Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Seis Meses e Meio Depois…

No país do capitalismo, quer o selvagem, quer o solidário, os EUA, é assim. Em seis meses e meio um dos patrões do capitalismo, da alta finança, é preso, julgado e condenado – a 150 anos de cadeia.
Uma fraude é o que era o sr Madoff, mas uma fraude sustentada, e bem, pelos yuppies da Bolsa, pelos investidores dos produtos financeiros de altíssimo risco, que hoje têm como contrapartida esta crise de mais de 150 milhões de desempregados no Mundo, mais de 20 milhões na RP da China, mais de 57 milhões na OCDE, e mais de 500 000 em Portugal.
Há, sempre o afirmei, uma diferença de fundo entre o modelo capitalista e a economia de mercado e, no modelo capitalista, há múltiplas diferenças de país para país.
Em Portugal, antes do mais, não há Justiça – o caso BCP já tem barbas e o sr Jardim Gonçalves ainda anda de Falcon à custa dos dinheiros dos clientes do BCP. No caso BPP ainda há Oposições, o PSD, que pretende defender o indefensável, e que passa pela não condenação dos responsáveis do BPP. No caso BPN, o CDS conseguiu o impossível que era defender os corruptos e ladrões e criar uma má imagem nos polícias…
E porquê? Porque não há Justiça em Portugal.
E quando a regra inexiste, então o modelo dominante, hoje, é sempre de cariz capitalista e selvagem.
A Procuradoria da Republica, parte deste 3º Poder, vive para tirar fotocópias de documentos e distribui-los aos jornalistas, este 4º Poder? Se não é parece e como diria o outro “à mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer…
Veja-se o caso FREEPORT, tem barbas e nada sucede, a não ser insultar-se, periodicamente, o 1º ministro neste conluio, quase que diria corrupto, entre o 3º e o 4º poder.
Caso FREEPORT onde uma “instituição” britânica, com um nome risível, para o caso português pelo menos, Serious Fraud Office,, (eu poria Faulse Fraud Office…) cola a um corrupto, curiosamente britânico, um tal Charles Smith, e, xenofobamente, insulta o 1º ministro de um País seu aliado, (com a Aliança mais antiga do Mundo), e, passado estes anitos, nem um pedido de desculpas chega.
Em seis meses e meio foi denunciada, julgada e condenada uma fraude que originou perdas de 65 mi milhões de dólares nos EUA….Ora pois a Procuradoria não consegue descortinar o que se passa no BPN e no BPP. Porquê?
Os Cidadãos dizem e com razão – porque são ricos os envolvidos. Pobres que fossem estariam julgados, condenados e insultados.
Onde anda, entretanto a dirá “esquerda consequente”? Concentrada na defesa de Valores? Não.
Perdida na busca de mais uns votitos, (tão parlamentaristas que são estes “revolucionários”…), aliados objectivos dos que não condenam os ladrões, os corruptos, os selvagens na economia, os lavadores de dinheiro manchado, pois nem sabem defender a sua dama e misturam-se com esta ridícula gente que nos EUA, na Capital do Capitalismo, foram já julgados e presos!
150 anos de cadeia levou Madoff. Para quê? Para que a economia de mercado não ficasse manchada pelo modelo capitalista selvagem dos Madoff…
Onde? Nos EUA, na Capital do Capitalismo!
E em Portugal?
Tiram-se fotocópias para os jornalistas, na Justiça…
Que fazer?
Dizer-lhes que Estamos Fartos! Que quem não sente não é filho de boa gente e que, por isso – Basta!
Basta de Mentiras, de Propaganda falsa, de ataques soezes, e quando nada se descobre basta deixar de falar e escrever sobre o assunto – como se nada fosse.
Há uma Opinião Publica Socialista e esta está, zangada!

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 08:54
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Em resposta a um grupo de Professores e a um email …..

Joffre Justino
Assunto: RE: [Fwd: Se conhecem um professor...reenviem!...e alarguem o debate para além das lógicas partidárias!!!!

