco da Gama, Luís de Camões, ou Cervantes. Podemos continuar esta via, de total impunidade das Agencias de notação, e, contra elas, fazendo muitas e muito violentas manifestações locais, contra os ricos e a crise. É a via tradicional. Que já se enganou, ainda que respeitavelmente, tantas vezes quanto se enganaram, irresponsavelmente, as ditas agencias de notação. Como podemos seguir uma outra via - a de exigirmos às instâncias internacionais, como a ONU, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, que vivem dos nossos impostos, a Regulamentação Internacional das Agencias de Notação. Regulamentação que as obrigue a pensar a economia mais no contexto do Índice de Desenvolvimento Humano, que no contexto dos PIB's, mais no contexto da Qualidade e da Responsabilidade Social, que do Lucro imediato. Por isso a Petição que alguns Cidadãos estão a preparar, surgida também, claro, num contexto político, pois não há nem política nem economia sem economia e sem política… Na verdade, há que Regulamentar Internacionalmente as Agencias de notação, por forma a dar credibilidade ao Mercado, hoje selvático, financeiro. (Uma Nota Final – a Crise Mundial tem vindo a afectar, de formas diferentes, todos os países, e a Tunísia é um dos afectados, ao ponto de um golpe de estado ter posto ponto final a uma ditadura. Conheci a Tunísia e adorei este país tendo conhecido a sua lenta mas apesar de tudo, evolução. A ver vamos se esta golpe de estado evolui para uma Democracia, ou para uma ditadura islâmica…mas, na verdade, a Tunísia é mais um exemplo do resultado de ver a economia pelos orçamentos e contas e não pelas Pessoas!) Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 19:04
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Teodora Cardoso, Porque não Demitir-se?

"É mais fácil se tivermos um apoio externo, desde logo porque isso permite que o ajustamento não seja tão abrupto. Mas feito sozinho, para os mercados acreditarem nele, teria que ser brutal", disse Teodora Cardoso” In, Negócios Online Cara Senhora, Diz a comunicação social, por exemplo a que acima cito, que a senhora é Administradora do Banco de Portugal, mais concretamente, ao que parece, Vice presidente do mesmo. Ora ser administradora do Banco de Portugal é ter um cargo político, pago com os nossos Impostos. Para servir, portanto, Portugal e a sua Comunidade, a portuguesa, de raiz, ou a nela residente. Ora não se pode dizer que a senhora tenha servido. A senhora, em cima dos acontecimentos que foram denominados de dramáticos, ( de decisivos segundo o Publico, por exemplo…), assumiu que os mercados iriam penalizar Portugal, e que o país deveria rebaixar-se e assumir submissamente o poder dos meios financeiros, o dos especuladores e, também, concretamente, do FMI. Ao fazê-lo, antes da colocação nos mercados da divida portuguesa, a senhora teve um discurso que auxiliou, tão somente, quem, nos “mercados”, queria empurrar Portugal para a “segunda divisão” , quiçá a terceira divisão, dos países da União Europeia. A senhora, clamorosamente, errou! E o seu erro foi gravíssimo pois o seu discurso pode até ser acusado de penalizar a posição de Portugal nos “mercados” até dado o cargo, “político”, de grande responsabilidade, que assume. E é possível, é absolutamente plausível, dizer que se Portugal terá de pagar 6,73% nos juros, o que até é baixo perante as expectativas que nos empurravam para o FMI, (as suas concretamente), se deve em parte ao tipo de discursos negativistas como o seu. Porque, com outra motivação, com outro discurso, (dos políticos da oposição em geral), Portugal teria outra imagem no Mundo, financeiro ou não financeiro! E, na verdade, serei eu, seremos nós todos, que teremos de pagar este seu gravíssimo erro! Ora perante a gravidade do seu discurso, favorecedor de todo o negativismo perante uma circunstância, a económica, onde o factor motivacional é central, a senhora deveria ser coerente consigo própria E demitir-se do cargo, político, que tem! Porque está a funcionar a contravapor em relação a todos nós. Nós, que significamos os humildes cidadãos que queremos sim travar esta sangria, (que não vem de mercado nenhum, mas sim de simples especuladores), que queremos deixar de pagar os impostos que teremos de pagar dados os erros do género dos que, por exemplo em Viseu, mostram 12 rotundas numa estradita, que os euros da União Europeia - e os nossos impostos - tiveram de pagar, (multiplicados por tantos, tantos, tantos, outros, do consulado do actual candidato Cavaco Silva . Demita-se cara senhora, porque a sua demissão seria um essencial sinal para os mercados, pois mostraria, que em Portugal quem erra clamorosamente, assume o erro e demite-se! Conto consigo, com a sua honra, com a sua dignidade. Demita-se pois! (Uma nota final – eu ainda me lembro do que tivemos de sofrer em 1983/84 quando tivemos de aturar o FMI… e, convém recordar que trabalhava à época numa Federação Sindical , a FETESE, da área da UGT, que negociava praticamente todos os contratos colectivos de trabalho do País, pelo que sei bem como doeu, o que na altura foi necessário fazer-se )
publicado por JoffreJustino às 17:26
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Pensar o Futuro Com o Passado Como Referencia! Entre Afonso Ribeiro e as Agências de Notação!...Porque a Política É, Como a Cultura, Também, Cada Vez Mais Global, Mesmo Quando Local!

