Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Nada a Fazer! Dizem os Pessimistas…(Não Pode Ser Verdade!) Que Viva, Por isso, O Barça…)

Meu caro Joffre, Os "media" constroem a realidade que lhes interessa, de facto. A semana passada acompanhei o meu filho a uma consulta a Carcavelos e, enquanto o aguardava, fui tomas um café. O dono da pastelaria, em conversa com clientes seus conhecidos, expressava veementemente a sua indignação contra os media, acusando-os de serem os principais responsáveis pelo medo que as pessoas estão a sentir e, consequentemente, responsáveis pelo agravamento da crise que se vive. Cabe-nos desconstruir as notícias. Abraço MCA In, email recebido de uma amiga É mentira que possa haver economia de mercado em lógica totalitária. Se não existe liberdade de expressão é impossível haver Liberdade de escolha para o Consumidor, é impossível haver Livre concorrência, é impossível Livre Produção de Bens e Serviços, pelo que é impossível haver economia de mercado, pois o mercado pressupõe a Livre Escolha. O fracasso da América Latina, com as suas ditaduras, sobretudo pós II Grande Guerra, as ditaduras asiáticas dos dias de hoje, que tendem a gerar periodicamente graves crises regionais e, por tal nesta crescente globalização, planetárias, e o clamoroso desastre africano, em consequência dos regimes totalitários que albergou de norte a sul de África, na África Negra ou na África branca, (mesmo que eles não gostem os “árabes” são brancos), estão aí para o provar. Se não existe Liberdade de Circulação de Bens, de Pessoas e de Capitais, não existe economia de mercado e as ditaduras tendem sempre a limitar estas três essenciais componentes da Liberdade na Economia. É evidente que quando existe Liberdade somente para a Circulação de Bens e ou de Capitais, e ou de Pessoas, algo irá certamente funcionar mal. Como está hoje tudo a funcionar mal. No entanto há que recordar alguns pessimismos, sobretudo no que concerne à Liberdade de Circulação das Pessoas. Dizem alguns dos do antanho que a Livre Circulação da Pessoas significaria a entrada a jorros de Pessoas dos países Mais Pobres que, inundando o mercado de trabalho, o subverteria, irremediavelmente. Erro. Pois haver Liberdade é haver Liberdade em ambas as componentes de um negócio, não podendo haver Liberdade de um lado e falta de Liberdade do outro, para que haja efectivamente economia de mercado. Pelo que se houvesse Liberdade Política e Social, isto é Democracia, por todo o Planeta a Liberdade de Circulação de Pessoas, fluiria naturalmente, não havendo fluxos de Pessoas exagerados em um único sentido. Pelo que o erro não está na Livre Circulação, mas sim na subversão das regras da economia de mercado impostas pelas ditaduras politicas e sociais, sempre com repercussões no económico. Notemos ainda que as migrações, económicas, sociais, e politicas hoje significam um total de Circulação de Pessoas, nestes tempos de controlo da Circulação das Pessoas, inferior, a nível Planetário, se não me engano a 3% da População Mundial. O que é percentualmente ridículo, como o mostra o desenvolvimento do Turismo. O exemplo do Império português mostra o que resulta da proibição da Livre Circulação, acontecida em especial no período do salazarento Salazar – muitos baixos salários, muito baixa qualificação, economia adormecida, mercado fragilizado, no Centro do Império tal qual na periferia. E este adormecimento da economia aconteceu até à explosão, no Império e na periferia, resultante da imposição da Circulação das Pessoas, resultante da necessidade de movimentar cerca de um milhão de Jovens, pelo Império, em consequência da Guerra Colonial, que gerou um fortalecimento da economia, uma das mais elevadas melhorias salariais de sempre, a entrada da Mulher no mercado de trabalho, o surgimento de uma crescente Liberdade sindical, imposta pela luta sindical e a exponencial evidencia da necessidade da Democracia. Enfim a ditadura salazarenta não suportou a imposição da Liberdade da Circulação das Pessoas… E hoje é bem visível o que dá quando nos impõem a Livre Circulação de Capitais e de Bens e Serviços, sem Democracia e sem Livre Circulação de Pessoas. O que acontece é a subversão das regras de economia de mercado, com a área financeira a impor regras que o mercado não suporta, e com alguns países a imporem uma falsa Livre Circulação de Bens e Serviços baseados nos baixos salários, nas baixas qualificações, na falta de Qualidade. Quando a Esquerda negligencia estas regras simples da economia de mercado, fechando os olhos aos baixos salários da concorrência, fechando os olhos à inexistência da Qualidade, de vida, dos bens e serviços, sobretudo quando os mesmos vêm do exterior ao país mesmo se geradora de concorrência desleal na criação de Bens e Serviços, a Esquerda está a auxiliar a subversão das regras do jogo e a gestação de processos de sobre exploração absolutamente desnecessários. Ora, o que tem tendido a acontecer desde a criação da URSS, da economia de capitalismo de estado enfim, até hoje, é que uma parte essencial da Esquerda tende e gerar conflitualidade em uma parte do Planeta e a outra em outra parte do Planeta, enquanto que em outra parte do Planeta as complacências pelos “pobrezinhos”, alimentaram o vazio, na Liberdade Política e Social, com ditaduras inaceitáveis, pró ocidentais ou pró sovietistas, que implicaram os desastres que hoje estão patentes em especial em África, numa parte da América Latina e numa parte de Ásia. E hoje a RP da China surge, procurando substituir a URSS e o seu Bloco político, mas com uma bem mais significativa agressividade comercial e de gestão dos seus Recursos Humanos pela gestão da mais clamorosa e inaceitável miséria, (e Cuba também, mas enfim a sua pequenez leva a que ela nem conte para “o baralho”). Divertidamente, note-se, a tese da Livre Circulação de Bens e Serviços, aliás a par com a tese da Livre Circulação de Capitais, sem a Liberdade politica e sem a Livre Circulação de Pessoas em vez de beneficiar as “economias capitalistas”, de capitalismo privatista, tem beneficiado largamente precisamente a “economia capitalista”, de semi capitalismo de estado e semi capitalismo privado, a RP da China. Bastante mais do que tem beneficiado as economias de capitalismo privatista, hoje a braços com uma grave crise, em especial a Europa, por consequência desta subversão das regras da economia de mercado que, na verdade, ajudaram a alimentar! E as Esquerdas ou se entendem neste campo, impondo novas regras, que sejam planetárias, e onde a Liberdade politica e social seja dominante, para não dizer totalmente dominante, ou, se não se entenderem, tenderão, estas actuais Esquerdas, a desaparecer na voragem das ditaduras que por aí emergem em lume ainda brando…. No entanto, e tal é outro problema, compete também às Esquerdas, como se tem visto perante os silêncios das Direitas sobre estas matérias, para não dizer as submissões a interesses estritamente conjunturalistas, entender que não pode silenciar-se nas áreas ambientais e perante as actividades económicas de forte e negativo impacto ambiental. Nada dizendo sobre a exploração petrolífera, nada dizendo sobre a industria automóvel, por exemplo, que são há mais de 20 anos acusadas de não só não evoluírem tecnologicamente como, mais grave ainda, de bloquearem os caminhos da evolução. Alguns perante estas circunstancias, ouvimo-lo ontem na televisão, como o professor Medina Carreira, limitam-se ao super pessimista discurso do “nada a fazer” os “poderosos são eles” e eles “nada querem connosco, muito menos ouvir-nos”. E, claro, perante tal, submetamo-nos ponto final. Não. E tal como o “nacionalista” Barça derrotou o “imperialista” Real Madrid, ( o Mourinho que me perdoe, mas é assim), há mecanismos a dinamizar. Os mecanismos sindicais, os mecanismos sociais, o Parlamento Europeu, (onde em vez do dizer mal do país se deveria encontrar a fórmula do lutemos juntos), as múltiplas instâncias de representação europeias, das inter locais, e inter associativas, às institucionais, são espaços de intervenção essenciais. A economia, lamento afirmá-lo uma vez mais, não vive dos “técnicos”, vive das políticas, não vive dos “pessimismos”, vive dos optimismos, (mesmo os mais exagerados optimismos são melhores que os mais contidos pessimismos….) e, mais uma vez a expansão económica, louca, exageradamente optimista, dos anos sessenta do século passado e durante o findar do Império português, com resultados ainda para além do findar do mesmo Império, aos anos 1975, são de tal prova cabal. Não fora esse exagerado optimismo, que ultrapassou de longe as “sopas e cautelas” salazarentas, e a situação, em Portugal e no restante ex Império, seria hoje bem pior. Eis porque choramingar no ombro, seja de quem for, FMI ou não, e ser pessimista, negativo, cinzentão, só trará mais e mais desgraça. Por isso cito o textinho que uma amiga minha me enviou – quem, de forma alguma, beneficia com o medo que se quer implantar é Portugal são os Consumidores, os pequenos negócios. Quem beneficia são mesmo as tais grandes superfícies que à custa da economia paralela onde está nunca menos de 20% da sua actividade, (porque de facturas e recibos nada há a dizer deles), até podem mostrarem-se “bonzinhos” a auxiliarem os “Bancos Alimentares”…porque nós os que pagamos impostos é que pouco podemos. Consumamos português, em negócios portugueses, andemos pelo teatros e filmes em português, que assim auxiliaremos mais quem está mal. De facto basta ver como as novas “auto caixas” das grandes superfícies não geram, sequer, emprego! Pena é este silencio sindical. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:25
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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

A Globalização Uma Vez Mais!

