Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

O Instituto da Democracia Portuguesa, a PT e a Telefonica ( O Espaço de Expressão Portuguesa e Claro o Turismo)

O Instituto da Democracia Portuguesa entende que a PT deve ficar
maioritariamente em mãos nacionais. Nem que para isso se abra uma subscrição
pública. O senhor Primeiro Ministro tem razão quando pretende que não saia da
nossa esfera de influência. Existem opções e formas de todos podemos tirar partido
do esforço nacional que foi apostar no Brasil, quando ninguém nele acreditava!
O Instituto da Democracia Portuguesa defende a manutenção da PT como uma
multinacional de capitais privados mas em que o Estado reforce a sua participação
com capitais públicos, se e quando fôr necessário, em nome do interesse nacional. Se
o país tem dinheiro para que a PARPÚBLICA se endivide a adquirir património
imobiliário ao Estado de duvidoso interesse; se o país se endividou em 2 a 2.5% do
PIB, cerca de 3 mil milhões de euros, para o “fundo de apoio à Grécia”, considera o
Instituto da Democracia Portuguesa que só a manifesta falta de visão estratégica
impediu que endividamentos mais interessantes sejam canalizados para manter a
VIVO e assegurar uma multinacional Portuguesa com boas provas dadas ...
A soberania sempre tem uma expressão económica mas não está escrito em
nenhum manual de economia como a concretizar. Portugal não tem dimensão para
aguentar um choque prolongado com Espanha e as debilidades da TELEFÓNICA
permitem que possamos seleccionar os dossiers a ser discutidos com vantagem
mútua de ambos os Países. O que não adianta é combater sem estratégias
alternativas. E passado este Verão caso da TELECOM ameaça repetir-se, com a GALP
e depois com a EDP.
8. FINALMENTE
Finalmente, o Instituto da Democracia Portuguesa observa, com preocupação, as
declarações inócuas de dirigentes políticos, e de eurodeputados nossos, de vários
quadrantes, sobre que a UE não vai aceitar a decisão do estado português de usar a
“golden share” na PT. A "coerência" invocada por alguns é argumento que serve
quem coloca os interesses de mercado à frente do interesse nacional. Melhor esteve a
Oposição que aguarda, no silêncio, o desenlace desta actuação do primeiro-ministro
de Portugal.
In, Comunicado do Instituto da Democracia Portuguesa, Um Plano B para o caso PT


Sou Republicano e estou a saudar um Instituto Monárquico.

De facto, sou da opinião que a ideia de um capitalismo popular, conceito conservador lançado pela ultra conservadora Tatcher, se existir realmente, se, para além do conceito de transformar as Poupanças dos Cidadãos em meios de investimento, sem mais, incluir a implementação efectiva do conceito da Responsabilidade Social, com a participação efectiva, na gestão das empresas, em moldes diversos, mas participação efectiva, dos accionistas, dos trabalhadoras, dos fornecedores e dos Clientes, é um enorme passo em frente na Democratização das Comunidades.

Por isso achei que seria essencial divulgar, mais ainda, o texto que se encontra disponível em http://www.democraciaportuguesa.org/ , pois incentiva a criação de uma campanha em Portugal em prol do reforço do país na sua internacionalização, com uma alargada participação das cidadãs e dos cidadãos.

Apesar de Republicano e apesar do Instituto da Democracia Portuguesa ser um Instituto Monárquico.

Porque se concordo com Campanhas como “Um Bandeira portuguesa nas janelas para apoiar a equipa de futebol portuguesa”, sendo eu lusoangolano, mais concordo com a necessidade de proteger o Espaço Económico, Social, Cultural, Político, de Expressão Portuguesa.

E, sendo Socialista, mais concordo com a participação, efectiva, das Cidadãs e dos Cidadãos, na economia, nas empresas, nas Organizações do tecido económico.

Defendo, há muito, que não é possível sustentar uma Democracia real sem que esta se alargue do campo político ao campo económico, social e cultural.

