Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

A “ Morte Anunciada” da União Europeia? (Que morra o Euro e Viva o Dólar?)

"Temendo a falência do país mais pobre
da Europa Ocidental, os investidores
fugiram em massa dos títulos portugueses",
escreve o Financial Times, dizendo ainda
que a dívida coloca a bandeira portuguesa
"a meia haste."
(in site do Diário Económico)
“Mostrando uma fotografia da estação de
comboios do Rossio, no dia da greve, o New
York Times escreve que "ambos os Governos
[Portugal e Grécia] estão a ser confrontados
com protestos de trabalhadores, que têm pela
frente um futuro cheio de incertezas" .
"(in site do Diário Económico)


Escrevi antes e logo após as eleições do ano passado que Portugal só tinha uma solução – Um Governo de Salvação Nacional.

De então para cá algumas oposições limitaram-se a alimentar o país não de soluções para a crise mas sim de fait-divers de baixo calibre e moral que se limitam a incentivar o vivermos todos neste estado, “burguês”, no mais que mau sentido desta palavra que já foi revolucionária, de “os ricos que paguem a crise”.

Não pagam nunca, não irão pagar e mesmo que pagassem não resolviam o problema de uma economia que desde 1986 viveu para a autodestruição das suas potencialidades e para o novo riquismo.

Uma coisa é exigir que haja moral e que não se sustentem cidadãos a “pão de ló” de 4000 euros dia, outra coisa é fazer acreditar que pôr fim a tal resolve seja o que for da crise em Portugal.

Não resolve.

Hoje está, nos mercados internacionais, mais que claro o que é que os meios da alta finança americana querem – acabar com esta experiencia linda que foi o Euro!

A Europa não tem razões para imaginar que os EUA a iriam deixar ser, de novo, uma super potencia.

Tem, a Europa, a União Europeia, demasiado potencial para tal, em mercado, em recursos, naturais e financeiros, em Organização e em knowhow, para que possa sobreviver, acham os da alta finança de Nova Iorque, (vale começar a escrever assim os nomes…)

A RP da China sim vale a pena – tem mercado, não tem organização, nem tem know how que a sustente enquanto superpotência a temer.

Por enquanto.

Porque põe na ordem a Ásia.

A Rússia sim vale a pena - tem mercado, não tem organização, o know how é ainda insuficiente para que seja uma superpotência a temer.

Por enquanto.

Porque pode pôr, agora sem problemas ideológicos, do Atlântico aos Urais, islâmicos incluídos, este gente” na ordem.

Ficarão, as potencias médias – a Alemanha, a França, a colónia americana que é a Grã Bretanha, a Espanha, na Europa, na América Latina o Brasil, na Ásia o Japão.

Úteis mercados, úteis para o controlo regional.

Não escrevo isto por anti americanismo.

Fui e não me importei de ser um freedomfighter.

Porque havia que lutar pela Liberdade!

Escrevo-o porque existem os EUA e os EUA!

Os EUA que, como Stigltz entendem que já não é possíevl controlar o mundo como outrora e os EUA que como os da alta finança continuam a achar que sim que não só é possível como é necessário, sendo certo que Obama será um fenómeno passageiro.

Para eles.

Portugal, como a Grécia, como a Islândia, como a Irlanda, são meros peões para fazer abater a União Europeia e o Euro.

Por cá alguns andam a brincar com o fogo.

Vejam a noticia americana sobre a greve dos transportes, que foi, todos o sabemos, um fracasso.

Virou o fim do mundo e felizmente não existem em Portugal os anarquistas que existem na Grécia, para dar mais credibilidade à noticia!

Mas aparecerão não duvidem.

Pagos por estes da alta finança nova iorquina.

Felizmente existem Sócrates e Passos Coelho.

Parabéns aos dois.

E deixemo-nos de fingimento.

A CPLP está aí, a União Europeia ainda existe, o Euro ainda não morreu.

Há que ultrapassar esta crise, em Portugal e na CPLP.

Há que ultrapassar esta limitação que é a tentação existente na Alemanha, que a leva a pensar preferir regressar ao marco e a matar o Euro.

E há que acabar com os fait divers, pensar num governo de Salvação Nacional e encontrar as soluções necessárias para travar os ímpetos destrutivos que vemos existirem nos EUA, na sula alta finança.
publicado por JoffreJustino às 17:41
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A “ Morte Anunciada” da União Europeia? (Que morra o Euro e Viva o Dólar?)

"Temendo a falência do país mais pobre
da Europa Ocidental, os investidores
fugiram em massa dos títulos portugueses",
escreve o Financial Times, dizendo ainda
que a dívida coloca a bandeira portuguesa
"a meia haste."
(in site do Diário Económico)
“Mostrando uma fotografia da estação de
comboios do Rossio, no dia da greve, o New
York Times escreve que "ambos os Governos
[Portugal e Grécia] estão a ser confrontados
com protestos de trabalhadores, que têm pela
frente um futuro cheio de incertezas" .
"(in site do Diário Económico)


Escrevi antes e logo após as eleições do ano passado que Portugal só tinha uma solução – Um Governo de Salvação Nacional.

De então para cá algumas oposições limitaram-se a alimentar o país não de soluções para a crise mas sim de fait-divers de baixo calibre e moral que se limitam a incentivar o vivermos todos neste estado, “burguês”, no mais que mau sentido desta palavra que já foi revolucionária, de “os ricos que paguem a crise”.

Não pagam nunca, não irão pagar e mesmo que pagassem não resolviam o problema de uma economia que desde 1986 viveu para a autodestruição das suas potencialidades e para o novo riquismo.

Uma coisa é exigir que haja moral e que não se sustentem cidadãos a “pão de ló” de 4000 euros dia, outra coisa é fazer acreditar que pôr fim a tal resolve seja o que for da crise em Portugal.

Não resolve.