“Email 1. Eu acho que os portugueses compram os produtos chineses porque não têm posses para comprar os produtos portugueses. Quanto ao apoio ás industrias Portuguesas não parece que haja pois quase todos os dias fecham as portas aí não se vê a ajuda do Governo PS. O parece é que estavam há espera que os chineses comprassem a dívida portuguesa, só que não aconteceu ainda e agora os chineses já negociaram com a Sra Merkel e pelos vistos já têm a porta aberta para a Europa e não precisa de comprar a dívida, ora a verdade é que nós eu e vocé e os outros é que continuamos iludidos com essas escumalhas da sociedade que nos exploram e ainda confiamos neles! Mas são eles que ganham aos montões e que levam os Euros para os offshores e nós ainda batemos palmas. Eu não.” “Email 2 Este seu email veio parar ao meu mail e por isso tenho a possibilidade de lhe responder e manifestar-lhe a minha opinião: !- Esta CGD está subordinada ao sistema bancário com qq banco; aquim em Portugal a CGD é portanto um banco mais. A título de comparação: Em Espanha .no País Basco, as Caixas são Municipais; geridas pelas Camaras pelos concejales das mesmas chamadas Ayuntamientos. Mas ao contrário da CGD em Portugal ali as cajas teem um funçao social muito importante : desde manterem bibliotecas e salas de exposição culturais permanentes, disponibilizar salas para todo o tipo de reuniões e de conferências sobre todos os temas polícos e sociais, o que representa o mais alargado serviço publico cultural a todos os munícipes, quer nas cidades como em todos os bairros limitrofes. sem que seja exigido qq cota ou qq pagamento!!! Isto no que respeita ao ambito e serviços da Caixa. O que só por si já dá vergonha se comparamos com a CGD! Quanto ao referente à questão da globalização: Basta referir que o assunto é político/económico subordinado ao sistema vigente, capitalista, cuja única relação com o social e seu único objetivo é criar e manter as condições que permitam a exploração dos povos com o maior rendimento possível. Se em alguns momentos possa parecer aos incautos algo parecido com a atenção social, tal é, tão somente, o meio perverso de levar convencer as pessoas crédulas a permanecerem obedientes na linha de produção; Ex: teem convencido os trabalhadores a continuar trabalhando com a promessa de, no final ter a reforma! já se viu que, essa reforma é suficiente apenas para sobreviver pobremente. Isto para os que não morrem antes! a isto eu, que tenho o costume, de chamar as coisas,não pelo nome que lhe é dado mas pelo nome que resulta da sua acção, classifico de NEO-ESCRAVATURA. Desafio que alguém me demonstre o contrário! Não lhe peço q se sinta na obrigação de me responder, salvo se tiver fé, em si mesmo, como para aceitar esclarecer estes pontos que refiro, ainda que não tenha esgotado tudo o que haveria a dizer acerca destes temas: Globalização e Economia. atentamente, e ao seu dispor, heitor da silva .” “Email 3 Bom mais uma vez trazes um tema interessante, mas demasiado longo. Logo num pacote de ideias e frases, só pegamos numas, eu pego na parte inicial, num ecran (pantalha) o 1º visivel. Sobre Globalização e o possível contra argumento "o argumento é “o que tenho a ver com o que se passa no Mundo? Interessa-me é o que se passa na minha terra!”. Mais uma vez coloca-se o 8, como oposto ao 80, e negando o 8, tenta-se apoiar o 80. É um vício de lógica retórico denunciado há milénios pelos Sábios e Filósofos, contra os demagógicos. As estruturas biológicas e vivas, e os seres humanos, seguem regras que são ecológicas. Não é tudo possível, a ciência procura justamente entender as regras da vida, e se bem que o ser humano dê sinais duma enorme vitalidade e capacidade de adaptação, mesmo assim podemos dizer que tem condições óptimas, que respeitam na mesma a sua base biológica, que desde a célula, é serem formas de vida limitadas por membranas ou fronteiras semi-permeáveis. Deixam entrar uma coisas á sua escolha e limitam a entrada a outras, deixam sair e promovem a saída do que é prejudicial e até fruto de sua actividade e procuram reter o que tem interesse. Ora esta regra que é válida para todas as céllulas é igualmente válida para o ser humano, que além disso, nasce e ganha sentido no seu ser social. Assim globalização em si não é o problema, desde que existe vida ela existe na Terra e portanto numa condição potencial global, a questão é a definição dos seus limites semi-permeáveis. A questão portanto é que definição dos limites de cada um e da sua comunidade. Logo também não só o local, a Autarquia absoluta fechada ao mundo, mas alguma autarquia semi-permeável, e se muitos de várias frentes em principio não correlacionadas valorizam a globalização, todos parece que seguem uma batuta de desvalorização do Local. Um facto evidente da revolução Industrial e da Industrialização Social que se segue, é a fragmentação do ser humano e de suas comunidades, quebrando laços vitais e de lealdade intra comunitários, colocando cada um isolado perante os interesses e manipulações globais, o egoismo e clientelismo que se segue são naturais na desumanização que se torna a só globalização, pois a leadade só se forma na vivência comunitária e familiar (aqui desde que com mais de 3 pessoas). Perante este quadro geral de fragmentação e destruição dos laços locais, comunitários e familiares, ou de sua desvalorização, parece-me que o discurso pela saúde das pessoas e das comunidades tem mesmo de ser revalorizar o local, alertar contra o seu abandono e graves consequências anímicas e de leadade e coesão social, dos que óbviamente seguem outras lealdades. Perante isto é natural um certo alheamento pela campanha brutal e mediática global (que nos interessa um acidente de autocarro nos antipodas, é de facto a informação global para esquecer ou omitir o local, criminoso!), temos de recentrar o nosso discurso no Local, mas tendo em atenção a campanha a secção global, e seguros que essa Globalização tem fortes defensores, não precisa de mais a nossa, o Local por outro lado só nos tem a nós para sua defesa. Saudações Eduardo” Tudo indica que o tema Globalização entusiasmou a minha lista de emails originando várias respostas que apresento na integra acima, por forma a continuar um debate que reputo de central em Portugal e na CPLP. Antes do mais porque o Espaço de Expressão Portuguesa resulta da Primeira Globalização efectiva, porque transcontinental, não sendo por acaso que o único Império que se reconheceu enquanto tal aceitando mudar a sua capital de um Continente para outro, por razões de perca de Território em um dos Continentes, o dominante, o Europeu, foi precisamente o português, que se mudou de armas e bagagens, levando praticamente a sua elite dominante para o Continente Americano, para o Rio de Janeiro, enfim. Infelizmente esta temática, a especificidade Imperial portuguesa, tem sido quase permanentemente negligenciada por Historiadores, por Economistas, por Sociólogos, e por Politólogos, gerando as mais desviantes leituras do mesmo Espaço e, claro, também, de Portugal. Por isso tenho insistido bastante em aconselhar o estudo da obra de Darcy Ribeiro, brasileiro, Antropólogo, Educador, Político de Esquerda, de uma Esquerda ainda não tomada pelos complexos imperiais oriundos da subordinação ideológica aos imperialismos anglófonos e sovietistas. As sociedades humanas têm algo que as distingue das restantes comunidades vivas que é o facto de evoluírem não somente no plano quantitativo, como sobretudo nos planos espirituais, filosóficos, sociológicos, políticos e económicos, no qualitativo enfim… É assim que a 1ª Globalização foi certamente a mais impactante de todas elas, pois não se limitou a resultar de inovações tecnológicas, ou de necessidades demográficas, ou de fugas comunitárias, ou de carências económicas, já que nenhum dos aspectos atrás foi dominante para o seu surgimento. De facto, baseada em um pouco de cada característica acima, a verdade é que a Primeira Globalização, em especial a sua vertente portuguesa, teve como elemento motor uma característica ideológica do Estado e da Corte portuguesa – o seu teocratismo, a sua subordinação espiritual a um objectivo de cariz religioso, a expansão cristã, resultante da influencia das Ordens Cruzadistas, em especial a Templária, no surgimento e na formação do reino português, assim como das suas elites. É tal que torna a estrutura social portuguesa bem especifica, nos planos étnicos, com uma mestiçagem bem antiga, éticos, com uma visão do Mundo alargada ao espaço do reino e com a aceitação de uma Missão, a Expansão cristã no Mundo e uma abertura intelectual que leva a elite do reino português a aceitar know-how e tecnologia estranha à ideologia. Mesmo no plano demográfico a variabilidade da aceitação, ou não, da mestiçagem como elemento de crescimento demográfico e de estabilização imperial vem relevar os momentos de maior ou menor subordinação da elite portuguesa aos poderes a si exteriores. Não é por acaso que Salazar sempre recusou a ideia de Império, vivendo sempre dividido entre as noções a Portugal estranhas de potência colonial e de potencia ultramarina, pois Salazar é evidentemente um resquício dos “Velhos do Restelo”, fechados na sua pequena aldeia e detestando a noção de Mundo. Por isso Salazar foi um opositor ferrenho à mestiçagem, usando-a somente no plano propagandístico, mas bloqueando o surgimento de elites negras e mestiças no Império, por as temer. Não também por acaso que os salazaristas de hoje são racistas, elitistas étnicos, seguindo as ideologias hitlerianas e mussolinianas, da “raça dominante”, bem ao arrepio da raiz imperial portuguesa tipo. Houve de facto várias Globalizações, sendo que as diferenças entre a Primeira e a actual são significativas e se centram no facto de a actual ser uma Globalização sem raiz ideológica, com um cariz estritamente economicista e de critica radical, por tal, bem fácil. Só que erram os que entendem que a Globalização é um fenómeno estritamente americano. Razões demográficas empurram a “comunista” RP da China, à expansão por via da conquista e ocupação de mercado e da obtenção de espaços para a colocação dos seus excedentes demográficos, fazendo desta potencia emergente um rival sério na exploração do homem pelo homem, aos EUA e às antigas potencias imperiais como a França, a Grã Bretanha, a Alemanha, a Espanha e o Japão e ás restantes potencias emergentes, como o Brasil. Razões financeiras empurram a antiga Potencia Maior, os EUA, por via da sustentabilidade dos interesses das suas elites, à busca da manutenção dos mercados ocupados, essencialmente economicamente ocupados, e à sistemática tentativa da manutenção da subordinação das potencias menores europeias ao seu espaço económico, monetário e financeiro. Razões económicas empurram as potencias emergentes, como o Brasil, por via da necessária sustentabilidade do seu potencial económico, à concorrência no plano global. Estarei com esta leitura a escamotear os aspectos da “exploração capitalista”, em fase imperialista, que as citações acima procuram relevar? Antes do mais convém esclarecer que o conceito de exploração marxista nunca foi um conceito moral, sendo sim um conceito do contexto da Teoria Económica Marxista enquanto que a noção de exploração dos Recursos Humanos, ou dos Trabalhadores, no contexto de uma economia capitalista, e ou de mercado, em consequência do aproveitamento do sobre lucro inerente aos baixos pagamentos salariais é uma noção moral, desenvolvida ao tempo da Revolução Industrial e da II Globalização pelas Igrejas Cristãs, a Católica envolvida, que inclusivamente incentiva a criação de Sindicatos e Movimentos Operários Católicos em variados países, Portugal, Império, incluído. Deparamo-nos pois com duas ordens de discussão, a do plano da Teoria Económica marxista e a do plano moral, sendo certo que a raiz do Comunismo, hoje visivelmente dominante na maioria dos partidos comunistas e dos partidos esquerdistas, como o PCP e o BE, não marxista, se situa na frase bíblica que nos diz que é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha que um rico chegar ao reino dos céus,…isto é nos aspectos morais da sobreexploração das Pessoas. E esta Globalização, ainda que tenha gerado melhorias em partes importantes do Planeta, no que diz respeito à distribuição do rendimento, à melhoria das condições de vida, à melhoria das prestações sociais, na saúde, na educação, na habitação, no apoio à infância e à velhice, não deixou de ser fortemente penalizadora para uma larga maioria das Pessoas, o que tem originado, com o evoluir do sentimento de Cidadania pelo Mundo, larga e saudável contestação. No entanto, e perante o exacerbar da utilização dos recursos naturais, até ao seu esgotamento, os impactos ambientais da poluição, a degradação dos recursos hídricos, o aquecimento global do planeta, o desaparecimento de cada vez maior numero de espécies vivas, hoje é cada