Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

P’rá Frente Brasil! 7 de Setembro de 1822…

O Brasil faz hoje 188 anos! Não resisti à ideia de transmitir, ao Brasil e a todos os brasileiros os meus sinceros parabéns! Pelo país que estão a construir, pelo esforço de cada um deles nessa construção, pela admiração no empenho e no amor ao Brasil e pelo desejo que tenho de ver o Brasil a ser essencial, a empenhar-se e a modificar a CPLP! Tenho-me mostrado, é visível nos meus textos, particularmente entusiasmado por este país irmão, por este país membro da CPLP, em especial depois de o ter visitado. Como já alguém acentuou, a Independência do Brasil foi feita não numa lógica republicana, como sucedeu nos restantes países latino americanos, em guerras de independência (e guerras civis violentas), mas em lógica monárquica. Primeira e importante distinção face à restante América Central e do Sul, dominadas então pelo Império Espanhol. A corte espanhola era visivelmente europeia, e tudo o indica, a corte portuguesa era – imperial. Dir-se-ia que a transcontinentalidade era algo assumido na corte a pontos de ser hoje assumido que a ideia do recuo da corte e do rei, para fora do Portugal europeu, era uma ideia estabelecida e com mais de um século, para uma reacção em caso de perigo de ocupação do espaço continental europeu. Esta é sem dúvida a segunda e talvez a mais importante distinção do Império português face a todos os restantes. Para a corte Portugal era transcontinental, imperial e não europeu, podendo por isso a corte continuar a sê-lo fora do espaço europeu. Por isso a 29 de Novembro de 1807, perante a Invasão francesa, a 1ª, não a família real, mas algo entre 10/15000 a 25/30000 pessoas, na verdade a essência da elite em Portugal retiram-se do continente europeu para o americano, para o Brasil. Estranhamente, ou talvez não, o regresso do rei João VI do Brasil, a 26 de Abril de 1821, é feito com somente 4000 dos que com ele recuaram para o Brasil. No Brasil, os então portugueses do Rio de Janeiro recebem, a 8 de Março de 1808, com espanto, uma corte com tudo menos ar de corte real, mas uns e outros depressa se adaptam, o que justifica o não retorno de um mínimo de 6000 membros da corte e da elite portuguesa de 1807, a um máximo de 24000 membros e, esses ficantes com o filho do rei João VI, Pedro, estão na raiz, maçónica diga-se, da Declaração de Independência que hoje faz 188 anos. Não é difícil imaginar que a violência e quase permanente guerra civil em Portugal, durante mais de 30 anos do século XIX, e a instabilidade em todo ele, passou pela forma como os portugueses do continente europeu reagiram ao abandono do país pelo rei e o essencial da sua corte – negando-o – e, claro, pela forma como, a 5 de Outubro de 1910, praticamente ninguém se prestou a defender uma casa real que mostrara tão pouco apego ao país. Como, também não difícil imaginar que este estado de espírito distintivo, entre os portugueses, os do Império e os do Velho do Restelo, deixou marcas que ainda hoje se mantêm – uns os europeus e outros os transcontinentais. Mas, por hoje, fiquemo-nos por aqui, por esta breve reflexão gerada pela comemoração dos 188 anos do Brasil, uma efectiva e a mais antiga colónia de ocupação do Império, penso que de todos os Impérios não continentais e que, claro, britânicos, franceses, espanhóis e etc, procuram esconder da História . Parabéns Brasil. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 17:27
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

P´rá Frente Brasil! A Rota do Barroco ou As Cidades Históricas de Minas Gerais

Foi uma oportunidade incrível a que tivemos de, com o irmão do meu cunhado Daniel Vaz, e um seu amigo, Manuel como o meu cunhado Manuel Rodrigues Vaz, fazermos o percurso das vilas do ouro, ou das cidades históricas de Minas Gerais, ou como meu cunhado e minha irmã chamaram rota do barroco. Pudemos, assim, passear por Ouro Preto, Mariana, Congonhas, S. João Del Rei, Tiradentes, e ainda chegarmos a Petrópolis, já fora deste percurso, mas onde paramos no regresso ao Rio de Janeiro. Trata-se de uma rota turística bem definida no Brasil, e que tem o encanto de ser apresentada para além da sua riqueza arquitectónica, em vários dos documentos que tive a oportunidade de ler e, também, em vários do guias turísticos que pudemos ouvir e acompanhar. Porque no Brasil não existe esta mania asséptica de apresentar monumentos e outros elementos históricos sem a sua relevante função humana, para a qual foram, na verdade, construídos, o que torna estes passeios bem mais divertidos. Mais divertida ainda se torna a viagem se a acompanharmos com visões criticas da História do Brasil, como a que se reflecte no livro “Guia Politicamente Incorrecto da História do Brasil” de Leandro Marloch. No mesmo podemos, por exemplo, encontrar uma outra versão do herói brasileiro que é o Aleijadinho, aliás, António Francisco Lisboa, escultor, ou arquitecto e escultor, filho de Manuel Francisco Lisboa, arquitecto também. Este mito, ou génio, ou mito/génio, terá sofrido de uma muito grave doença, a partir dos 47 anos”provavelmente sífilis ou lepra, que o fizera perder os dedos, os dentes, curvar o corpo, não conseguir andar a não se de joelhos, e mutilar-se numa tentativa dramática de que a dor nos membros diminuísse.”(pág 183 da obra citada), e da mesma, doença terá nascido uma visão própria que o conduziu a esculpir obras com características que uns relatam como comprovativas da sua mediocridade e outros da sua genialidade. Retomando esta obra, “Com o passar dos anos…enxergavam no escultor uma das raízes da cultura autenticamente brasileira…críticos a apontar intenções psicológicas que explicariam o seu trabalho e de moradores a atribuírem ao escultor sem mãos a autoria de centenas de obras de Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Caeté, Sabará, Tiradentes, São João Del Rei, Catas Altas, Campanha, Nova Lima, e Barão dos Cocais, … o artífice teria de ter vivido em três cidades ao mesmo tempo…O Quasimodo brasileiro virou de repente o maior representante da arte sacra de Minas, do Brasil, e da América do Sul, autor de obras em quase todas as vilas da corrida do ouro”, (pág. 185). Mito ou realidade, o Aleijadinho não apresenta, pelo menos para minha irmã, pintora, e meu cunhado, critico de arte, tão significativas falhas e limitações como o livro que cito procura relevar, buscando interpretações de escritos de autores formalistas e, europeus que são, bem pouco atenciosos para as culturas da América Latina e em especial de uma Lusofonia que há séculos que se pretende eliminar da História, como algo sem razão positiva para ter existido. Dito melhor, que ele existiu existem provas, que ele tenha sido o autor de todas as obras que lhe são atribuídas é que pode existir contestação, tal como pode haver contestação quanto à qualidade das mesmas. Mas, na verdade, eu prefiro acompanhar Oswald de Andrade, Mário de Andrade, e Tarsila do Amaral que, em 1923, “fizeram uma excursão a Minas na companhia do poeta francês Blaise Cendrars. Voltaram das vilas mineiras considerando a aventura uma viagem de “descoberta do Brasil”, como disse Oswald. A arte mineira parecia encaixar-se bem na “raiz popular da cultura brasileira” ideia que nunca fascinou tanto os intelectuais brasileiros quanto naquela época…A primeira coisa que lhes chamou a atenção foi o fato de Aleijadinho ter sido mulato, filho de escrava com pai branco”. O que, relevo, é obra, por estarmos precisamente em 1923, período histórico em que o conservadorismo procura dominar,m quer social quer politicamente, contra modernismos que à época eram, em muito e na generalidade dos espaços do planeta, minoritários. A miscigenação era um conceito difícil e a estruturação de uma herança cultural construído com essa raiz étnica é particularmente de louvar. E, acompanhando estes autores brasileiros, não me parece muito importante que o Aleijadinho tenha sido o autor