Hoje está, nos mercados internacionais, mais que claro o que é que os meios da alta finança americana querem – acabar com esta experiencia linda que foi o Euro!

A Europa não tem razões para imaginar que os EUA a iriam deixar ser, de novo, uma super potencia.

Tem, a Europa, a União Europeia, demasiado potencial para tal, em mercado, em recursos, naturais e financeiros, em Organização e em knowhow, para que possa sobreviver, acham os da alta finança de Nova Iorque, (vale começar a escrever assim os nomes…)

A RP da China sim vale a pena – tem mercado, não tem organização, nem tem know how que a sustente enquanto superpotência a temer.

Por enquanto.

Porque põe na ordem a Ásia.

A Rússia sim vale a pena - tem mercado, não tem organização, o know how é ainda insuficiente para que seja uma superpotência a temer.

Por enquanto.

Porque pode pôr, agora sem problemas ideológicos, do Atlântico aos Urais, islâmicos incluídos, este gente” na ordem.

Ficarão, as potencias médias – a Alemanha, a França, a colónia americana que é a Grã Bretanha, a Espanha, na Europa, na América Latina o Brasil, na Ásia o Japão.

Úteis mercados, úteis para o controlo regional.

Não escrevo isto por anti americanismo.

Fui e não me importei de ser um freedomfighter.

Porque havia que lutar pela Liberdade!

Escrevo-o porque existem os EUA e os EUA!

Os EUA que, como Stigltz entendem que já não é possíevl controlar o mundo como outrora e os EUA que como os da alta finança continuam a achar que sim que não só é possível como é necessário, sendo certo que Obama será um fenómeno passageiro.

Para eles.

Portugal, como a Grécia, como a Islândia, como a Irlanda, são meros peões para fazer abater a União Europeia e o Euro.

Por cá alguns andam a brincar com o fogo.

Vejam a noticia americana sobre a greve dos transportes, que foi, todos o sabemos, um fracasso.

Virou o fim do mundo e felizmente não existem em Portugal os anarquistas que existem na Grécia, para dar mais credibilidade à noticia!

Mas aparecerão não duvidem.

Pagos por estes da alta finança nova iorquina.

Felizmente existem Sócrates e Passos Coelho.

Parabéns aos dois.

E deixemo-nos de fingimento.

A CPLP está aí, a União Europeia ainda existe, o Euro ainda não morreu.

Há que ultrapassar esta crise, em Portugal e na CPLP.

Há que ultrapassar esta limitação que é a tentação existente na Alemanha, que a leva a pensar preferir regressar ao marco e a matar o Euro.

E há que acabar com os fait divers, pensar num governo de Salvação Nacional e encontrar as soluções necessárias para travar os ímpetos destrutivos que vemos existirem nos EUA, na sula alta finança.
publicado por JoffreJustino às 17:40
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Estranhas Mentalidades…Perante a Obrigação de Falar

“Uma coisa é um processo-crime
Em que dos silêncios não se podem,
e bem, extrair conclusões.
Coisa diferente é num processo político,
Como é o que corre na Assembleia da
República, em que os depoentes
Têm a obrigação de falar…”
(in, Opinião de Nuno Saraiva, DN, 23.04.010)


Eu supunha que, com o 25 de Abril de 1974, os processos políticos tinham terminado.

Foi também para isso que ele aconteceu!

Pensava eu!

Depois, em 2001, quando fui sancionado pelo totalitário supra Estado que é a ONU, acompanhada pela União Europeia, que como sabemos é ainda pré democrática, e pelo Estado Português, esse democrático, ficando, sem direito a julgamento e à defesa, três anos proibido de ser remunerado, de ser sócio de empresas e cooperativas, percebi que não.

O mundo tinha mudado com a queda do Muro de Berlim e com o desaparecimento da URSS, os neoliberais, que já tinham estado ao lado de Pinochet com o seu golpe onde morreram milhares de Chilenos, (para só citar este exemplo), impuseram, como se vê, os processos políticos e o regresso aos tempos salazarentos…

Um regresso “democrático”…

Pois vive-se agora, como vemos acima, mais uma originalidade – parece ser consensual haverem “processos políticos” e até o Parlamento, assume tal, como refere e defende Nuno Saraiva, jornalista suponho que do DN, jornal que compro todos os dias.

Segundo ele, um Cidadão tem, perante um “processo político”, a “obrigação de falar”.

Estou pois cada vez mais velho, já que sou do tempo em que, perante processos políticos, tinhamos a obrigação de Não Falar e fui inclusive criticado (e bem), por amigos meus, por ter “confirmado” algumas, (felizmente para vários camaradas meus, não todas, mesmo poucas, mas mesmo assim confirmei algumas), declarações em um processo político, onde o “Parlamento” era a PIDE/DGS!

Fiz o combate democrático no suposto precisamente que não teríamos mais “processos políticos”.

Afastei-me do marxismo leninismo maoismo precisamente porque percebi a tentação totalitária que lhe estava inerente.

Tal como Pacheco Pereira, etc.

Pois parece que não chegou.

Aí está, de novo, a agitação política em volta da ideia de que temos – a “obrigação de falar”!

(Quatro e onze páginas à frente o DN refere, de forma adequada, o escândalo de um “professor”, da Fac. de Direito, constitucionalista, evidentemente fascizante, que faz um teste onde compara o casamento entre pessoas do mesmo Género a casamentos com animais… prova de que estamos cada vez mais bem acompanhados, neste neoliberalismo fascizante de “processos políticos” onde temos a “obrigação de falar” e aceitamos que numa Faculdade de Direito, se brinque com os Direitos das Pessoas, comparando o sexo (e o casamento), entre Pessoas do mesmo Género, com o sexo, (e o “casamento”), entre Pessoas e Animais, prova, acho eu, de que, certamente, para este constitucionalista, e mais gente, a pedofilia é, claro, normal…).

“Católicos” estes tipos?

