Domingo, 24 de Julho de 2005

tão curta a mensagem...tão importante a mensagem

Meu caro amigo

Ainda estou siderado com as declarações de Freitas do Amaral, por acaso conhecidas ou proferidas quando estava em Luanda, sobre a corrupção em Angola:
Não podemos falar dela pois Portugal não é exemplo, foi este o sentido.


Uma diplomacia ajoelhada, apesar de alguns pontos positivos enunciados mais à frente ou atrás na sua entrevista, no que diz respeito à cooperação. Já agora gostei da entrevista que dispensava a nódoa.

Ao que isto chegou.
E se ele fosse chamado a depor e a explicar o que sabe em Portugal?

João Tocha
publicado por JoffreJustino às 19:17
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Quinta-feira, 21 de Julho de 2005

Esta comunicação social...esta ânsia pelo abismo...

Luis Campos e Cunha, ex ministro das finanças so pode ser um homem corajoso, pois só um homem corajoso aceitaria esta função, controladora de ímpetos neoriquistas, que alguns portugueses teimam em manter.

Luis Campos e Cunha por ter sido um homem corajoso leva hoje, 21.07.05, um prémio envenenado - o direito a que tem de ver um seu artigo publicado duas vezes, o mesmo artigo, em menos de uma semana nas páginas do mesmo jornal, o PUBLICO. Em Portugal envenenam-se os homens corajosos como os Borgias o faziam ao seu tempo, entre melífluos sorrisos de aparente simpatia. Foi o que fizeram a Luis Campos e Cunha.

E, por via de Luis Campos e Cunha, na verdade, pretende-se impedir que o país estabilize, estabilizado, cresça e crescendo, finalmente, se desenvolva...

Reparemos o que diz José Manuel Fernandes, "...o primeiro ministro e o PS vivem mal com políticas duras mas coerentes, mantidas pelo tempo que fôr necessário",....quanta mentira factual em tão poucas letras nunca vi...

Nota 1. Governo Mário Soares, o I Constitucional, onde "falhou" Soares? Em ter exigido uma política de contenção face às asneiras mfista/comunistas da época.

Nota2. Governo Mário Soares, 1984, onde "falhou" Soares, o que levou o PS aos tempos dos 20% eleitorais? A contenção da crise, (lembram-se da entrega do subsídio de férias desse ano, de todos(as) portugueses(as)...), imposta ao país pelas governações de Sá Carneiro e Pinto Balsemão, chegou inclusivé a levar a uma muito afectiva zanga do eleitorado face a Soares, que só recuperou numa dificil 2ª volta presidencial.

Nota3. Onde fez o Centro e a Direita portuguesas politicas duras e de contenção desde 1976? Em momento nenhum, em tempo nenhum houve qualquer tentativa de contenção de crises económicas, graves, que este País já viveu... e quando se confrontaram com elas o que fez o Centro e a Direita? Entregaram o País ao PS, ele que resolva a crise, ele que seja, mais uma vez, o Bombeiro do País....recordemos a retirada "estratégica" de Durão Barroso e os enviezamentos de Santana Lopes

Nota4. Guterres fez o mesmo entregando o País ao Centro e à Direita, é verdade. Guterres fez o mesmo que Cavaco Silva, mantendo a linha da sua governação, (baseada na aparente riqueza que os financiamentos comunitários previam), ainda que mais social, mais atendendo aos pobres e marginalizados do país.

Pode José Manuel Fernandes referir-se a esse tempo, mas esse tempo não faz o PS, faz uma parte do PS...e na verdade são 6 anos em 32...

Luis Campos e Cunha, entretanto, é muito claro no seu artigo. Ele assume que "a sustentabilidade a longo prazo das finanças publicas assenta em três aspectos: a Segurança Social, a Saúde e os investimentos públicos"...explicando coerentemente os dois primeiros temas torna-se até mais pedagógico quanto ao terceiro relevando a necessidade de "uma análise prévia de rendibilidade..." sendo que "A qualidade da despesa pública passa pela criteriosa e apertada selecção dos investimentos""....

