Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Um texto enviado por email de Cristovão de Aguiar e que aqui coloco com gosto e autorização MUCH ADO ABOUT NOTHING (MUITO BARULHO POR NADA)OU A BÍBLIA SEGUNDO SARAMAGO

Cristóvão de Aguiar
aguiarconraria.blogsome.com


Tomei de empréstimo a Shakespeare o título de uma das suas mais hilariantes comédias. Penso que retrata bem a situação criada à volta da última obra de José Saramago, Caim. O muito barulho continua a furar-nos os tímpanos, e há-de continuar até à náusea, tanto na imprensa escrita como na difundida: artigos, entrevistas, opiniões públicas na rádio e televisão, em que ouvintes e telespec¬tadores opinam sobre o que sabem e não sabem, maneira muito portuguesa de ser mestre em toda a arte, ou burro em qualquer parte, enfim, tudo o que ima¬ginar se possa: até teólogos, politólogos e outros pedagogos de alto coturno… A origem de tal alvoroço na capoeira da paróquia reside nas declarações, estratégicas ou não, do autor do livro, no dia do seu lançamento, em Penafiel. O nada de toda esta lagariça será o romance que, na minha modestís¬sima opi¬nião, está longe de merecer tamanho alarido.

Segundo o primeiro prémio Nobel português da Literatura, a Bíblia mais não será do que um “manual de maus costumes” e que “é pre¬ciso ter muito cuidado quando se lê a Bíblia”… Esta última afirma¬ção fez-me viajar através do tempo, como a per-sonagem Caim do romance do mesmo nome, e ouvir de novo, quietinho para não levar um beliscão da catequista, o padre da minha freguesia, aí por volta de 1949, na altura em que lá che-garam pastores de credos evangéli¬cos, que iam tentar a sorte com o sentido de pescar algumas almas para o seu seio. A lei¬tura da Bíblia constituía o seu principal argu¬mento, uma vez que o catolicismo pouco ou nada ligava ao Livro: quem não lia a Bíblia, sustentavam os pastores, não poderia com¬preender a palavra de Deus nem a doutrina de Jesus, nem muito menos as inovações e falsidades do Romanismo…

No Domingo seguinte, o padre, na homilia: “A Bíblia é de facto o livro sagrado dos cristãos, mas, caríssimos irmãos em Cristo, não deveis lê-lo, porque, além de difícil, não tendes luzes nem letras para compreender o verdadeiro alcance das palavras lá escritas quase sempre em parábolas; contentai-vos, irmãos, com as explica¬ções das homilias dominicais, e não aceiteis a oferta desse livro, que sei que andam a dá-lo a quem quiser, pois, e caso aceitar¬des, entrará em vossas casas um livro do diabo…” Saramago não é católico, muito menos sacerdote, mas, as pala-vras por ele proferidas, numa entrevista ao Jornal de Notícias, de 19 de Outubro, deram-me, por instantes, a sensação de estar ouvindo o pároco da minha freguesia, nos meados do século passado… As palavras pouco se diferençam, e os argumentos são mesmo os mesmos… Não sei se isto abona ou não a favor do escritor que tem procurado, sem êxito, destruir alguns mitos do Velho e do Novo Testa¬mento…

O escritor pode e deve destruir mitos. Mas, para derrubá-los, é mester saber em profundidade o que quer destruir. Lembro James Joyce que, com o seu romance Ulysses, destruiu a cul¬tura clássica porque era um grande conhecedor e especialista nessa matéria. O próprio José Saramago afirma que “Nunca fui um leitor assíduo da Bíblia, mas penso que a conheço bastante bem”… Será que basta? Será assim tão fácil destruir um con-junto de livros de estilos e géne¬ros literários diferentes que ser-viram de base e inspiração à Litera¬tura e Cultura Ocidental: poesia, teatro, narrativa, música, pintura, escultura e até ao cinema? Na Faculdade de Letras que frequentei, um dos professores de Literatura avisava logo no início do ano: Quem não leu a Bíblia não pode compreender a Literatura Alemã, Inglesa, Portuguesa, Americana… Portanto, quem ainda o não fez, trate de colmatar essa grave lacuna… Tão ateu como Saramago seria esse professor, o que dá que pensar, sobretudo porque o Nobel Português afirma com a segurança de quem acaba de inventar a roda que a Bíblia devia estar escondida, em casa, fora do alcance das crianças, como se de medi¬camento perigoso se tratasse…

Sabendo-se pouco, isto é, sem a profundidade necessária, sobre o que se quer destruir, distorcer ou criticar, pode entrar-se num jaco¬binismo sem consequência, apenas para chocar o burguês, ou num anticleri¬calismo primário, como aconteceu durante o século XIX. Nesse tempo, o Deus do Velho Testamento era já considerado cruel, sangrento, bruto, tudo quanto dele diz agora, em segunda mão, o nosso Nobel da Literatura. Nada de novo, portanto! Dou como exemplo o poeta Guerra Junqueiro e o seu livro A Velhice do Padre Eterno. Quem o lê hoje? Quem se incomoda com as suas dia¬tribes? Ouçamos Guerra Junqueiro: “As crianças têm medo à noite, às horas mortas, / Do papão que as espera, hediondo, atrás das portas […]. Não te rias da infân-cia, ó velha humani¬dade, /Que tu também tens medo do bárbaro papão, /Que ruge pela boca enorme de um trovão, /Que aben¬çoa os punhais san¬grentos dos tiranos, /Um papão que não faz a barba há seis mil anos, /E que mora, segundo os bon¬zos têm escrito, /Lá em cima, detrás da porta do infinito!” Tudo isto é fogo-de-artifício, bem escrito, mas que nada adianta, porque não desce aos infernos da dúvida…