vez mais importante que assumamos, todos nós seres humanos que a problemática Ambiental se tornou prioritária nas próprias relações humanas. Mesmo o combate à Fome e à Miséria não pode ser visto fora do contexto da necessidade da Preservação do Meio Ambiente e dos limites que esta preservação origina, a bem da Defesa do Futuro do Planeta e de todos os que nele vivem, Seres Humanos ou não. É evidentemente imoral que os grandes centros de distribuição aufiram lucros exponenciais baseados no controlo dos espaços comerciais, na gestão dos preços de aquisição, martelados ao mais baixo valor e que têm gerado um número significativo de falências industriais, em especial no campo das micro e PME, assim como na aquisição de bens nas partes do mundo onde a actividade económica se baseia na mais brutal exploração da Pessoa, (como sucede nos países menos desenvolvidos, mas também nas ditaduras comunistas como a RP da China, o Vietname, ou Cuba), e portanto a economia se baseia nos baixos salários para gerar muito baixos preços. Mas na verdade Marx diria, secamente, que tal sobrelucro nada tinha de capitalista e que o próprio capitalismo anularia esse tipo de “empresários”, destruidores da racionalidade capitalista, (que em Portugal como sabemos geram os Belmiro de Azevedo que inclusivamente nem factura/recibo são obrigados, pelo Estado, a apresentar ao Consumidor, gerando uma larga fatia dos mais de 20% de economia paralela que domina Portugal). Como nada tem de capitalista esta noção arcaica de ” morder a mão que nos ajudou”, dos deputados madeirenses, que fazendo parte do partido mais delapidador de Portugal, o PSD Madeira, se opõem à politica que eles impuseram, com o seu despesismo, de contenção em face da crise vivida. Portugal vive um tempo de adaptação acelerada ao modelo capitalista, ao mesmo tempo o industrial, que Salazar bloqueou significativamente, e pós industrial, que está relativamente bloqueado dadas as limitações portuguesas no que diz respeito à generalização do Conhecimento e do Saber, enquanto teve de se modernizar, adaptando-se ás características das economias e sociedades avançadas, que mais uma vez Salazar impedira de acontecer. Nesse contexto Portugal não conseguiu aproveitar as suas características Imperiais tendo, pelo contrário, visto o seu Espaço Imperial ser enquadrado no Espaço Imperial soviético, até à queda deste Império, 1989. Daí que a liderança do Espaço de Expressão Portuguesa seja área de rivalidade entre o Brasil, governado hoje à Esquerda, e Angola, governado desde 1992 à Direita, e não entre Portugal e o Brasil, não sendo, muito menos, ainda, infelizmente, Espaço de Consenso, ao contrario do que sucede no espaço do Antigo Império Britânico, hoje sob domínio dos EUA com o total beneplácito do Reino Unido. E, mais ainda, Portugal perante as suas fragilidades e as divisões quanto à Estratégia a desenvolver, por parte da elite, quer a politica quer a económica, pode arriscar-se a deixar de existir, no continente europeu, por integração da Península Ibérica, sendo que tal opção em nada resolverá os aspectos da sobre exploração ora vigentes. Sobreexploração que se verifica por via desta política de baixos salários, de actividades de pouca componente de knowhow e de tecnologia, por pura incompetência de parte substancial das elites, incapazes de gerir sequer o enorme património, material e imaterial que é a riqueza dominante portuguesa – a sua História, os seus 8 séculos, os seus 5 séculos imperiais. O Capitalismo, industrial e pós industrial soube crescer enquadrando as suas várias possíveis visões e contradições, que estiveram na raiz de duas Guerras Mundiais, e soube assim absorver o Planeta, enquanto que o Capitalismo de Estado, nascente no período da Revolução Industrial ainda, se mostrou incapaz, porque se recusou a aceitar as virtudes da diversidade e da concorrência, morreu antes de absorver as virtualidades tecnológicas do pós industrialismo, tendo estado curiosamente na origem de muitos dos seus aspectos, gerados com “corrida para o espaço”. Para os que entendiam o Capitalismo de Estado como algo radicalmente diverso, revolucionário, face ao Capitalismo de propriedade privada, é compreensível que o seu desaparecimento origine frustração, raiva mesmo, mas a experiencia Chinesa de um país dois sistemas, comunista e capitalista, que Cuba parece querer acompanhar com este despedimento em massa de 500 000 funcionários públicos, mostra que a via estatista não é a via da Mudança, do findar do Capitalismo como ele é hoje. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:28
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Sou Pela Globalização….Mas….Anulação Não!

Ao contrário de muitos amigos meus sou francamente a favor da Globalização, aliás até acho estranho que se possa combater algo irreversível….até porque já vamos na 3ª fase de Globalização das economias e das Sociedades neste nosso Planeta. No entanto, entendo que esta Globalização está a ser construída, (aliás como as restantes), ao arrepio dos Direitos e Deveres das e dos Cidadãos deste Planeta e ao arrepio da Protecção do Meio Ambiente, determinante para que o Planeta continue habitável para as futuras gerações. Por isso defendo desde os anos 80 do século XX que os combates mais importantes para a Esquerda são os Combates pelos Direitos Cívicos no Mundo e o Combate por um Ambiente que dê Futuro aos nossos Descendentes. De facto, os Combates pelos Direitos Cívicos permitem pôr a nu não só as Ditaduras do Mundo e promover a Democracia, e a Liberdade de Expressão e de Organização, como permitem denunciar a forma como essas Ditaduras e algumas minorias exploram, e impõem a Fome, e a Miséria a larguíssimas percentagens de Cidadãs e Cidadãos. Curiosamente, ultimamente, tenho voltado a receber emails onde o argumento é “o que tenho a ver com o que se passa no Mundo? Interessa-me é o que se passa na minha terra!”, como se fosse possível, nesta União Europeia cada vez mais integradora, neste Planeta cada vez mais integrador, nas economias e nas políticas, isolar a “nossa terra” do restante Planeta. Temos Desemprego, não só mas também, porque as Organizações tendem a optar por se sediarem nos locais onde o custo com a mão de obra é menor e é nas Ditaduras que é possível impor às e aos Cidadãos os muito baixos salários, (como vimos, na RP da China, isso significam, nas regiões ainda não industrializadas do país, 100 US dólares mês, pouco mais que 2 euros dia …sucedendo o mesmo, claro, na pouco democrática República de Angola), e as cargas semanais de trabalho acima, bem acima das 50 horas semana… Temos Desemprego também porque o confronto, nesta economia Global, entre os Produtos Europeus e os Asiáticos, em especial, feito na base do Preço, é sempre vantajoso para as economias asiáticas e, ainda, porque, em Portugal e na restante Europa, continuamos a comprar nas “lojas dos chineses” em vez de comprarmos português, de novo por causa do Preço mais que baixo, bem equivalente à mais que baixa qualidade desses chineses produtos… Daí a importância e o empenho do Governo em apoiar em tudo o que pode as Empresas Exportadoras, (base central aliás do nosso crescimento em 1,5%, acima da restante Europa…), e só me espanta que haja quem não queira entender esta política socialista como algo especialmente benéfica para todos nós que, assim, temos exportação suficiente para cobrir as importações que, muita por razões de mero luxo, fazemos. Temos Desemprego ainda porque o ambiente psicológico em volta da nossa economia é alimentado negativamente por jornalistas que tudo fazem para promover o mau, o crítico, o negativo e não o positivo. Ao contrário da Irlanda, onde tudo foi feito, em consenso nacional, para esconder a miséria financeira do pais, meses a fio, cá não há jornalista que não busque e rebusque, com sádica satisfação, uma estatística que seja, para o seu país, má! Ora tal ambiente conduz os empresários a acautelarem-se, reduzindo as contratações e aumentando o afastamento dos contratados a prazo, ou em condições incertas. Enfim, temos Desemprego porque não compramos português, temos Desemprego porque alimentamos a maledicência, temos Desemprego porque não há português que assuma, “que raio sou português, sou, com Orgulho, da Terra do Globalizador Camões e do Globalizador Fernando Pessoa!”, (e, notem, eu que escrevo assim, sou luso angolano e não português). Temos Desemprego porque lemos nos jornais que nos tratam como PIGS e não cuspimos na cara de quem escreve tal em jornais portugueses…. Enfim, eu sou pela Globalização, mas não pela Anulação! Sou Filho de um Império, Teocrático como definiu Darcy Ribeiro, o meu brasileiro guru, e não comercialão, (ainda que também comercialão), nem industrialista, e por o ser não me espanta esta Globalização – minha mãe e meu pai nasceram no Porto, zarparam jovens para Moçambique, levando já a minha irmã com eles, eu e o meu irmão nascemos em Nampula, Moçambique, cedo fomos para Angola, onde está o meu coração, por essas terras devo ter dado nunca menos que uma volta ao mundo, em quilómetros percorridos, e mais tarde, fuin conhecendo ainda mais Mundo, sem nunca me ter preocupado com o enriquecer….(o enriquecimento não é central na cultura de expressão portuguesa, lamento dizê-lo) Sou Filho do Império e por isso lutei, (e fui preso), pelas Independências de Angola, de Moçambique, de São Tomé e Principe, de Cabo Verde, da Guiné Bissau, de Timor Leste e amei as leituras brasileiras e a cultura que me chegava do Brasil, (que só conheci este ano). Mas sendo Filho do Império, por o ser aliás, não temo dizer, Comprem Português, Brasileiro, Angolano, Guineense, São Tomense, Cabo Verdeano, Timorense, antes de tudo o restante, antes de todos os outros Produtos de todos os outros países. Porque a Globalização não pode significar Anulação de Ninguém. Ora está a suceder que a Anulação está a surgir, por aí, há bons anos – a Língua portuguesa mal é escrita e falada na Comissão Europeia, nas Nações Unidas, nos meios diplomáticos internacionais, porque nos deixamos enredar em discursos “nacionalobalofos” à “miguelestevescardoso”, que agora é aproveitado para que nas Nações Unidas já haja quem fale no “em desaparecimento” português e na Língua Brasileira! A Anulação está a surgir, por aí, porque em Portugal a Cultura, escrita, falada, edificada, é desprezada, e porque sendo Portugal um “país turístico” tem empresários que continuam a achar que esse conceito, de “país turístico”, quer dizer de Sol e Praia e de “edificações arabizadas”, deixando cair por terra Castelos, Fortes, Monumentos em geral, das múltiplas culturas que por aqui estiveram, séculos a fio, entre árabes claro, judeus, cristãos, (Templários ou não, mas muito, muito Templários), entre indueuropeus, negros, índios, indianos, asiáticos, chineses ou não, … A Anulação está a surgir, por aí, quando não temos Oposição que, à Direita ou à Esquerda, capaz de dizer, Basta, temos séculos por detrás de nós, não é aceitável cair assim, só porque nos deixamos dividir….por alemães e por britânicos, ambos, agora, desejosos de pôr fim à União Europeia e, por isso, à moeda euro. A Anulação está a surgir, por aí, porque o partido do Governo, o meu partido, o PS, não reconhece com veemência que o problema não está na remodelação. Está sim na assunção, por todos, e pelo PS também, temporariamente que seja, da necessidade de um Governo de Salvação Nacional, que até Otelo Saraiva de Carvalho já defendeu! Por isso termino assim, Globalização Sim, Anulação Não! AJUDE!... Estima-se que se cada português consumir 100€ de produtos nacionais, mensal, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho. Ponham o mail a circular. Pode ser que acorde alguém. Dê preferência aos produtos de fabrico Português. Se não sabe quais são, verifique no código de barras. Todos os produtos produzidos em Portugal começam por 560 ........ E, Para Terminar, porque recebi de um Amigo, e porque, não sendo estatista sei que até nos EUA existem bancos do Estado… A Caixa, CGD, está ao serviço de PORTUGAL! A Caixa tem lucros que são ENTREGUES AO ESTADO e servem para o desenvolvimento do País! Com o esforço dos trabalhadores da Caixa é que é possível obter esses lucros, sendo que parte deles está a ser ENTERRADA no BPN, banco PRIVADO! Os trabalhadores da Caixa são BANCÁRIOS, sempre o foram e não podem ser discriminados face a outros colegas da Banca! Se pretendem igualdade de tratamento nos cortes salariais, então que o Estado determine uma taxa sobre TODOS os salários do País e que TODOS os Portugueses, incluindo os que trabalham em empresas privadas, PAGUEM também parte dos sacrifícios! A Caixa é uma empresa que tem obtido LUCROS e os vencimentos dos seus trabalhadores não pesam no Orçamento de Estado! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:35
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Da Republica Popular da China à Irlanda (Sobre a Greve Geral?)