Bem...mal de nós se o ministro das finanças não dissesse tal. Parece que não o deveria ter dito. E depois, no Publico pelo menos lá vem um enorme lençol de divergências hipotéticas precisamente por causa dos referidos investimentos publicos.

Foi um erro grave, em qualquer circunstância, esta demissão. Mais ainda, foi uma decisão desmobilizadora de empenhos no controlo das despesas públicas. Mais ainda, deixa o próximo ministro das finanças, ainda mais, nas mãos dos que anseiam, desesperadamente, pelo abismo....

Tenho, pois, mesmo, muita pena de Teixeira dos Santos....

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 19:18
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Sábado, 16 de Julho de 2005

O QUE NÃO É ACEITÁVEL ACONTECER NEM EM LUANDA NEM EM MALANGE

(texto publicado em O LIBERAL, jornal ONLINE)



A nossa Guerra Civil (em Angola) foi dramática e durou demasiado tempo. Muitos dirão até que foi inútil. Mas, para terem razão, deverão então assumir o que aqui assumo – a exigência de penalização para os que cometeram tais actos inúteis – os assassinatos de militantes da UNITA. Estes assassinatos delapidam um capital de confiança interno e externo que estávamos a conquistar, com dificuldade, com dureza mesmo, mas que é essencial para a estabilização das nossas comunidades e para uma visão internacional positiva da nossa sociedade e da nossa economia

Três militantes da UNITA foram assassinados, dois na estrada, Osvaldo Chivemba e Victorino Pinto Reis Esteves, entre Sautar e Quirima, na província de Malange e um terceiro no Cazenga, em Luanda, Gilberto Emiliano Congo, um dos responsáveis da UNITA por Viana.

É sabido que me afastei da UNITA, por divergências ideológicas e de estratégia. É sabido que fui dos membros da UNITA sancionados pelas Nações Unidas, sem direito a julgamento nem à defesa, situação em que estive durante mais de 2 anos. Nunca fui, provavelmente nunca serei, ressarcido desse período onde perdi muito de uma vida de trabalho e a própria UNITA nos esqueceu, a nós sancionados.

É sabido também que tenho feito um grande esforço em defesa da Reconciliação Nacional, por opção pessoal, e que tenho procurado realçar, sobretudo, os aspectos positivos de um processo complexo, difícil e feito prática e felizmente quase que só entre angolanos.

Na verdade, a comunidade internacional abandonou Angola a si própria. A promessa, melhor, o compromisso da Comunidade Internacional, a famosa Conferência de Doadores, continua por acontecer. O acompanhamento do processo angolano, a nível internacional, resume-se quase que a declarações de circunstância e a promessas incumpridas.

Sei também que não é possível acusar o Governo, composto também por membros da UNITA, nem o MPLA, nem o PR, do sucedido, destas 3 lamentáveis mortes. De facto, entendo estas situações como excepcionais, como resultantes de um período de Guerra Civil terminada, como révanches inúteis de uns poucos dos vencedores.

Em geral, o processo continua a correr bem. Mas temos assistido, aqui e ali, a casos graves, como os 3 assassinatos que acima relevo.

É tempo das autoridades mostrarem que o são, que têm efectivamente autoridade e que estes casos devem ser na sua opinião firme, fortemente penalizados.

Em nome de uma Reconciliação Nacional, que tem de continuar exemplar, que deve mostrar-se promotora da Tolerância e dinamizadora da Democracia, bases de um efectivo Desenvolvimento Sustentado. Só um procedimento rigoroso ao sucedido permitirá que, a nível internacional, Angola conquiste um estatuto de relevo, estatuto que lhe permita a reivindicação do Direito de estar no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Um estatuto, ainda que conduza à percepção que Angola é um país estável, com potencial para crescer numa economia global que não se compadece com o laxismo perante estes assassinatos.