Claro que não podem sê-lo!

Porque violam em tudo o que podem e para lhes servir estritamente os interesses próprios, as regras da boa relação humana, (já não falo da Lei!).

Rui Pedro Soares não quis falar nesta vergonha que é a “Comissão de Inquérito”, onde se realiza um “processo político”, e cito aqui Nuno Saraiva, jornalista.

Por mim, está no seu pleno direito!

Eu não elegi nenhum deputado da AR para ser pide, enfim para desenvolver processos políticos.

Precisamente porque em Democracia não podem haver processos políticos.

A não ser que o que se pretenda não seja uma Democracia, mas sim uma disfarçadasita ditadura.

Envergonho-me.

Porque não foi para isto que estive nos combates pela Democracia, em Portugal e em Angola, não foi para isto que fui preso, em Portugal e em Angola, que estive em prisões fascistas e comunistas.

Parece que alguns dos que combateram já se esqueceram de tal.

Problema deles.

Só significa que o Combate, pela Democracia, Continua.

Porque, para processos, temos os Tribunais!

Nada mais.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:54
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Um Apelo à Aceitação da Educação Sexual nas Escolas e do Kit de Educação Sexual da APF, Associação do Planeamento Familiar, e, claro, de Muitos Mais Outros!

Bom dia,

Depois de ler atentamente o vosso email e o vosso site, http://www.plataforma-rn.com/site/ , decidi, enquanto director pedagógico da EPAR, Escola Profissional Almirante Reis, (uma Escola Profissional que, desde que nasceu, se assumiu como Solidária, Laica e Republicana, o que não lhe tem facilitado em nada a vida diga-se), adquirir o Kit da APF e, claro, não só informar-vos de tal como, também, divulgar as razões desta aquisição junto de todas as Escolas que tenhamos a possibilidade de contactar.
Já temia que a campanha contra a educação sexual nas escolas surgisse com mais força, logo que o Governo tivesse a coragem, cultural e politica, como este Governo, finalmente, teve, de assumir a regulamentação deste tema.
Na verdade, alguns sectores que se dizem católicos assumem atitudes que só podem merecer o repúdio das e dos Cidadãos que, como eu, convivem há dezenas de anos em escolas onde os alunos, (todos os anos), por pura ignorância, deles e dos seus encarregados de educação, caminham pelas veredas do abandono escolar em consequência de gravidezes indesejadas e inesperadas, em resultado das opções dos que já escreveram até, o dislate de afirmar que D. Afonso Henriques não necessitou de ter educação sexual para ter filhos.
O que,, historicamente, é uma pura falsidade, mas, culturalmente sobretudo, é inaceitável!
Estamos no século XXI.
No mesmo, a larga maioria das famílias, mais de 90% delas, tem o pai e a mãe a trabalhar e têm, com os filhos, dramaticamente, uma vivencia diária que não ultrapassa as 3h30m diária, exceptuando os fins de semana.
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
A falta de educação sexual e as dificuldades financeiras da larga maioria das Famílias em Portugal conduzem o país ao suicídio colectivo – temos hoje 1,3 crianças por casal em consequência desta grave limitação!
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
As comunidades de vizinhança são hoje tendencialmente inexistentes, os tempos de lazer são tomados pelas televisões e as passeatas aos centros comerciais…pouco havendo de convívio são, que permita que as famílias elas próprias e no seu contexto alargado, cuidem dos filhos, nem no campo da educação sexual nem em qualquer outro.
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
A prostituição ilegal, feminina e masculina, com todas as consequências da devassa em que quem a pratica vive, é geradora das mais graves doenças sexuais transmissíveis, generalizadamente transmitidas, para além dos traumas que quem a pratica acaba por ter, perante a complacência, (para não dizer mais), dos que agora pudicamente querem combater a educação sexual nas escolas. Ora a prostituição convive connosco em todas as estradas do país, assim como nas ruas das cidades e vilas.
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
As crianças que surgem na escola, publica e privada, grávidas, em consequência da mais total desinformação, (e não da gravidez assumida, consentida e desejada), em que vivem, são em nº crescente e não há escola que não conviva com este drama social.
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
As televisões, as rádios, os jornais, os placards publicitários estão pejados de mensagens sensuais e ou sensualizantes todas feitas com o objectivo de vender, de vender cada vez mais, afectando a noção do corpo que cada um tem, e sobretudo a noção do desejo inerente a cada e face ao/à Outro/a, gerando doenças socialmente cada vez mais graves como a bulimia e a anorexia.
No tempo de D. Afonso Henriques tal não sucedia.
E não é necessário educação sexual nas escolas?
E não são necessários kits de educação sexual, como os da Associação do Planeamento Familiar, que desenvolve actividade há já dezenas de anos, bem antes do 25 de Abril de 1974?
Em nome de quê estas atitudes?
Se lerem a Bíblia, Velho e Novo Testamento, em lugar algum dos mesmos são assumidas tais posições, bem pelo contrário, nos mesmos encontramos importantes orientações quanto á educação sexual que em nada se coadugnam com as rejeições falsamente pudicas que encontramos no site que cito acima.
Foram precisos 36 anos de Democracia e um governo corajoso e reformista para que, finalmente, se regulamentasse a educação sexual nas escolas.
Interessante seria, pois, que, (e seguindo o exemplo de D. Afonso Henriques), os signatários deste site aderissem adequada, e civilizadamente, à necessidade de termos educação sexual nas escolas, sendo certo que a mesma deva ser orientada tendo em conta as opções, religiosas e outras, das famílias envolvidas em cada escola.
Nem D. Afonso Henriques estaria contra tal!
É sem duvida essencial que as aulas de educação sexual respeitem, as opções múltiplas, desde os que entendem que os Jovens devem ser virgens até ao casamento, aos que entendem a vida afectiva e sexual em outras vias, sem que ninguém, se imponha a ninguém.
O que não é aceitável é a continuação do actual statu quo que conduz aos piores dislates sobre os Afectos e sobre os Corpos de cada Pessoa aqui vivente e que parece querer manter-se com tais sites e emails como o de abaixo!
Apelo pois à rápida entrada da educação sexual nos curricula das escolas, publicas e privadas, e, claro, à aquisição do kit de educação sexual da APF, (ou de outro), que facilite e dinamize esta actividade nas escolas em moldes sérios.
Joffre Justino
(Director Pedagógico)