Tive o prazer, convidado pelo meu cunhado, também moimetense, de assistir, nesta última sexta feira, a uma singela mas bem bonita homenagem a Afonso Ribeiro, intelectual neo-realista e um dos renomados moimetenses. Sem grandes dispêndios nem luxos, mas com dignidade e honra, um Presidente de Câmara, socialista, homenageou um filho da terra, um resistente anti fascista, que como muitos outros resistentes, acabou por viver anos a fio em uma das muitas parcelas do Império, no caso Moçambique, por forma a não se sentir tão permanentemente abafado por um totalitário e incompetente regime como o do salazarento Salazar. Não me compete entrar num debate sobre o neo-realismo nem o vou, aqui fazer. Uso este exemplo somente para relevar os anos de Resistência, 48, que muitos antifascistas tiveram de viver, até ao retorno da Liberdade, com o 25 de Abril de 1974. O neo-realismo nasceu por entre um/esse combate intelectual, de denuncia de uma efectiva miséria, que afectava bem mais que 90% da população, portuguesa e do império, para quem não havia nem escolas, nem habitação condigna, nem água canalizada, nem luz eléctrica, nem hospitais, nem médicos, nem segurança social, etc., e Afonso Ribeiro, moimetense, foi capaz de o relatar, denunciar, nas suas obras, como relatou, denunciou, a exploração colonial fascista em Moçambique. Na época em que surgiu o neo-realismo, no que diz respeito aos seus percursores, ainda Portugal “lambia as feridas” do golpe de estado de 28 de Maio de 1926, nascido na ingénua ideia de emendar os erros da Democracia frágil de então com as virtudes de uma temporária Ditadura, e da Crise, Mundial, de 1929, a crise que mais se aproxima àquela que hoje vivemos desde 2008. Mas, note-se, aproximar-se, nas consequências sociais e económicas, não significa identificar-se com o hoje vivido… Re-citando Edgar Morin, “A carência do pensamento por toda a parte ensinado, que separa e compartimenta os saberes sem conseguir reuni-los para confrontar os problemas globais e fundamentais, faz-se sentir mais que em qualquer outra área, na política”, e nós temo-lo visto nos últimos tempos em Portugal de forma diria dramática. Assim, o actual presidente da República e de novo candidato, Cavaco Silva, ele próprio economista, (e direi até, de referencia académica, à Direita, mas de referencia), perante a crise em que vivemos, tem-se limitado a dizer, silenciemo-nos e deixemos os que mandam, todos não-portugueses claro, mandar e fazer, enfim, não toquemos nas agencias de notação, não falemos da especulação financeira que hoje corrói Portugal, a Europa e o Mundo. Eis uma forma de ver a política e a economia, departamentalizando ambas, e pior, neutralizando a intervenção dos Cidadãos, em ambas as áreas! Esta crise de pensamento, e de posicionamentos, leva Edgar Morin a dizer que “A marcha para os desastres vai acentuar-se no decénio que vem. À cegueira do homo sapiens, cuja racionalidade falha em complexidade, junta-se a cegueira do homo demens possuído pelos seus furores e ódios”! Ainda que eu encontre alguma novidade, alguma criatividade, em políticas como as que o Brasil conseguiu recriar com Lula e ao que tudo indica com Dilma, onde a Esquerda não se confina a si própria, diabolizando-se ainda por cima entre si, como se vê em Portugal, mas, pelo contrário, estabelece pontes de governabilidade, e eleitorais, que vão de Collor de Mello, ( o Pedro Santana Lopes brasileiro), ao Partido Comunista do Brasil, em nome do desenvolvimento para o país. Aqui, dramaticamente, a Esquerda não PS e todo o leque sociopolítico que vai do Centro Direita à Direita ultra conservadora, une-se para esfregar as mãos de contente, quando Portugal é alvo de mais um ataque das agencias de notação e dos especuladores financeiros e bate palmas à Direita alemã e francesa que, claro, em nome de “uma ajudinha” ao “irmão” liberal Cavaco Silva, aproveita para fragilizar e acirrar mais ainda o conflito Sul/Norte dentro da União Europeia. E assim, se vai, devagarinho, reconhecendo a “inevitabilidade” do FMI em Portugal….tal como se aceitou em 1926/32, a “inevitabilidade da Ditadura”! Não se apoiando na raiz unitarista do combate antifascista, (ao contrário do Brasil e do PT de Lula), não procurando o que une mas sim o que divide, arrisca-se a Esquerda portuguesa a entregar a vitória a um candidato do centro Direita, o professor Cavaco Silva, que vai ao ponto de escamotear, por via dos seus apoiantes na comunicação social, um “golpe de mão” de 190 000 euros por via uma nuvem de fumo de 1500 euros. Destruindo uma mais que essencial oportunidade, para uma unidade e uma reflexão à Esquerda e ao Centro, que é a candidatura de Manuel Alegre, à Esquerda, como diz Edgar Morin, estamos encerrados na cegueira do homo demens, por via dos nossos ódios de estimação. Hoje os exemplos Locais, como o que cito acima, do Município de Moimenta da Beira, que releva, política e culturalmente, um intelectual do passado, recolocando-o num pensamento presente, deveriam ser reflectidos também nas intervenções globais, no plano nacional e extranacional. Mas não é o que sucede infelizmente. Por ora, mas ainda vamos a tempo de emendar a mão! Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/ Nota: Vamos mesmo ter o Jantar Pela Regulamentação Internacional das Agências de Notação! Ele vai realizar-se no Restaurante Forno do Alfarrabista, no Beco dos Cavaleiros, ao Martim Moniz, (2º Beco à esquerda à rua dos Cavaleiros, bem ao pé da Capela da Senhora da Saúde!), um restaurante galego, bem curioso, como verão! Confirmem se vão querer estar presentes!