Continuarei a privilegiar a promoção de bons exemplos de boas atitudes de Reconciliação. Mas, por isso mesmo, não poderei deixar passar em branco 3 assassinatos políticos na minha terra.

Continuo a crer que são casos isolados, mas, por isso mesmo, sinto a necessidade de os realçar e de exigir que se tomem medidas contra quem os praticou. Posso entender a dor vivida em muitas das famílias angolanas de membros do MPLA, da mesma forma que conheço a dor de muitas famílias de membros da UNITA e de membros que partido nenhum.

A nossa Guerra Civil foi dramática e durou demasiado tempo. Muitos dirão até que foi inútil. Mas, para terem, razão deverão então assumir o que aqui assumo – a exigência de penalização para os que cometeram tais actos inúteis. Estes assassinatos delapidam um capital de confiança interno e externo que estávamos a conquistar, com dificuldade, com dureza mesmo, mas que é essencial para a estabilização das nossas comunidades e para uma visão internacional positiva da nossa sociedade e da nossa economia.

A nós não nos é permitido tais comportamentos.

Sendo ricos, somos demasiado pobres; sendo férteis, somos demasiado improdutivos. Não nos podemos dar a estes “luxos” inúteis, de país “rico”, demasiado dispendiosos para as nossas posses.

Morreram, desnecessariamente, 3 seres humanos. Dirão alguns, morreram muitos mais. Dirão alguns, de fome morrem ainda muitos mais. Por isso mesmo não nos podemos dar a estes “luxos” de países “ricos”, onde a violência gratuita, se e quando acontece, poucas marcas deixa. Temos um pequeno capital já acumulado de boas práticas, de boas vivências. Mas estes pequenos gestos podem delapidá-lo sem mais.

Temos de ter um rigoroso Estado de Direito capaz de defender esse pequeno capital acumulado de esperança e de boa vontade em nome dos nossos filhos, dos nossos descendentes.

Façamos com que estas situações não se repitam mais. Estou certo que é possível emendar a mão que cometeu tais actos.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 17:46
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Quinta-feira, 14 de Julho de 2005

O Lobitanga fez uma apreciação geral do meu blog...gracias

Caro Joffre,



Li o artigo que enviáste ao”Público”. Sei que gostas de desafios difíceis (até à utopia) e admiro a tua persistência em tentares entender `as tribos locais de celtiberos e visigodos. Acredita que é mais fácil entender as mulheres e isso já é...impossível.

Gostei de ler algumas análises sôbre o terrorismo. Com a tendência que tenho para a simplicidade tento resumir o problema a uma questão de etiquetagem. Só alguns é que têm o poder de etiquetar e mudar as etiquetas : “eixo do mal”, “assassinos”,”terroristas” têm como destinatários alguns que já tinham sido “amigos”, “aliados”, “freedom fighters”,etc.. Queres um exemplo próximo? Tu e eu estamos na segunda página de uma lista de “sancionados “ e o caloiro Bin Laden está na sexta página da mesma lista (mesma etiqueta); o rapaz Bin para chegar à nossa página ainda tem que pensar nas Torres da Malásia e no edifício do Sears. O mesmo Bin que (financiado pelos yankees) era um conceituado “freedom fighter” no Iémen.

Segue-se a questão do licenciamento. Ou tens licença para matar e quando matas inocentes (ou destróis uma cidade) causáste “danos colaterais”, ou não tens e aí só tens direito a “assassinar inocentes”. Os meios utilizados também influem na etiquetagem sendo que, por exemplo, os “homens bomba”provocam sempre um massacre numa multidão de inocentes. Se essa multidão for atingida por um ataque de helicópteros com mísseis teleguiados com correcção laser já a etiqueta poderá ser “acção de retaliação” ou “acção punitiva”. Repara na diferença , enquanto que o homem-bomba tem como moto “I shall do this only once” o helicóptero tem tendência para repetir.

Para julgar em última instância os comportamentos quer dos que têm alvará quer dos que não têm criou-se o Tribunal Internacional...excepto para os norte-americanos. Tem lógica já que eles, como o shelltox, não matam...