Bom dia,

Antes do mais sou dos entende que a Democracia é também o direito ao protesto, quando entendemos que algum direito que temos está a ser posto em causa.

Assim, se não concordo, de todo, com as posições dos Professores, seja da FENPROF seja dos grupos de professores, quero que fique claro que o grau de conflito e de explicitação do mesmo, entre professores e ministério da educação, atingiu, em ambas as partes, um nível razoavelmente baixo e merece todo ele o meu repudio, sendo certo que sou dos que entende, lamento dizê-lo, que a culpa coube sobretudo a quem “forçou a nota”, uma parte essencial dos representantes dos Professores em vez de Negociar.

É bom que se entenda que se vejo na profissão de Professor uma actividade de elevada importância social – já escrevi inúmeras vezes que um dos erros dos múltiplos ministérios é não entenderem a função de dinamização do Desenvolvimento Local, em lógica sustentável, das escolas, publicas ou privadas – também entendo que esta ideia, peregrina, de a profissão professor não poder ter uma Carreira Profissional é VERDADEIRAMENTE…. peregrina….

Como é verdadeiramente peregrina a ideia, absolutamente conservadora, para não utilizar outro adjectivo, que os professores defendem, segundo a qual a Avaliação de Desempenho se limita à AutoAvaliação…. E que só tal posição dignifica a profissão…

Como, ainda, não vi, no restante do estatuto da carreira docente, nada que limitasse os direitos profissionais e outros dos professores…e li-o atentamente.

Vamos ser sinceros uns com os outros – na profissão Professor existem múltiplas situações por este país fora, desde os professores que se entendem enquanto tal, a tempo inteiro e para quem 35h de actividade profissional como qualquer outro, com um máximo de 25 horas de leccionação nada tem de anormal, aos professores que entendem que tal carga horária lhe é excessiva, (nem que seja por razões do passado recente), aos que tendo uma outra profissão não conseguem encaixar-se neste novo horário…

O primeiro caso corresponde aos Professores que denominaria em exclusividade. Qualquer sindicalista decente entende tal nesta ou em outra qualquer função profissional e a CGTP ou a UGT lidou com este assunto em todos os Contratos Colectivos de Trabalho do País….sem este “escândalo” que os professores assumem, do meu ponto de vista erradamente.

Os segundos e terceiros casos foram bem mais necessários do que hoje são. O país mudou imenso desde o 25 de Abril de 1974 e o nº de licenciados aumento enormemente, felizmente, pelo que a disponibilidade para a profissão Professor aumentou e bastante.

No entanto, sejamos sérios os que se encontram na segunda e terceira situação são em qualquer circunstância úteis ao Sistema de Ensino e sê-lo-ão sempre. Vejamos um dos porquês, (poderia dar mais) – no Interior do País, em especial, as actividades múltiplas de Consultoria, fundamental para a realização de projectos de Desenvolvimento Local, sustentável, não cobrem a possibilidade de alguém viver profissionalmente das mesmas, a tempo inteiro. Desta forma, o adicionar a esta actividade a profissão de Professor em part time é não só natural como determinante para a sustentação dos jovens licenciados no mesmo interior do país, (poderia encontrar muitas mais razões e situações note-se).

No entanto, não é aceitável confundirem-se as situações e daí a necessidade de estabelecer uma Carreira Profissional entre os Professores, alias, diria melhor, um conjunto de Carreiras Profissionais Técnicas, Técnicas e de Docência e de Docência exclusiva entre os Professores. Só um conservador, para não usar outro adjectivo, não entende tal, (dai a subida eleitoral do CDS, e a pouca diminuição de votos no PSD e claro a subida do BE…).

Dirão que o que defendo não é o que o Ministério da Educação defende. Nada mais errado. Os princípios essenciais a Carreira e a Avaliação de desempenho estão na minha opinião presentes, sendo que o que não está presente na tese do Ministério da educação deveria ter sido a evolução dos sindicatos, não estivéssemos perante dirigentes sindicais conservadores e partidarizados para o conservadorismo.