De: plataforma-rn.com [mailto:info@plataforma-rn.com]
Enviada: segunda-feira, 19 de Abril de 2010 23:18
Para: jjustino@epar.pt
Assunto: PEDIDO INFORMAÇÃO - KIT APF


"Desde Setembro do ano passado, 1100 escolas já encomendaram kits de Educação Sexual à Associação para o Planeamento da Família (APF)" (DN, 23/01/2010)

Exmo(a). Senhor(a) Director(a),
Ao abrigo dos artigos 7º, nº1 alínea a), 64º, nº1 e 65º, nº1 do C.P.A., vimos pela presente solicitar resposta às questões que abaixo colocamos:
1. SE COMPRARAM O KIT DA APF?
2. SE PENSAM VIR A COMPRAR O KIT DA APF?
3. SE VÃO USAR O KIT DA APF?
Antecipadamente agradecidos pela melhor atenção dispensada ao assunto.
Melhores cumprimentos,
Pela Plataforma-RN
Artur Mesquita Guimarães – V. N. Famalicão
Fernanada Neves Mendes – Leiria
Paula Pimentel Calderon – Lisboa
Miguel Reis Cunha – Algarve
http://www.plataforma-rn.com/site/
publicado por JoffreJustino às 10:56
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

A Educação Sexual nas Escolas, a Escravatura Sexual e D. Afonso Henriques de Novo

Pois é, desta vez nem era africana a jovem, era mesmo europeia, da União Europeia, de Itália, a católica e Berlusconiana Itália…e tem 12 anos de idade!

Mesmo assim, foi escrava sexual num bar de alterne, algures em Portugal.

Como chegou a Portugal e ao bar de alterne em causa, (terá, ao menos, o referido bar, sido fechado e presos os seus patrões?), não se sabe, a comunicação social nada diz…

Mas vá lá, o DN fez noticia deste relatório do Plano Nacional de Combate ao Tráfico de Seres Humanos.

Parabéns por isso ao DN!

O que não sucedeu em outros meios de comunicação social, (que tenha lido, visto, ou ouvido).

E não há falta de educação sexual, nas escolas, em Portugal em geral, disse, pior escreveu, no “liberal” Publico de José Manuel Fernandes, (que nem esclareceu o ridículo), tendo o padre ultra conservador, arcaico, que escreveu tal, acrescentado que D. Afonso Henriques nem necessitou de educação sexual para ter filhos.

O que é evidentemente, diga-se, falso!

Enfim, não é necessário haver educação sexual, mas há quem vá a uma casa de alterne para “se encontrar”, “sexualmente”, com uma criança de 12 anos de idade…

E não é necessário educação sexual, (nas escolas e não só), mas existe em Portugal escravatura sexual, de mulheres e homens.

Como, não sendo necessário que haja educação sexual nas escolas, é tão fácil vermos nas ruas, mesmo nas invernosas e frias noites, ao total abandono dos gigolôs, mulheres e homens, prostitutas/os, meio fácil de expansão das doenças sexualmente transmissíveis e também de degradação individual.

Por isso os “especialistas” em educação, na comunicação sexual, se preocupam sem duvida com “o essencial – a contratação de professores por contrato, ainda que em circunstâncias especiais e que cria emprego, mas que eles acham injusto.

Isso sim é “essencial”!

Posição menos doentia que a escrita do padre ultraconservador e arcaico, mas francamente próxima, já que a Portaria n.º 196-A/2010 é de 8 de Abril, (enfim da sexta feira passada), e saiu quase sem noticia e sem qualquer debate em volta dela, ( e releve-se quem a fez merece ser parabenizado pois estamos perante um momento novo na educação em Portugal, com a sua saída!).

E saiu 36 anos depois do 25 de Abril de 1974!

Quão difícil é implementar a Democracia e mentalidades abertas…

No entanto, vale a pena reflectir em volta da Portaria em causa, dadas as suas fragilidades e a necessidade de, a prazo, ser revista.

Vejamos pois alguns aspectos, tendo em conta que eu sou director pedagógico da EPAR, Escola Profissional Almirante Reis,

“No ensino profissional, a educação sexual integra--se igualmente na área da educação para a saúde, sendo atribuída ao director de escola a competência para, em
concertação com o professor coordenador da área da educação para a saúde e os directores de turma, definir quais os temas que devem ser abordados nas áreas curriculares
disciplinares, sem prejuízo da actuação dos gabinetes de informação e apoio ao aluno previstos no artigo 10.º da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto.”

Cá estamos nós perante mais uma limitação da autonomia pedagógica das escolas profissionais, pois agora tenho de ter um “coordenador da área de educação para a saúde” e ainda “directores de turma”.

Que não tinha pois a EPAR tem Coordenadores de Curso e Orientadores Educativos…

Os “especialistas” querem lá saber que esta alteração implica um custo adicional para a EPAR que, se já recebeu, em 1992, nos tempos áureos do dispêndio dos fundos europeus, 900 escudos hora formando recebe agora o equivalente a 355 escudos hora formando.

(escrevo isto para que não digam, que sou socratista por andar a ser “pago” por ele…)

Sigamos,

“Sem prejuízo do disposto no número anterior, os conteúdos da educação sexual são ministrados nas áreas curriculares não disciplinares, designadamente em formação cívica e completados pelas áreas curriculares disciplinares.”