Um abraço amigo,



Lobitanga
publicado por JoffreJustino às 13:14
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2005

Um texto de Manuel Rodrigues Vaz

...E evidentemente, o Manuel Rodrigues Vaz, meu amigo, meu cunhado, jornalista de profissão e com quem mantenho há anos debates profundos e inteligentes sobre este Mundo onde vivemos tem obrigatoriamente de estar no centro dos debates e não somente nos comentários...por isso o ponho aqui também, pois, ainda que não concordando com ele, reflecte, com o seu texto uma forma de pensar na Esquerda, Hoje.

Um texto de Manuel Rodrigues Vaz


Não estou de acordo com esta análise. Fala nos efeitos, não nas causas, que estão essencialmente no Ocidente e não nos árabes, que aliás têm as costas muito grandes para lhes atribuirem tudo. Todos sabemos muito bem há quantos anos a velha Albion tenta a todo o custo controlar o petróleo, e quantas asneiras o Tio Sam tem feito para continuar a missão, arrogante e estupidamente, diga-se de passagem, não só ao criar Bin Ladens mas a apoiar os tiranos no poder, que basta parecerem amigos dos EUA para se lá perpetuarem. Este é que é o problema. Que depois alguém aproveite do descontentamento, é natural.. e humano. Eu, que sou insuspeito de ser pró-Mário Soares, posso dizer bem alto, que estou com ele, quando disse há meses, para escândalo de muitos hipócritas, que era preciso conversar com os terroristas. Mas parece que quem o ouviu bem foi o próprio Bush, que afinal já está em conversações com eles.
Sou contra todas as mortes, mas se calhar elas são necessárias para nos começarmos a ouvir uns aos outros. Porque quem são os grandes terroristas são os americamos e os britânicos, que no Iraque, por exemplo, continuaram a obra de Sadam, no respeitante à violação dos direitos do homem e outras asneiras.
publicado por JoffreJustino às 18:49
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Um texto de Pedro Marques,...uma geração a pensar

Não tenho dúvidas em afirmar que a reflexão do Pedro Marques em volta do meu texto de Homenagem aos Londrinos merece que seja colocado não em comentário mas aqui mesmo ao lado do meu,

Um texto de Pedro Marques,... uma geração a pensar

Não vou falar de terrorismo. O termo em si é vazio de significado na medida em que não tem uma definição clara e aceite de uma forma homogénea.
Prefiro falar dos mortos e dos motivos porque morreram. Penso que tudo poderá partir deste ponto: houve gente que morreu ontem de uma forma brutal e se nos organizámos em sociedades complexas foi primeiramente para o evitar.
Penso ainda que da perspectiva de um jovem as coisas tornam-se mais simples de analisar. Como só recentemente ocupei o meu lugar no mundo sinto que não tenho que carregar o fardo dos erros das gerações que vieram antes de mim. Não me importa que grande parte dos países islâmicos tenham sofrido os efeitos da pilhagem organizada do imperialismo ocidental que redesenhou fronteiras, suportou a ascensão de líderes totalitários e banqueteou-se com as receitas milionárias de recursos naturais locais a troco de somas absurdas durante grandes períodos. Tão pouco me importa se quem financiou e treinou estes indivíduos que agora matam homens, mulheres e crianças inocentes foram uns ou outros. Na minha juventude a realidade apresenta-se-me como está e não como uma sequência de acontecimentos encadeados.
E essa realidade é a de que existe um conjunto indeterminado de indivíduos, associados numa organização que ninguém sabe em rigor o que é, que se dedicam a colocar bombas por forma a matar indiscriminadamente o maior número de civis possível, para alegadamente pressionarem os governos ocidentais a ceder a exigências vagas e volúveis.
Noto ainda que, a menos que um de nós seja um activista ou simpatizante destas práticas, todos estamos na sua mira assassina. Nesta medida estes indivíduos constituem claramente o inimigo. Forço-me então a fazer o seguinte exercício mental: então e se perante uma ameaça directa deste tipo a sociedade que integro se mostrasse ineficaz em garantir a minha segurança em toda a linha e tivesse de ser eu a tomar medidas no sentido de preservar a minha integridade física, a daqueles que amo ou a minha propriedade? A resposta surge-me com uma enorme clareza: teria de pegar numa arma e meter-lhes uma bala entre os olhos ou morrer no processo.
Nem eu, nem aqueles que ontem perderam a vida, nem as suas famílias, têm de sofrer pelo fanatismo religioso ou sede de vingança dos ditos terroristas.
E quem acha que é preciso que morra gente inocente para que se afirme uma ideia, deve agir em conformidade e dispôr-se a trocar de lugar com esses inocentes, porque deixou de o ser.

