Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

(13) Enquanto Republicano e Laico, Portugal, De Novo O Tema Uma Monarquia Que Mata O Seu Rei…

Deixei no ar no anterior texto uma tese nova – o Regicídio resultou sobretudo de uma tentativa, no seio da Corte, dos Monárquicos portanto, de derrube de João Franco e do próprio rei Carlos, de uma movimentação, que se centrou na rainha Amélia, no leader do partido monárquico Regenerador, Julio Vilhena e nos auto denominados Dissidentes Monárquicos, que, descontrolando-se, originou o assassinato do rei Carlos e do príncipe Luis Filipe .
Vejamos então a informação que fomos coligindo, mas que iremos desenvolver ainda mais,
Jorge Morais, na obra que já citamos em texto anterior “Os Últimos Dias da Monarquia 1908 – 1910”, refere que “A partir de meados dos anos 90 (século XIX), tornara-se visível o desmoronamento do casamento de D. Amélia com D. Carlos…D. Carlos passa então a ter os seus aposentos privados no edifício do Convento das Necessidades…Este afastamento correspondeu, na sua última fase, ao período de governação de João Franco”, (pág. 126).
Uma outra informação muito interessante é a que tanto monárquicos quanto republicanos, não no imediato momento dos assassinatos, do rei Carlos e do príncipe Luis Filipe, mas posteriormente, acabam por reconhecer uma divergência de filosofia entre Amélia rainha e o rei Carlos.
Assim, da colectânea Dossier Regicídio, o Processo Perdido, já citado em outros textos, podemos relevar, “São lindas, as missivas. Alguns excertos para ilustrar as verdadeiras convicções religiosas de D. Amélia..”Bem sabe, meu querido Bispo – conde, quanto (apesar das campanhas contra mim) sou pouco reaccionária, coisa bem diferente de crente, e com fé profunda;…Cada vez mais se vê a absoluta desorientação dos espíritos; não são tantos os factos que me dão tanto cuidado, é esta espécie de desordem moral que eles revelam””, texto anterior “ à selvajaria que foi o Regicídio”, (págs. 143/4), para constatarmos que existia uma grande divergência de opinião entre a rainha Amélia e a corte onde preponderava o rei Carlos.
Ora o que foi entretanto sucedendo?
A 11 de Novembro de 1907 o rei Carlos assumia, internacionalmente, que estava com a Ditadura de João Franco, numa entrevista que deu ao Jornal Temps, ao jornalista Joseph Galtier, da forma que segue, “Fala-se da sua ditadura, mas os partidos, os que mais gritam, tinham-me também pedido a ditadura…Precisava de uma vontade sem fraqueza para conduzir as minhas ideias a bom caminho. Franco foi o homem que eu desejava. De há muito que o tinha em vista. No momento oportuno chamei-o. O que faz a sua força é que ele tem fé em si, na sua estrela;…Estamos de acordo, plenamente de acordo. Trabalhamos juntos. Tem toda a minha confiança…. Estou muito satisfeito com ele.”, (pág. 82)
Ora estas declarações, feitas para fora de Portugal, mostravam um rei que não se adequava com os princípios constitucionais liberais e que desejava intervir activamente na cena politica, interna e externa, o que lhe estava constitucionalmente vedado.
Ora, ao contrário do que o livro que cito refere, os partidos monárquicos ficavam, com esta entrevista, interna e internacionalmente , feridos de morte. Ao fim e ao cabo a ditadura de Franco era-o porque o rei Carlos não acreditara em outros leaderes, os dos dois partidos dominantes, Regenerador e Progressista, para a fazer e acontecia com o pleno e total acordo do rei Carlos.
Julio Vilhena, dos Regeneradores, explodiu! Para este leader partidário, recente, na sequencia da morte do anterior leader Regenerador Hintze Ribeiro, “O Rei já não era indiscutível” por ter vindo “a publico esgrimir com o ceptro contra os partidos”, (pág. 83). E no Jornal do Comércio podemos ler Eduardo Burnay, monárquico mas nada condicente com os monárquicos hodiernos do livro que cito, “Os velhos partidos monárquicos, em especial, saem das declarações de El-rei bastante desprezados…” (pág. 83).
Alpoim, um dos leaderes da Dissidência Monárquica, mais radical ainda que Julio Vilhena, segundo a obra monárquica que citamos, “mandava escrever, “O chefe dissidente e outros seus correligionários – não a dissidência progressista como movimento – resolveram colaborar com os republicanos, no intuito de aniquilar o regime ditatorial que assoberbava o país. Vinha a republica? Tudo era preferível, tudo, ‘fosse o que fosse’, à continuação deste estado de coisas que era um opróbrio nacional”, (pág. 84).