Digo tal com experiencia de causa – fui técnico de Negociação Colectiva durante 7 anos e aprendi a metodologia desta função também com a CGTP, na mesma mesa de Negociações nesses sete anos.

Infelizmente os sindicatos de professores e os grupos de professores foram estritamente elos de campanha eleitoral e, escrevi-o já o ano passado, sendo os professores a profissão mais opinion maker de todas o resultado da sua oposição ao governo passou pela hecatombe do PS.

Culpa da Ministra? Não.

Culpa de quem não abriu as portas à negociação, à abertura da escola a uma função determinante, a de centro local de Desenvolvimento sustentável Local, onde as várias Carreiras Técnicas possíveis substituíssem a arcaica ideia do Professor….

Assim, se o PS perder as Legislativas porque defendeu ainda que incompletamente princípios correctos, mais vale ficar com o PS e perder que ficar com a demagogia que tem vindo a matar lentamente o Ensino em Portugal. E não digo tal por birra mas porque os princípios são para serem defendidos, doa a quem doer….

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 10:54
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Será que o "capital cliente" não é a principal razão da existência do jornal? (texto enviado para o PUBLICO)

Exemplo de um mau exemplo.

A semana politica de São José Almeida de 12 de Junho 2009

A jornalista escreveu PS teve penas 25.58 por cento dos votos, sendo esta uma das mais baixas percentagens da sua historia eleitoral,,só ultrapassada pelos 20.77 por cento nas legislativas de 1985, pelos 22,24 por cento nas legislativas de 1987 e pelos 22,48 por cento nas europeias de 1987.E teve o seu mais baixo resultado em votos expressos nas europeias de 2004.»
Afinal em que ficamos?? Quantas eleições o PS perdeu desde o 25 de ABRIL???das que perdeu esta foi uma das mais baixas??

Sejamos honestos em nome da liberdade .os jornalistas criticam o Sr.Sócrates de fazer propaganda e os jornais não fazem propaganda ?O jornal o Público Já se esqueceu da invasão do Iraque?

Depois da crise inernacional,das manifestações da Administração pública, das greves da Administração Publicada,da revolta dos interesses instalados, do envolvimento do nome do 1ºMinistro em notícias sobre crimes de tráfego de influencias e de corrupção, o caso de Manuel Alegre bem explorado, o Sr. Sócrates não deve ser agressivo mas os jornalistas podem ser para com ele ,das notícias ácidas de que a crise do desemprego era culpa do Governo, de que, quem ia pagar o TGV eram os contribuintes, que os culpados da crise e da corrupção do BPP e do BPN era o estado e o Banco de Portugal (e por que não a lei do mercado') ,e por virtude disso já era realismo os contribuintes pagarem a crise e a corrupção da banca!!;por tudo isto não acha que foi um bom resultado?

Os jornais não se esqueçam de que os partidos tem os seis eleitores e os jornais tem os seus leitores.

Tal como os eleitores os leitores não são estúpidos e na devida altura sabem penalizar os seus propagandistas.

Cumprimentos
António Santiago
publicado por JoffreJustino às 16:13
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 13 de Junho de 2009

Sim, o PSD ganhou as Europeias…mas Perdeu Votos! (vai uma manifestação contra o 4º Poder?)