Reconheço no entanto a sabedoria dos espíritos que com os olhos no futuro dizem: “compreenda-se as causas profundas do terrorismo internacional de modo a que se possam desenvolver estratégias de cooperação pro-activa que o erradiquem o problema no longo prazo”.

Não pode é a percepção da causa ser confundida com a percepção do motivo, que é já a maldade instalada no coração do homem. E isto não deve, nem pode servir como justificação e muito menos transformar-se em sinónimo de impunidade.
publicado por JoffreJustino às 18:44
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Quinta-feira, 7 de Julho de 2005

Um luto…Mais um Luto

Hoje foi em Londres.

Já foi em Madrid e em New York.

Faltam Roma e Lisboa.

Vivemos um estado de guerra, nesta Globalização, onde um exército, cobarde diga-se, que em nada honra a coragem e a sagacidade dos militares árabes de antanho, se dedica a eliminar cidadãos fragilizados, que em nada contribuíram para a miséria dos países árabes.

Países onde elites inacreditavelmente conservadoras, a todos os níveis, aproveitando o fanatismo religioso, se banqueteiam com os petrodolares e esvaziam os seus povos de Conhecimento, de Cultura, de Modernidade.

Países onde campeiam a corrupção, o totalitarismo e o fanatismo, mas onde nascem também suicidas capazes de destruir outras Pessoas, seja onde for, em nome de um Deus que decididamente já lá não está.

Culpe-se e bem Bush, pela sua incapacidade estratégica, pela forma como é enganado pelos seus “informadores” e pensadores, mas culpe-se sobretudo as elites árabes desta guerra que hoje as mesmas impõem ao Mundo.

Falo á vontade. Fui sancionado pelas Nações Unidas por terrorista. Dois anos e tal de proibições inacreditáveis, como a de ser proibido de ser remunerado e a de ver fosse quem fosse que me remunerasse a ser alvo, possível, de penalizações internacionais.

Não invento. Está escrito no DR português, no Jornal Oficial das Comunidades e em documentos das Nações Unidas…

Falo pois á vontade. Por onde andei nunca se praticou este terrorismo. Houve uma Guerra Civil e existiram 2 campos, um ganhou, outro perdeu e perdida a Guerra, terminou a Guerra.

Falo à vontade. Os terroristas os reais terroristas estão à solta e são pagos pelo ouro negro dominante, o petróleo.

Estamos a viver, nesta Globalização, uma guerra entre vários campos, não entre dois campos.

Não existem os “bons” e os “maus”.

Mas, sem dúvida, um dos campos maus é o campo das elites árabes que dominam os Povos árabes com o mais insustentável fanatismo religioso.

Hoje foi em Londres.

Culpe-se Blair pela sua teimosia e pela forma como se deixou enganar pelos seus “informadores” e pelos seus “experts”.

Mas de nada disso têm culpa os milhares de londrinos que se deslocavam, entre actividades profissionais e de lazer através desta capital europeia.

Esta guerra está a ser liderada por cobardes, em especial do lado desta corja que segue Bin Ladden.

Eis porque perante a mesma, as várias partes em confronto só deve unir-se para derrotar Bin Ladden e, ao mesmo tempo, libertar os Povos árabes desta corja de cobardes que os dominam, pela corrupção, pelo fanatismo, pela ignorância.