Desconhecem as escolas profissionais esta área, formação cívica, pelo que se supõe que a educação sexual seja implementada por exemplo na Área de Integração, o que é aceitável.

Mas levanta-se um problema – substituindo o corpo de conteúdos ora existentes, (enfim alargando as hipóteses de gestão do mesmo), ou adicionando à carga horária mais horas de actividade?

“Os termos em que se concretiza a inclusão da educação sexual nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas são definidos pelo respectivo conselho pedagógico e dependem de parecer do conselho geral, no qual têm assento os professores da escola, representantes dos pais e, nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas onde seja leccionado o ensino secundário, representantes dos estudantes.”

“Sem prejuízo do disposto no número anterior, o conselho pedagógico deve assegurar que os pais e encarregados de educação sejam ouvidos em todas as fases de organização da educação sexual no respectivo agrupamento de escolas ou escola não agrupada.”

Esta “democracia participativa”, que não sucedeu em outras disciplinas, ou áreas de saber, que não sucedeu nunca, sucede agora para quê? Para que as igrejas várias, que ridiculamente têm padres como o que acima cito, verdadeiras bestas intelectuais, por via dos seus acólitos, boicotem a educação sexual nas escolas, com mais 36 anos de debates, agora nas escolas, gerando, mais conflitos locais?

Quando sabemos que até nos simples preservativos existem divergências, ridículas divergências, de fundo, o que vamos esperar senão mais conflito?

“De acordo com os limites definidos no artigo 5.º da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, a carga horária não pode ser inferior a seis horas para os 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo do ensino básico e secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano lectivo.”

Penso que e tendo em conta as limitações horárias perante a inflação de saberes necessários nos dias de hoje, os limites estabelecidos estão adequados, pois nada impede de os mesmos serem, se e quando for caso disso, alargados.

No entanto relevo e esta carga horária é retirada de outras áreas de saber ou é adicionada à existente?

Se for adicionada quem a vai pagar? Os financiamentos vindos do Estado ou o voluntariado das organizações que gerem as escolas profissionais?

“Ao desempenho do cargo de professor coordenador da educação para a saúde, na qual se inclui a educação sexual, é aplicável o disposto no n.º 2 do artigo 80.º do Estatuto da Carreira Docente, aprovado pelo Decreto –Lei n.º 139 -A/90, de 28 de Abril, na sua redacção actual. 2 — O exercício da função de professor coordenador de educação para a saúde confere direito a uma redução da componente lectiva nos termos que vierem a ser definidos por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação. 3 — As acções de formação realizadas por docentes
no âmbito da educação para a saúde e educação sexual são consideradas, para todos os efeitos, como efectuadas na área correspondente ao seu grupo de recrutamento.”

Para além da questão acima tratada, da perca de autonomia visível neste articulado, de novo se coloca a questão dos custo inerentes a mais uma função na escola, que como se vê implica uma redução na sua actividade lectiva redução essa que terá de ser dada por um outro colega.

É evidente que, perante o teor desta Portaria, nós as escolas laicas e republicanas, sabendo o posicionamento, que é do seu direito, mas não é o nosso, das restantes escolas, nos sentimos preocupados, pois a formação dos docentes, (e porque não para os discentes), será feita na mesma linha de cedência aos posicionamentos das igrejas várias existentes em Portugal , na sua larga maioria pensando que o sexo é um acto que se deve limitar á função reprodutora, sendo tudo o restante mais ou menos “pecaminoso”, bem ao contrário do que a Bíblia, aliás, diz.

Ora, tal significa que o Estado está a proceder a um acto discriminatório, pois sabemos, todos, que a formação de docentes se encontra limitada a umas tantas entidades, em geral dizendo-se “católicas”.

O que marginaliza completamente as entidades como a EPAR, laicas e republicanas, na formação de docentes.

O que é sem dúvida inaceitável, mas que tem sido permanentemente esquecido por razões óbvias de cedência lobbista às igrejas.

“1 — Cada agrupamento de escolas e escola não agrupada designa através do director de escola respectivo um professor coordenador da educação para a saúde, na qual se
inclui a educação sexual, de entre os docentes que reúnam, sucessivamente, os seguintes requisitos:
a) Formação creditada na área da educação para a saúde e educação sexual e experiência adquirida nesta área não inferior a três anos; b) Formação creditada na área da educação para a saúde
e educação sexual; c) Experiência adquirida na área da educação para a saúde não inferior a um ano; d) Directores de turma.”

“A formação a que se referem os n.os 4 e 6 do artigo 8.º da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, é assegurada pela Direcção--Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, que desenvolverá para o efeito as acções e os projectos necessários à sua concretização, estabelecendo parcerias com a Direcção -Geral da Saúde, as instituições do ensino superior e o Instituto Português da Juventude, I. P., bem como as organizações devidamente credenciadas.”

E cá estamos, mais uma vez, com um adicional de despesa, desta vez na qualificação, profissional, do formador, acrescida de uma enorme, e ambígua, limitação – o que significa “experiencia adquirida nesta área não inferior a três anos”? E , melhor ainda o que significa “docentes que reúnam, sucessivamente, os seguintes requisitos”, em especial numa fase de arranque de uma área de saber nova nas escolas?

De novo, estão os mais que conhecidos lobbies religiosos a impor quem nada tem a ver com o ensino laico e republicano, por razões lobbistas, a quem não se reconhece em nenhum tipo de ensino religioso?

Este tema mereceria uma reanálise. Na verdade, urge estabelecer novos critérios quanto à formação de docentes, que partam do pressuposto urgente de não serem docentes s formar docentes, num circulo vicioso dramático que gera o crescente afastamento dos docentes da realidade socio ambiental onde laboram, como urge entender-se que a Liberdade Religiosa deve atender à Liberdade dos que não são Religiosos, sendo ou não Crentes em Deus.

O que não está, actualmente, a suceder.