O ambiente anti rei Carlos estava ao rubro. A tal ponto que outros monárquicos, como Anselmo Braancamp Freire e Augusto José da Cunha, decidiram aderir ao Partido Republicano.
Ora Julio Vilhena, segundo Jorge Morais, em Os Últimos Dias da Monarquia, “confidente pessoal de D. Amélia,…No Outono de 1907, estando de visita ao Paço, o chefe regenerador fora chamado por D. Amélia, que o industriou contra João Franco e o incitou a defender a convocação das Cortes. Vilhena levou a fidelidade ao ponto de empreender uma campanha pessoal contra o então primeiro ministro. Era sua a expressão, referindo-se ao franquismo: “Isto termina, fatalmente, por um crime ou por uma revolução”, (pág. 127).
Vilhena passou então a defender a abdicação do rei Carlos e, “pretendia ligar-se aos progressistas, dissidentes e nacionalistas…com o fim de constituir o bloco liberal, (já na altura havia portanto esta mania dos blocos…), que desejava levar El-Rei a abdicar no Príncipe Real”, (pág.127).
Outros como o Marquês de Lavradio virão a classificar Julio Vilhena como, “embora monárquico, não queria El-Rei D. Carlos”.
E nos Regeneradores não seria o único, a estar com a rainha e contra o rei Carlos. Desta forma está também, como já vimos em outro texto, o conde Paçô Vieira, “Mantendo-se próximo de D. Amélia, também com ela conspirou contra João Franco. Levou o zelo a extremos: quando em Março de 1907 rebentou em Coimbra o conflito académico, Paçô Vieira foi o primeiro deputado a questionar João Franco no Parlamento, antecipando-se por uma vez aos irrequiteos deputados republicanos”, (pág. 127).
Vive-se pois nestes dias de Janeiro de 1908, não um ambiente de “revolução”, mas sim um ambiente de crise na corte! A casa real está dividida, o rei Carlos optou por uma via anticonstitucional, e a rainha opta pela convocação das Cortes para forçar a abdicação do seu esposo.
Releve-se que lidamos com conflitos no seio das lideranças do poder monárquico, fortes conflitos, pois a exigência da abdicação de um rei é algo mais complexo que a exigência da queda de um primeiro ministro e do seu governo. E, na verdade, não estava já, somente, em causa João Franco, o primeiro ministro ditador – estava mesmo em causa o rei!
A Monarquia contestava-se por dentro e os Republicanos em nada eram, de tal, responsáveis.
É na verdade estranho que este tema, o Regicídio, não tenha sido tratado neste contexto.
Mas é compreensível – o poder monárquico, isto é, das elites monárquicas, ainda hoje, é significativo e esta ideia da crise na corte real traz novas pistas para a compreensão do Regicídio, pistas em nada abonatórias para a corte e a casa real, pois explicando a fragilidade da Monarquia perante o 5 de Outubro, mostram como ela estava na verdade moribunda, por si, com ou sem Partido Republicano.
Pois não se vislumbrava uma outra dinastia/casa real, capaz de superar a crise na corte e a juventude dos príncipes apontava sim para um desejo de poder da parte da rainha, não portuguesa, em um momento em que as ambições europeias sobre Portugal, isto é sobre o seu Império, não eram poucas…
Dirá mais tarde este Julio Vilhena, sobre o Regicídio e João Franco, “Se o sr João Franco guarda naquele dia a pessoa do Rei, a ditadura estava vencedora e o Partido republicano, com a prisão e julgamento dos seus principais chefes, ferido ma medula por vários anos.” (pág. 61).
Estranha reflexão para quem andou meses a fio a tudo fazer contra a ditadura, e contra o rei Carlos…até porque como veremos Julio Vilhena esteve no poder com o reizinho Manuel e a rainha mãe…porque não foram, então, presos, os leaderes republicanos?
Responderão alguns, monárquicos e republicanos – a politica de “Acalmação”…
Lá chegaremos.
Vejamos de novo os pontos de vista dos monárquicos e citemos outra vez o Dossier Regicídio, “Foi a falta de qualidade dos partidos que enfraqueceu o papel de árbitro de d. Carlos…Hintze Ribeiro chegou a governar quase dois anos sem convocar eleições…atacar o rei era uma forma de marcar pontos. Quem saía do poder nunca admitia a perda de confiança do país – mas apenas da coroa. Como disse João Franco, D. Carlos emergiu como o “homem publico mais discutido do seu país”, (pág. 29).
Estamos pois perante uma circunstância especifica – a critica ao rei era permanente, já que a rotação governativa também o foi, e durante 17 anos tudo rodou sem grande crise.