Uma das fábricas, ( na Republica Popular da China) está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios.... estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a... Horas extraordinárias? Na China...? Esqueça !!! REFLITAM E COMECEM A COMPRAR - JÁ - OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVENCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA... E DE SEUS DESCENDENTES. (in Internet – um ensinamento brasileiro) Despedir 25 000 funcionários públicos, (7% dos funcionários públicos do país em causa), reduzir o Salário Mínimo Nacional, de 8,65 euros a hora para 7,65 euros, e cortes em 3 mil milhões de euros em apoios sociais, aumento do IVA. E o IRC a 12,5 %. Eis a Receita, para a Crise, do partido irlandês, irmão do PSD, ao que parece a solução desejada para Portugal pelo PCP, pelo BE, para além, claro, do CDS e do PSD…. Digo que é a solução desejada perante as posições assumidas por estes dois partidos políticos, da chamada Esquerda populista, de recusa a olhar de frente para a Crise em que o seu país vive. Na verdade, esta recusa da Esquerda populista em aceitar que o que o Governo do PS defende e projectou para este OE é uma solução outra, progressista, pois não despede, não reduz o Salário Mínimo Nacional, não foi brutal nos cortes feitos às prestações sociais, é a recusa que conduz, pelo desgaste, pelo desencanto que ontem referi, a uma vitoria eleitoral do PSD. Que gerará despedimentos na Administração Central e Local, reduções no Salário Mínimo Nacional, e cortes esses sim radicais, violentos, nas prestações sociais do Estado aos Mais Carenciados. Pensam eles, não todos certamente, mas muitos deles, que estas medidas radicais “revolucionará” os trabalhadores portugueses, colocando-os em estado emocional pré revolucionário, prontos para que, liderados pelos PCP e BE que defendem estas opções, assistamos a mais uma tomada de assalto da Assembleia da República, (algo que já vivemos ao tempo do PREC). Expliquei já mais de cem vezes que assistiremos a algo bem diferente. O PSD e o CDS, perante o fim cada vez mais previsível do euro, tenderão sim a serem varridos pelos populismos de Direita, já visíveis aquando da apresentação de uma proposta de revisão Constitucional e, com o argumento, já conhecido em Portugal, aos anos 1926, “eles” os “políticos” “são todos iguais e há que varrê-los”, para serem cavalgados por uma extrema direita que nunca deixou de existir que assumirá, ela, o Poder, em “Ditadura Salvadora” como já vimos suceder por aí,… E a Globalização, neste rumo, far-se-á pelos caminhos da total violência, da mais escandalosa exploração, bem relatados acima, com uma RP da China a ser a “salvação”, pagando o que acima vemos aos trabalhadores, para dominar o Mercado Global em que hoje vivemos. E, claro, não esquecendo os 500 000 funcionários públicos já despedidos em Cuba….e a malga de arroz que os trabalhadores vietnamitas auferem por dia de trabalho… Em todos os minutos, na comunicação social portuguesa, há quem injecte venenosamente os “erros” da governação socialista, de Sócrates, há quem injecte venenosamente a evidencia da falência de Portugal, acompanhando a Grécia e a Irlanda, arrastando assim os cidadãos para o desencanto e para a vitória eleitoral da Direita, do PSD e do CDS. Que, reafirmo-o, estão a ser instrumentalizados por quem vem aí….veja-se a historia da revisão constitucional. Não será um lindo D. Sebastião, esse que aí vem, será bem mais próximo das botas salazarentas, e, claro, no seu findar, do desastre tal qual foi a Descolonização que os salazarentos impuseram ao Império. E, por isso, coitada desta Greve Geral, feita de descontentamento sem visão politica, de zanga sem objectivo político, de uma desnecessidade óbvia! A não ser que se queira entregar o país à Direita que se diz detestar….. De novo repito, não alinhei em nenhuma campanha contra a realização desta Greve Geral, porque entendi que se o fizesse estaria a alimentar mais o erro do que com o silencio. Só que, terminada a Greve Geral há que debatê-la, há que procurar repor o bom senso nesta Esquerda populista que visivelmente anda louca. Portugal não vive em nenhuma redoma de cristal, afastada põe ela do Mundo. Portugal chafurda como os restantes países neste Mundo e é nele que tem de lutar, não em um qualquer balão de ensaio feito em laboratório universitário. E as lutas, as suas formas, têm de variar com os tempos, gostemos ou não de tal! Mas sobretudo têm de variar os campos de batalha, dadas as características da actual Globalização. Hoje as lutas politicas e sociais passam mais pelo apoio aos que na RP da China, em Cuba, na Malásia, etc, nos países da periferia enfim, mas também nas grandes potências emergentes, lutam pela melhoria das condições de vida, por um Estado Democrático e Social, pela participação dos Cidadãos na vida politica económica e social, do que pela exigência de mais e melhores condições nos países do centro, EUA, União Europeia, Rússia, pois a distância que separa o centro da periferia é demasiado grande para ser sustentável no centro a exigência de mais e melhor, sem que haja mais e melhor na periferia. Em nome de uma concorrência sã na economia. Daí que os Sindicatos ou se aproximam rapidamente desse combate, ou então tenderão a ser elementos de fragilização dos países do centro e de sustentação da mais descabelada exploração nos países da periferia. Sem sombra de dúvida que há combates a fazer, pelos sindicatos sobretudo, nos países do centro e um deles é o combate por uma mais perfeita equidade na distribuição dos rendimentos, o que significa que é cada vez mais insustentável o aceitarem-se, para gestores, salários diários da ordem do salário mínimo mensal que 7% a 10% da população ainda recebe, como é insustentável, no caso português, pensar-se que a Crise se resolve com o não aumento, acordado em Concertação Social, do Salário Mínimo Nacional para os 500 euros, (na Irlanda, mesmo com a redução do SMN, mesmo com a divida pública que tem, mantém-se um SMN na ordem dos 1000 euros mês!). Entretanto, o equilíbrio, no contexto desta economia Global, obriga a avanços e recuos assumidos, também pelos sindicatos, no planos dos Direitos e no plano dos Deveres, tal qual como se reconhece já na Confederação Europeia dos Sindicatos. Porque a ideia do quanto pior melhor, não é a solução, pois só se tem mostrado favorável ao aparecimento de Ditaduras onde os mais desfavorecidos se limitam a continuar a sê-lo e onde os mais favorecidos se enriquecem ainda mais. Como escrevi ontem a Greve Geral em nada se mostrou eficaz enquanto forma de luta neste combate globalizado, a não ser para melhorar um pouco a auto estima de alguns dos trabalhadores. Que com a mesma mostraram a sua zanga, mas ao mesmo tempo se zangaram com companheiros seus que não participaram, por não concordarem, com esta forma de luta. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:26
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As Economias com "Pés de Barro"

Porque o Mundo se encaminha de forma desigual para uma Globalização da sua actividade, económica, social, cultural e política, vale a pena ouvir atentamente o vídeo clip abaixo, que recebi e divulgo. Mas, na minha opinião, há que estar atento a este primeiro factor – evoluímos de forma desigual para a Globalização e, ao suceder tal, deveríamos estar bem mais atentos ao que, no contexto da pequenez de Portugal, vivemos. Porque a Greve Geral merece reflexão bem atenta também. E, relevo-o, decidi depois de pensar maduramente, só tomar posição sobre a mesma depois de ela estar a decorrer. Porque não me move nenhum ódio nem tenho qualquer opção preestabelecida perante a ideia da Greve Geral. Fui aliás Técnico de Negociação Colectiva da FETESE, Federação dos Trabalhadores de Escritórios e Serviços, uma Federação Sindical da UGT, (diria, da sua ala Esquerda), durante uns belos 7 anos! Por isso, aí, não só apoiei como incentivei boas greves, como rejeitei e combati más greves. Porque na verdade uma greve é um acto individual e colectivo que merece aturada reflexão. Antes do mais no seu Custo/Benefício. O que ganho entre o resultado da Greve e o que perco por a fazer merece reflexão. Sendo certo que nos Ganhos não posso colocar somente os ganhos salariais, ou de carácter monetário, mas também os que têm a ver com a evolução de uma Carreira, com a melhoria das Condições de Trabalho e até com a Auto estima relevada na Greve. (Recordo, por exemplo, uma greve que apoiei activamente nos anos 80, a primeira greve organizada pelo SITRA, que “parou” 6 autocarros da CARRIS somente – porque a CGTP optou por “furar” a mesma greve. O que se ganhou? Provar que a CGTP também “furava” as greves que não tinham a sua liderança e concordância. Auto estima enfim! O videoclip abaixo mostra bem o como de facto “quem paga é o mexilhão”, em cada momento de Crise, e mais, que, em cada momento de Crise vivemos a tendência para um retrocesso, que nos conduz a um abaixamento das expectativas perante o anteriormente vivido! Não vale então a pena viver e lutar? Pioraremos sempre, com alguns momentos, curtos, de melhoria aparente feitos na verdade de endividamento? Não, tal não é certo. Tenho-o repetido amiúde ultimamente – os anos pós 25 de Abril de 1974 mostram bem o contrário, com as melhorias nas condições de vida, de saúde, de habitação, de educação, entre o 24 de Abril e os dias de hoje! Ide às Escolas Públicas hoje e procurem, isto para os mais novos, fotos das escolas, públicas e privadas, do antes do 24 de Abril e comparem! (E não falo somente no Magalhães, uma vitória do Ensino, e das Pessoas, dinamizado por este Governo). A vida em Portugal melhorou e bastante nestes últimos 36 anos. Há Jovens Qualificados e bastantes no Desemprego e a Emigrarem, hoje? Pois sem Crise, (mas com a Guerra Colonial), pensem nos Jovens Qualificados e foram, no total de Jovens, Qualificados ou não, na roda do milhão, que fizeram o mesmo na década de 60 do século XX! Recordam-se, entretanto, da Inserção de mais de 600 000 cidadãos e cidadãs oriundos das ex-colónias, na verdade expulsos de lá num santo conluio (e ainda hoje não pago), entre a CEE, os EUA e a URSS? E recordam-se que este regresso, ou retorno, aconteceu em dois anos? Culpa de quem este retorno? Aos três acima