É tempo de citar o Eclesiastes: “Não há nada de novo neste mundo. Aparece qualquer coisa e alguém diz: ‘Olha, isto é novo!’ Mas tudo aquilo já existiu noutros tempos, muito antes de nós. Já ninguém se lembra das coisas passadas e o mesmo acontecerá com as do futuro; não se recordarão delas os que vierem mais tarde” […]. É muito difícil ser original. E Sara¬mago não o é. Pelo menos neste seu último romance, Caim, que se situa no Velho Testamento, nem muito menos no Evangelho Segundo Jesus Cristo, que tem como campo de confronto o Novo Testamento.

Escrevi acima que este livro não merecia o alarido que dele está sendo feito. Por duas razões: Primeira, porque o barulho não se deve à leitura do livro; segunda, porque não se trata de uma obra maior do escritor. Foram sopradas as trombetas de Jericó, não cuido nem interessa se intencionalmente, e derrubaram-se os muros da nossa cidade ou paróquia provinciana, que mostrou à saciedade que milhares dos seus habitantes ainda não saíram da idade da pedra no tocante à literatura, mas correram às livra-rias para se abastecerem do romance e grande parte deles tam-bém da Bíblia. Afinal, Sara¬mago está a ser colaborante ou então o aviso grave que fez sobre a perigosidade da Bíblia deu efeito contrário. Não conseguiu apear o mito!

José Saramago, quanto a mim, atingiu o apogeu em No Ano da Morte de Ricardo Reis, embora os dois primeiros romances, Levantado do Chão e Memorial do Convento, sejam duas obras de grande valor. É humano e natural que um escritor tenha cur-vas ascendentes e descendentes. Quando se alcança o cume, o que se segue é a descida. O que é preciso é saber sair a tempo, sem dramas, a fim de se não estragar o bom que para trás ficou. Saramago, com Caim, continua em linha descendente. Há por lá muitos lugares-comuns e expressões infelizes, impróprios de um escritor da sua envergadura. Escrever um livro em quatro/ cinco meses, como con¬fessou numa entrevista televisiva, se bem que o assunto lhe esti¬vesse a latejar há muitos anos, não será bem avisado. Aquando da publicação de A Viagem do Ele¬fante, título que pode ser interpre¬tado tanto no sentido literal como no figurativo, sendo que este, no meu entender (a inter¬pretação é livre), pode ser interpretado como o percurso de um grande escritor (o elefante) que, com esse livro, iria terminar a sua carreira literária. Com certeza que alguns dos críti¬cos maldi-zentes da sua obra anterior o intuíram, porque logo se apressa-ram ao beija-mão ou ao panegírico fúnebre: “Trata-se de um hino à Língua Portuguesa”, cantaram em coro… A nossa língua deve ser um volumoso hinário de que já nin¬guém se lembra nem das músicas nem das letras. Excitações… Do romance Caim foi escrito: litera¬tura pura… Quem há-de gabar
publicado por JoffreJustino às 10:16
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

ANGOLAGATE - A Justiça Começa a Fazer-se!

Arcadi Gaydamak, Pierre Falcone foram ambos condenados a 6 anos de prisão efectiva por trafico de armas e influencias, em 1991/2, em Angola, ao serviço do MPLA.

Charles Pasqua condenado com um ano de prisão efectiva ao que se acrescentam 100 000 euros de multa. Já Jean Christophe Mitterrand irá pagar 375 000 euros de multa e ficará com dois anos de pena suspensa. Para Marchiani e Sullitzer couberam as penas menores.

Estamos em 2009. Quase em fim de ano, quase 20 anos depois de terem morrido 40 000 pessoas em Luanda a 31 de Outubro/2 de Novembro de 1992, e umas centenas de milhar pelo país fora desde essa data até ao reconhecimento da derrota militar, por parte da UNITA a 4 de Abril de 2002.

Demasiadas Pessoas….

Entretanto, e para além de 2 guerras civis, das mortes que relevo, entre mais de 200 pessoas estava eu, estava o Isaac Wambembe, sancionados pelas Nações Unidas, pela União Europeia, por sermos dirigentes da UNITA.

Eu fui acusado, imaginem, de “actividades politicas”, ponto final.

Sem direito a julgamento, sem direito à defesa, estive dois anos e um pouco mais proibido de ser remunerado, tive de vender as participações em empresas e cooperativa que eu tinha ajudado a fundar, sem dinheiros de ninguém para além dos sócios e depois de mais de 15 anos de actividade empresarial, associativa e cooperativa.

Cheguei, aliás, a ser dado como “inexistente em Portugal” e não fora o João Soares, o Miguel Anacoreta Correia, o Fausto Correia e o Guilherme Oliveira Martins e uns poucos mais, para além da minha família e amigos, não teria sobrevivido a esta hecatombe que serviu somente para forçar a vitória militar do MPLA e dos interesses petrolíferos e diamantíferos em Angola.