de todas as obras que a ele são atribuídos, ou que tenha sido somente um precursor de uma corrente artística local. Nascido em 1730, ou em 1738, morreu a 14 de Novembro de 1814, o que lhe dá uma elevada idade para a doença que teve e, se for tal verdade, mostra anos infindáveis de dor e desespero, certamente, e terá, segundo ouvi da boca de um dos guias que seguimos, esculpido pelo menos uma figura de Jesus Cristo com a cara do Tiradentes, em homenagem ao mesmo, o que, a ser verdade, seria um particular desafio ao poderosos que lhe pagavam o dia a dia e as suas obras. Assim, segundo o Infopedia, “Ficou conhecido como o Aleijadinho devido a uma doença grave que sofreu em 1777, que o deformou fisicamente, tendo passado a andar de joelhos e a trabalhar com os instrumentos de esculpir amarrados aos punhos, ajudado pelos seus escravos. Apesar da sua doença só deixou de trabalhar muitos anos mais tarde, quando a cegueira o afectou nos últimos dois anos de vida.” Segundo o Infopedia também, “Algumas das suas principais obras são: Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto (1766-1792); modificação do frontispício da Igreja do Morro Grande (1763); Igreja do Carmo de Sabará e frontispício da Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Ouro Preto (1770-1771); Capela dos Terceiros Franciscanos (1774) e frontispício da Igreja de São Francisco de Assis (1795-1800), São João Del-Rei. A sua obra mais conhecida é o Adro dos Profetas de Congonhas do Campo, Minas Gerais, realizada entre 1800 e 1805. ”. E, para terminar por agora, cito um sms que enviei, “Uma igreja de Ouro Preto tem 435 kg de ouro que coisa” E foi perante este absurdo em ouro aplicado em igrejas que comecei a reflectir de outra forma sobre o fracasso do Império português, orientando este facto para a sua dependência face ao Vaticano, que a ser verdade o que escrevi acima, ouvido de um guia, espoliou quanto pôde o teocrático Império português, já espoliado pelos Filipes de Espanha, que destruíram a Armada portuguesa, no mínimo, e que foi depois espoliado pelas ocupações francesas e inglesa, no seu espaço europeu. Mas escreverei mais sobre este tema, sem deixar de recordar Alexei Bueno, excepcional poeta, pelo menos garantidamente da vida, historiador, e que de 1999 a 2002 foi director do INEPAC Instituto Estadual do Património Cultural do Rio de Janeiro e nos deu a honra de nos fazer uma visita guiada pelo património, material e imaterial, do Rio de Janeiro que, ficará inesquecível para mim, a minha irmã e o meu cunhado, pela qualidade. Mas agora cito-o pois o mesmo, afirmando-se católico note-se, rejeitou a hipótese de existir tanto ouro em qualquer das igrejas que se citam como tendo, internamente, tal fortuna…. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:49
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P´rá Frente Brasil!(6) De Novo Entre BRIC’s e PIG’s…(Porco é o teu Pai!)

“Este ajustamento….foi o maior Até agora conseguido pelos 4 Países que a imprensa internacional E os investidores agrupam sob a sigla PIGS” Bruno Faira Lopes in i de 1 de Setembro 2010 Eu não acreditei, depois que remédio e não aceitei e espero que vocês, acreditando não aceitem. Imaginem que 24h depois de ter escrito um texto insultando de racistas os que lançaram este denominação que, como se vê economicamente cientifica”, Bruno Faria Lopes assume, ingenuamente (?), só pode, o que acima cito, no i de hoje. Decidi pois retomar o tema, e cito a wikipedia “The term has been actively denounced as a pejorative and racist by the Portuguese Finance Minister,[3] and some members[who?] of the Portuguese and Spanish speaking press.[4][5][3] This has raised some doubts about a possible hidden agenda behind the acronym,...”( http://en.wikipedia.org/wiki/PIGS_(economics)), tal qual, de propósito, em inglês. Eu cá sou luso angolano, só parcialmente português portanto e assumo já que “Porco é o teu Pai”! Por razões económicas antes do mais e cito Paul Krugman, Prémio Nobel de 2008 em Economia, também do i (27 de Agosto), “Tem a ver, isso sim, como eu disse, com uma cultura política disfuncional e corrupta, na qual o Congresso não toma medidas para reanimar a economia, que alega falta de fundos quando se trata de proteger os empregos de professores e de bombeiros, mas afirma não haver problema financeiro algum quando se trata de fazer poupar aos muito ricos o mínimo incomodo financeiro”. De facto, sendo certo que há que controlar rigidamente o deficit, mas e muito correctamente, seguindo o que Paul Krugman já escreveu em outros textos seus, que o Estado tem a função de dinamizar a economia, gerindo a crise precisamente tentando”passar entre os pingos da chuva”, (cito do i de novo e propositadamente Filipe Garcia), e que esta atitude, que anda a ser rejeitada pelos neo liberais que governam a União Europeia, é a adequada. Não deixa pois de ser curioso relacionar quem defende que o Estado, que de nós todos vive, deve esquecer-se da maioria de nós, ao mais desfavorecidos, não intervindo e reduzindo despesas a todo o custo e de todas as formas, com quem entende que somos o que as elites neo liberais acham que somos – PIGS. PIGS para a engorda, para sermos comidos, (consumindo o que eles produzem), e assim anulados quando necessário, (reduzindo drasticamente e sem critério défices), como PIGS “inúteis” que somos. Bem, a esta atitude, lamento, só me resta dizer, “Porco é o teu Pai”! E saudar o Ministro das Finanças, pela forma como gere este crise e claro por ter denunciado como porca, (este epíteto é meu), e racista o termo PIGS dos tais da “imprensa internacional e os investidores”, assim como outros idiotas ditos académicos. Desejando que de uma vez por todas, a concepção decadentista e submissa perante “o estrangeiro” termine de vez! E, claro, não resisto a citar Paul Singer, nosso irmão brasileiro, (apesar do nome), economista e Secretário Nacional de Economia Solidária do governo brasileiro. Segundo ele, no Brasil,”Temos um mapeamento de 2007 que localizou 22 mil empreendimentos. Mas o nº é ainda maior, pois só conseguimos abranger 52% dos municípios”, referindo-se ao peso da economia solidária no Brasil, referindo-se a “…cooperativas atuando sem investidores. Os donos dos empreendimentos são os próprios trabalhadores e gestores”, (in Globo, 17 de Agosto). Paul Singer recorda o papel da Caritas, entidade da Igreja Católica, no Brasil influenciada fortemente pela Teologia da Libertação, “Estamos falando de uma época em que a Teologia da Libertação já havia sido difundida na América Latina, tratando de estruturas económicas injustas e do homem pobre como sujeito da sua própria libertação”, enfim, seguindo o Novo Testamento e Jesus Cristo. Paul Singer recorda Chico Mendes, relacionando a economia solidária com uma economia ambientalista, “Um dos braços mais importantes da economia solidária são os extrativistas. Chico Mendes foi um dos precursores das cooperativas entre os seringueiros, por exemplo, que até hoje são defensores da economia solidária. E, para eles, preservar é questão de vida ou morte. Se trabalham para uma corporação eles extraem como se manda, mas se trabalham para si próprios passam a ter cuidados enormes”. Explicitando melhor os caminhos da economia solidária, e referindo o que nos diz Paul Singer, “É muito difícil trabalhar isolado, por isso os participantes da economia solidária se unem. São dois tipos de empreendimentos: num deles, os trabalhadores produzem juntos e a única diferença para uma empresa é que trabalham para si próprios. No outro são trabalhadores individuais ou familiares, que fazem parte da economia solidária porque são associados, compram e vendem junto com outras pessoas. Eles juntam a produção, dividem os custos da logística e também os lucros”. Paul Singer entende explicitar ainda que, “ Não acreditamos na imposição pela força. O chamado socialismo real foi uma desgraça. O que a gente quer é que as pessoas possam esoclher