devo acrescentar as asneiras, a incompetência, a burrice estratégica do regime Salazar caetanista. Mas Portugal conseguiu inseri-los corajosamente. Endividando-se claro. Viveu o país, depois disso, as várias Crises Mundiais havidas, e no século XXI já vivemos, vale recordar, pelo menos duas. Como vale recordar que a Alemanha para inserir a Alemanha de Leste teve os apoios da União Europeia que Portugal não teve e recebeu, ainda, de mão beijada, um Território, uma População, um conjunto de Organizações e Matérias Primas, adicionais, enquanto que Portugal teve somente como solução, inserir cultural, social, política e economicamente 600 000 Pessoas! A Alemanha, insisto, não é milagre nenhum, que me perdoe uma amiga, alemã, que não concordou com o que escrevi noutro texto. Hoje, com esta Crise, a mais importante Crise Mundial desde a de 1928/30, Portugal está a ser oportunistamente forçado a suportar os impactos oriundos de outros países, como a Islândia, a Irlanda, o Reino Unido, a Grécia, a Itália e a Espanha, sobre a União Europeia no seu todo e isoladamente, (excepto o apoio solidário que lhe foi oferecido por Timor Leste, país bem pequeno ao pé do reino Unido que se prestou de imediato a apoiar o miau irlandês). Mas não despediu 500 000 funcionários públicos como os Cubanos, nem 50 000 como se prepara para fazer o Reino Unido do Conservador Cameron Assim, a par dos 40% de americanos pobres, pagaremos para que a alta finança mundial se sustente, e para que esta, recuperada, retorne a novos desvarios, para novas crises mundiais. Porque a Globalização é mesmo, tal qual o é a Humanidade, desigual. Deveríamos sabê-lo, já que liderámos uma Globalização, por sinal a Primeira! E, retomando o atrás escrito, eis porque esta Greve Geral, que tinha de suceder para mostrar a fragilidade e a incompetência das lideranças da Esquerda populista, e de alguma Esquerda reformista, não podia dar mais que, lamento dizê-lo – nada! Porque era evidentemente a mais errada forma de luta para a actual situação. Porque se limitou a reduzir a Riqueza nacional, (em pouco, um dia de trabalho, mas reduziu), afectando sobretudo aqueles para quem um dia de salário a menos já pesa, dificultando o cumprimento de compromissos de todos, fosse qual fosse o Governo e nada mais. Trouxe auto estima? Duvidosamente, trazendo sim mais divisão, não entre Direita e Esquerda mas sim entre a Esquerda e tão somente, gerando entretanto mais Desencanto. Mas ao menos foi um aviso ao Governo? Poderá tê-lo sido. Mas um aviso caro, desnecessariamente caro, feito de luxo inútil, tão inútil quanto as luzes natalícias que nascem por aí nesta época do ano. Luxo que os Angolanos, os Moçambicanos, os Guineenses, os São Tomenses, os Cabo Verdeanos, e os Timorenses e mesmo muitos Brasileiros, não entenderão, pobres, bem pobres, eles sim, que são. Há que lutar sim. Mas sabendo escolher a forma de luta e o adversário. E que erro clamoroso na escolha que esta opção foi! Mas há Vida, claro, para além da Greve Geral! E tal é que conta! (AH! E Mais uma Vez Recordo Que estou Prestes a Ser Alvo de um Boicote …Depois Conto!) Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/ De: joaompereira2 Assunto: Fwd: FW: As economias com "Pés de barro" Vejam uma explicação relativamente simples e acessível para leigos, do que nos está a contecer... a nós e aos outros, independentemente das latitudes. Pois... hoje até é dia de greve geral... http://www.youtube.com/watch?v=E1Kzp5EVUWg&feature=player_embedded <http://www.youtube.com/watch?v=e1kzp5evuwg&amp;feature=player_embedded> "Vemos, ouvimos e lemos... Não podemos ignorar..."
publicado por JoffreJustino às 15:26
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O Miau Celta…(pois… a festa já acabou já…pá)

Pois, alguns teimaram, por variados anos, que a Irlanda era um Tigre Celta, um exemplo da superioridade moral da Direita Liberal na Europa…(acredito até que José Manuel Fernandes escreveu sobre, ou pensando em tal exemplo…em tempos que não os de hoje.. Hoje o exemplo é a Alemanha, já que se descobriu que de tigre celta a Irlanda passara a um gato, bem caseiro e bem gordo, com um divida a 32% dos PIB e que vivera na verdade alimentado pelas transferências e desatinos de produtos financeiros sem rei nem roque, aliado a um pressuposto – o Estado que se dane, vivam as empresas e, por isso, o seu IRC andava pelos 15%.... - e, claro, salvemos a Banca, e aí sim salvemos a banca com os contribuintes a sustentarem o pagamento da bolha do imobiliário irlandês e das aquisições dos produtos financeiros bushianos, razões centrais do aumento da dívida do, agora gato, irlandês… Nem assim as empresas, irlandesas, salvaram a Irlanda da crise, mundial, gerada no centro do neo liberalismo a anti estatismo, os EUA do sr Bush, e tanto filho quanto pai… Claro que agora, para estes liberais de pacotilha, o exemplo do liberalismo deixou rapidamente de ser a Irlanda para ser a Alemanha da sra Merkel, a que nos impõe uma politica orçamental de ferro e fogo em nome da sustentabilidade das economias. Segundo José Manuel Fernandes “o problema não é da Alemanha, que fez o seu trabalho de casa, mas de “Portugal, da Grécia e da Irlanda, que tinham de ter a capacidade para gerir a situação”. Qual trabalho de casa, no caso da Alemanha? A Alemanha dobrou em 21 anos de População e Território, em matérias primas e recursos e cresceu bem em tecido empresarial, o que não sucedeu a nenhum outro país europeu e tal sem qualquer custo, qual euromilhões, em consequência da fusão, gratuita das duas Alemanhas no pós findar das economias sovietistas. Enfim, a Alemanha beneficiou, sozinha, de um segundo Plano Marshall … trabalho de casa? Qual trabalho de casa? Egoísmo puro pois beneficiando destas enormes vantagens o que a Alemanha está a querer fazer, tão somente, é recentrar a economia europeia a leste, fragilizando a economia atlantista e, se necessário for, anulando-a. De facto, da Alemanha de hoje não vem qualquer exemplo, pois nem agradecida se mostra perante as dádivas recebidas, gratuitamente, bem melhor que os financiamentos europeus recebidos por Portugal, ou pela Grécia, ou pela céltica Irlanda…. Para José Manuel Fernandes Portugal, os e as portuguesas terão de seguir uma única via – “trabalhando mais, trabalhando melhor, começando por ganhar menos até conseguir ganhar mais, consumindo menos até voltarmos a equilibrar as contas” Enfim, como ele diz, eis a receita de “Pedro Passos Coleho (no Facebook) e de Manuela Ferreira Leite (na AR)”. Aumentar a carga semanal de trabalho, (trabalhar mais), despedir, (trabalhar melhor)reduzir os salários, (ganhar menos) reduzir o consumo privado, (despedir e ganhar menos), eis a solução neo liberal para Portugal! Para José Manuel Fernandes há que seguir o exemplo do Reino Unido, “dispensar funcionários públicos”… Eis o caminho “do futuro”, eis o caminho para o qual nos querem conduzir, mesmo na dita “esquerda radical” que, por ódio anti socialista, prefere ver os anjos de José Manuel Fernandes no poder a seguir um outro exemplo. O Exemplo que nos vem do Brasil! O exemplo de uma Esquerda que não enquistou num passado, perdido ainda por cima, do quanto pior melhor, do “antiburguês” como se eles não o fossem, burgueses, face a um planeta onde mais de um terço da população não vivesse abaixo de 1 dólar por dia. O exemplo de uma unidade de Esquerda que não se envergonha de estar no Governo, não temendo negociar a sua presença no(s) mesmo(s), federais e nacional, e, até, de se sentar com o Collor de Melo, o Santana Lopes do Brasil. O exemplo de uma Esquerda que não teme ser anti capitalista face ás empresas e reformista face à politica nacional em vez do que cá sucede, onde esta Esquerda é reformista face ás empresas e anti capitalista face à política nacional. Pois, na verdade, hoje, em nome de uma economia concorrencial, porque a economia portuguesa tem de o ser, há que ser reformista em ambos os campos, doa o que houver a doer, pois temos, a Agosto, uma dívida das famílias e das empresas, da ordem dos dez mil milhões de euros, dos quais 5,7 mil milhões de euros nas empresas, sendo que o sector imobiliário deve destes 1,7 mil milhões de euros, e a construção civil deve 1,5 mil milhões, estando a economia portuguesa a chegar, assim, ao nível do risco elevado de surgir uma das famosas “bolhas do imobiliário”, bem igual à que gerou a crise mundial, nascida que foi dos EUA. De facto, a economia portuguesa “cresceu” baseada nestes dois sectores, imobiliário e construção civil e obras públicas, e sonhando, claro, nos famosos financiamentos comunitários. Por isso José Manuel Fernandes prefere dizer, “Deixemos de lado, pró agora, saber como e com quem entrámos para o buraco em que nos encontramos” – na verdade teria de dizer que o buraco nasceu na ideia do “somos europeus, somos ricos”, do “uma casinha para cada família de jovens”, e do “floresçam muitas rotundas em cada concelho”do consulado de Cavaco Silva! Na verdade, enriqueceram-se as empresas de construção civil e obras públicas e deu-se assim o ar de sermos, todos, ricos, neste consulado como no consulado do católico Guterres. Não o éramos, não o somos. E há, na verdade, que emendar a mão. A emenda dos erros cometidos vai, sem dúvida, doer e seria útil que José Manuel Fernandes dissesse quanto aufere, que rendimentos obteve em todos estes anos de euforia de, como ele diz, engorda, (o chocado que fiquei quando em 1993 entrei uma vez na redacção do Publico e vi com quanto jornalistas se fazia aquele, rico, jornal! Há que emagrecer sem dúvida! Há que não perder tempo com atitudes de redução da produtividade nacional, obrigatoriamente. Há que lutar, assim, à Esquerda, de outra forma. A não ser que queiramos dar a mãozinha, e o poder, à Direita! Em nome do esconder que até Fidel já reconhece os erros do estatismo comunista que ele dirigiu. A Direita que diz, citando um instituto alemão, o IFO, e o jornal i, “Em vez dos 4,5 a 5 milhões de desempregados que se previam na Primavera passada, Hnas-Werner Sinn crê que o número não superará os 3,6 milhões em 2010. "Isto significaria que na pior crise económica mundial, vivida desde a II Grande Guerra Mundial, teremos 1,3 milhões de desempregados menos do que em 2005, o último ano em que se registou a maior quebra no desemprego", disse o economista. Mas, relevo o escrito na noticia, “Este 'milagre' deve-se fundamentalmente às fortes ajudas do Governo alemão às empresas, as quais evitaram os despedimentos, salientou.”