publicado por JoffreJustino às 13:53
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Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Casa das Beiras, Av. Alm. Reis, 256, 1º, em Lisboa! Faz Valer A Tua Força! Dia 5 Janeiro De 2011, 4ª feira, Jantar Pela Regulamentação Internacional Das Agências De Notação!

Por favor, sem tretas, Todos nós queremos um Grandioso 2011 e sem Crises! Ou não? E é justo querê-lo! Mais, tal é possível, pois se as Instituições borregaram, resta-nos ainda a Cidadania! Restamos Nós! Assim, para termos Um Grandioso 2011Sejamos Cidadãos Participando Activamente na vida da “coisa pública”. Desta forma, cabe aos Cidadãos tomar a decisão de impor uma Regulamentação Internacional que ponha ordem no caos vivido na “coisa pública, provocado pelas actividades das Agencias de Notação. Queremos, ou não, que este Regulamentação permita que se faça, de 2011, um Ano Feliz, travando a especulação imposta pelas ditas agencias de notação que nos destroem ate o gosto de Viver? Não duvido que todos o queremos! Assim, Venham ao Jantar de 5 de Janeiro de 2011, (custo do Jantar, 10 euros!), se queremos um 2011 Feliz, também construído pelo nosso querer. Defendo que não aceitemos que nos destruam com desbragadas especulações, a coberto, ou não, das limitações e dos erros financeiros dos Estados, das Organizações de múltiplo tipo, e de algumas das Pessoas. E se o queremos fazer, temos de o dizer frontalmente, nós Cidadãos, com o Direito que nos assiste de duvidar de "notadores" que mostraram mais querer especular e destruir moedas que defender boas governações. Por isso, este Jantar de Cidadãos, que têm por tradição serem Activos nos seus Direitos e Deveres, a 5 de Janeiro. Vamo nos encontrar, acentuo, numa Associacao com tradições Regionalistas, a Casa das Beiras, ali à Av. Almirante Reis 256, 1º, rua que homenageia um Republicano do 5 de Outubro de 1910. Neste Jantar homenagearemos também o único candidato que pôs o dedo na ferida que é a crise - Manuel Alegre. Mais uma vez porque vamos tratar de uma questão de Cidadania. Talvez não se lembrem mas as moedas são simples unidades de troca e são-no por consenso de Cidadãos mais que de Estados, ou de Instituições Internacionais. Chega pois de especulação e de desregulação pirata. É nosso Direito, mas também nosso Dever, afirmar a urgência de, internacionalmente, as Nações Unidas, a União Europeia, e Instituições como o Parlamento Europeu, eleitos pelos Europeus e Residentes, acelerarem esta Regulamentação. Mas também o FMI e o Banco Mundial devem agir com urgência para se regulamentar as actividades destas Agencias de Notação e das Bolsas Internacionais, no sentido de travar especulações que põem em causa os Direitos, políticos económicos e sociais, das Pessoas, caso queiram recuperar da péssima imagem que hoje têm! Façamos de 2011 um Ano Feliz travando a especulação imposta pelas Agencias de notação que nos destroem e participemos na imposição da Regulamentação Internacional das mesmas, já prometida em Junho de 2010 pela Comissão Europeia. Venham, pois, todos os que puderem, ao jantar de 5 de Janeiro! Por um 2011 Feliz e em nome de uma crescente necessidade, a da estabilização política económica e social das comunidades inter viventes nesta Globalização. Confirma a tua presença até amanhã pelas 13h pelo email abaixo! ( …e se não puderes vir, mas concordares com esta Iniciativa, envia um email afirmando o teu Apoio à mesma!)
publicado por JoffreJustino às 18:23
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