e, nesse sentido, a economia solidária é uma alternativa ao capitalismo…Mas é preciso que as pessoas possam fazer essa escolha, saber que podem gerir seus próprios negócios, em conjunto. Aos poucos, muita gente tem optado pela economia solidária, porque trata-se não apenas de melhoria na renda, mas de uma relação de trabalho mais humana, que leva em conta a felicidade pessoal”. Utopia? Depois do Índice de Desenvolvimento Humano, IDH, que as Nações Unidas já aplicam e explicitam enquanto índice económico, surge agora um novo índice, que anda a ser estudado pelo PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Índice de Valores Humanos. Este indica o grau de respeito, na actividade económica, a valores, em áreas como a “saúde, conhecimento e padrão de vida”, sendo que, face ao IDH, é que este “se concentra nos resultados e o IVH vai deslocar a atenção para os processos que levam a um pior ou melhor desenvolvimento humano”, e que “o foco desse relatório 2009/2010 foi escolhido pela população e não por técnicos”, segundo o coordenador de relatório o PNUD, neste projecto, Flávio Comim, (in o Globo). A economia dos académicos, dos computadores em gabinete fechado, dos modelos matemáticos secos e sem sentimentos, tende a acabar nesta Globalização que tanto tem ainda de desumana mas que caminha também para a aceitação dos Valores na economia, estando a nascer a outra economia, a das Pessoas. A Utopia está a surgir pois. Daí que passar entre os pingos da chuva, nesta economia que alguns, poucos mas muito mandantes, ainda mandam, contra os muitos e nada mandantes, é a única solução, desde que não se queira fechar os olhos aos Valores Humanos que sustentam a sociedade humana. É por isso também que “Porco é o teu Pai”! Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:48
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P´rá Frente Brasil!(5) Entre BRIC’s e PIG’s…

E para que se entenda melhor as razões do meu entusiasmo pelo Brasil nada como relevar o seu crescente papel neste tempo de Globalização. Orgulho que devia ser, por parte de Portugal, o papel que este país teve na construção do Brasil, e do surgimento desta potencia regional, tem gerado somente especial atenção do Governo de Socrates. O mesmo tem incentivado fortemente o reforço relacional entre Portugal e o Brasil, enquanto que sobre ele predomina o silencio na comunicação social portuguesa e por entre as elites aqui dominantes….à excepção claro das telenovelas e das noticias sobre os tiroteios oriundos das favelas, e do “caso” Duarte Lima, personalidade, sempre polémica, do PSD. No entanto, como escreveu em o Globo o embaixador brasileiro António José Ferreira Simões, de certa forma citando Darcy Ribeiro, “Hoje está claro que as navegações ibéricas produziram uma transformação no mundo…Os poderosos centros comerciais da Itália cederam lugar a Espanha e Portugal…”, o que mostra o como se preocupa o Brasil, que não Portugal, com o seu passado, sem negligenciar, como veremos, o presente e Futuro. Recordando de novo o citado embaixador vivem-se hoje dias que se podem assumir como revolucionários, mesmo que escondidos na panóplia de tristezas que nos querem impingir. Assim, vivemos já dias de deslocalização das riquezas também, e, desta forma, “Entre 1990 e 2007, o PIB mundial passou de US$ 22 triliões para US$ 54 triliões – sendo que metade deste crescimento se deu nos mercados emergentes. Em 2030, Brasil, Índia, China e Rússia, os Bric’s, representarão 50% da produção mundial”! Este acelerado crescimento económico brasileiro, com Lula e o PT, tem sido feito a par com uma significativa distribuição da riqueza, gerando, pela primeira vez, um enorme aumento do Mercado Interno. Tal é um elemento central da mudança. O enriquecimento não satisfaz somente interesses de minorias, financeiras ou industrialistas, mas corresponde também a um enorme e generalizado aumento da capacidade de consumo dos brasileiros. À custa de uma politica governativa que não se satisfaz com os discursos “anticapitalistas”, à PCP e BE, ou neo liberais, à CDS e PSD, mas sim com discursos desenvolvimentistas, à PT, mas também do PC do B, que se encontra coligado com o PT, o PT que o PCB, os antigos comunistas pró soviéticos consideram de agente do grande capital e do imperialismo, (onde já ouvimos este discursos…?), e claro, até do oposicionista PSD de Serra, que não perde uma oportunidade de elogiar Lula, sempre que ataca a herdeira de Lula, Dilma Roussef. Agendemos que o embaixador que cito surge cometendo, no texto em causa, um erro de apreciação sobrevalorizando a inserção do Brasil no contexto da América Latina e negligenciando a lógica dos dos de hoje, Planetária. Mas na verdade, que fazem, para mudar, para acompanhar os esforços de Socrates,as elites pensantes portuguesas e os seus canais de comunicação? Sustentam o silencio, estúpido, da inveja, da ignorância, sei lá… Entretanto, alguns britânicos iniciaram já uma outra denominação para Portugal, a Itália, a Grécia e a Espanha – a de PIG’s, (porcos). Denominação que foi de imediato fortemente criticada pelo Ministro das Finanças português, como denominação racista, não originou, não se viu, qualquer denuncia por parte dos meios académicos portugueses, ou nos meios políticos da oposição, (nem nos sempre atentos e “nacionalistas” atento CDS e PCP), como seria de esperar. Enfim, já não falo da comunicação social sempre submissa ao que vem das estranjas, em especial, hoje, as anglófonas, mesmo que sejam oriundas de incompetentes “bófias” como o dito “Serious” Fraud Office de triste fama e incompetência. Visivelmente, para alguns claro, há que limpar a zona euro, há que expurgar esta zona dos resquícios do partido socialista europeu dando á zona euro o brilhantismo da sra Merckel, do sr Sarkozy, e, claro, do neófito e muito conservador britânico Cameron… É evidente que o desejável era que a economia portuguesa, que os empresários portugueses, que as elites portuguesas, aprendessem com os emigrantes, portugueses, que, no Brasil, lutam por um lugar ao sol neste país de expressão portuguesa, por entre abandonos dos tais negócios estrangeiros de Portugal que são, a maior parte das vezes, de bradar aos céus e em nada acompanham a politica externa do primeiro ministro, (para quê? O diplomata tem de se eleito? Claro que não é um belo de um funcionário publico…). Era também desejável que em Portugal as elites, do CDS ao BE, olhassem para a realidade brasileira para com ela, de uma vez por todas, aprendessem…mas, que fazer? O Lula é um genuíno sindicalista, não um de aparelho partidário…e o Serra ainda é dos leaderes que se orgulha do seu combate à ditadura. E, assim, lá continuaremos, neste espaço de expressão portuguesa, a deixar que nos denominem de pigs, de porcos enfim, sem que haja uma estalada bem dada a um desses “serious” e mui british intelectuais que, nos EUA, chacinaram nações índias inteiras. Ah Brasil, em ti resta a esperança. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:47
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P´rá Frente Brasil!(4) No Brasil Há Preocupação com a Liberdade de Expressão em Angola