Parece-me que alguns amigos e conhecidos meus entendem mal a necessidade de se ser rigoroso nas leituras políticas. Parece-me que alguns políticos analistas, como Pacheco Pereira se sentiram incomodados com o rigor de Pessoas que, como eu, disseram – atenção, o importante não está na vitória do PSD, está sim na derrota do Centrão!
É certo que o dito 4º Poder está com Pacheco Pereira, cantando ainda loas à vitória do PSD e acenando já com a nova AD ou, como fez Francisco Louçã, com a recusa liminar de coligações à Esquerda.
Pois bem, em muito errará o CDS se aceitar coligações pré eleitorais pois perderá margem negocial no pós eleições. E em muito perderá a Esquerda com este desvario trotskista de Francisco Louçã de recusa de coligações pós eleitorais que sejam à Esquerda, ou com discursos no PS sobre o “mantermos a linha definida mudando somente o estilo”.
É certo também que o dito 4º Poder, aquele que ninguém controla, o último, a par do 3º, o da Justiça, totalitário, se compraz bastante com a coligação da direita, com o sectarismo de F. Louçã e com a cegueira “dos estilos”
Ei! Estamos em crise estás a ver?, seria o que Pacheco Pereira titularia se fosse socialista, (acho eu…)….
Gostem ou não o eleitorado mudou. Não por causa da elevada abstenção, mas porque decidiu, uns poucos ainda mas em bom crescendo, alinhar com as margens partidárias que, assim, deixaram de o ser.
É certo que uma linha reformadora foi essencial para o País e será ainda muito útil. Portugal necessita, sem dúvida, de reformas.
No entanto é certo que ou as mesmas são feitas paulatinamente, compassadamente, integradas em ajustamentos que mantenham as Pessoas confortadas, ou o reformador que decidir continuar o ritmo acelerado de reformas, caminhará para o suicídio, deixando o Centrão aberto para o outro partido do Centro.
Há, pois, que alterar a linha dando agora espaço aos ajustamentos que confortem as reformas feitas, para continuar de seguida com mais reformas.
Há, pois, que ser humilde.
A crise não assusta os funcionários públicos, porque o são. Mas a crise assusta os trabalhadores do sector privado, porque vêm o emprego a desaparecer, o poder de compra por isso a esvair-se.
Há pois que saber gerir a impaciência criada pela premência das reformas que, reafirmo-o, são essenciais.
O país tem que estar no século XXI e não o está.
Mas concentremo-nos agora, por favor, nas Pessoas. Apostemos,

1. Na sua Qualificação, deixando-nos de burocracias inúteis e desperdiçadoras de tempo, aceitando as candidaturas não aprovadas o ano passado por limite de verbas, para os EFA, no combate ao Desemprego e à qualificação dos Desempregados, para a Formação Modular certificada, para as actividades de dupla certificação, escolar e profissional!
2. Na redução da Incerteza do Emprego, criando almofadas capazes perante o mesmo
3. Na sua Segurança, não pensando somente na criminalidade clássica, mas sim na moderna, na que polui sem regra, e incendeia a Natureza, na que vende droga pesada como quem vende coca cola, sabendo distinguir o haxe e o tabaco ou o álcool da coca ou da heroína
4. Na Sustentabilidade das Famílias não procurando inventar o inventado e sabendo que a Família é o reduto final do Cidadão e da Cidadã e que por tal tem de ser apoiada – reduzam os impostos às Famílias com mais de 3 crianças por favor, pois necessitamos de Crianças rápido!
5. No Reconhecimento dos dois lados da História de Portugal, a dos Combatentes da Guerra e a dos Combatentes contra a Guerra colonial dando-lhes o que merecem, respeito, consideração, prémio
6. Na necessidade de limitar os 3º e 4º Poderes, exigindo-lhes transparência, participação, rigor. Chega de conversa fiada e que expliquem porque raio é que o FreePort ainda está em cena, porque é que a comunicação social não põe o dedo na ferida – a Banca partidarizada, a que nasceu sob a protecção de algum PSD, portou-se mal e os seus responsáveis devem, como Oliveira e Costa, estar na cadeia, sendo criminosos não o Banco de Portugal, mas sim os que enganaram os clientes desses Bancos!
7. Aguardo pois que os meus amigos e conhecidos que sejam de Esquerda, que apoiem a necessidade de Reformas, que apoiem a Modernização do País estejam em condições de se manifestarem à frente do PUBLICO, da TVI e da Procuradoria geral em nome da Transparência, do Rigôr, do Fim da Manipulação jornalística, do forçar, com baixos salários e ameaças de desemprego, os jornalistas a escreverem o que o boss quer! Sugiro para o efeito uma Primeira Concentração à Frente de o PUBLICO para o dia 30 de Junho próximo!
8. Para tal aceito confirmações, ( a partir das 50 estaremos em condições de sermos Cidadãos com Direito a Sermos Ouvidos), até ao dia 20 próximo, para garantirmos a legalidade necessária nestas actividades.
9. Sugiro nada de palavras de ordem nesta Concentração, mas sim leitura de textos, de poemas e breves, mas mesmo breves, discursos políticos, sim políticos porque a Política Vale!
Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 14:47
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