Começa agora a fazer-se Justiça.

Com lentidão, mas avassaladoramente.

Não ganhei ódios, pois tive quem me ensinou que quem nelas se mete não se queixa.

Mas tinha Esperança e ela começa a dar sinal que Valeu a Pena ter essa Esperança.

Falta muito ainda.

Um pedido de desculpas a quem foi forçado a sofrer por defender a Democracia, a Economia Sustentável, a Solidariedade, em Angola.

Peço desculpas, mas um Pedido de Desculpas nominal. Obrigatoriamente.

E sem duvida uma indemnização pelo sofrimento inútil por que passamos, nós todos e os familiares dos Angolanos mortos nestas 3 guerras civis. Pagos pela antiga URSS, (continuam a existir Estados nessa região não?), pelo Canadá, pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pelo Estado Português.

É pedir demais?

Não o acho.

Sem pressas, com a paciência que Angola nos ensinou a ter, cá estamos, para receber o que é nosso, por Direito e Justiça.

Estou certo, far-se-á Justiça – Gaydamak e Falcone o mostram.

Joffre Justino
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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

E Como Se Bloqueia Uma Decisão Governamental…(Agora, e de novo a Educação Sexual!)

Já me referi a este tema num texto sobre um artigueco, de um tal Portocarrera, saído no Publico, claro, de José Manuel Fernandes, onde se defendia, despudoradamente, que era inútil perder-se tempo com a Educação Sexual nas Escolas…lembram-se? Era um ridículo panfleto da ala direitista da Igreja Católica que dizia se nem Afonso Henriques, o Pai da Pátria Portuguesa, teve necessidade de Educação Sexual, porquê agora falar de tal, artigueco que mereceu a minha profunda indignação…

Agora que o papa Bento XVI já aceita que pode integrar os padres, casados, anglicanos, agora que o sr Portocarrero terá de se confrontar, na sua Igreja, com um debate sobre a existência de padres casados e padres homossexuais, talvez, espero eu, esteja ainda mais evidente a necessidade de Educação Sexual nas Escolas…

No entanto, já está tudo em movimento, como de costume, no sentido de, pelo menos em mais um ano, travar este processo, agora directamente nas Escolas!

É quase escandaloso este processo da Educação Sexual nas Escolas. Com 30 anos de silêncios, de “pareceres” dos mais absurdos, (vi um no/do CNE que era inacreditável…), agora, dado que está assumida a Educação Sexual nas Escolas, surge um novo movimento, o da necessidade de “regulamentação”…claro que, segundo o i não por “qualquer acto de rebeldia”, nunca, jamais, (ler em português por favor…).

Trata-se da ideia, bem portuguesa, do empata. Quando uma das estruturas, portuguesas, de poder, ou com poder, não concorda com algo, há que usar esta metodologia de gestão “à portuguesa” - a do empata.

No caso, depois de 30 anos de Democracia, sem Educação Sexual nas Escolas, com todas as implicações negativas que, os que conhecem a Escola vivem todos os dias, desde a gravidez inesperada e nascida da ignorância, às doenças sexuais provindas também da ignorância, à sexualidade abrutalhada, resultante da ignorância existente em volta do enamoramento, agora que está estabelecida a Educação Sexual nas Escolas há que a travar ao máximo.

E os caminhos estão claros – culpemos o governo porque não a regulamentou, despejemos sobre o governo que aprovou a Educação Sexual nas Escolas, finalmente, o ónus dela não existir, fazendo tudo para que efectivamente não exista.

Ou, em alternativa, transformando aulas de Educação Sexual em aulas sobre os órgãos sexuais stritu sensu, como já vi que também está a suceder em algumas escolas.

É claro que, felizmente, existe quem tenha iniciativa, como o i também relata, e que não se emperre, quem não empate, e dê continuidade a projectos existentes, quem defina modelos de desenvolvimento curricular experimentais, etc.

Como é claro que é o que deveria estar a suceder em todas as Escolas.

Por isso cito a Associação para o Planeamento Familiar, do i também, “Apesar da regulamentação estar atrasada, acredito que as escolas têm condições para avançar com os projectos de educação sexual. Há escolas que fazem isso há muitos anos e os projectos para a saúde e educação sempre incluíram essa vertente, muito antes da lei ser publicada. O Ministério da Educação tem andado muito devagar com a divulgação de um referencial para as escolas, mas os estabelecimentos de ensino não podem ficar à espera – têm autonomia para avançar com os seus próprios projectos educativos…”

Mas claro que a autonomia só é evidente quando queremos.

Quando o que desejamos é entravar um processo, não há autonomia que nos valha… E a Educação Sexual tem tamanha oposição que chega a bradar aos céus.

Oposição, claro, dos que nunca leram a Bíblia, apesar de se dizerem católicos, pois, nela, nada existe que permita aceitar tal tese, bem pelo contrário.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:25
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Segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Angola de Novo…Um Apelo sobre O “PATRÃO” da UNITA mandou despedir o delegado em Portugal

O meu Amigo e militante da UNITA enviou-me o texto abaixo, relatando a recente evolução da conflitualidade no seio da UNITA, também em Lisboa.

Segundo ele, o meu amigo Isaac Wambembe é alvo de um afastamento do seu cargo de Representante da UNITA em Portugal.