MOÇÃO SOBRE A SITUAÇÃO DA IMPRENSA EM ANGOLA Tendo tomado conhecimento dos últimos desenvolvimentos da situação da Imprensa em Angola onde, apesar das evidentes garantias constitucionais em matéria de Liberdade de Imprensa, se assiste recentemente a desenvolvimentos preocupantes, designadamente: a) A aquisição dos principais semanários de independência editorial por parte de grupos privados caracterizados pela opacidade relativamente à sua estrutura acionista - que não é revelada - e após sucessivas ações de pressão por via de afogamento da receita publicitária de origem pública ou privada; b) A implantação nos referidos semanários de ações de censura recorrentes, cujo episódio mais recente foi a queima de edições do semanário angolano A Capital na própria gráfica e confisco posterior arbitrário e ilegal de uma outra em vias de distribuição; c) O aumento de sinais de intolerância, parcialidade, diminuição do exercício do contraditório e do pluralismo no seio da mídia em geral; d) As insistentes preocupações manifestadas pelos jornalistas angolanos ao nível sindical e associativo, corroboradas em alguns casos por órgãos de dignidade legal como o Conselho Nacional de Comunicação Social sobre apreensões abusivas de jornais; preocupações essas reiteradas por diversas instituições da sociedade civil, segundo as quais, esses desenvolvimentos configuram um quadro onde, além de sofisticadas iniciativas de silenciamento da Imprensa independente, por via da apropriação privada, o ressurgimento de práticas de intimidação dos jornalistas atentórias à liberdade de Imprensa e de Expressão, contrárias aos preceitos constitucionais da IIIª República de Angola, a Declaração de Windhoek (reconhecida pela Assembleia Geral da ONU, incluindo Angola); a Declaração sobre a Liberdade Expressão em África: Os jornalistas reunidos por ocasião do 34º.Congresso Nacional dos Jornalistas brasileiros, em Porto Alegre, Brasil decidem: 1. Manifestar a sua apreensão por esses acontecimentos no domínio da mídia angolana, que traduzem claros sinais de retrocesso em matéria de liberdade de Imprensa e de expressão contrários ao estado de direito democrático assegurado pela constituição da III República de Angola, a Declaração de Windhoek, A declaração sobre a Liberdade de Expressão em África, a Declaração Universal dos Direitos Humanos; 2. Apelar às autoridades angolanas urgentes ações no sentido de garantir o livre exercício profissional da atividade jornalística, no quadro do pluralismo de ideias, independência editorial e diversidade dos meios no âmbito das garantias constitucionais do Estado democrático de direito; 3. Manifestar a sua solidariedade para com os jornalistas angolanos nos seus esforços para garantir a sobrevivência da Imprensa independente e de um jornalismo profissional livre, crítico e editorialmente autônomo, como um dos pilares mais importantes capazes de garantir a efetividade da democracia em Angola; 4. Promover ações de denúncia, solidariedade e mobilização de recursos alternativos à escala internacional Publicada por Wilson Dadá em morrodamaianga a 8/29/2010 07:50:00 AM Tempos houve, em 1992, que fui eleito, em Luanda, para o Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalista Angolano, o Sindicato Independente, não o do regime, o oficial, e na verdade, o verdadeiro sindicato, não a correia de transmissão do Estado. Nos Corpos Gerentes, da UNITA eu era o único jornalistas pois, todos os restantes eram independentes e alguns, até, do MPLA. Foram os meses de sonho de uma efectiva Democracia em Angola. Como se vê, hoje, após eleições, que todos reconheceram como razoavelmente democráticas, e passada a necessidade de aceitação do reconhecimento internacional do estatuto de País Democrático, começam a cair algumas máscaras e, claro, cai a máscara sobretudo nos meios jornalísticos. Na CPLP foram os jornalistas brasileiros que se expuseram, assumindo a defesa dos seus colegas angolanos. O modelo de controlo é simples – compram-se os meios de comunicação incómodos, todos privados, já que a sua imensa maioria, para não dizer a totalidade vive em enorme dificuldade. O passo seguinte é linear, não havendo defesa dos direitos dos trabalhadores adequada, nem uma legislação laboral adequada, despedem-se os jornalistas incómodos e integram-se quem pretende somente sobrevier e não lutar por uma informação independente. Modelo que, diga-se, tem vindo a acontecer muito aqui pelos lados lisboetas. A Direita controla assim a totalidade da Comunicação social portuguesa e ai de quem não siga o combate anti PS e anti Socrates, com a cereja que encima qualquer bolo à frente. Curiosamente, até o modelo da opacidade de quem manda surge em alguma comunicação social portuguesa, veja-se o SOL, controlado que está por capitais da ala direitíssima do MPLA, aqui, em Portugal apoiante do PSD. Veremos, aliás, até quando suportará a ala Esquerda do MPLA este desconchavo em que vive diariamente,….cá e lá, em Angola. Felizmente, na CPLP, existe como se vê, o Brasil! Não foram os jornalistas brasileiros e nada se passaria em Lisboa de apoio à destruição da comunicação social livre angolana. Que interessa tal se o importante é destruir Socrates e o PS? Aliás, já no caso SHAKINEH ASHTANI, a senhora iraniana que se arrisca a ser assassinada por apedrejamento, “por adultério”, o que vimos foi o Brasil motivar-se, e Lula propor o seu país para local de estadia desta senhora. Trata-se de uma preocupação enraizada de defesa dos Direitos Humanos e não uma preocupação enraizada de propaganda partidária como sucede em Lisboa, sempre em prol da Direita, sempre em prol da destruição do PS e do primeiro ministro eng. José Socrates. Onde anda o Sindicato dos Jornalistas português? Que faz ele? Em que temas se orienta a sua actividade? Que preocupação tem ele quanto à Liberdade de Expressão na CPLP? Ao que consta, nos autos, nada! De facto umpouco como por aqui se passa onde o Sindicato protege o “modelo corporativo”, negligenciando a deontologia profissional, a ética profissional, e, claro, a comunicação social enquanto modelo de livre expressão do pensamento, raiz da verdadeira comunicação social. O mesmo não sucede, como se vê, no Brasil. Onde se a maioria da comunicação social se é de Direita, ou de Centro esquerda, é-o isentamente, potenciando uma relação inter partidária pacificadora e não geradora de acréscimo de conflitualidade, como por cá sucede. Não deixando de denunciar a corrupção, os erros das governações, as fragilidades existentes ainda no Brasil, a comunicação social brasileira, mesmo não esquecendo a fofoquice, é bem mais pedagogica que a portuguesa. E, sobretudo, bem mais transmissora das potencialidades brasileiras, neste mundo de global concorrencia inter nações, completamente ao arrepio do que por cá se passa, onde um britânico qualquer pode insultar o primeiro ministro de Portugal, sem tirar sequer um arrepio pelas costas. Por isso será o Brasil a potencia mundial de Lingua Portuguesa. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:45
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P´rá Frente Brasil!(3) …Claro que há uma Direita no Brasil…

Fomos, eu, a minha irmã e o meu cunhado muito bem recebidos pelos familiares do Manuel Rodrigues Vaz, que tem no Rio de Janeiro um irmão há 50 anos. É gente de trabalho. O irmão é hoje proprietário de um mercado na Vargem Pequena, onde laboram também os seus filhos e, apesar da ocupação que esta actividade significa deram-nos a espectacular oportunidade de viajar pelo Brasil, até Ouro Preto e até Paraty. Não me preocupei muito com as opções políticas desta maravilhosa família, ainda que tenhamos debatido bastantes vezes a governação Lula. E em todas as vezes na verdade, a governação Lula foi bastante criticada, com argumentos naturais de quem fez a vida a partir de um intenso trabalho, as mais das vezes sem férias marcadas, sem luxos especiais... Um dos fortes argumentos contra Lula era o apoio social dado a desempregados no Nordeste, (que sinceramente nem sei se acontece, mas acredito que sim, não no Nordeste mas um pouco por todo o Brasil), receptáculo de recursos humanos para as grandes urbes como o Rio, anos a fio a baixo custo. Como empresários emigrantes, esta família gere a sua actividade cautelosamente, centrando os seus custos na média nacional, pelo que se habituaram a um custo salarial baixo, o típico no Brasil. Em geral, diga-se, a Direita brasileira alimenta, também muito cautelosamente, a critica a Lula, a partir do exagerado peso do Estado na actividade económica e da influencia deste peso na melhoria da distribuição dos rendimentos, claro que criticando não esta distribuição mas sim os abusos que sempre acontecem, nestas situações. Como, claro, também, na critica à insegurança