Sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

Porque Temos de Penalizar a Direita

“Gostaria que o diálogo fosse
À Esquerda, mas isso depende
Da atitude dos partidos”
Manuel Alegre


Não se trata somente de uma questão divergência de opiniões e de opções.

Trata-se, de momento, sobretudo, de uma questão civilidade e de método .

Seria normal, já o escrevi, que, terminadas as eleições Legislativas, os dirigentes políticos se concentrassem no como apoiar a solução para a resolução da crise económica e social portuguesa, parte existente por razões internas, (as governações de Manuela Ferreira Leite) e parte resultante da crise mundial, importada por este país por demasia aberto à economia mundial como se sabe, desde a Expansão Portuguesa, já lá vão mais de 5 séculos, o único país do Mundo em que tal sucede, pois as cidades italianas eram somente isso, cidades e não o país.

Parece que não.

E as reuniões dos leaderes partidários da Oposição com o PR são de tal prova.

Nenhum apresenta uma preocupação com o essencial para os portugueses que querem liderar – a resolução da crise.

O CDS prefere falar de um futuro que deseja, o de um ano em que a reunião com o PR seja para discutir um primeiro ministro do CDS.

Prefere pois o cúmulo do egoísmo, o esquecer totalmente a crise onde se envolveu também pois foi governo com Manuela Ferreira Leite.

O PSD de Manuela Ferreira Leite parece, como de costume, mostrar o como está dividido entre o radicalismo desta senhora, vote-se contra tudo o que é PS, preparem-se as razões para o golpe constitucional, o mais rápido possível, que alguns da PR tanto desejam e os que procuram repor o bom senso neste partido e que tem em conta que o urgente é solucionar a crise!

O Bloco de Esquerda de Anacleto Louçã, não sabe sequer o que é a crise, seja interna seja mundial. E por isso continua a discutir programas, como se em eleições estivéssemos e como se taxar telemóveis, como defendia no seu programa fosse a radical situação para o país.

O PCP é o único partido da Oposição que, realce-se, ainda consegue assumir a necessidade de “entendimentos em coisas concretas”.

Desta forma, continua claro que existem todas as condições para que os leaderes da Oposição, (seguindo um rumo que na PR muitos parece desejarem), ganhem “na secretaria” o que não ganharam nas Eleições Democráticas havidas.

Mário Soares e Mota Pinto, leaderes do PS e do PSD, souberam confrontar-se, com a coragem que é necessário ter para se ser um leader nacional, com uma fortíssima crise, e, com o apoio de Hernâni Lopes, o melhor ministro das Finanças que Portugal teve, (note-se que nem é de Esquerda), souberam resolvê-la.

E ainda sem Fundos Comunitários….

Pelo contrário, souberam preparar o caminho que permitiu que eles chegassem e que, infelizmente fossem malbaratados.

Por Cavaco Silva e por António Guterres.

Hoje revivemos uma dupla crise.

José Socrates terá de continuar a governar contando com ela.

E a Oposição, essa, nem quer que dela se fale, para, facilmente, derrotar o PS, falhada que foi a tentativa de 27 de Setembro de 2009.

Onde tudo valeu para destruir o país, até cartas anónimas falsas, recorda o i, que alimentavam Manuela Moura Guedes e o “seu” telejornal, numa Campanha de mentiras nunca vista.

Há pois que penalizar fortemente a Direita nas eleições de 11 de Outubro, para que as Autárquicas não sejam um argumento da Direita para que as Eleições de 27 de Setembro deixem de existir.

E a única forma de penalizar a Direita é votar nos partidos que se preocupam com o país.

Um, o PS que se tem confrontado sozinho com a criação de medidas que solucionem esta dupla crise.

O outro o PCP que, tudo o indica, começa a entender que urge olhar de frente para a crise que corrói o país.

Já o escrevi, em Democracia, terminadas umas eleições há um programa que foi eleito – o do partido maioritário, no caso o PS.

O que não significa que quando um partido da Oposição, quando olha para o programa do partido maioritário não veja nele razões que o satisfaçam também e, por isso, relevando essas razões, possa estabelecer consensos que originem a estabilidade, fundamental em Democracia.

35 anos depois, Anacleto Louçã e Manuela Ferreira Leite ainda não aprenderam tal.

Não merecem a liderança que têm e têm de ser penalizados.

É uma questão de civilidade e método.


Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:48
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