Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Um texto de Andrade da Silva, Militar de Abril, Sobre a Bandeira e o Hino de Portugal

De Andrade da Silva, Um MFA, Um Militar de Abril, recebi, com gosto, o texto abaixo. Porque entendo, de todo, ser útil a mais ampla divulgação, faço-o aqui.

Alguma serôdia Esquerda, nada Internacionalista diga-se, nas vivencias, nas formas de estar, nos actos culturais, desvaloriza a promoção do amor à Bandeira e ao Hino do seu país, neste caso Portugal.

Outra Esquerda, pura e simplesmente, nada estudou sobre o assunto.

Alguma serôdia Direita, também, em um velho espírito retrógrado, recusa o amor à Bandeira e ao Hino do seu pais, neste caso Portugal, por manter o ódio à República.

Outra Direita, também, limita-se a ignorar o assunto.

Já agora passa por aqui também a razão pela qual eu, luso angolano, amando e respeitando duas Bandeiras e dois Hinos, entendi ser de todo essencial, neste trabalho que vou fazendo sobre República, pegar nestes temas, difíceis, da Bandeira e do Hino.


É bom ver um Militar de Esquerda, apresentar-se frontalmente neste debate defendendo a sua Bandeira e o seu Hino, do seu país, Portugal.

Será um Belo tema, para uma próxima Sessão da Academia, sobretudo de uma Academia que se quer da CPLP.

Por isso divulgo este texto.

Joffre Justino


Caro Amigo

Concordo plenamente que alguma formação ao nível da História de Portugal dos nossos deputados e do governo seria muito importante. Não faz nenhum sentido que quem nos governa, ou representa, não conheça com a devida profundidade a nossa história que é um património de todos nós, dos nossos pais, avós e, bem mais, antigos ascendentes.

É grave e mesmo indecoroso essa ignorância da História Pátria, mas também Mátria, por parte de deputados, governantes, militares e cidadãos em geral, porque é essa a alma, a substância que nos torna todos concidadãos desta pequena-grande comunidade: PORTUGAL!

Também é grave que deputados e outros cidadãos confundam a nobreza e o desígnio de ser MILITAR, um servidor com doação completa à Nação Povo, com a patologia grave e esquizofrénica do Militarismo.

No meu tempo de Academia Militar dizia-se que até com um militar ia-se bem para o Inferno, enquanto, com um militarista íamos mal para o céu. Concordo com esta visão. Num militarista vejo a figura tenebrosa de um Pinochet, num militar vejo a figura excelsa de Nuno Alvares Pereira.

Também quem quer ver militarismo no nosso hino, desconhece o valor máximo do altruísmo de marchar contra os canhões pela independência e pela liberdade.

Quem nunca soube o que é amar de um modo ardente a Pátria e os seus concidadãos, não pode compreender uma só letra da palavra coragem, e, muito menos, o que seja a sua prática. É, por isto, que essa gente nunca entendeu a gesta heróica da Revolução do 25 de Abril 74 que ombreia com a Fundação da Pátria, A Revolução de 1383, A Gesta dos Descobrimentos, Os Lusíadas, A Libertação de Portugal do jugo Espanhol (1640) e a Revolução Republicana do 5 de Outubro de 1910.

O nosso hino é vermelho da cor do sangue do povo republicano e também verde, como a bandeira, verde da certeza de que o sonho de uma dia virmos a ser uma República, republicana, ao serviço do Povo e de Portugal nascerá, num destes "dias inteiros " que Abril fez renascer.

abraço
Asilva
publicado por JoffreJustino às 11:45
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