existente nas grandes urbes brasileiras. Estava aliás no Rio quando um grupo de bandoleiros da favela da Rocinha em combate com a policia invadiu e aterrorizou os turistas que se encontravam no Hotel intercontinental… Insinuou-se até que este ataque surpresa a um “comboio” de carros, (diria quase militares) que saiam de uma festa noutra favela para a regressarem à Rocinha, que originou o recuo e ocupação do InterContinental, resultava de uma fuga à estratégia de ocupação lenta das favelas e de uma tentativa de queimar a imagem do governo em fase eleitoral… Mas, regressando à Direita, recorro a um belíssimo texto de Marco António Villa, historiador, saído no Globo, “Onde Está a Direita”, que assume que esta natural facção política existente em qualquer país democrático, no Brasil, simplesmente, esconde-se no parlamento, apoiando, nas Presidenciais, explicitamente, como Fernando Collor que, “Defendeu enfaticamente o Governo. Virou lulista”, ou menos explicitamente viabilizando as decisões do executivo na actividade parlamentar, onde concentra a gestão dos seus interesses. O que tem dificultado seriamente a clarificação de opções, obrigando em especial o PSDB de Serra a guinadas à Direita que em nada se conciliam com outras opções também suas e que levam Serra a procurar parecer, ou mesmo a ser, implicitamente, mas em plena campanha eleitoral, um apoiante de Lula, ainda que critico de Dilma. O que o leva aos actuais menos de 30% nas intenções de voto, ajudando claro os quase 50% em intenções de voto de Dilma. De qualquer forma, era premente que alguém assumisse corajosamente a necessidade de políticas sociais que forçassem uma redistribuição da riqueza. Era não só resultado de exigências de justiça social, mas também uma mais que evidente exigência do Mercado, por forma a dar-lhe a consistência interna suficiente para que a economia brasileira rodasse e crescesse. Nesse campo o centro esquerda de Fernando Henriques Cardoso falhou, beneficiando a Esquerda de Lula, o PT. E, entre mensalões e outros erros, Lula e o PT souberam não falhar, na sua opção de redistribuição da riqueza do que resultam os 50% de intenções de voto de Dilma, uma ex guerrilheira de uma organização tipo LUAR, a LUAR de Palma Inácio, que aproveito, aqui, para recordar e homenagear. Recordar, homenagear e lamentar que se tenda já a esquecer o papel deste enorme homem, que, note-se, tal qual Manuel Alegre, combateu a Guerra Colonial, em nome de um Futuro que os que se dizem proprietários do amor pátrio quase destruíram ao imporem uma Guerra Colonial que o ministro da Defesa de Salazar combateu, ao momento do seu inicio, a pontos de tentar um golpe militar anti salazarista, golpe esse fallhado pela cobardia dos generais de então. E a existência dessa redistribuição de rendimentos e de alargamento do Mercado sente-se no Brasil nas actividades económicas desde os micro negócios de rua aos grande negócios do enormes edifícios do Rio de Janeiro. Enfim, o que se ganha com o aumento do numero de Consumidores e do Consumo, claro que também se perde com o aumento dos custos salariais, daí algum desencanto no seio dos micro e pequenos empresários. Agendei também algum desencanto na área da política cultural de Lula, até entre gente também oriunda da extrema esquerda militante, depois Pdtistas, isto é apoiantes de Brizola, e hoje claramente descontentes com Lula pelas suas omissões no campo cultural pelo menos. 15 dias são insuficientes claro para deixar escritas mais que simples impressões. Pois, se eu comparar o estado em que está o Convento de Cristo, por falta de verbas, apesar de em obras também, porque, á evidencia, não existe em Portugal uma interacção entre as actividades do Turismo e as actividades culturais, com o que vivi em Ouro Preto, em Tiradentes, em Paraty, etc, então Lula tem feito mesmo muito,…. Não vi, nem desleixo, nem desinteresse, nem desmotivação, nos equipamentos turístico culturais que visitei, o que infelizmente não sucede em Portugal, apesar de recentes esforços para mudar mentalidades. Pois, no Brasil, podem crer, cultura, património histórico, é mesmo Turismo a sério! E, lá, por exemplo, não se perderia um Curso EFA de apoio a um equipamento histórico, como infelizmente, e pelas vias burocráticas que não as políticas, releve-se, por cá se perdeu, infelizmente! Há, na verdade, uma Direita no Brasil que, aguarda o seu momento, sabendo que ela, tendo em conta os interesses que defende, não seria, como nunca foi, penso, capaz de uma politica efectiva de distribuição de rendimentos e, por essa via de aumento do Mercado Interno brasileiro. Lula e o PT foram-no. O Centro esquerda não terá também sido capaz de dinamizar esta politica social de reforço do Mercado e de melhoria das condições de vida das Pessoas, daí o fracasso eleitoral previsível de Serra. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:44
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P´rá Frente Brasil! Sobre Esse Império Português…

Antes do mais, é obrigatório, terei de pedir desculpa a quem leu o meu texto anterior, pois induzi em erro quanto ao nº de cidadãos do Rio de Janeiro. Baseado somente em conversas que fui tendo, confundi o nº de cidadãos da Região Metropolitana Rio de Janeiro, 11 812 482 habitantes, com o nº de cidadãos da cidade, que tem bem menos, 6 186 710 habitantes, erro grave e que a companheira de leituras internetianas, Cleydia Esteves, teve a simpatia de emendar, o que reagradeço. A segunda nota e que é importante também, nestes apontamentos que farei sobre o Brasil, é que escrevo não com a rigorosa intenção de escrever uma tese, mas sim com o ingénuo intuito de expressar o entusiasmo que me originou o Brasil, país que desconhecia totalmente e que veio reforçar algumas opiniões e levantar outras tantas dúvidas que tenho sobre o Império Português. Sou um filho do Império, daqueles que entende bem o que Fernando Pessoa, também um Filho do Império, quis dizer quando escreveu que a Pátria dele era a Língua Portuguesa, pois, nascido que sou de Moçambique, vivente que sou de Angola, (que considero como sendo a minha terra, a minha Pátria), vivente que sou nestes últimos, demasiados, anos em Portugal, anticolonialista e nacionalista angolano, preso antes do 25 de Abril por tal, ex simpatizante do MPLA, do MPLA de Agostinho Neto, mas também de Mário Pinto de Andrade, de Lúcio Lara, mas também de Viriato da Cruz, (antes do 25 de Abril), mas também ex dirigente da UNITA e ainda hoje, lamento teimar, Savimbista, sou, na verdade, um filho do Império, branco, de famílias com raízes judaicas, republicanas, maçónicas, (uma das minorias enfim, deste Império). Durante os combates que fiz contra a Guerra Colonial e pela Independência das ex colónias, pensei sempre, ingenuamente claro, que as Independências eram óbvias, mas que tudo aconteceria sem que a componente relacional deste Império se manteria intacta com um Portugal ele também, já, diferente. Foi por um triz que, na verdade, não se destruiu tudo e que não se desmembrou todo o Império sem que dele nada nascesse…e, ainda assim, que fazer com uma Guiné Bissau que de todo não se encontra, ou com um Timor que caminha aos solavancos, (se é que temos seja o que for a dizer sobre tal…excepto esta ideia de que somos todos nascidos de um mesmo Império?). Alguma Esquerda e alguma Direita teimam, ainda hoje, presa que estão, também, às concepções do Velho do Restelo que tão bem Camões retrata, em fazer por esquecer esta noção – a de que Portugal não foi, durante séculos, um país, foi sim, séculos a fio, um Império, sendo impossível pensar, tanto Portugal quanto os restantes países de expressão portuguesa fora deste contexto, mesmo hoje. Aliás sou dos que se encontra convencido que este Reino que foi Portugal foi construído já com este objectivo – o de criar um Império. Daí o facto de Portugal ter sido um dos 3 países/reinos a mandar Filipe o Belo e o seu papa, ás urtigas aquando da destruição dos Templários… E, na