PS, O Grande Perdedor, PSD, O Pequeno Perdedor… E Um 4º Poder Partidarizado, no centro da tempestade

Não é o sectarismo partidário que me orienta neste texto, nem o gozo em o escrever. Na verdade, ao contrário de muitos, entendo o Centrão eleitoral como a expressão de uma larguíssima maioria de Pessoas em favor de uma essencial estabilidade, depois do fracasso Salazar caetanista e das convulsões sócio políticas de 1975, e como algo positivo portanto, em si, mesmo que desgastante.
E por tal, pela estabilidade que gerou, teve o Centrão, apesar dos imensos erros políticos que enquadrou, o seu papel.
Mas a actual crise, mundial, importada, e caseira, acentuou o seu fim.
PS e PSD perdem, nestas europeias, votos.
O primeiro, o PS, é o Grande Perdedor, sofrendo uma hecatombe só equivalente às eleições onde foi candidato a seu leader o dr Almeida Santos, o segundo, o PSD, perde entre um mínimo de 8959 votos e um máximo que poderá atingir pelo menos os 12 000, perdendo votos em todo o caso, mesmo que ficando em 1º lugar nesta liça eleitoral.
É certo que com esta perca mínima de votos pode o PSD acreditar que pode cantar vitória, porque foi, neste acto eleitoral, o partido mais votado.
Mas, se o fizer está a não entender que está, na verdade, a poder ver chegado o seu fim enquanto partido de referência, no caso à Direita.
De facto, um partido leader na Oposição, vivendo-se um momento de grave crise internacional e nacional, que não sobe no nº de votos, pelo contrário desce, deve atender ao mau augúrio destes resultados…
É claro que este “4º Poder” que se chama Comunicação Social, partidarizada que visivelmente está, se encarrega de escamotear o que é visível, mas que ele não pode deixar ver – a mudança no cenário político nacional – pois tal poria a nu o seu próprio fracasso…
Este “4º Poder” encarregou-se de fazer a Oposição que a Oposição não conseguia – usando da mais pura maledicência, da demagogia propagandística e, também, das sujas encenações que foram as sondagens eleitorais, para fazer o serviço sujo que cairia mal ao político oposicionista fazer…
Enfim, diga-se também que, no 1º round deste novo cenário, de qualquer forma, este “4º Poder” terá ganho. Resta é saber se o combate termina em 1 só round.
Ora, que realidade política temos hoje?
Antes do mais a fuga do eleitorado para as margens, sobretudo à Esquerda, mas também à Direita, porque o Bloco de Esquerda, o PCP mas também o CDS, é que são os reais ganhadores destas Europeias, já que a abstenção não conta para a liça eleitoral concreta.
Todos eles sobem em votos e em referência política junto do eleitorado.
De seguida, a realidade, institucional, de regime, de a Direita reconhecer a vantagem da Coligação para o Poder e de à Esquerda tal não acontecer, como já se viu, mais uma vez, nas recentes declarações do leaderes políticos do BE e do PCP.
O que significa que a Direita joga com vantagem, perante uma Esquerda que se recusa a aprender com a experiencia, positiva, da coligação dos Verdes Alemães com o SPD, e fecha os olhos à também hecatombe da Esquerda francesa, italiana e bretã destas Europeias.
Nos três primeiros exemplos é a esquerda radical que se recusa a aprender. No último caso, já é a esquerda reformadora, a facção ora dominante no PS, que parece querer também caminhar de olhos fechados.
Note-se que uns tantos à Esquerda, poucos infelizmente, defenderam a necessidade de se assumir pelo menos o mínimo – uma coligação de esquerda para Lisboa - mas nem isso parece possível, por recusa do BE e do PCP.
Contam estes, o BE e o PCP, ao que parece, ou com os sóis inexistentes, do Passado, ou com a infantilidade pura e simples para chegarem a um paraíso na Terra. Não vendo que o Berlusconi está aí, bem visível, e para quem queira ver, aí está o novo fascismo a caminhar, esse sim, na Terra.
O que resta?, (digo eu?),