Sou um particular amigo de Isaac Wambembe. Sou, até, seu padrinho de casamento.

Sei que ele, como eu, e poucos bem poucos mais, (no exterior), sofreu fortemente com as sanções…(eu estive dois anos proibido de gerir as minhas actividades, de ser remunerado e cheguei a ser dado, na Segurança Social, como não existente em Portugal, estendo por causa destas pressões ainda hoje a pagar dividas que tive de arranjar para me sustentar e segurar o que pude da minha vida profissional anterior…)

Aquando de 2004, do Congresso desse ano da UNITA, defendi que a UNITA deveria continuar a ser um partido socialista humanista; por isso e por respeito ao passado defendi o general Gato nesse Congresso, tendo sido o único da Missão Externa a fazê-lo.

Já estava, na altura, marginalizado dentro da UNITA, que se esquecera de como fora indigitado com membro suplente da Comissão Politica por ser membro da Comissão de Justiça Paz e Reconciliação em Angola e que, por isso, me deixara completamente de lado na inserção em Angola…

Como nunca fez nada para que eu tivesse direito à Nacionalidade Angolana, algo que pedi formalmente junto da Assembleia Nacional de Angola, como a UNITA teve conhecimento.

Mas, como dizia, nesse Congresso obtive uma vitória que foi o adiamento da decisão sobre a que família politica iria aderir a UNITA, tendo no Congresso ficado decidido que este assunto seria tratado em Congresso posterior, o que não veio a acontecer e me levou ao afastamento da UNITA, tal qual anunciei em 2005.

Nesse Congresso o meu amigo Carlos Lopes, mantendo comigo uma amizade bem respeitável, defendeu o hoje presidente da UNITA Samakuva, sendo que Isaac Wambembe assumiu uma posição mais neutra.

Ano depois, cinco anos depois, constata-se o como eu tinha razão em 2004.

A UNITA perdeu peso politico no Parlamento, numas eleições que foram por todos os participantes aceites, e hoje vê-se enredada numa teia de interesses de onde infelizmente não escapará.

Como cidadão hoje estranho à UNITA, como luso angolano não aceite enquanto angolano, situo-me de fora deste actual conflito interno à UNITA.

No entanto, enquanto amigo de Isaac Wambembe e de Carlos Lopes, sinto-me forçado a dizer que entendo a sua frustração e desejo de mudança na UNITA.

Conheci a sua militância, a sua participação na Resistência, a sua vontade enorme de ver a Democracia em Angola e, nesse campo, estou claramente com eles.

Tenho amigos também no outro campo. Reconheço nesses amigos também a Resistência e militância, e o desejo de ver surgir a Democracia em Angola.

É para esses que Apelo, para que encontrem a solução adequada, pois a UNITA só se esvazia cada vez mais com estas crises.

E ainda que hoje seja um Partido politico fora das minhas opções – eu sou Socialista e a UNITA é, hoje, um partido de Direita, ainda que com cidadãos de Esquerda no seu interior por razões que têm a ver com o seu passado – entendo que é manifestamente negativo para Angola que a UNITA se esboroe.

Apelo pois ao bom senso, apelo aos membros da UNITA que respeitem quem por ela sofreu e bastante, como Isaac Wambembe. Diria mesmo, no Exterior, como poucos, mesmo bem poucos.

Joffre Justino


O porta-voz da UNITA, Dr. Alcides Sakala foi despachado para Lisboa com a ingrata missão de nomear um novo delegado da UNITA, num Hotel, na presença de alguns militantes e responsáveis da juventude e das mulheres do partido. Contudo, o Presidente da UNITA «esqueceu-se» de demitir de funções o anterior Delegado da UNITA, o Dr. Isaac Wambembe.

Hoje, esse novo delegado convocou uma reunião de reflexão sobre Angola na capital portuguesa, que por falta de participantes acabou por ser adiada.

Palavras para quê? … os factos políticos falam por si!!!

A maioria dos militantes e simpatizantes da UNITA que residem em Portugal ignoraram completamente a nomeação do novo delegado. As coordenações do Norte e Sul de Portugal, da UNITA continuam solidárias com o Dr. Isaac Wambembe.

O Dr. Isaac Wambembe, médico de profissão e natural do Bailundo, sofreu as sanções da ONU contra a UNITA, como é do conhecimento geral, não abdicando dos seus valores políticos, culturais e sociais, apesar das vicissitudes que penalizaram a sua carreira profissional e a própria família.

Em 2003, Isaías Samakuva saía de Paris, passando por Lisboa e pelo norte de Portugal, onde tomou a decisão de se candidatar a Presidência da UNITA, com o apoio expresso da referenciada « missão externa da UNITA ».

Passados seis anos, a esperança renasce no seio da UNITA e em Portugal, com o posicionamento que o Dr. Isaac Wambembe irá tomar em prol do partido em particular e dos angolanos em geral. Mais uma vez, o território português e os amigos portugueses vão assistir os primeiros passos de um Homem, que está pronto a desafiar o seu próprio destino, para defender os « que não têm voz », para dialogar com lealdade, ética e transparência, com todos aqueles, que desejam para os angolanos uma vida digna e próspera.

O Dr. Isaac Wambembe, avança com toda a confiança!

Estamos juntos.