verdade, tal é a razão central que justifica que tanto Salazar como Norton de Matos concordavam com a necessidade de defender o Império, português, das ambições, imperiais também, das restantes potencias, desde o Reino Unido, à Alemanha, aos EUA e à URSS. Alguma Esquerda , na sua lógica velho restelista, teima em assumir nesta defesa do Império, somente, o carácter burguês e capitalista de ambos, Salazar e Norton de Matos e, durante não poucos anos, alinhei com estas ideias. Estive aliás, anos a fio, influenciado por um dos mais velho restelistas portugueses, Francisco Rodrigues Martins e devo a Darcy Ribeiro, um dos mais importantes, na minha opinião, intelectuais de expressão portuguesa de sempre, o ter iniciado uma outra forma de pensar sobre este assunto. Foi, o Reino de Portugal, um dos dois iniciadores da 1ª Globalização, isto é do iniciar de uma visão planetária da realidade. E, nesse processo, como em todos os processos humanos, houve sempre uma Direita e uma Esquerda. Ora alguns imaginam que ser-se de Esquerda era defender a “entrega/abandono das colónias”, e, por isso, buscaram sempre, desesperadamente até, encontrar essa Esquerda também em Portugal, na verdade com autênticos dramas e deles posso situar o caso de José Carlos Rates, um dos primeiros secretários gerais do PCP, 1923/1929, imposto pela Internacional Comunista ao referido partido e que defendendo a entrega/venda das colónias aos outros fortes Impérios, para pagar as dívidas do “Estado português”, se passou de armas e bagagens em 1931 para o lado salazarista. Falharam, falham, redondamente. Citarei, somente a título de exemplo, duas daquelas pessoas do Império que, esses sim, foram de Esquerda, mas da Esquerda do Império, na minha opinião – Francisco de Sousa Coutinho e Eugénio Ferreira. O primeiro foi um dos que procurou, numa Angola que ainda nada tinha a ver com a República de Angola, (1764-1772), construir um processo de desenvolvimento económico social completamente de fora do esclavagismo e da economia esclavagista, então dominante e que fizeram de Angola, a que nada tinha a ver com a actual, uma efectiva colónia do Brasil, para onde eram enviados os escravos que enriqueceram, as elites do reino, os brancos, os mulatos e os negros, de então. O segundo, já na fase da Angola de hoje, que procurou, e foi conseguindo, ajudar a construir, com as elites caluandas sobretudo, os instrumentos que deram origem ao MPLA, e à Independencia surgida em 1975. Comunista republicano, esteve na construção do Estado Angolano de hoje, até morrer. Ambos inexistem na historiografia, angolana e portuguesa dos dias de hoje, claro. Porque saiem, claramente, da visão anglófona, a do império britânico de raiz burguesa, ou da visão francófona, a do império francês, de raiz também burguesa…pois, na verdade, o Império Português nasce em período histórico bem anterior, e determinado por razões mais ideológicas que económicas. E é sem dúvida Darcy Ribeiro quem analisa tal matéria de forma genial. Brasileiro que é, claro. Tive a oportunidade de visitar aquele percurso que a minha irmã e o meu cunhado denominaram de a rota do Barroco – Ouro Preto, Mariana, São9 João del Rei, Tiradentes, e Congonhas – e esse percurso em especial permitiu-me reflectir um pouco mais sobre esta ideia de Império. Ao visitar as igrejas destas cidades/vilas, a Matriz de Nª Senhora da Conceição, de São Francisco de Assiz, etc, em Ouro Preto, a Catedral da Sé, etc, de Mariana, a Igreja matriz de Santo António, em Tiradentes, “a segunda Igreja mais rica de ouro do Brasil”, a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, em Congonhas, entendi o que significou a diferença entre os Impérios, burgueses, inglês e francófono e o português. A riqueza e a monumentalidade destas Igrejas, como, alias, o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, para citar somente alguns exemplos, o ouro aí visível, reflecte um outro estar completamente diferente do estar burguês dos outros Impérios. Esta monumentalidade e esta riqueza, faustosa, absurda quase, e centrada sobretudo nas Igrejas, releva o carácter Teocrático do Império Português, que Darcy Ribeiro tão bem releva, em primeiro lugar e também a forte dependência deste Império Português para com a Igreja do Vaticano, que, com os santinhos, ocos, que serviram para carregar, clandestinamente, ouro para fora do Brasil, permitiram, sem dúvida, que o Vaticano tenha beneficiado talvez mais que o reino português com a exploração do ouro brasileiro… A par com esta monumentalidade, demonstrativa de um outro tipo de colonização de ocupação, pois deixou lastro monumental, cultural, de raiz europeia/portuguesa no Brasil, a colonização de ocupação originou o aparecimento de lideranças brasileiras, como Tiradentes, que assumiu, em 1789 note-se, a par com Thomaz Antônio Gonzaga, o Cônego Luís Vieira, etc, a necessidade da Independência do Brasil, face a Portugal. Mas é perante as riquezas das referidas Igrejas que se entende, em boa parte, para onde foi a exploração mineral, de ouro e prata, do Brasil. E não foi somente para Portugal, nem, assim, pôde originar o desenvolvimento deste país, (e do Brasil por se concentrar em actividades de mero luxo), pois foi desviado para o Vaticano, o que, aliado, à perca, em tecnologia e poderio militar, da parte portuguesa da “Invencível Armada” por erro crasso de Espanha que ocupava então Portugal, e às ocupações francesas e inglesas no reino português/europeu, ao tempo das chamadas Invasões Francesas, que originaram um delapidar escandaloso das riquezas de Portugal, por parte de uns e outros, franceses e ingleses, mostram as origens do fracasso imperial português e, explicam, bastante bem diga-se, as raízes do Republicanismo e do seu particular Laicismo e anti catolicismo. Conhecedor que era de Angola, de Cabo Verde, de São Tomé e Príncipe, directamente, e de Moçambique, pelo que a família ainda conta, não tinha a percepção da tipificação da ocupação de colonização portuguesa do Brasil. Mas tendo visitado este país, que em tantas pessoas e coisas se aproxima tanto de Angola, sobretudo da Angola colonial, entende-se que um país com cerca de 1,5 a 5 milhões de pessoas, entre 1500 e 1900, como era Portugal, dificilmente conseguiria estabelecer colónias de ocupação em tantas partes do Planeta e que se tenha especialmente concentrado em uma delas, o Brasil, onde deixou o que não deixou nas restantes partes do Planeta, onde predominava uma lógica colonial de comércio estrito. Na altura do findar das Invasões Francesas não terá sido fácil perceber-se que depois de 3 séculos, já, de colonialismo de ocupação, a presença da corte portuguesa tornou óbvia a necessidade de um outro estatuto para o Brasil, que D. João VI até entendido, criando, o recriando, o Reino do Brasil, mas que nem entre os Liberais portugueses, nem entre os liberais brasileiros foi percebido e as clivagens constitucionais só podiam originar o grito de Ipiranga e o surgimento do Império do Brasil. Isto é, mais uma vez, enfim, logo à primeira vez, a Esquerda portuguesa não entendeu o Império e perdeu o Brasil, de facto o verdadeiro centro, à época, do Império português, precisamente, na minha humilde opinião, por não conseguir aceitar que o reino de Portugal já não era, não podia ser, o centro do Império. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:43
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P´rá Frente Brasil! (Esquerda do Samba ou esquerda en fado nha…)