Acreditar que a esquerda reformadora se renove a tempo das legislativas e das autárquicas e que, assim, o PS se reposicione de outra forma para as Legislativas e as Autárquicas.
Para isso necessitaria de,
1. Algumas Novas Caras
2. Muitas Novas Políticas
Explico,
1. Na Agricultura, na Economia, urgem novas caras, que apresentem uma visão de maior dinamismo e interesse pela sustentação do tecido económico em Portugal, (mesmo que o dito acima não seja uma critica às caras que representaram estas pastas na governação reformadora)
2. Na verdade, estas novas caras deverão motivar empresários, trabalhadores, agricultores, actores do 3º sector na economia, (o que não tem sucedido), pois tudo tem rodado nestes ministérios como se a economia fossem os próprios ministérios, o que de todo não é verdade
3. No Trabalho, na Educação e na Qualificação das Pessoas exigem-se mais medidas e mais expeditas, de combate ao Desemprego, de Promoção da Empregabilidade, (que parece andar morta e por aí, não sendo de todo verdade), de incentivo ao Associativismo económico, ao cooperativismo, ao 3º sector, mas também de medidas que façam da escola, publica ou privada, instrumentos de dinamização local e social gerando com as mesmas verdadeiras carreiras profissionais mais aliciantes que o mero acto de passar de professor a titular; ainda e sobretudo alargando a ideia da Qualificação, escolar e profissional, a um vasto nº de actores de entre os que hoje estão desempregados e de entre os que hoje dinamizam actividades de promoção da Empregabilidade nos mesmos; assumindo medidas de desburocratização das candidaturas aos projectos ao POPH, utilizando as candidaturas do ano passado por exemplo; finalmente, continuando a politica de dialogo e concertação social entre todos os Parceiros Sociais; note-se que, nas Finanças, urge que se entenda a real situação das Pessoas nesta Crise e que se apoie uma outra abertura orçamental para a mesma, centrada nas Pessoas
4. Na Defesa e na Administração Interna urge incentivar politicas reformadoras que integrem os dois ministérios, na vertente da Segurança das pessoas, abrindo este conceito para além do simples combate à criminalidade, como aliás em parte já sucede na problemática ambiental
5. Na Justiça sem dúvidas novas caras. Mais atenção aos Direitos dos Cidadãos, imposição de um maior respeito do 3º Poder ao Poder dos Cidadãos, não somente na Lei mas sobretudo na sua aplicação – os Casos envolvendo Crianças e a fuga de informação para uso partidário, ou a demora exagerada na assunção de resultados, como sucede já no caso FreePort, começam a ser por demais calamitosos e o 3º Poder, tal qual o 4º tem de ser chamado á pedra
6. Nos Negócios Estrangeiros é tempo de novas caras e de novas políticas – estas eleições, europeias, sucederam sem a presença activa e dinâmica deste ministério, o que é insuportável; mas sobretudo é necessária mais CPLP, mais Democracia na CPLP; mais participação na União Europeia, mais apoio aos emigrantes e sobretudo aos imigrantes e mais, muito mais Democracia e transparência na política externa. Entretanto, realço, o grande erro da esquerda Democrática foi ter temido o Referendo sobre a Constituição Europeia, diga-se
7. Finalmente a Esquerda reformadora tem de se abrir às restantes tendências socialistas e por isso, assentar na Cidadania para os Cidadãos! É tempo da esquerda reformadora começar a levantar temas efectivamente inovadores como a percepção da importância do 3º sector, o independente, o não religioso, ou a regulamentação das regras da Responsabilidade Social e da Ética Empresarial, ou claro a contenção dos poderes do “4º Poder”, hoje sem dúvida um Poder totalitário, centrado na Direita, servindo a Direita. Isto é, é tempo de exigir mais participação dos Cidadãos, política e social claro, mas também económica e mais, muito mais, transparência na Comunicação Social em Portugal, hoje vivendo sobretudo dos recibos verdes dos jovens estagiários que saltitam de redacção em redacção e se submetem, na escrita e na palavra, aos apetites sectários de dirigentes irresponsáveis!