Em especial tendo em conta a especificidade da temática, onde as religiões várias tendem a ter opções anti sexo.

O que não é, de todo, a posição de um Laico.

Pelo que urge dar efectiva concretização ao articulado abaixo,

“1 — Sem prejuízo do disposto no artigo 9.º da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, a Direcção -Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular pode estabelecer com outras entidades devidamente credenciadas na área da educação para a saúde e educação sexual acordos de parceria, visando o desenvolvimento das acções de formação previstas no artigo 8.º 2 — A educação para a saúde e a educação sexual é apoiada ao nível local pela unidade de saúde pública competente no âmbito da actividade de saúde escolar.”

Sendo conhecido, aliás, que a EPAR é uma das poucas entidades de ensino assumidamente Laicas e Republicanas, pelo que urge ter esta realidade em conta!

“Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, cabe ao director de escola, ouvida a equipa de educação para a saúde, definir a organização bem como as normas de funcionamento dos gabinetes de informação e apoio ao aluno previstos naquele preceito legal. 2 — Para efeito do disposto no número anterior e em especial do estabelecido no n.º 3 do mencionado artigo 10.º da Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, os gabinetes de informação e apoio ao aluno são, igualmente, articulados com os gabinetes de saúde juvenil e unidades móveis, ao dispor das escolas pelo Instituto Português da Juventude, I. P., e nos termos previstos na Portaria n.º 655/2008, de 25 de Julho. 3 — Os serviços competentes do Ministério da Educação asseguram o apoio técnico e o enquadramento de
referência para a organização dos gabinetes de informação e apoio ao aluno.”

Em 2006, e 2007 a EPAR criou e manteve um Gabinete de Apoio e Mediação do Aluno com várias funções entre elas a de apoiar os e as Jovens que tivessem problemas no campo dos Afectos e da Sexualidade.

Infelizmente as dificuldades inerentes ás múltiplas actividades, (e custos), implicaram a suspensão deste Gabinete.

O mesmo ressurge com esta regulamentação sobre a educação sexual.

Encontraremos solução para que este Gabinete se concretize, mas há que dizer o que tem de ser dito – os seus custos deveriam ser assumidos pelo Estado

Mas é com satisfação que se vê reflectida em Portaria uma opção da EPAR, (certamente que não a única), mas de novo se releva a questão já posta.

Existe, como se vê, a necessidade de rever atentamente as evidentes, (para mim), limitações desta mais que importante Portaria:

Mas é também importante que se diga que, sem dúvida, quem a fez merece os parabéns.

Parabéns pois ao Governo, por ter a ter publicado!

Tratarei em outro momento os aspectos referentes aos conteúdos programáticos que a Portaria nos apresenta, mas recordando desde já que é impossível analisar a Sexualidade sem analisar os Afectos nela envolvida.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:14
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Dos Afectos…Da Sexualidade

Da “Portaria n.º 196-A/2010 de 9 de Abril”

Ensino secundário
Compreensão ética da sexualidade humana.
Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,
sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas
previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a
vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada
por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:
Compreensão e determinação do ciclo menstrual em
geral, com particular atenção à identificação, quando possível,
do período ovulatório, em função das características
dos ciclos menstruais.
Informação estatística, por exemplo sobre:
Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescência
e do aborto;
Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.


Tivemos, em Portugal e na CPLP, a 25 de Abril de 1974, o inicio de um processo que nos foi conduzindo à Liberdade. No entanto, em muitos campos essa Liberdade foi tardando significativamente e um desses campos onde a Liberdade tardou, (e tarda), a chegar foi o da Sexualidade.

Assim, lendo o Preâmbulo da Portaria nº 196-A/2010, de 9 de Abril, podemos aquilatar das lentidões impostas a certas matérias, apesar da Democracia vivida desde então, e cito, “…, já em 1999, veio a ser publicada a Lei n.º 120/99, de 11 de Agosto, que reforça as garantias do direito à saúde reprodutiva. Esta lei foi regulamentada pelo Decreto -Lei
n.º 259/2000, de 17 de Outubro, que perspectiva a escola como entidade competente para integrar estratégias de promoção da saúde sexual, tanto no desenvolvimento do currículo como na organização de actividades de enriquecimento curricular, favorecendo a articulação escola família (artigo 1.º deste último diploma).”

Incrível não? Foram precisos 25 anos, um quarto de século notem, para iniciar um processo central na noção da Liberdade, o da Sexualidade, e que se deveria centrar na ideia da aceitação do Corpo que temos, da Felicidade e dos Afectos, essencial portanto para o bem Estar das Pessoas, individualmente, e da Comunidade, em resultado de tal.

Mas, em acréscimo, foi necessário esperar mais 11 anos para sair esta Portaria, acima citada, para que houvesse a coragem de assumir que, desde sempre, a Sexualidade não foi assunto da Família, mas sim da Comunidade.

Hoje, portanto, da escola.

No “tempo em que os padres não casavam, mas procriavam e bastante”, a Sexualidade era escondida, mas não temida, como hoje.

A seguir vieram os salazarentos dias em que a Sexualidade foi escondida, temida e proscrita, e os bebés, enfim, vinham de Paris por via do transporte de uma cegonha. Salazarentos dias em Portugal, mas não só note-se, um pouco por todo o dito “mundo civilizado”.

Hoje, esses tempos, estão a dar mostras do que foram realmente, com a explosão publica dos casos de violência doméstica e, claro, também, dos casos de pedofilia, dentro e fora da igreja católica, e com a enorme dificuldade sentida em travar o drama das doenças sexualmente transmitidas, precisamente porque ao mesmo tempo que, por consequência da necessidade de impor o consumismo, se sensualizou a vida e a economia, também se impôs um silencio sobre a Sexualidade e sobretudo sobre a relação entre a Sexualidade e os Afectos.