A campanha da Dilma Rousseff à presidência da República pela coligação "Para o Brasil Seguir Mudando” formada por PT, PMDB, PDT, PSB, PR, PCdoB, PRB, PTN, PSC E PTC, já está nas ruas do país. In O Blog do Saraiva Lula promove a integração da economia brasileira ao mercado internacional tendo como papel-chave a exportação de matérias-primas e produtos agrícolas, a importação de capitais e a conquista de “nichos” nestes mercados – e, em alguns outros, bem demarcados, de produtos industriais – com a criação de grandes empresas transnacionais lastreadas em capital brasileiro. No plano político, Lula vem ocupando um espaço de alguma independência em relação aos países capitalistas desenvolvidos, como no caso da América Latina, adotando posições que até podem, eventualmente, contrapor-se aos interesses dos EUA e seus aliados, mas que, na essência, significam a defesa dos interesses dos grupos econômicos brasileiros no exterior. In candidatura de Ivan Pinheiro do partido comunista brasileiro 6. No Brasil, vivemos uma polarização política entre dois campos antagônicos. Trata-se, essencialmente, de um embate direto entre as forças patrióticas, democráticas, populares e as forças neoliberais. A ampla coalizão que sustenta a candidatura de Dilma Rousseff, com dez partidos, muitos de centro, é a maior aliança já constituída para apoiar uma candidatura liderada pela esquerda. 7. Um primeiro desafio é manter a esquerda unida no papel de núcleo de governo, em especial o PT, o PCdoB, o PSB e o PDT, para influenciar nos rumos do novo governo e garantir as mudanças e as reformas estruturais, inclusive com muita mobilização popular. Dilma também conta com o apoio de vasta militância sindical, estudantil e dos demais movimentos sociais. 8. Algumas candidaturas tidas como “alternativas”, como a do PV, a do PSol, e as candidaturas da ultra-esquerda, não ameaçam a polarização entre Dilma e o candidato da direita José Serra. O único papel relevante que elas podem cumprir é tentar levar a eleição para o segundo turno, mas pelas últimas pesquisas eleitorais isso será difícil. A altíssima popularidade de Lula e o crescimento de Dilma nas pesquisas apontam para a tendência de vitória no primeiro turno. In Portal do PCdoB “Ninguém é dono dos votos dos portugueses e estar já antecipar a votação é apressado” In, apresentação da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, por Jerónimo de Sousa Estive no Brasil com o meu cunhado e a minha irmã, Manuel Rodrigues Vaz, editor e Helena Justino, pintora, e tivemos a sorte de aproveitar, intensamente os 15 dias que por lá passámos. Foi a minha primeira ida ao Brasil, mas o meu cunhado e a minha irmã que já lá tinham estado, tinham-me dado indicações sobre este nosso país irmão que me tinham aguçado a vontade de ir. Primeira nota, Nos anos 80 quando a minha irmã e o meu cunhado lá estiveram pela primeira vez, em pleno período de fim de festa da ditadura militar, tiveram a oportunidade de acompanhar em directo um quase golpe de estado, em casa de uma amiga comum, militante do PDT, brizolista portanto, que passou horas de enorme stress quase sequestrada, tal como a minha irmão e cunhado. Nesse mesmo período o Manuel Rodrigues Vaz recusou-se a sentar-se em esplanadas dada a impressão que fazia ver os miúdos sentarem em roda da mesa onde estava para se alimentarem das migalhas que restariam das refeições de ambos. Nada disso acontece hoje. Sentámo-nos em n esplanadas e as pessoas que nos rodeavam estavam como nós, sentadas, bebendo um chopp, uma imperial enfim, mastigando algo, ou a passarem apressadas pois os brasileiros andam em geral apressados, dirigindo-se, de dia, sempre para algum sítio. Os brasileiros não são ricos, mas mostram que vivem, mesmo os que moram nas favelas, e mostram confiança no país, que é o seu, mesmo quando a sua vida profissional ainda é andar de ónibus em ónibus a vender, por um real, o que puderem imaginar. Porque, com Lula, a distribuição da riqueza tem vindo a acontecer, aceleradamente. Certamente que com erros e abusos, mas a acontecer, permitindo uma aproximação clara das pessoas a um bem maior nº produtos do que sucedia nos anos 80, e a um crescente nº de direitos sociais e económicos. E, em vez de tentativas de golpes de estado e sequestros políticos, vividos pela Zélia, pela minha irmã e pelo meu cunhado, assistimos a uma verdadeiramente anticapitalista manifestação da CUT/Sindicato dos Bancários, por melhores condições de vida, percorrendo a principal avenida do Rio de Janeiro, em autentico Festival teatral de rua, com samba e tudo! Parando à porta de cada banco por onde passavam, confrontando os capitalistas sem os confundir com o governo, de Esquerda, amigo de Socrates, que têm. Saíamos, todos os dias, (dramaticamente, pois estávamos de férias, enfim, mas o Manuel Rodrigues Vaz é assim…acelerado), pelas 8h e pouco de casa e lá íamos, de ónibus note-se, duas horas de viagem, nunca menos pois o Rio de Janeiro, (que é lindo), tem 12 ou 13 milhões de habitantes, para onde queríamos, acompanhando quem ia para o trabalho, os mais retardatários, e regressávamos, pelas 18h, entre duas a3 horas de viagem outra vez, ouvindo as conversas das pessoas que regressavam do seu posto de trabalho. Gente com Esperança no futuro. A viverem com esperança num país em crescimento económico, e em desenvolvimento económico, apesar da crise, a tender ser uma potência mundial e sendo já uma potência regional, falante português e orgulho de qualquer Lusófono! Deixem-me citar-vos um pouco de um folheto de rua de Vladimir Palmeira, deputado federal do PT, e um activo opositor a “desmandos de uma minoria da direção do PT”, enfim a estória do Mensalão, dentro do PT note-se, e que diz, “Trapezistas, contorcionistas, bailarinas, palhaços, mágicos…Potenciais presidente e governadores prometem o paraíso na +próxima esquina…Não se deixe levar por promessas descabidas, por situações imaginárias. Boa parte dos artistas deste circo está jogando a isca”, folheto que se denomina “Eu não sou mágico não.” E que mostra o tom da campanha eleitoral, forte, e sem peias na língua de parte a parte. São 10 os partidos que apoiam Dilma Rousseff, a candidata de Lula para estas presidenciais. Como vimos, na citação inicial deste texto, é uma coligação onde encontramos o PCdo B, antigo partido maoista, hoje um forte partido comunista, cisão do velho PCB, partido prósoviético, (esse ainda hoje partido irmão do PCP)…que se mantém, como o PCP, isolado, sectário, e a apoiar um tal Ivan Pinheiro e que, com um discurso “anticapitalista”, (vê-se pelo extracto acima), na verdade só sonha com, não a impossível derrota de Dilma, mas o obrigar a uma, já quase impossível, 2ª volta, pois Dilma Rousseff quando saí do Rio estava com 17% a 20% de votos acima dos 30% do direitista Serra, o “PSD” lá do sítio. Há assim, ao contrário de em Portugal, uma Esquerda unida que afirma os seus projectos autónomos, no terreno social e no terreno político, mas que nos actos eleitorais determinantes, não busca saber se alguém é dono do voto de quem, nem se imagina detentora da “verdade da esquerda”,mas sim derrotar a direita, reforçar a Esquerda na governação, travar os erros oportunistas que acontecem em todo o lado e em todas as linhas politicas, (o Bernardino, que apesar de jovem já é de triste memória parlamentar, por exemplo, foi bem derrotado no PCP por Francisco Lopes,…o que já não é mau), bem ao contrário do que sucede em Portugal. Lamentavelmente. Por cá mantemo-nos en fado nhamente sectários, divisionistas, afirmando que, eu sou a Esquerda, aquela Verdadeira, Tu, se não és peçonha és pelo menos reaccionário e agente do imperialismo…enquanto que, no Brasil, a Esquerda, alegre, militante e de rua, luta e canta ao som do samba, mudando um país que já foi tenebroso. Levando-o ao campo das maiores Potencias mundiais, defendendo os Direitos Humanos, das Mulheres no caso, no Irão, mas não temendo confrontar Obama e os EUA em defesa do aproveitamento, se pacífico, do nuclear deste mesmo Irão. Cansa não cansa? Que viva o Brasil, Lula e Dilma, por favor, pois ao pé desta política portuguesa, eles são a lufada de ar fresco que a Esquerda necessita! E, claro, vou continuar em próximos textos o relato desta minha viagem ao Brasil…já em contexto menos político. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:42
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O Pasquim do “PSD” (Não Confundir com PSD!)