Carlos Lopes

FONTE: http://angolasempre.blog.com
publicado por JoffreJustino às 08:58
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

O Governo E As Oposições (Que Tal Irmos Já Para Eleições?)

Tenho vindo a receber variados apoios à sugestão que divulguei de entregar a Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa à CDU, o que me parece demonstrativo de uma significativa maturidade entre o Eleitorado Socialista e o de Esquerda em Lisboa.

Na verdade, todos o sabemos, a divergência à Esquerda, ao contrario do que insinua Anacleto Louçã, não surge com a liderança no PS de José Socrates. A divergência à Esquerda vem dos “heróicos” tempos do pós 11 de Março de 1975 e que se consubstanciou em toda a violência também anti PS e anti Mário Soares, que levou Álvaro Cunhal, quando assumiu, mas assumiu, que devia apoiar o voto em Mário Soares para as Presidenciais de 1986, a dizer que estava a “engolir sapos”…

A maturidade do movimento social e politico onde se insere o PS e esta Esquerda que apoiou António Costa leva-a a não se amarrar a peias de aparelho, a lógicas de grupo partidário e a votar republicanamente na forma adequada de reforçar a Esquerda no Poder.

Respondendo assim ás coligações à Direita.

Os leaderes partidários que não entenderem tal não durarão muito afirmo-o sem grandes dúvidas.

Infelizmente estes leaderes partidários parece que ainda não entenderam os sinais dos tempos…

E segundo diz a comunicação social, estão, mais uma vez, em cima da mesa, propostas de medidas que se limitam a relevar a divergência à Esquerda e a valorizar a convergencia que, ainda, existe na Direita.

Deixo-vos um exemplo.

Diz a comunicação social que a Esquerda não PS está já pronta para avançar no Parlamento com propostas sobre os professores.

Que, tudo indica, alimentarão os obscuros objectivos do sr Nogueira da FENPROF e continuarão a não gerar uma adequada reflexão sobre o Ensino que queremos, o papel da escola na sociedade, a ideia de uma Escola Social em contraponto à ideia estranha e desajustada de uma Escola Publica, e a uma não reflexão sobre a função Professor nos dias de hoje.

O Governo, PS, tem um modelo que se consubstancia na necessidade de generalizar o que a Democracia e a Economia de hoje exige, a Dupla Certificação, Escolar e Profissional, isto é, a abordagem ao Saber que atinja o Saber Fazer.

Ou será que a Esquerda não PS se satisfaz com o academismo que hoje ainda predomina no pensamento de muitos professores, que chegaram a ser relevadas em Cartas Abertas no Expresso contra os Cursos de Educação Formação?

Entendo que a Escola de hoje não pode continuar a ser o espaço onde se colocam as crianças para que estas estejam ocupadas enquanto os Papás trabalham. Não pior tal ser errado, não o é, mas por ser insuficiente.

Enquanto espaço de Saber que a Escola é, deverá passar a ser espaço de divulgação e de aplicação do Saber nas Comunidades Envolventes permitindo-se assim que tenhamos um efectivo Desenvolvimento Local Sustentável, apoiado pelo Estado, através da Escola, que, para o efeito, não poderá utilizar os saberes acumulados na Escola, na lógica da mão de obra barata.

O que poderá e terá, mais tarde ou mais cedo de ser feito, através de uma Gestão de Carreiras nas Escolas, dos Técnicos/as a que hoje se chamam de Professores e que deverão ter Carreiras Alargadas e por isso outras remunerações, outra forma de estar na organização que é a Escola, outros modelos de ocupação dos seus tempos profissionais.

Esta via que põe em causa a Escola de antanho que ainda se mantém nas cabeças de muitos dos profissionais de Ensino é urgente que aconteça, e pressupõe uma Reforma de Mentalidades que é urgente ser desenvolvida.

A avaliação de desempenho, que anda a fazer mossa no país, é um mero instrumento de apreciação individual e colectivo nas organizações que os dias de hoje exigem às mesmas organizações em todas elas, em todos os sectores, e que só uma cabeça tacanha como a do sr Nogueira pode transformar em proposta de “autaavaliação” e que, como se viu, só fez o PCP perder votos…

Sou aliás da opinião que a CGTP deveria realizar uma acção de formação ao senhor em causa sobre algo que a CGTP e bem desenvolveu e desenvolve em N sectores de actividade, em nome da Democracia Participativa dos Trabalhadores nas Empresas.

E da Responsabilidade Social nas Organizações.

O conceito de Escola Publica enquanto instrumento de posicionamento politico é demasiado amplo para poder afirmar uma filosofia de intervenção no Ensino. A Escola Pública é o meio adequado para permitir o acesso, mais barato, generalizado das Crianças, das Pessoas em geral, ao ensino.

Não é, não pode ser, uma filosofia, ou um modelo de Ensino.

Porque, na Escola Publica concorrem a multiplicidade de filosofias de Ensino ora existentes tendo em conta a tipificação de professores dominante em cada Escola.

Por isso deixo, ainda que em aberto, a ideia de uma Escola Social, isto é, uma Escola centrada no Formando inserido no Ambiente Social onde ele se situa.

Eis porque as Oposições, quando falam “dos professores” visivelmente falam de nada pois nada esclarecem sobre o que pretendem, para além da ideia, peregrina, de controlar descontentamentos egoístas perante uma Escola que necessita urgentemente de mudar.