Mas essa mostra de infelicidade e incompetência quanto á gestão da vida comunitária, esteve patente também na inversão das leituras desta realidade a da Sexualidade, havendo em Portugal esta absurda ordenação da realidade – tratámos primeiro da interrupção voluntária da gravidez, de seguida do casamento entre pessoas do mesmo género e só depois da educação sexual nas escolas.

Estranho não?

Até porque nas televisões, nas rádios, nos jornais, nos cinemas, a Sexualidade nos surgia, nos era imposta, às catadupas, sem queixa de ninguém, de igreja alguma…

E mais, nesse ambiente sexualmente “festivo”, era-nos imposta uma Imagem irreal, inatingível, de”Mulher” e de “Homem”, deixando-nos, claro, a suportar o trauma da nossa inadaptabilidade para a função sexual, dadas as nossas imperfeições...

E, claro, impondo mais e novas doenças transmitidas por Jovens anoréticos/as, bulimicos/as, eles sim, na Imagem, (somente claro), “perfeitos”.

Não, não sou contra a interrupção voluntária da gravidez.

Não, não sou contra o casamento entre pessoas do mesmo Género.

Não, não sou contra a exposição, simples, franca, frontal, do Corpo.

E, claro, muito menos, sou contra a Sexualidade, consentida e afectiva e livremente praticada no Respeito da/o Outra/o que nos acompanha.

Relevo somente que tenha sido necessário partir de circunstâncias, ou menores, como a interrupção voluntária da gravidez, ou de minorias, como o casamento entre pessoas do mesmo género, para se chegar ao essencial – a educação sexual.

E mais, sempre deste contexto pseudo cientifico, (vejam acima a citação da Portaria), da apresentação, estritamente física, e não também sensitiva, emocional, e espiritual, da Pessoa, da sua Sexualidade, da sua Necessidade de Expressão dos seus Afectos.

Para Jovens dos 15 anos acima porque a eles se dirige neste campo, a referida Portaria…

Melhor que nada e eu bato palmas, claro!

Mas sinto a necessidade de tornar claro que este caminho é um caminho doente.

Que não necessitava de ser percorrido e que o vai ser porque aqueles que se silenciam perante a prostituição nas ruas, perante as doenças sexualmente transmissíveis, perante a violência doméstica, perante a pedofilia, nos impõem o mesmo, a seu bel e doentio prazer.

Façamo-lo pois, na certeza de não ser o melhor, na certeza de ser preferível este ínvio caminho a continuar o que nos era imposto ontem – o silencio e as ridículas afirmações, feitas por um padre católico, evidentemente dos ultra conservadores, mas feita num “liberal” jornal, o Publico, segundo as quais D. Afonso Henriques não teve educação sexual. Como ele, o padre que refiro, sabe mentir, porque D. Afonso Henriques claro que teve educação sexual, e como nós, os Cidadãos, nos calamos, infelizmente!

Mas repito, ainda bem que este Governo Socrates nos trouxe esta novidade, tardia mas essencial, em caminho inseguro, mas preferível ao anterior e claro na certeza, já se viu na comunicação social, que apesar de insuficiente ele será sempre que possível travado com argumentos ditos cristãos.

Mas digo-vos em canto nenhum em versículo algum da Bíblia se encontra esse caminho que nos foi imposto e que só agora começa a ser, mesmo que com erros, emendado.

Porque Deus não tem culpa das nossas limitações e dos totalitarismos que a nós nos impomos.

Comecemos então com a Educação Sexual nas escolas.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 10:24
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Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

O Tempo Esgotou-se

“O oceano profundo é o maior ecossistema do planeta,
porém, continua amplamente inexplorado. Quanto mais
desvendamos os seus mistérios, mais descobrimos o quão
único este mundo estranho realmente é. “
(Citação do vídeo da Greenpeace)

Pois,… há momentos da vida assim, momentos em que entendemos o quão limitados somos, face ao Universo, face ao Planeta, face aos oceanos profundos, face às Pessoas em geral e sobretudo face às Pessoas concretas que nos rodeiam.
Mas também existem os outros momentos…
Não vivemos tempos de solidariedade, vivemos tempos de salve-se quem puder, tempos em que nos recusamos pois preferimos aventuras de 5 minutos a combates de uma vida, tempos que nos incentivam a desrespeitar o Outro.
E, se desrespeitamos o Outro, como é fácil desrespeitar o Ambiente envolvente, o natural, o cultural, material e ou imaterial, o socio político e o afectivo.
O Greenpeace alerta-nos para a forma como estamos a destruir os Oceanos Profundos, no vídeo abaixo, para a necessidade de sermos, todos nós, mais firmes de maneira a impormos uma moratória sobre a pesca de arrasto que, selvaticamente destrói os fundos dos oceanos como se nada tivesse a ver com os mesmos.
O Tempo esgotou-se, na verdade.
Esgotou-se quanto à necessidade de assumirmos mudanças de fundo.
Na vida politica e social, na vida económica, na relação entre as Pessoas, comunitária ou individual, na relação com a natureza e com o património herdado, material e ou imaterial.
Porque temos, ou teremos filhas e filhos, e deles também será este Planeta.
Pelo que deveríamos querer deixá-lo pelo menos idêntico ao que encontramos, e não pior do que encontramos.
No entanto, vivemos que não são de solidariedade.
Tempos violentos, tempos de desprezo ao Outro, tempos dos quais nos envergonharemos um dia.
Felizmente ainda há quem nos alerte.
Vejam o vídeo do Greenpeace

Joffre Justino



De: Rui Almeida [mailto:ruishalmeida@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 6 de Abril de 2010 22:18
Para: Rui Almeida
Assunto: FW: O Fundo da Linha __dangerous fishing (please watch it/não ignorem!)

O Fundo da Linha __dangerous fishing (please watch it (não ignorem!)