Um amigo meu, ex-pcp(ml) como eu, anda zangado comigo porque ando demasiado socratista, diz ele, e argumenta tal acusação com estes meus últimos textos sobre o “caso” FREEPORT… Como ele, eu tenho orgulho nos combates democráticos de 1974/5 em defesa de Valores e Princípios que geraram esta Democracia que hoje temos, (talvez andemos desencantados, mas tal resulta mais da utilização da Democracia por alguns, que da Democracia ela mesmo). Estivemos, com orgulho, também com dirigentes e militantes do PSD nas manifestações do Republica, do Terreiro do Paço, da Alameda. Com orgulho certamente, recordamos que eram as manifestações democráticas que eram atacadas a granada de fumo, enquanto que as manifestações totalitárias e para totalitárias eram protegidas pelos copcon’s e suv’s… Foi nesses combates que se geraram solidariedades, entre socialistas, sociais democratas e, claro, maoistas como nós dois. A estes combates eu ainda acrescentei a luta pela Democracia em Angola…onde convivi, de novo, com Socialistas e também com Sociais Democratas e, claro, Centristas. Uns de nós, ex- pcp (ml), são hoje militantes ou apoiantes do PS, outros do PSD. Os socialistas são pela construção de uma economia solidária, com intervenção maior ou menor do Estado, com maior ou menor reforço e empenhamento na economia social, nos movimentos cooperativos, associativos, no Poder Local, com maior ou menor empenho na Justiça Social, da Distribuição da Riqueza, numa Educação para todas/os, (uns mais pela Educação/Escola pública, outros, como eu mais por uma Educação/Escola Social). Para os Socialistas é o Estado que é um instrumento de gestão da coisa pública, nunca a Democracia Os PSD encontram-se, em especial desde Durão Barroso, bastante mais dividido, entre um pensamento liberal, político, mas mais ou menos social, no plano da economia, e um pensamento neo liberal, o Estado definitivamente fora da economia e do social. Passos Coelho é, já se viu, não um liberal mas sim um neo liberal. Seguindo o pensamento de Durão Barroso, não de Sá Carneiro. No entanto, já o mostrou, a Democracia não é, para ele, um mero instrumento. É um Valor e por isso segue a linha dos PSD que fizeram os Combates acima, onde também estive. Temos diferenças de linha ideológica, de estratégia, de opções políticas, mas não de Valores. O que já não é verdade com alguns que se dizendo ou do “PSD”, ou próximos do “PSD”, fizeram um outro percurso. O dos SUV e do copcon, o da assunção da Democracia, ainda hoje, como um mero instrumento para atingir outros objectivos. Que hoje já nem os têm, pois há muito que deixaram de ser comunistas, para os casos que ora analiso. Assumo, desde já, que foi com Socialistas como Mário Soares,.em especial este dirigente Socialista, e com Sociais Democratas, na verdade Liberais, como Sá Carneiro, ou Emídio Guerreiro, ou com Centristas e ou Democrata Cristãos, como Freitas do Amaral e Amaro da Costa, que aprendi que a Democracia é um Valor e não um estrito instrumento! Regressando ao título deste texto, na verdade o problema é que, nas margens do PSD, e sem que este partido de tal tenha culpa, andam cidadãos e cidadãs que odeiam, detestam visceralmente a Democracia, e a utilizam instrumentalmente. Tal sucede neste pasquim que se chama Publico. Aí utiliza-se os mecanismos democráticos, meramente no sentido instrumental dos mesmos, em nome de interesses onde a Democracia inexiste. Daí as campanhas anti Partido Socialista que teimosamente mantêm, daí as campanhas anti Socrates que teimosamente mantêm. Mesmo depois de terem verificado que foram apanhados com o pé no ar, com a mentira toda na boca! Anotemos o relato do SOL, jornal claramente antisocialista, sobre as razões da não inquirição de Socrates, primeiro ministro, democraticamente eleito, por duas vezes, “Acontece que o trabalho da PJ, coordenado pela inspectora Maria Alice, foi entregue ao DCIAP apenas a 21 de Junho, ou seja, quando faltava um mês para terminar o prazo dado pelo vice PGR, Mário Dias Gomes, para a conclusão do inquérito, (25 de Julho) – prazo definido em Maio, por sugestão da directora do DCIAP e de que os magistrados tinham conhecimento. Alem disso, nesse relatório não era feita qualquer proposta de acusação ou arquivamento, ou de inquirição de testemunhas.” (in, SOL 6 de Agosto 2010). Foram as excelências procuradores que entenderam que, em um mês, em 24 dias, repito, 24 dias úteis de trabalho, não tinham tempo para inquirir quem desejavam, mas ainda assim, tinham tempo para colocar as 27 mais estúpidas perguntas que se possam imaginar, já citei algumas, ao Primeiro Ministro do seu país, num despacho da Justiça em que eles na verdade parece não acreditar! Haja respeito, por favor, haja menos instrumentalismo e mais Valores, Mais Justiça, Mais Democracia! Estes factos estão mais uma vez totalmente deturpados no instrumentalista pasquim que se chama Publico, que, em consequência note-se, consegue no dia de hoje 12 páginas de publicidade para as 22 páginas de publicidade do DN! Por acaso? Claro que não! Quem quer manchar o nome comercial num pasquim? Estou em crer que poucos o querem… Eis porque entendo que op meu amigo ex-pcp(ml), como eu, não tem razão. Não é o socratismo que está em jogo, mas sim a transformação da Democracia em um mero instrumento, ao serviço de uns tanto e dos seus interesses. Que, como se vê pela publicidade – paga mal! O mercado meus caros é implacável e quem ofende mais de 30% do mesmo, os Socialistas, em nome de interesses obscuros e da instrumentalização da Democracia, só pode ter de pagar a factura por tal. Com o desaparecimento, como acontecerá a breve trecho. Não é o PSD que está em jogo, nem é o jogo partidário que está em jogo, são simples, tacanhos, obtusos, interesses. A partir de “espertezas saloias”. Erraram. Terão sido instrumentalizados pelos interesses do tal Serious Fraud Office? Acontece a todos errar, acontece a todos sermos episodicamente instrumentalizados. Mas quando tal sucede, algo simples, mas lindo, tem de ser feito – pedir desculpa. O que, como se vê, nem o pasquim nem a Embaixada britânica são capazes de fazer. Falta de chá. Enfim, parto para férias com este sorriso e este amargo na boca – a Democracia em Portugal está em risco, em consequência deste instrumentalismo que, visivelmente, todos temem contestar! Mas que urge na verdade denunciar com a mesma veemência que tivemos nas manifestações da Alameda, ou do Terreiro do Paço, ou do Republica. Porque se ninguém intervém para pôr esta maralha na ordem, teremos nós Cidadãos e Cidadãs de o fazer. Uma vez mais. Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:41
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Uma Carta (Ainda) Fechada? Sr Embaixador da Grã Bretanha, Para Quando a Resposta? (Estranhamente, o meu blog anda bloqueado, não aceita mais que lhe introduza textos…)…

Boa! Relancei a moda das Cartas Abertas! Parece que sim, no “caso Freeport” pelo menos. Agora até um “sindicato”, corporativo, de ricos, (pessoas ricas, não Ricas Pessoas), faz uma Carta Aberta sobre este “caso”. (Estranhamente, o meu blog anda bloqueado, não aceita mais que lhe introduza textos…)… Onde, nada de novo se diz, para além que abrir a campanha eleitoral ao próximo PGR, que, como se vê, por esta campanha, será ainda mais fraco que todos os anteriores porque nas mãos de uma corporação de interesses e não ao serviço dos Cidadãos. Uma simples citação, em si uma vergonha para esta casta – “indeferir porque injustificado, um pedido de aceleração processual mas, concomitantemente com isso, estabelecer prazos para a finalização de investigações em curso, interferindo directamente na estratégia de investigação…”- quando, na verdade, o processo tinha já cinco, (5), anos de vida, e quando não se recorreu solicitando mais prazos! Ridículo que reforço com o vídeo abaixo. O dito SMMP, (eu como antigo sindicalista recuso-me a aceitar esta entidade enquanto Sindicato!), diz que resiste, coitado. Á custa dos nossos impostos que lhe pagam a actividade! Para campanhas verdadeiramente partidárias, como se afirma também, com relevância jurídica, no vídeo abaixo! Tal qual a cereja em cima de qualquer bolo que teima, neste pasquim que se chama Publico - mas que só releva interesses privados, e que só sobrevive porque tem um empresário que em outros negócios á custa dele vive, não por ter leitores que justifiquem a publicidade, cada vez mais, menor, ( privados, 4páginas e 25%, do proprietário, 025% de pág., do Estado, enfim nosso, (sem a minha autorização diga-se), 2 páginas e 65%), diga-se – a recusar-se a assumir a culpa da fraude que alimentou nas 3 campanhas eleitorais de 2009, com campanhas partidárias neste jornal. E o essencial, o que ninguém “pega jornalisticamente”, facto que deixou de ser curioso para passar a escandaloso há muito, é – e o que se passa com os corruptores, sr embaixador da Grã Bretanha? Estão eles presos? Ou andámos, desde sempre neste “caso”, a brincar? A mexer no tema, (para não usar outra palavra), errado? (Estranhamente, o meu blog anda bloqueado, não aceita mais que lhe introduza textos…)… Porque não responde sr Embaixador da Grã Bretanha? Já basta uma cereja neste “processo”, seria útil que, de vez, a Embaixada Britânica em Portugal existisse e dissesse aos portugueses – lamentamos o sucedido, assumimos o erro, reconhecemos que manipulámos 3 campanhas eleitorais, (uma curiosamente europeia, o que conta de forma diferente para os “interesses britânicos”)! E seria útil que esclarecessem se não saiu também da Embaixada Britânica, abusivamente, informação sobre este “caso”, de forma manipulada, como já afirmou alguém, para alguns, só alguns, jornalistas. Porque se há um pasquim, o que lamento que exista, mas parece existir, que se alimenta de “assistência” manipuladoras, para “informar” requentadamente, enfim,, é um pasquim! O senhor Embaixador representa um país. Da União Europeia. Aliado de Portugal, uma parte importante desta CPLP que é cada vez mais o meu país. Um país com uma Democracia parlamentar. Que pergaminhos usa então? Ou já não se usam pergaminhos na Grã Bretanha? (Estranhamente, o meu blog anda bloqueado, não aceita mais que lhe introduza textos…)… http://www.youtube.com/watch?v=KD_isCaqkOg&feature=related (Estranhamente, o meu blog anda bloqueado, não aceita mais que lhe introduza textos…)… Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:39
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