As Oposições, de Esquerda e de Direita, têm de começar a reflectir sobre o que querem para o país – se é a superação da crise, o Desenvolvimento Sustentado para a Economia em Portugal, e a Modernização das Comunidades existentes, ou se querem alimentar somente descontentamentos serôdios em nome de votos que, como se viu, não tiveram.

Se o caminho é este segundo digam-no já e peçam ao PR que cumpra a vontade do seu assessor das escutas – vamos a eleições, pois esta não maioria absoluta não funciona, já que os leaderes partidários ora existentes não têm maturidade para tal, não olham para a Europa onde estão, não aprendem com os Verdes Alemães, com o SPD Alemão, etc!

E o país e a Democracia, não pode perder tempo com lamechices populistas. O país e a Democracia exige sim maturidade, consideração pelo outro, e a ideia, à Esquerda da concentração de votos republicana.

O que exige, na minha humilde opinião, que a CDU tenha a Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 11:04
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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Atitudes Inaceitáveis, também no Sector Privado…E Uma Ministra que Devia Continuar!

Há quem julgue que enganar o Cliente é a forma adequada de estar na vida…

Há ainda quem julgue que enganar-nos a todos, clientes ou não, é forma certa de estar na vida…

Mesmo quando procuram assumir-se enquanto empresa Socialmente Responsável, com Provedor do Cliente e tudo…

O país, todos os países, estão em crise, vivemos na verdade uma crise mundial, (e em Portugal esta crise mundial está acoplada a uma crise interna gerada pela má governação de Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes…), e parte substancial da crise resume-se ao facto de uma parte do empresariado mundial entender que, dada a Globalização, vale tudo!

Não, pode continuar a valer.

O Pingo Doce, é um caso que conheço, dedica-se persistentemente a enganar-nos a nós Cidadãos e Cidadãs.

Multipliquem 35 euros vezes 10 000 Pessoas, valor teórico mas não absurdo, vezes 365 dias por ano.

É igual a 127 750 000 euros.

De receitas obtidas pelo Pingo Doce sem entregar documentos contabilisticamente válidos aos seus Clientes.

A partir de tal todas as fraudes fiscais são passíveis de serem feitas nas receitas obtidas, pelo menos, ao que parece, as que não sejam feitas por pagamento em multibanco.

Lamento mas esta situação não pode continuar – a entrega ao Cliente de um documento que, em tudo parece contabilístico, mas que não o é, por falha de alguma, pequena, informação necessária, (numeração do documento por exemplo…) e porque, em letras menores ao fim do documento, está referido que o mesmo não é factura, etc., exigindo que o Cliente tenha de solicitar, ele, o documento contabilístico.

É inaceitável, pois penaliza gravemente o Cliente.

E a ASAE tem de intervir, o Ministério das Finanças tem de intervir, e nós, Cidadãos, não nos podemos calar.

Porque pode estar a suceder que sejam impostos que o Estado não está a receber.

O que significa que são Desempregados que não estão a receber o apoio social a que têm direito, porque o Estado não tem verbas suficiente.

Ou Escolas, Hospitais, vias de transporte, que não são construídas ou reparadas.

Ou MicroPME’s que não são apoiadas, neste momento de crise.

Finalmente, e no meu caso sucedeu, é um Cidadão que fica fiscalmente penalizado, por omissão gravosa e assumida do Pingo Doce.

Exijo ser ressarcido.

Exijo que a ideia de Socialmente Responsável que o Pingo Doce quer demonstrar ter exista realmente.

Para com todos os Clientes.

Este exemplo é, somente, um em muitos, que me levam a dizer, que a Ministra Maria de Lurdes Rodrigues deve continuar.

Foi uma das Ministras Mais Responsáveis que tivemos, na Educação, desde o 25 de Abril de 1974, e, portanto, para mim, desde 28 de Maio de 1926.

Porque soube exigir, tanto como soube distribuir.

Aos alunos, aos encarregados de educação e também, sem duvida, aos professores que não se assumem enquanto “casta aparte” com “todos os direitos e sem deveres”…

Porque o “sindicalista” Nogueira foi dos que falhou e foi derrotado nas eleições que tivemos.

Não foi o PCP, não foi a CGTP, foi mesmo este “sindicalista” que teve o desplante de “descobrir” que a avaliação de desempenho é “fascista”.

Havia erros, sem duvida no modelo, mas afirmo-o e já o disse múltiplas vezes, eram erros menores.

Que a Negociação, se fosse séria, teriam resolvido.

Só que o “sindicalista” Nogueira o que quis foi encavalitar-se numa campanha politica, que, na verdade, pôs em causa 30 anos de saber, na avaliação de desempenho da sua central sindical a CGTP.

Quem perdeu?

Ele, o PCP, e sobretudo o país!

Mas Maria de Lurdes Rodrigues não merece perder.

Pelo contrario merece ganhar, continuando.

E conta com o apoio de muitos dos profissionais de ensino.

Como eu.