E temos dois elementos novos – Hintze Ribeiro morre e Julio Vilhena assume a liderança dos Regeneradores; como todos os novos lideres sente-se fragilizado pois Hintze Ribeiro tinha a sua própria elite, que lhe obedecia, mas possivelmente seria menos atreita a obedecer a Julio Vilhena e este, para se reforçar vira-se para a rainha, já que o rei era assumidamente franquista.
A rainha passa, pois, como já vimos, a ter uma via alternativa para influenciar a politica portuguesa – o partido Regenerador.
E este começa a pedir a cabeça do rei.
Ora a rainha ao que se saiba manteve-se em silencio perante esta exigência, absolutamente nova, dos Regeneradores, a abdicação do rei.
O que permite indiciar que ela mesmo ou incentivara a ideia, ou nada tinha de especial contra ela.
À época a politica portuguesa concentrava-se em especial, do lado monárquico e no plano partidário no Partido Regenerador, de onde saíram, em 1901, os Regeneradores Liberais de João Franco, (facto que justifica para o elevado partis pris dos Regeneradores contra João Franco…) e no Partido Progressista, de onde saíram os Dissidentes Progressistas de José de Alpoim e também do visconde da Ribeira Brava.
Para além claro, dos Socialistas, dos Republicanos e dos Anarquistas, que se situam fora do sistema monárquico…
E tudo se complica porque o rei Carlos se cansara dos dirigentes anteriores e pretendeu uma liderança forte, ao ponto de ser ditatorial, para renovar o regime e limar os políticos monárquicos. Tal como se cansara de sua esposa a rainha Amélia…
Se havia, ao que parece, segundo o que os actuais monárquicos relatam, a tendência entre os políticos monárquicos, para de tudo atacar o rei, fragilizando-o, o rei Carlos, ao dividir a corte, e ao se colocar de fora dos partidos monárquicos dominantes, abriu a porta para o que se seguiu.
É certo que os actuais monárquicos não referem a existência de cisões na casa real, pelo contrário, assumem mesmo que o rei Carlos temia que algo lhe sucedesse, e assim, no livro Dossier Regicídio, citam um diálogo eu ele terá tido com o tenente coronel José Lobo de Vasconcellos, “Tu julgas que eu ignoro o perigo em que ando? No estado de excitação em que se acham os ânimos, qualquer dia matam-me, à esquina de uma rua. Mas…que queres tu que eu faça?”, (pág 134).
Ora, como temos visto o tal estado de excitação passava muito pelos meios monárquicos, tanto pelo menos quanto pelos outros meios políticos alternativos.
Finalmente, uma outra e importante nota sobre o rei – ele estaria, segundo os monárquicos hodiernos, prestes a morrer, pois o seu médico, dr Thomaz de Mello Breyner, que terá escrito, “O Rei D. Carlos vem a ser assassinado em 1-2-1908. Poucos mais anos teria de vida”, (pág. 134).
Terá alguém, na corte, pensado em poupar-lhe anos de sofrimento?
Mas, como já vimos, tudo estava em movimento, pelo menos no sentido da abdicação do rei Carlos. E, ainda por cima, tal qual referem os monárquicos hodiernos no livro que tenho vindo a citar, “estimando remota a república, preferiam o modo de vida antigo”, (pág. 87), chegam ao ponte de aprovar o que segue, a 29 de Novembro de 1907,
“ 1º Incompatibilidade com a monarquia absoluta e com o actual sistema de governo; 2º Desaparecimento das medidas tomadas contra as liberdades publicas e garantias individuais; 3º Exame dos actos ditatoriais; 4º Restabelecimento das normalidades constitucionais; 5º Emprego de meios de resistência contra o actual estado de coisas; 6º Um voto de confiança ao chefe do partido, Júlio de Vilhena, para proceder como julgasse melhor”, (pág. 87).
Pouco mais há a acrescentar a este acto de revolta que vai ao ponto de aceitar o direito à utilização da resistência contra a ditadura, como vemos.
Tinha pois o rei razões para se preocupar e, goste-se ou não, as razões não passavam nem pelos anarquistas, nem pelos republicanos.
Há entretanto uma tentativa de “Acalmação” com o rei, já conduzida por Júlio de Vilhena, depois de negociações entre os Regeneradores e o rei, assim como entre os Progressistas e o rei. Mas a contestação já era por demais evidente no próprio seio das elites partidárias e mesmo a opção tomada nas vésperas do natal de 1907, de João Franco marcar eleições para 5 de Abril só vem irritar os aparelhos partidários monárquicos, por assumirem que estas eleições serviriam somente para dar a vitória a João Franco e ao seu partido.
E, de repente, de resistentes à ditadura, surgem as denuncias sobre os agitadores.