. Assim, neo liberalismo sim mas para os outros que nós não! (Na verdade, reafirmo, o que sucedeu na Alemanha foi somente o “milagre” surgido por uma economia aos alemães oferecida, pelo fim dos países sovietistas…e com muito Estado pelo meio). Enfim, este crescimento alemão, com 8% de Desempregados note-se, não deveria animar assim tanto José Manuel Fernandes e os neo liberais portugueses… E muito menos a Esquerda que se pensa radical mas não é mais que burguesmente populista, ( e como Marx detestava estes burgueses populistas…sempre radicais, sempre incapazes de perceber a sociedade onde viviam…), que confunde a situação portuguesa com a irlandesa, que procura apoiar os “radicais” gregos que viviam um sonho bem burguês, etc, tentando fazer esquecer que por enquanto as medidas tomadas pelo governo socialista são as únicas que mantêm a economia portuguesa no contexto de uma globalização que lhe permite, apesar de tudo, ter um crescimento, por via das exportações, da globalização enfim, de 1,5% e não uma queda no crescimento e apesar da crise não estar Portugal nos 20% de Desemprego da vizinha Espanha. (Ah! Uma nota, parece que exista quem, “democratas” que são, queira obrigar-me a calar-me…por via de multas burocráticas decididas por burocratas de serviço… aí por voltas dos princípios de Dezembro relatarei…) Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:24
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O Anti Capitalismo de Direita e a Justiça “Burguesa”!

“O ex-dirigente do BPN estava em prisão domiciliária desde Julho de 2009, acusado de crimes relacionados com a gestão do Banco Português de Negócios e da Sociedade Lusa de Negócios, nem processo que inclui mais 15 arguidos e que tem julgamento marcado para o dia 15 de Dezembro.” In, internet e Expresso on line As pessoas zangam-se. Um ex dirigente do consulado cavaquista e do PSD, banqueiro, encaminha um banco e todos os seus utentes a uma quase falência. Dele, enquanto líder de opinião PSD, nada diz a comunicação social, pois é PSD e não Socialista. E, secamente, noticia-se, em letra menor, que ele foi libertado pouco mais de um ano depois de ter sido colocado em prisão domiciliária. Eis a Justiça dos poderosos, a comunicação social dos poderosos, a funcionar. Fosse Oliveira e Costa pobre, dirão os pobres, e apodreceria na cadeia. E di-lo-ão com razão. Contentemo-nos com este pouco - ou não! Revoltemo-nos com este muito, pelo contrário. Porque não foi para isto que estive preso antes do 25 de Abril, que houve um combate antifascista. Ele aconteceu para que a Justiça fosse cega aos interesses e aos poderes. Oliveira e Costa deveria continuar preso, em nome dos que vivem angustiados, hoje, pela forma como foram enganados por ele, ex responsável politico do PSD, e banqueiro irresponsável. É a Justiça “burguesa” a funcionar dirá alguma Esquerda. Não, não é, pois a Justiça burguesa não nasceu assim, pois a Justiça burguesa foi um dos passos em frente da Humanidade. É somente a Justiça dos poderosos, mais uma vez, a funcionar, adulterando a raiz da Justiça liberal. Em mais um acto que passará em branco porque estamos todos tensos e revoltados perante uma crise que nos apanhou em tempo de fim de festa dos financiamentos da União Europeia. Tensos porque na comunicação social, maioritariamente de Direita, nos alimentam a tensão, pois em vez de acentuarem o lado positivo da forma como resistimos à crise, acentuam, em tudo, o seu lado negativo. A Grécia paga juros da dívida a 11%, depois de uma desastrosa e bem mentirosa governação de Direita, a Irlanda paga juros a mais de 8%, depois de anos a fio a ser considerada uma governação exemplar, mas que viu o défice disparar para mais de 30%, imaginem esta exemplaridade de Direita Na Grã Bretanha, o governo conservador de Cameron avança aplicando a linha ultra radical com soluções simples – há que despedir mais de 500 000 funcionários públicos o mais urgentemente possível. É a Direita a governar. Será essa a política de governo do PSD se ganhar as eleições, que, todos, à Direita, mas também em alguma Esquerda, desejam para mais breve possível, resolvido o pleito Presidencial. Ainda que hoje assuma uma política anti capitalista, na sua verve pré eleitoral. Recordo o discurso do deputado PSD Luís Menezes que, aproveitando a embalagem anti capitalista, por mim referida ontem, do presidente da Conferencia Episcopal da Igreja Católica, ataca agora a ideia de uma vivencia juvenil empresarial, atacando o Secretário de Estado Paulo Campos, “E o que parece, aos olhos, dos portugueses, é que o único critério de selecção que tiveram estas duas nomeações para os Correios de Portugal, feitas pelo eng. Paulo Campos, foi o facto de estes dois senhores terem sido ex-sócios numa empresa com o actual secretário de Estado que tutela os CTT”. Empresariado juvenil? Que corrupção da Juventude, (!), acha pois o senhor deputado, já que estamos perante uma empresa nascida há 16 anos e já desaparecida! 16 anos depois, ataque-se o empreendedorismo juvenil de 1994, já que foi um acto para o senhor deputado, sem dúvida pró capitalista! Como já o disse, eis a continuidade da mentalidade anti capitalista de Direita, nascida com o salazarento corporativismo do Ditador que nos dominou durante 48 anos! Mentalidade, claro, estritamente pré eleitoral. Porque, chegados ao Poder o bom senso predominará e tudo regressará ao normal, com obrigatórios e justos elogios ao empreendedorismo Juvenil e sem qualquer ataque em volta de qualquer das mulheres, (e homens), de Julio César. E mais, aí virão os despedimentos na Administração, Central e Local, tal qual faz agora o sr Cameron, na Grã Bretanha, e tal qual procura não fazer este governo socialista, buscando outras vias de controlo do défice, nascido no processo de modernização de Portugal e ainda, sabemo-lo todos, infelizmente, reforçados nos consulados de Cavaco Silva e também, lamentavelmente, de Guterres. Estranhamente, porque todos lemos a mesma comunicação social, tanto a direcção politica do PCP, como a do BE, e ainda a da CGTP, rápido esquecem o que aí vem se a Direita ganhar as próximas e já quase consensuais, eleições – despedimentos em massa na Função Pública, redução da capacidade de consumo, generalizada, das Pessoas em geral, falências em série perante a redução drástica do Mercado, em consequência destes despedimentos. Eis a aplicação da política do quanto pior melhor, da politica do há que destruir o capitalismo, sem olhar ao que sucede, ao que a História mostra, (vimo-lo aquando da destruição do sistema capitalista colonial em Angola, em Moçambique, etc) quando tal se faz. Claro que com discursos bajuladores para a Direita, como a ultima versão de Francisco Anacleto Louçã que, a par da CIP, (estranho não?), defende a reabilitação urbana como meio de combater a crise… Ao que eu recordo, com quem, com que proprietários? Cito um extracto de um texto que uma amiga minha, Socialista de Esquerda, apoiante de Manuel Alegre e bastante critica de José Socrates, me enviou na sequencia do meu texto de ontem, “No Porto, recebo das duas rendas respectivamente 30 € (75m2 ) e 42€ (150m2 + 32 m2 de quintal )mensais. O titular do arrendamento faleceu em Março. A filha moradora da casa maior ( e que residia com o pai – a mãe falecera há muitos anos )não tem direito a permanecer na casa. Recusa-se a sair. E também não tem meios para se sujeitar às regras de um novo arrendamento. Trata-se de alguém que vive em estado de pobreza. Mas terei de interpor acção de despejo…O Estado – tenho pagos todos os meus impostos, não tem comigo solidariedade que permita resolver esta situação. Mais dinheiro a gastar com Tribunal e advogado, acrescido ao tempo que demora. Entretanto quem reside na casa mais pequena quer obras – e tem razão… Mas como posso fazê-las, com as rendas que recebo que mal chegam para pagar o IMI? Claro que elas podem ser feitas coercivamente por iniciativa da Câmara, ou pelo inquilino e depois o inquilino vai deduzindo nas rendas o valor dispendido. Os aumentos de renda (através de Portaria anual) que o actual Governo, fez publicar para 2011 (decerto atendendo à difícil situação das famílias) é de três cêntimos por cada 100 €.. E achas que os sucessivos Governos não podem fazer nada? Por medo de perderem eleições? Para quem é justa esta situação? As medidas previstas para 2011 também não são justas. Embora possam ser necessárias.”…. Defendo, como ela, que a Habitação é um direito, mas defendo ainda que é inaceitável que o Estado se aproveite do Cidadão e da propriedade do Cidadão e viva á custa da mesma, tal qual sucedeu com as nacionalizações de 1975, onde o Estado se apoderou do que não era dele sem pagar. Trata-se de uma política destrutiva da economia e do capitalismo e não de superação do sistema capitalista, pois a imposição de limites à evolução das rendas de habitação, em nome de um Direito à habitação que deveria ser implementado em outro contexto, por via do cooperativismo de habitação, da habitação social municipal, etc,. gera somente um autentico ataque à propriedade e a descapitalização de um segmento de actividade. Na verdade, hoje os proprietários em geral não têm condições de serem eles a implementarem a requalificação urbana, o que empurra a solução, de novo, para o estado. Ora o Estado está falido. Resta, claro, o parque habitacional que se encontra nas mãos da Banca. Essa implementará então a dita requalificação urbana, provavelmente com alguns financiamentos estatais de permeio, (via impostos nossos), e beneficiará de tal aumentando ainda mais os seus lucros. Que a CIP veja em tal uma solução é compreensível…que Francisco Anacleto Louçã a acompanhe é, no mínimo estranho. Que Esquerda esta que em nome de um serôdio anti capitalismo se aproxima tão perigosamente da Direita! Porque na verdade se trata de um anti capitalismo populista para consumo eleitoral, ou, pior, ditatorial, como sucedia com o bafiento Salazar. Joffre Justino (Director Pedagógico) E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

…A Festa Acabou Pá? Sim Acabou, E Novos Dias Vêm Aí!