Amanhã tende a ser ou Roma ou Lisboa.

E, nessa situação um cidadão tem de optar.

Como optei contra o Fascismo, contra o Sovietismo Brejneviano, hoje terei de optar pelo campo anti elites árabes, onde, como capataz de serviço, campeia esse Bin Ladden.

Um cobarde diga-se.

Segui leaderes que deram o corpo ao manifesto. Que morreram nos seus campos de batalha. Não este tipo de corja, desculpem o termo, que, comos petrodolares, prepara o assassinato massivo de cidadãos inocentes que andam na sua labuta diária pelas capitais do Mundo.

Um bando de cobardes é o nome real da dita alqaeda…

Teremos de estar em guerra contra eles. Porque é a guerra contra o fanatismo, a guerra contra a violência gratuita, a guerra contra a ignorância no Mundo.

Não gosto de Bush. Sentindo-me mais à vontade com Blair, mas não gosto da forma como ele conduz esta guerra antifanatistas. Os erros de Blair têm sido calamitosos também.

Mas é-me insuportável a ideia de ser imaginado ao lado de um bando de cobardes, destes alqaedas, destes capatazes dos petrodolares que engordam as leites árabes e destroem o Povo árabe, a cultura árabe, a tradição árabe.

Porque, descendente de portugueses que sou, no meu sangue corre também sangue árabe. Como corre sangue judeu, negro, índio, indiano, timorense, asiático, além do visigótico que me dá esta cor que transporto sem problema por todo o mundo, o que já percorri e o que irei percorrer.

E, essa parte de mim está envergonhada. Essa parte de mim, culta, sabedora, envergonha-se com New York, com Madrid, com Londres.

Façamos a Guerra pois. Sabendo afinar o nosso campo, alargando-o a todos os que anseiam pela modernidade, a maioria também do povo árabe, da cultura árabe, da sapiência árabe.

Mas, brutalmente, infelizmente, dizendo – a complacência tem limites.

E, os que dizendo-se do lado da modernidade acabam por sustentar, sabendo-o, com os petrodolares também, os bin ladden, têm de saber que estão do outro lado. Por muito que se apresentam como não estando.

No século XIX, em princípios do século XX, alguns terroristas usavam as armas, tendo em conta a especificidade da época, da violência também.

Mas não eram cobardes, em geral não assassinavam inocentes, em geral não atacavam cidadãos incautos…

Estes não.

Estes não têm qualquer tipo de desculpa, não merecem qualquer tipo de consideração.

Londres está de Luto. A Londres que elegeu contra Blair um trabalhista está de Luto.

Eu estou de Luto.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 22:23
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2005

A Seca não é uma seca...pode ser um aviso...

O relatório quinzenal do Programa de Acompanhamento e Mitigação dos Efeitos da Seca revela que a 30 de Junho, 64% do território estava em seca extrema (contra 50% em 15 de Junho) e 33% em seca severa (contra 29%).
O documento, divulgado no site do Instituto Nacional da Água (INAG), refere que apenas uma pequena região do Norte e interior centro se encontra em situação de seca fraca, enquanto o restante território vive uma seca entre moderada a extrema.
«A percentagem de água no solo em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas era inferior a 40% em todo o território, valores muito inferiores aos valores médios para esta época do ano», assinala o documento.
Face aos efeitos da seca, 39 municípios, com 22.385 habitantes, estão a recorrer a autotanques para abastecimento de água.
In, Diário Digital, 06-07-2005