8. O PSD terá baixado a sua votação em pelo menos sete dos 20 distritos eleitorais. Naqueles onde subiu, em 3 deles, pelo menos, a subida de votos não terá ultrapassado a centena. O que significa que em metade dos distritos eleitorais, pelo menos, o PSD perder significado, estando na Oposição
9. Já o CDS, o BE, e o PCP, as margens eleitorais do actual sistema politico, ganham expressão, o que aponta para um novo sistema eleitoral, baseado ou em coligações ou em acordos parlamentares pontuais, tal qual vivem parte importante dos países europeus. À Esquerda isto significa uma necessidade urgente de uma nova visão politica tanto da parte da esquerda reformadora quanto da parte da esquerda radical face à actividade parlamentar e governativa baseada em mais e muito mais dialogo e debate de ideias
10. Viver-se-á neste novo ciclo em clara instabilidade governativa, até considerando a forte possibilidade de uma coligação de direita a governar com um Parlamento maioritariamente de esquerda.
11. O Reformismo no PS colheu uma hecatombe eleitoral, o que exige uma reflexão atenta na esquerda democrática em Portugal. Aparentemente a aplicação de reformas terão de ser mais paulatinas, mais lentas, mais integradas com medidas positivas, e não ao ritmo acelerado destes últimos dois anos
12. Poderá ter acontecido o azar da conjugação entre a crise internacional, (gerando forte aumento do desemprego, que, como se viu esteve também na origem da perca de votos do PS), e os impactos negativos dos movimentos reformistas – na Saúde, na Justiça, na Educação, na administração publica – o que relevou o aspecto negativo existente sempre em qualquer reforma. Mas não creio que tal tenha sido a razão central da hecatombe. Visivelmente este governo não soube contar com a Cidadania e os Cidadãos que poderiam estar com ele, apoiá-lo, incentivá-lo, mesmo que o criticando pontualmente.
13. Não houve, neste governo, o cuidado em integrar os movimentos reformistas com medidas de visível melhoria das condições de vida das populações, nem com medidas positivas capazes de reforçar o élan dos envolvidos nas reformas, mas sobretudo, não soube este governo abrir espaços de diálogo para fora do cenário da administração publica, para o 3º sector, para os cooperativistas, para os e as empreendedoras efectivas, que estão para alem dos que hoje se sentam na Concertação Social.
14. Mas vai a tempo de mudar de rumo e se mudar o PS poderá recuperar a sua posição de partido maioritário no cenário politico, mesmo que já não consiga uma maioria absoluta, coisa que visivelmente o eleitorado já desistiu de dar seja a quem for, á Direita ou á Esquerda. E se tal acontecer o governo que vier, socialista, terá de aprender a comunicar e conviver com a esquerda radical. Tal será, de todo, essencial, goste-se ou não.
15. Perante o que escrevi deixo já, a quem me lê, um Apelo de Cidadania – a criação de um Grupo de Cidadãos contra a mentira e a demagogia na Comunicação Social e contra a paralisação e fuga de informação no 3º Poder. Temos de ser activos e inflexíveis perante o abuso e tal é mesmo Urgente!

joffre justino
publicado por JoffreJustino às 16:24
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


.posts recentes

. Primárias - Uma Otima Pro...

. O 11 de Setembro e eu pr...

. Um recado a Henrique Mont...

. Na Capital Mais Cara do M...

. Há Asneiras A Não Repetir...

. “36 Milhões de Pessoas Mo...

. Ah Esta Mentalidade de Ca...

. A Tolice dos Subserviente...

. A Típica Violência Que Ta...

. Entre Cerveira e a Crise ...

.arquivos

. Julho 2012

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

blogs SAPO

.subscrever feeds