Já falam em fim de ciclo, no SOL, um semanário que vive dos capitais oriundos de Angola, onde a Liberdade de Expressão é, todos sabemos, Valor bem limitado… Trata-se de uma Direita estranha esta, a que no SOL convive com a Direita angolana, bem pouco democrática como se sabe, que ou não entende que está a criar um ambiente propício ao seu enterro, ou então já escolheu o quanto pior melhor para que haja mesmo enterro. O curioso é que a leitura do SOL, sobre este “fim de ciclo” não é mais que o que li no Jornal de Angola em 1992, fait divers sobre fait divers, numa linha de gestão da tensão para pôr fim a um regime, fosse em que condições fosse… Conheço, enfim, o estilo, mentirolas sobre mentirolas, até afinar-se o ambiente para algo…que em 1992 significou, em Luanda, mais de 20 000 mortos e em toda a Angola, nem se sabe quantos. É um “jornalismo de sargento de caserna” este do SOL. No entanto, como em todos os jornalismos deste teor há um fundo de verdade – e no caso o fundo de verdade é simples, acabou-se o tempo da Festa dos Financiamentos Comunitários, pelo que novos dias de adivinham. Neles teremos de viver com o que produzirmos e não com o que “os da CEE, ou da actual UE” nos “derem”, na verdade emprestarem. Nos consulados do professor Cavaco Silva e do eng. Guterres, delapidou-se muito do financiamento comunitário, em obras de provinciano espavento, como as muitas rotundas que se espalham pelos municípios, os múltiplos pavilhões multiusos, as inúmeras piscinas municipais, para não falar da estrada para ligar a casa da ama dos filhos do Alberto João à estrada principal, com direito a inauguração e tudo… Hoje pagam-se esses tempos e esses luxos. E, perante tal há duas vias. A do enfrentar a situação, o PS está a fazê-lo, o primeiro ministro Socrates está a fazê-lo, procurando a todo o custo não gerar mais razão para o afundamento do país, gerindo os investimentos públicos ao milímetro, negociando arduamente a divida publica portuguesa, (parte central dela vinda dos anos de rico da CEE/UE…) e sustentando a todo o custo o Estado social que Portugal teve de construir em 35 anos, para os 65 anos das Alemanhas, dos Reinos Unidos, etc. Ou a do preparar o ambiente para anos de arraso do Estado Social, e se necessário for de arraso até da Democracia. Porque só tal pode justificar este inesperado desejo de espalhar a ideia do necessário anticapitalismo, na Direita tal qual na dita Esquerda a populista. (Ah, já se esqueceram do anticapitalismo da sra Tatcher no Reino Unido neo liberal e do anticapitalismo do sr Reagan?...para não recordar claro o sr Pinochet) Porque são ás dezenas os ppt, os videoclips, os emails, que se espalham na internet sempre com o explicito objectivo de alimentar o quanto pior melhor, chegando-se a este ponto de eu próprio ter de fazer este “papel de reaccionário”, tendo de defender que uma pensão de reforma de 5000 euros não é um escândalo. (Na verdade, hoje, as “paneladas” já não funcionam sem internet…) Mesmo sabendo que uma larga percentagem de portugueses têm pensões de reforma da ordem dos 500 euros, ( e que estão bem mais próximas da que terei se lá chegar…), sou forçado a recordar que uma pensão de 5000 euros não é um roubo. Porque me lembro que a 24 de Abril de 1974 nem tal essas pessoas, a larguíssima maioria dos cidadãos, receberiam. E mesmo que saiba que Oliveira e Costa devia continuar preso por roubo. Estamos mesmo em fim de ciclo. E ou nos realinhamos para o próximo ciclo sabendo o que nele se esconde, ou seremos engolidos no turbilhão anticapitalista de direita, tal qual ao tempo de Salazar, do Salazar “salvador” dos princípios dos anos 30, o Salazar que fechou escolas, hospitais, não construiu estradas, não permitiu a luz eléctrica nas aldeias, etc. Claro que ao ritmo dos dias de hoje. Já me escreveram dizendo que escrevo tal qual o comité central do PS, (algo que como sabem nem existe…), porque me limito a tentar pôr algum bom senso na asneirada que por aí anda, na comunicação social oficial em particular. Exemplo, de 2005 a 2010 as despesas do gabinete do 1º ministro aumentam 10%, enfim, 2% ao ano, e de tal um semanário, agora um da Esquerda populista, faz um escândalo ridículo, ignorando a inflação, tudo em nome do bota abaixismo que potencie uma “boa greve geral”. Estarei aqui para ver os jornalistas desse semanário da Esquerda populista a rebaixarem-se ao ponto de saudarem o futuro Salazar, se ele, com a ajuda destes “esquerdistas” surgir, não duvidem! Não será nada de novo, já se viveu tal com um tal Carlos Rates. Por ora insisto, que viva o sentimento solidário de Timor Leste que nos faz recordar que se mesmo sentimento seria adorado na Irlanda…. E, claro, reafirmo que prefiro um governo de salvação nacional onde a presença de Socrates é obrigatória, secretário geral do PS que é, ao ditador que se avizinha e espreita em cada sexta e sábado que passa. Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Somos Pobres Porque Nos Falta A Atitude? (Gratos Que Devíamos Estar a Quem Já Recebeu Mas Não se Esquece de Dar Também.)

Ao receber um email com um ppt onde se defendia esta posição – o grau de riqueza de um pais em tudo depende não da riqueza, em matérias primas e ou outras, mas sim da Atitude dos seus Cidadãos, perante as circunstancias e os momentos – achei que devia citá-lo, para iniciar este texto. Vejamos, A República Democrática de Timor Leste é um pais pobre, todos o sabemos, mesmo que esteja por ora enriquecido pelos Fundo provenientes da sua riqueza natural, o petróleo. Nada a obrigava, a não ser o corresponder à solidariedade dos portugueses contra a ocupação indonésia, a apoiar Portugal a superar a crise, financeira, que existe no momento neste ultimo país. Vimos ontem nas televisões Ramos Horta, Presidente da Republica a declarar o seu apoio a Portugal, na aquisição de títulos da Divida pública portuguesa, um muito sério acto de solidariedade no seio da CPLP, vinda de um pequeno e ainda pobre país da CPLP. Até porque como referiu Ramos Horta ainda hoje em Dili o retorno sobre esta aquisição é bem positivo para Timor Leste. É pois uma questão de Atitude a do Presidente da República de Timor Leste. E que reforça o papel da CPLP no Mundo, no contexto de uma Atitude solidária. Um exemplo enfim do que é, perante o recebido, saber dar! Que bela bofetada de luva branca sobre algumas elites portuguesas que, perante as dificuldades do seu país, em vez de seguirem o conselho de John Kennedy, o que tens para dar ao teu país, preferem responder com, o que posso ganhar com a Crise do país? Exigindo eleições antecipadas e recusando a participação num governo de salvação nacional, sugestão, bem explicita, deixada no EXPRESSO deste último sábado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e que já defendi bem antes das ultimas eleições legislativas perante a crise que estava já instalada no país. Ou, fingindo ceder, exigindo ao outro partido o que não se exige no próprio – a mudança de leader para que haja uma governação de salvação nacional. Na verdade como podem CDS e PSD ter tal exigência, sendo partidos diversos do PS, que escolheu democraticamente como leader José Socrates, sem ao mesmo tempo anunciarem os seus leaderes a disponibilidade para se afastarem da liderança dos respectivos PSD e CDS? Esta atitude de imposição a um outro partido de mudança de liderança é absolutamente anti democrática e geradora/reforçadora deste ambiente anti partidos que se vê desenvolver por aqui. Aliás, a própria opção do PSD de se abster na votação de um orçamento de Estado onde impôs a sua marca, bem para além daquilo que é crível um partido de oposição pretenda atingir, é a mostra de como não existe em Portugal a experiencia democrática suficiente de gestão governativa em minoria parlamentar. De facto, o que o PSD e a restante oposição, do CDS ao BE, mostraram é a sua incapacidade em reconhecer a sua derrota eleitoral e a sua ânsia pelo poder a todo o custo. Denotando a mais completa desorientação que anda pelas hostes oposicionistas, o que é francamente lamentável. De facto, em qualquer outro país europeu, uma declaração idêntica às declarações do MNE teria sido saudada com veemência, como uma intervenção positiva, em nome do interesse geral do país e não com a desconfiança de quem teme governar. Não deixando de ser bem curioso tanto o silencio quanto as ressalvas dos oposicionistas ao apoio vindo da RD de Timor Leste e da RP da China. Que deveriam ser realçados enquanto Atitudes reveladoras do papel de Portugal no Mundo, no espaço de expressão portuguesa ou não. Mas as oposições preferem, por via do peso que têm na comunicação social, o desvalorizar deste papel, o amarfanhar uma atitude de demonstração de forte solidariedade para com Portugal. Com evidentes interesses por detrás? Claro. Como sucede em todas as atitudes de país para país. Porque o essencial deveria ser relevar o facto de Portugal não estar só, cercado por quem o quer de fora da carroça do euro, como a Alemanha. São cinco séculos de História, uma Globalização inteira, a primeira de todas, que Portugal representa no Mundo, que mais que os interesses joga em favor de Portugal. Porque o mesmo não conseguiram nem a conservadora Irlanda, nem a bem antiga Grécia. Bom, (e merecido), seria aliás que, para além da República Democrática de Timor Leste, viessem idênticos actos solidários de toda a CPLP! Em nome de um Mercado especifico, de uma História concreta, aquela que Fernando Pessoa relata em toda a sua obra – a minha pátria também é a Língua Portuguesa! Mas na verdade é-me bem mais fácil pensar assim, filho do Império que sou, preso que estive pela Independência de Angola e pela Democracia em Angola, que os muitos Velhos do Restelo, ressabiados por uma Descolonização onde alguns, em especial os EUA e a URSS, mas também a antiga CEE, tentaram e conseguiram, ainda que temporariamente, expulsar Portugal do seu espaço histórico – o de expressão portuguesa - “dando razão” a esses mesmos Velhos do Restelo. Como me é bem mais fácil pensar assim, ex maoista que sou, defensor antigo da Democracia na RPChina, atento antigo quanto à forma do evoluir da economia de mercado na RPChina, que muitos que hoje se zangam na praça publica sobre quem é mais amigo da China e mais defensor da Democracia na China e ao mesmo tempo se incomodam com uma demonstração de respeito da RP da China a um pequeno é certo mas antigo e respeitável país que com ela conviveu por séculos. De facto não preciso de assumir na RP da China o que ela, para eles já não foi e hoje querem que seja, “um país comunista”, um novo farol, ou uma nova versão da ditadura anti trotskista. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 18:46
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

O Anti Capitalismo de Direita e a Justiça “Burguesa”!