Que não embarcam em encenações, sejam elas de “facturas” e “documentos contabilísticos” que não o são quando deveriam sê-lo, nem em avaliações de desempenho que são somente autoavaliações.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 16:16
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Texto de Andrade da Silva, Militar de Abril, Cidadão de Esquerda, em jeito de apoio ao texto que fiz Apelando à Entrega da Presidência da AML à CDU

Faço o seguinte comentário em forma de apelo:
Pelo razoável conhecimento que tenho da muita dedicação que os eleitos da CDU emprestam aos cargos que desempenham, e pela sua profunda sensibilidade em relação aos problemas sociais e humanos das populações, creio que a sua cooperação e a audição das suas propostas serão muito importantes para a cidade, como, aliás, já anteriormente aconteceu, com o Presidente Jorge Sampaio.

Apoiei a candidatura de António Costa à Presidência da Câmara, e lamentei a falta de convergência à esquerda, mas espero que o que não foi possível antes, se concretize agora na acção concreta no que for criativo, mais justo e melhor para Lisboa, e neste aspecto penso que os eleitos da CDU poderão dar um contributo dedicado e importante para a boa Governança da capital.

Assim, e, em conformidade, com esta constatação, faço um apelo para que se negoceiem com inteligência e abertura propostas concretas para se optimizar o desenvolvimento da capital, e, para isto, creio que o Presidente António Costa e muitos outros socialistas, nomeadamente os da secção do PS da Almirante Reis e o seu coordenador Dr. Tiago ( refiro-os, porque acompanho os seus trabalhos há dois anos, como membro da sociedade civil e independente) podem dar um grande contributo.

Reconheço-os como verdadeiros democratas e socialistas, com profundas preocupações sociais e humanas, que têm como principal destinatário os mais necessitados, como o tenho dito.

Como militar de Abril e cidadão com ideais de esquerda que nunca traiu nenhum ideal de Abril, creio que, como em 75 já o proponha no Alentejo, um entendimento para as questões sociais entre o PS e o PCP beneficiariam o povo de Lisboa e do país, e creio mesmo que só mereceria a critica da Europa neo-liberal. Critica que seria feita sempre, mesmo de um modo apriorístico. Mas se o melhor não for possível no país que o seja em Lisboa, até porque ao nível municipal e das freguesias as questões são mais prementes, como pelos estudos que fiz no âmbito da sociologia urbana conclui.

Para o melhor para Lisboa e para que as pessoas sejam o seu coração, é necessário que todos tenham o coração e a alma ao lado do POVO DE LISBOA.

andrade da silva

Ps: se achar por bem pode colocar no blogue e divulgar.

abraço
asilva
publicado por JoffreJustino às 08:08
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

...E a Opinião de Rui Galiza sobre a Ideia de Termos a CDU na Presidencia da AML

Caro Joffre Justino,

Tenho recebido as suas comunicações e opiniões sobre os assuntos mais prementes da vida política nacional, que tenho lido com todo o interesse, embora sem nunca me pronunciar, umas vezes concordando com os pontos de vista que defende, outras, como é óbvio e natural numa sociedade que se quer democrática, descordando totalmente.
Mas neste caso abro uma excepção para lhe transmitir os meus parabéns pela lucidez, e elevação, da proposta/ideia sugerida. Como cidadão de Lisboa, não ligado a nenhuma das organizações políticas em questão, este "parabéns" pela sugestão/ideia não tem subjacente qualquer interesse político-partidário. Mas não posso deixar de o fazer perante um exemplo cada vez mais raro de encontrar neste contexto, e num tempo em que quaisquer sectarismos deveriam dar lugar a aproximações e pactos, tendo em vista o superior interesse nacional numa altura tão complexa. Nunca desprezando, é claro, o papel que caberá sempre à oposição, ou melhor, às oposições, que são sem dúvida insubstituíveis e de grande importância (e porque não dizer, responsabilidade...).
Infelizmente, não creio que tal terá hipóteses de ter aplicação prática. Uma pena, até porque nem é preciso ir muito atrás para encontrar um caso de uma "coligação" PS-CDU que funcionou, e na minha modesta opinião bem, ao nível camarário, na nossa capital.

Cumprimentos,

Rui Galiza
publicado por JoffreJustino às 15:13
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O Seu a Seu Dono – A Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa para a CDU

Sei que esta minha proposta terá larga Oposição, na elite politica.

Mas sei também que a correcção em política é, cada vez mais, um critério de aproximação aos Eleitores. Como sei que o PS se ganhou a Câmara Municipal de Lisboa o deve à CDU, mais concretamente a Carvalho da Silva, a Carlos do Carmo e a imensos cidadãos e cidadãs que votaram para a Câmara Municipal de Lisboa no PS e nos Independentes que com o PS estiveram na lista de António Costa.

Finalmente, sei também que nas Assembleias de Freguesia e nas Freguesias portanto, o PS perdeu e tal aconteceu porque o PS tendo deixado os seus eleitos ao abandono estes não conseguiram desenvolver uma politica de oposição de proximidade aos Eleitores, o que, mal ou bem, os Eleitores da CDU souberam fazer.

E que os Socialistas têm de recuperar na sua prática politica em especial nas Juntas de Freguesia onde estão em Oposição.

Lisboa tem, por outro lado, de ser o exemplo.

António Costa, e muito bem, Apelou às Listas Conjuntas para as Eleições Autárquicas em Lisboa. Ao inicio a CDU e o BE recusaram esta proposta, tendo ficado o PS aliado a Associações de Independentes de Esquerda que, em muito, auxiliaram à vitória do PS e, inclusivamente, às opções de voto no PS para a CML.