E se Paçô Vieira é citado entre os denunciantes do golpe de 28 de Janeiro, os monárquicos hodiernos que temos acompanhado referem, “O 2º sargento Joaquim António de Almeida Lima, de Infantaria 16, aliciado para o movimento de 28 de Janeiro veio denunciar o movimento a 23 de Janeiro. Nos dias seguintes eram presos João Chagas, França Borges, António José de Almeida e diversos oficiais do Exército.. A prisão de Almeida desorganiza os contactos…mas apesar disso republicanos e dissidentes decidem avançar com o golpe…”, (pág. 103).
E pronto, está tudo encaminhado, pelos monárquicos hodiernos, para a responsabilização dos republicanos por tudo o que veio a suceder, Regicídio incluído.
Apesar, como já vimos em texto anterior, da evidente participação neste golpe de, pelo menos eles, um grupo monárquico, os Dissidentes Progressistas.
De imediato morrem, são esquecidas, colocadas no caixote do lixo da história, as opções Regeneradoras de 29 de Novembro de 2007, atrás citadas!
Assim, “João Franco tinha informações suficientes para concluir que em breve uma explosão revolucionária se produziria em Lisboa. Eram particularmente seguidos os passos dos conspiradores no Exército e na Marinha onde o ex Regenerador António Maria da Silva era responsável pela organização e armamento dos grupos carbonários, seguindo as directrizes de António José de Almeida”, (pág. 102), o que releva a aproximação dos regeneradores a este golpe de 28 de Janeiro!
Imaginem a boataria que andaria no ar por este comunicado do Directório do partido Republicano, tido por Jorge Morais, em Os Últimos Dias da Monarquia, como um recuo de Bernardino Machado face ao previsível golpe, “A ditadura, na sua luta contra a vontade da Nação, tenta loucamente suprimir os próprios adversários. À liquidação dos adiantamentos à casa real, segue-se a violência das prisões arbitrarias,…o directório republicano julga necessário, neste momento de sobre excitação, declarar, bem alto, em contraposição aos ditadores, que o que ele, com o seu partido, quer é suprimir todas as opressões e não os homens do regime”, (pág. 38).
E porque era já claro que os golpistas pretendia a eliminação de João Franco, pelo menos, é evidente que o directório do Partido Republicano só tinha de se proteger. De facto, das prisões só se falam de prisões de Republicanos.
A “Acalmação” já estava a dar resultado e os Republicanos temiam e bem o isolamento e a reacção que se previa e que certamente cairia, como caiu, sobretudo sobre eles.
José Alpoim é um dos monárquicos que, claro, não é preso a 28 de Janeiro. Nessa noite, e segundo os monárquicos hodiernos, “São presos Afonso Costa, disfarçado de mulher, o visconde da Ribeira Brava, o tenente Alvaro Poppe, um empregado do elevador, e o dr Egas Moniz, que estava na casa de banho”, (pág. 105). Revolução essa que seria feita com “12 revolveres, 2 pistolas automáticas, 2 carabinas e caixas com cartuchos”, (pág. 105), (muito pouco para uma revolução diga-se). Mais tarde, e no computo geral deste acto revolucionário, onde morre um polícia, são feirdos mais seis, e é ferido um revoltoso, que se saiba, aponta mais de 100 prisões, e constam 175 bombas explosivas apreendidas.
ÀS 16h do dia 28 falhara ainda uma tentativa de assassinato de João Franco, por um grupo de anarquistas, liderados por José Nunes, que foi repelido perto da residência do ditador…
Curiosamente, os monárquicos hodiernos relatam uma denuncia feita junto do rei Carlos, claro que por um deputado franquista que soubera de tudo por via de, claro, um ferrador “republicano convicto” ao que o rei Carlos claro que só podia ter dito, “Eu tenho de ir a Lisboa e vou!” (pág. 106).
Em data obrigatória, um 31 de Janeiro, certamente que não escolhida por acaso, João Franco manda publicar um decreto que impõe a extradição dos revolucionários, enquanto se assistem a mais e mais prisões, estando a esta data já presos “cerca de 200 elementos, entre os quais muitos chefes Carbonários”, (pág. 106) e o rei Carlos é informado por João Franco de que ganhara contra o golpe monárquico/republicano/carbonário/anarquista.
É claro que, agora, dos monárquicos só se fala dos Dissidentes Progressistas, os Regeneradores estavam já do outro lado da barricada.
Mas a traição paga-se caro.
E Alfredo Costa e Buiça encarregam-se de mostrar tal com o Regicídio.
E, evidentemente, continuaremos este texto, agora já com muita da trama delineada e a convicção de que os responsáveis, indirectos, do Regicídio se situavam na corte real e entre os Regeneradores, por muito que eles tenham de seguida traído a revolução que tinham alimentado.

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 13:36
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