“O ex-dirigente do BPN estava em prisão domiciliária desde Julho de 2009, acusado de crimes relacionados com a gestão do Banco Português de Negócios e da Sociedade Lusa de Negócios, nem processo que inclui mais 15 arguidos e que tem julgamento marcado para o dia 15 de Dezembro.” In, internet e Expresso on line As pessoas zangam-se. Um ex dirigente do consulado cavaquista e do PSD, banqueiro, encaminha um banco e todos os seus utentes a uma quase falência. Dele, enquanto líder de opinião PSD, nada diz a comunicação social, pois é PSD e não Socialista. E, secamente, noticia-se, em letra menor, que ele foi libertado pouco mais de um ano depois de ter sido colocado em prisão domiciliária. Eis a Justiça dos poderosos, a comunicação social dos poderosos, a funcionar. Fosse Oliveira e Costa pobre, dirão os pobres, e apodreceria na cadeia. E di-lo-ão com razão. Contentemo-nos com este pouco - ou não! Revoltemo-nos com este muito, pelo contrário. Porque não foi para isto que estive preso antes do 25 de Abril, que houve um combate antifascista. Ele aconteceu para que a Justiça fosse cega aos interesses e aos poderes. Oliveira e Costa deveria continuar preso, em nome dos que vivem angustiados, hoje, pela forma como foram enganados por ele, ex responsável politico do PSD, e banqueiro irresponsável. É a Justiça “burguesa” a funcionar dirá alguma Esquerda. Não, não é, pois a Justiça burguesa não nasceu assim, pois a Justiça burguesa foi um dos passos em frente da Humanidade. É somente a Justiça dos poderosos, mais uma vez, a funcionar, adulterando a raiz da Justiça liberal. Em mais um acto que passará em branco porque estamos todos tensos e revoltados perante uma crise que nos apanhou em tempo de fim de festa dos financiamentos da União Europeia. Tensos porque na comunicação social, maioritariamente de Direita, nos alimentam a tensão, pois em vez de acentuarem o lado positivo da forma como resistimos à crise, acentuam, em tudo, o seu lado negativo. A Grécia paga juros da dívida a 11%, depois de uma desastrosa e bem mentirosa governação de Direita, a Irlanda paga juros a mais de 8%, depois de anos a fio a ser considerada uma governação exemplar, mas que viu o défice disparar para mais de 30%, imaginem esta exemplaridade de Direita Na Grã Bretanha, o governo conservador de Cameron avança aplicando a linha ultra radical com soluções simples – há que despedir mais de 500 000 funcionários públicos o mais urgentemente possível. É a Direita a governar. Será essa a política de governo do PSD se ganhar as eleições, que, todos, à Direita, mas também em alguma Esquerda, desejam para mais breve possível, resolvido o pleito Presidencial. Ainda que hoje assuma uma política anti capitalista, na sua verve pré eleitoral. Recordo o discurso do deputado PSD Luís Menezes que, aproveitando a embalagem anti capitalista, por mim referida ontem, do presidente da Conferencia Episcopal da Igreja Católica, ataca agora a ideia de uma vivencia juvenil empresarial, atacando o Secretário de Estado Paulo Campos, “E o que parece, aos olhos, dos portugueses, é que o único critério de selecção que tiveram estas duas nomeações para os Correios de Portugal, feitas pelo eng. Paulo Campos, foi o facto de estes dois senhores terem sido ex-sócios numa empresa com o actual secretário de Estado que tutela os CTT”. Empresariado juvenil? Que corrupção da Juventude, (!), acha pois o senhor deputado, já que estamos perante uma empresa nascida há 16 anos e já desaparecida! 16 anos depois, ataque-se o empreendedorismo juvenil de 1994, já que foi um acto para o senhor deputado, sem dúvida pró capitalista! Como já o disse, eis a continuidade da mentalidade anti capitalista de Direita, nascida com o salazarento corporativismo do Ditador que nos dominou durante 48 anos! Mentalidade, claro, estritamente pré eleitoral. Porque, chegados ao Poder o bom senso predominará e tudo regressará ao normal, com obrigatórios e justos elogios ao empreendedorismo Juvenil e sem qualquer ataque em volta de qualquer das mulheres, (e homens), de Julio César. E mais, aí virão os despedimentos na Administração, Central e Local, tal qual faz agora o sr Cameron, na Grã Bretanha, e tal qual procura não fazer este governo socialista, buscando outras vias de controlo do défice, nascido no processo de modernização de Portugal e ainda, sabemo-lo todos, infelizmente, reforçados nos consulados de Cavaco Silva e também, lamentavelmente, de Guterres. Estranhamente, porque todos lemos a mesma comunicação social, tanto a direcção politica do PCP, como a do BE, e ainda a da CGTP, rápido esquecem o que aí vem se a Direita ganhar as próximas e já quase consensuais, eleições – despedimentos em massa na Função Pública, redução da capacidade de consumo, generalizada, das Pessoas em geral, falências em série perante a redução drástica do Mercado, em consequência destes despedimentos. Eis a aplicação da política do quanto pior melhor, da politica do há que destruir o capitalismo, sem olhar ao que sucede, ao que a História mostra, (vimo-lo aquando da destruição do sistema capitalista colonial em Angola, em Moçambique, etc) quando tal se faz. Claro que com discursos bajuladores para a Direita, como a ultima versão de Francisco Anacleto Louçã que, a par da CIP, (estranho não?), defende a reabilitação urbana como meio de combater a crise… Ao que eu recordo, com quem, com que proprietários? Cito um extracto de um texto que uma amiga minha, Socialista de Esquerda, apoiante de Manuel Alegre e bastante critica de José Socrates, me enviou na sequencia do meu texto de ontem, “No Porto, recebo das duas rendas respectivamente 30 € (75m2 ) e 42€ (150m2 + 32 m2 de quintal )mensais. O titular do arrendamento faleceu em Março. A filha moradora da casa maior ( e que residia com o pai – a mãe falecera há muitos anos )não tem direito a permanecer na casa. Recusa-se a sair. E também não tem meios para se sujeitar às regras de um novo arrendamento. Trata-se de alguém que vive em estado de pobreza. Mas terei de interpor acção de despejo…O Estado – tenho pagos todos os meus impostos, não tem comigo solidariedade que permita resolver esta situação. Mais dinheiro a gastar com Tribunal e advogado, acrescido ao tempo que demora. Entretanto quem reside na casa mais pequena quer obras – e tem razão… Mas como posso fazê-las, com as rendas que recebo que mal chegam para pagar o IMI? Claro que elas podem ser feitas coercivamente por iniciativa da Câmara, ou pelo inquilino e depois o inquilino vai deduzindo nas rendas o valor dispendido. Os aumentos de renda (através de Portaria anual) que o actual Governo, fez publicar para 2011 (decerto atendendo à difícil situação das famílias) é de três cêntimos por cada 100 €.. E achas que os sucessivos Governos não podem fazer nada? Por medo de perderem eleições? Para quem é justa esta situação? As medidas previstas para 2011 também não são justas. Embora possam ser necessárias.”…. Defendo, como ela, que a Habitação é um direito, mas defendo ainda que é inaceitável que o Estado se aproveite do Cidadão e da propriedade do Cidadão e viva á custa da mesma, tal qual sucedeu com as nacionalizações de 1975, onde o Estado se apoderou do que não era dele sem pagar. Trata-se de uma política destrutiva da economia e do capitalismo e não de superação do sistema capitalista, pois a imposição de limites à evolução das rendas de habitação, em nome de um Direito à habitação que deveria ser implementado em outro contexto, por via do cooperativismo de habitação, da habitação social municipal, etc,. gera somente um autentico ataque à propriedade e a descapitalização de um segmento de actividade. Na verdade, hoje os proprietários em geral não têm condições de serem eles a implementarem a requalificação urbana, o que empurra a solução, de novo, para o estado. Ora o Estado está falido. Resta, claro, o parque habitacional que se encontra nas mãos da Banca. Essa implementará então a dita requalificação urbana, provavelmente com alguns financiamentos estatais de permeio, (via impostos nossos), e beneficiará de tal aumentando ainda mais os seus lucros. Que a CIP veja em tal uma solução é compreensível…que Francisco Anacleto Louçã a acompanhe é, no mínimo estranho. Que Esquerda esta que em nome de um serôdio anti capitalismo se aproxima tão perigosamente da Direita! Porque na verdade se trata de um anti capitalismo populista para consumo eleitoral, ou, pior, ditatorial, como sucedia com o bafiento Salazar. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:04
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