Mas se alargue efectivamente e não com mais e mais presença do Estado na Economia, gerando, “empresários públicos”, que, como temos visto, pelos seus resultados efectivos, de empresários nada têm. E alargar-se efectivamente é gerar uma participação accionista nas empresas, gerar, uma participação mas minorias accionistas na gestão das empresas, e gerar uma participação efectiva nas empresas, de trabalhadores, de accionistas, de consumidores e de fornecedores.

A Telefonica é uma empresa transnacional hispânica, serve os interesses hispânicos, e o reforço da participação hispânica na CPLP.

Todos sabemos que a economia em geral os bloqueamentos à entrada das empresas portuguesas no mercado espanhol é mais que muito, é mesmo ofensivo.

Pensam-se, os espanhóis, uma potência e olham para nós com o desespero da história popular, “estão verdes”, colónia que fomos e deixámos de ser.

Não há na minha tese qualquer intuito nacionalista.

Saudei por n vezes a presença de capitais Angolanos e Brasileiros em empresas portugueses e vice versa, como saudei a presença de outros capitais, desde que assumindo Regra e Valores.

Nem a Espanha é uma nação, pelo contrário, nem o Espaço de Expressão é uma Nação, bem pelo contrário.

Somos duas Comunidades construídas com História, com Diversidade.

Na União Europeia há quem olhe para nós com o desprezo típico do neo burguesismo do tempo da Revolução Industrial, período em que nasceram, enquanto nações e enquanto Estados.

O Espaço de Expressão Portuguesa tem cinco séculos no seu processo de construção e oito séculos desde que se insurgiu contra o imperador castelhano, apoiado pelos Templários.

Pode e deve superar estes traumas ainda existentes de um nacionalismo serôdio sem se deixar cair num internacionalismo balofo gestor das migalhas que nos caiam no prato vindo da mesa farta dos “grandes” da União Europeia, que, passo a passo, vão retirando a Língua Portuguesa dos textos da União Europeia, como primeiro passo para anular este Espaço que somos

Por isso, todas as medidas de reforço do papel económico do Espaço de Expressão Portuguesa, são positivas e a posição do primeiro ministro Socrates, do PS,

A Espanha teve 3 anos para solucionar as golden share na Telefonica, (curioso), na Repsol, etc…Portugal argumenta e bem que em Portugal o que existe é um acordo accionista que reforça a posição do Estado com a aquiescência dos restantes accionistas.

Dir-se-á, um preciosismo.

Mas na verdade não o é, pois a União Europeia, e nas suas instituições a Comissão Europeia, tinha conhecimento desta posição accionista do Estado na PT e não interveio até agora, pelo que não pode, eticamente, intervir, (pois é também uma intervenção estatista, ou não é a União Europeia um Estado que ainda por cima beneficia uma das partes em um conflito?).

Se o fizer qual Mercado quer a União Europeia?

O Mercado das Grandes Potências, contra os pequenos países?

Dos Grandes Impérios contra os pequenos Impérios?

Saúdo pois este combate deste governo, que encontra eco nos restantes partidos políticos e deixa incomodados os que, na oposição, se centram á volta dos interesses hispânicos em nome de nada.

Pois a liberdade de mercado nada é se não houver regra e a regra não pode ser beneficiar o infractor.

Ora a Telefonica foi o infractor.

Aliás, como já o acentuei, os hispânicos têm esta tendência arrogante para pensarem que além deles existe só o dilúvio.

Daí o caso Marsans, no qual ainda não se ouviu posição que seja da União Europeia.

E, no entanto, trata-se de um caso bem mais grave, para o Mercado, que o caso PT/Telefonica.

É um sector inteiro, determinante em bastantes países da União Europeia e não só em Portugal que fica de cara manchada com esta imoral e ilegal “falência” da Marsans e, nessa matéria, o PSD tem razão para chamar o presidente do Turismo de Portugal ao Parlamento.

Como temos, todos, o dever de chamar à pedra o Comissário Europeu responsável pelo Turismo se mantiver este silêncio em que se encontra, como se de nada se tratasse.

O Turismo, como já o disse e escrevi, é por demais sensível para que possa ser gerido com silêncios.

Sobretudo quando há tanto ruído por nada como são umas acções com direitos especiais conhecidas há anos por todo o Mercado!
publicado por JoffreJustino às 12:11
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