Pois é…Na verdade, quem se preocupa? Andamos todos muito ocupados a discutir os 0,4% de erro do OE, os automóveis dos ministérios, os aumentos salariais reduzidos, as “férias” dos eleitos locais…
E, pior, dizemos uns aos outros, isto é só um azar de um ano, para o ano “isto” vai mudar…porque teimamos em aceitar, pior, em exigir, que a Natureza nos ature, sem mais.
Estamos heroicamente a esgotar as águas subterrâneas do Algarve, assistimos à salinização das mesmas e dos respectivos solos, deixamos seguir para o mar, como recorda o Mário Parra da Silva, os recursos hídricos que passam nestes 89000km2 sem os aproveitar, queimamos as nossas florestas impunemente, e esperamos que a natureza nos ature sem queixa…
Pois. Mas ela não nos atura. A seca está aí e mesmo que melhore nada será como, dantes.
Os processos naturais não são somente irreversíveis – deixam marcas para o Futuro.
Lembro-me do presidente americano, Cárter, que perante uma grave crise energética teve a coragem de dizer aos americanos – usem camisolas de lã, e desliguem os aquecimentos.
Alguém tem de começar a dizer o mesmo em Portugal. Para bem dos portugueses e portuguesas que ainda não nasceram, pelo menos esses…

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 22:29
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...e o Carlos Muralha de novo....

Joffre



Hoje mais uma vez dei uma vista de olhos ao teu blog e deparei com um texto que me chocou e que me custa a aceitar até porque é uma realidade que conheço bem. O texto é “Um aeroporto….uma cidadã negra…um táxi”.



Primeiro gostaria de esclarecer que qualquer forma de racismo me irrita e deixa fora de mim, mas nem tudo o que acontece com cidadãos não caucasianos (por acaso até são muito poucos) é racismo.



Segundo e para te situares, eu trabalhei e trabalho com o aeroporto de Lisboa, e portanto já assisti e passei por muitas coisas naquele aeroporto.



Aquilo por que a senhora passou já eu passei ao pedir para me levarem á Av. Infante D. Henrique ás 24h00 (já não há outro transporte) vindo de Frankfurt após 2 semanas na Alemanha. Aquilo que após várias renuncias de táxis me aconselharam foi ir apanhar um ás Chegadas ou então á rotunda do relógio.



Uma ex-colega minha da Bosch, loura, olhos azuis com cerca de 1,80 mts (nada de raça negra), teve de chamar os pais ás 2,30 horas da manhã para poder ir para casa após 3 semanas na Alemanha, pois os taxistas recusaram-se a levá-la a casa (perto do Olivais Shoping), isto tudo com o beneplácido da policia.



Assisti a um taxista pedir a um cliente (sueco ou dinamarquês), 70.000$00 para o levar a Viseu e quando eu disse ao senhor que por esse valor ele poderia alugar uma avionete, o taxista chamou a policia e ainda fui eu a estar metido em sarilhos.



Todas estas pessoas não eram de raça negra, portanto não vamos ver racismo em tudo. O que se passa é isso sim, e aí tens razão, uma profunda falta de profissionalismo tanto dos taxistas como das autoridades (coniventes e quiçá com outros interesses nesta situação. Se quiseres explico-te o que sei mas não posso provar)



De qualquer modo vou te dar só duas achegas:



1) O parque de espera dos táxis, movimenta mais dinheiro em jogo clandestino que alguns casinos de Portugal. É só ir ver, é tudo ás claras.

2) Algumas autoridades em serviço no aeroporto, são familiares de taxistas e alguns até taxistas nas horas vagas.





De qualquer modo gostei muito e acho muito importante este tipo de alertas, mas nem tudo o que brilha é ouro.




Carlos Muralha
publicado por JoffreJustino às 15:10
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Terça-feira, 5 de Julho de 2005

uma apreciação feita pelo meu amigo Julio César Reis, sobre a noticia de o Publico e o meu texto....

olá rapaz,

Este parece-me um tiro certeiro.

Vai-te a eles,...alguns gajos e gajas do público são manhosos. Pensam que são uma elite mas ainda vão acabar a vender faqueiros, aneis e broches como o correio da manhã - que é para o que têm mais jeito.

O pessoal na menopausa é o pior. Esquecem-se que nem os paizinhos deles eram assim... outros tempos, de que não se querem lembrar.

Fernandes, Espada e Belmiro - o mesmo combate! um abraço, jc.
publicado por JoffreJustino às 14:33
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