Vídeo no site da Greenpeace:
http://www.greenpeace.org/portugal/videos/o-fundo-da-linha
publicado por JoffreJustino às 08:30
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010

Uma reflexão do Almirante José Bastos Saldanha

Meu Caro Joffre Justino,

De uma vasta prole de quinze irmãos, a minha tia mais nova tinha os nomes próprios de Edviges Joffre, provavelmente uma evocação do grande marechal francês! Um nome singular que revisito constantemente consigo, melhor com o seu nome.

Acode-me que a minha neta Francisca fez no Domingo de Páscoa oito anos! É sobretudo a pensar nela e nas gerações mais novas e na imperiosidade de ultrapassar o desânimo reinante com a Utopia para enfrentarmos os desafios dos futuros possíveis.

A minha achega às suas inquietações: em tempo de crise deve tentar mudar-se o paradigma de desenvolvimento, por ser uma oportunidade única que se não deve perder agora. É que em tempo de abundância não se muda. O problema é: onde está a proposta? Quê dos agentes da mudança conceptual, obviamente política? Esperamos como bons discípulos que a clarividência europeia nos ilumine?
Há que mudar da cultura de consumismo (paradoxalmente os economistas são os seus grandes cultores, sem outras saídas que não seja o exacerbar-se o consumo das famílias para a saída da crise, o aumento do desperdício, a destruição dos recursos naturais e dos serviços prestados pela Natureza) para uma cultura de sustentabilidade (de menor dependência crescente dos hidrocarbonetos, de eficiência energética e sem desperdício). Dou-lhe um exemplo: o agravamento crescente do défice da balança de produtos da pesca, 800 milhões de euros em 2008. O que se fez para diminuir e inverter esta tendência decorrente de uma importação excessiva com base no gosto português pelo bacalhau: nada, quando deveríamos introduzir no mercado a oferta de espécies alternativas abundantes nas nossas águas para alterar a prazo o consumo corrente de uma delicacy cara!

Abraço cordial

José Bastos Saldanha
publicado por JoffreJustino às 15:41
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Dias Críticos…

De repente descobrimos que já passaram 8 anos…

4 de Abril de 2002, depois de uns larguíssimos dias de angústia e de divisão, surge o anuncio da Paz em Angola.

Terminava um tempo de dor não entre festas de Vitória, mas entre lágrimas de derrota.

Não fora a Democracia a Vencedora, mas, na verdade, vencera o mais bem preparado porque, na verdade, nem sempre os mais bem preparados estão do lado da Justiça, da Verdade, da Democracia, da Solidariedade.

Esperei, claro, que conquistada a Vitória, o Vencedor a assumisse com parcimónia, o que, de certa forma, aconteceu.

Não houve vinganças, pelo menos generalizadas. Houve-as individuais, (eu que o diga), mas em geral a vingança não aconteceu.

Em Angola convive-se, poder e oposição.

Não falo pois, agora, deles.

Falo dos que estão de fora, dos que não serão tão cedo, nem poder nem oposição.

Falo das Pessoas.

E, para elas, pouco está a mudar e muito deveria já ter mudado.

Dias críticos estes em que pouco existe a que nos agarrarmos nesta tempestade que nos envolve…

Entretanto, eu quedei-me por aqui, por Lisboa, por hábito, por falta de alternativa em Angola, e, aceito, porque me sinto de fora, de fora que fui posto.

E em Lisboa estão 20% das empresas portuguesas que, em 2010, estão, segundo o DN e o Instituto Informador Comercial, em falência.

Sendo que o Porto e Lisboa representam 44% das empresas em falência do país que é Portugal.

Onde está a falhar o sistema para que aconteça esta hecatombe?

Que, claro, os que vivem por dentro do modelo estatista se recusam a entender…já que para eles o que conta é o Orçamento de Estado e não a Riqueza gerada na economia pelas pessoas e organizações que nela vivem.

Notas importantes – a crise, para já, concentra-se, pelo que se esconde ainda relativamente bem e, claro, se sente ainda mal…

Por ordem, a crise surge no Porto, em Lisboa, em Braga e em Aveiro, com 70% das falências conhecidas.

Depois em Coimbra, Leiria e Setubal, com 12% das falências conhecidas.

Enfim, onde existe tecido económico com significado, existe crise.

Crise que se concentra ainda no Comercio, na Construção e no Vestuário, com 57% das empresas em falência conhecidas.

As Pessoas reduziram os Consumos – falências no Comércio e no Vestuário.

As Pessoas reduziram o interesse na aquisição de Habitação – falências na Construção, (e no Imobiliário).

E, repito, uma e mais uma vez, a crise resultante da “bolha do imobiliário” português, ainda não se iniciou.

Claro que os que não acreditam na economia de mercado e sonham com economia geridas por cima, por elites, as esclarecidas e que tudo sabem, não entendem esta crise.

Não falo na mundial, falo da portuguesa.

Ultrapassa-lhes esta ideia e, claro, empurram o erro para quem?

Para o governo que cada vez menos domina a economia, já que estamos, desde 1986, há já 24 anitos, na União Europeia.

Culpa claro desse facto.

É evidente que nunca esclareceram o que raio aconteceu na URSS e a falência, total, da mesma.

Como não esclarecem o que raio justifica que seja o pais de um regime duas economias, a RP da China, meio comunista, meio capitalista, ( e do tipo bem selvagem), a sobreviver à hecatombe comunista/estatista.

Solidariedade é o que se exige – do Estado, com uma intervenção controlada mas firme, mas também das empresas mais saudáveis e das Pessoas com maior riqueza, para com a restante Comunidade.

Mas não.

Atrapalhamo-nos com inventonas, com crisesinhas politicas, com tretas. E com desmedidas avarezas e luxúrias….

E, enquanto assim estivermos, presos aos egoísmos reaccionários de uns tantos, estiolaremos na Crise.

Olho à volta e nada vejo que esteja bem.

Dias críticos estes….

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 12:42
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