Mas, ao contrário do BE, sobre a liderança de Anacleto Louçã, que alimentou a divisão, até ao fim, a CDU soube encontrar uma solução que potenciou a vitória da Esquerda.

E a Esquerda, e o PS, deve mostrar elevação, deve saber corresponder com elevação – entregando a Assembleia da AML à CDU.

Negociando critérios, responsabilizações, o que for entendido necessário.

Mas assumir o seu a seu dono.

A Assembleia Municipal de Lisboa para a CDU.

Em nome de uma demonstração de que a Unidade na Diversidade é possível e na Crise de Hoje, é essencial para o Futuro.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 10:16
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

A Esquerda Que Ganhou Nas Autárquicas … E os Que as Perderam!

As eleições Autárquicas mostraram a importância da Unidade da Esquerda, e do respeito pela Diversidade à Esquerda, únicas formas de derrotar a Direita, que se uniu como pôde e sempre que pôde e, mesmo assim, foi derrotada.

Porque o PS resistiu e porque houve um comportamento exemplar do PCP, quanto ao voto útil em Lisboa.

Há, no entanto, que reconhecer que, à Direita, foi visível como o seu sentido pragmático a faz sustentar-se, a nível nacional, a partir do Poder Local, o que continua a não suceder, no geral, à Esquerda.

No entanto, nas Eleições Autárquicas o voto, centrado na disciplina republicana, permitiu a vitória em Lisboa, a António Costa e ao PS, na Câmara Municipal, já não nas Assembleias de Freguesia, sem que tal tenha reduzido a influencia de quem assumiu, mais ou menos explicitamente, que era premente que António Costa e o PS, em coligação, ganhasse aquelas eleições.

Penalizados realmente foram os que alimentaram o sectarismo, isto é, o Bloco de Esquerda de Anacleto Louça.

Que, não duvido, continuará a privilegiar o ataque ao PS e, claro, a aliança implícita que tem com o PSD, como iremos vendo nos próximos momentos políticos.

Que insisto levarão, caso não se trave esta tendência suicida, o país a novas eleições antecipadas, a um prazo quase certamente não superior a dois anos, e, o que, (isso sim, será grave), à impossibilidade de pormos fim a esta crise que nos afecta cada vez mais, pelo simples desejo do Poder a todo o custo.

Anacleto Louçã passeou-se pelo país feito vencedor.

Foi derrotado.

Deveria demitir-se da dita Mesa do Bloco de Esquerda.

Não somente por ter perdido, mas sobretudo por ter procurado, por todos os meios, pôr em causa a Esquerda, sempre que pôde.

E, como resultado final ficou-se pelo desastre, por todo o lado, tendo ainda por cima imposto o desperdício, em Lisboa de 4,5% de votos que não tiveram qualquer efeito.

Tudo porque se recusou à Unidade de Esquerda.

Em nome de um manifesto populismo, de um estatismo ridículo, de um corporativismo profissional serôdio.

Deveria pois demitir-se.

Note-se, no entanto, que o eleitorado BE, em Lisboa, visivelmente, reagiu diferentemente e assumiu a concentração republicana dos votos em António Costa.

Seguindo a orientação de Carvalho da Silva e, de certa forma, do PCP.

Por isso, é meu dever recordar à direcção do PS que estas eleições não foram favas contadas.

Sendo que uma das razões está no abandono dos Eleitos Locais Socialistas, na clara indefinição do PS no que respeita a estruturação de uma Democracia Local participativa, solidariamente organizada, entre os Eleitos Locais Socialistas.

Pois não basta estar nos actos eleitorais de 4 em 4 anos.

Urge acompanhar, apoiar, incentivar, formar, os Eleitos Locais Socialistas, com empenho.

Urge ser mais presente nas Assembleias de Freguesia onde se perdeu, nas Assembleias Municipais onde se perdeu, nas Câmaras Municipais onde se perdeu.

Urge ter mais Eleitos Locais activos,( porque os há e muitos, só que muitas vezes abandonados), permanentemente presentes, no Poder Local e não bombeiros de última hora que entram e saiem das eleições e das Câmaras, e das Juntas de Freguesia como se nada fosse.

Andar por aí não está, definitivamente, a dar. Até o autor da dita frase já sabe de tal…

O Partido Socialista teve, desta vez, uma enorme sorte – chamado José Sócrates.

Por isso teve mais votos, e mais mandatos com menos Presidências de Câmara.

E um acto de responsabilidade – o do PCP.

Que não vai durar para sempre, nem acontecer sempre.

Pelo que urge pensar já nas Presidenciais.

Onde o candidato natural para a Presidência da Republica pelo PS tem nome – chama-se Manuel Alegre.

E não será possível pensar-se em ganhar eleições Legislativas antecipadas e Presidenciais se andarmos com fantasias.

As fantasias já iam fazendo perder Lisboa, vejam-se os resultados do PS nas Assembleias de Freguesia.

Até porque Anacleto Louçã não se demitirá e “andará por aí” a preparar a derrota do PS, da Esquerda.

É a tarefa dele, ao que tudo indica.

Ora a Esquerda necessita de outro comportamento, outra solidariedade, outro sentido de responsabilidade.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 15:20
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