Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

De Novo A Mexicanização de Angola….

Dois amigos meus, que eu respeito particularmente, pelo combate feito pela Independência de Angola, criticaram com dureza o texto que fiz com o título “Quando Falei em ‘Mexicanização de Angola’ Não Brincava…”.

O primeiro, que me enviou um email pessoal, mantê-lo-ei na discrição de um denominar aqui, somente, de “Meu Amigo”, sem lhe dar o nome que tem, pois não lhe pedi autorização para abrir um, debate público com o seu texto..

No entanto, fique claro, trata-se de um cidadão Angolano, profissional de elevado gabarito, vivendo também, mas não só, em Portugal, que esteve nas matas em Angola, na Resistência Nacionalista, no MPLA.

Nem que seja só por isso, (o que não é verdade), terá sempre a minha total consideração.


Cito aqui o Texto do “Meu Amigo”


“Só me faltava ler isto. Assim como os offshores da madeira são bons também o colonialismo foi bom. A única coisa que posso dizer é que vão ser precisas várias gerações para que a mentalidade salazarista desapareça da mentalidade dos portugueses. Coitado do Savimbi deve andar ás voltas no seu caixão com barbaridades deste teor.”

No segundo caso, já me sinto no direito de divulgar o seu nome, pois este meu amigo, também um cidadão Angolano, que teve elevadas responsabilidades no MPLA durante a Resistência Nacionalista, o dr Edmundo Rocha, é um cidadão bastante conhecido e respeitado na Comunidade Angolana, do Interior e do Exterior, e merece, desde já, uma nota especial – era o dr Edmundo Rocha presidente da Casa de Angola e soube demonstrar a enorme consideração pelos Angolanos da UNITA que passou pelo gesto de abrir, na Casa de Angola, um debate entre Angolanos do MPLA e Angolanos da UNITA, em pleno momento de crise entre estas ambas partes, tendo eu estado a representar a UNITA nesse debate, nos anos 90…

Também nem que seja só por isso, (o que também não é verdade), terá sempre a minha total consideração.

O seu texto segue a seguir, para ajudar ao debate, pois nem todos que o receberam pelo email do dr Edmundo Rocha são da minha lista de emails e nem todos os da minha lista terão recebido este email do dr Edmundo Rocha.

No final do texto do dr Edmundo Rocha respondo aos dois textos que aqui introduzi, com toda a amizade e na certeza de que Angola necessita de mais e mais debates deste género e, sobretudo agradecendo a oportunidade de responder a estes meus dois amigos que tanto, sinceramente, considero.

Para ajudar à reflexão, mantive o texto que deu origem a este debate, o meu, no final de todos estes textos, com uma única alteração, para reduzir o peso deste email – retirei a foto enviada no primeiro email.




Eis o texto do dr Edmundo Rocha

“JJustino,

Creio que o JJ está a entrar na posição absurda de muitos os que acham incómoda a presença da China em Africa, especialmente em Angola. E essa posição traduz o apoio a certos interesses europeus e outros, inconfortados pelas performances da politica chinesa nos países africanos



Eu estive na China Popular em 1964 para participar no Forum Cientifico do Terceiro Mundo, delegado pelo MPLA.

Nessa época, a época do Raïs Mao, a China era um país muito pobre, com um nivel de desenvolvimento muito fraco, e em toda a parte se notavam esses sinais de pobreza. Visitei campos onde todas as parcelas eram cultivadas, com as pobres habitações impecaveis; visitei um enorme Hospital Central, só para crianças, mas onde médicos , enfermeiras e outro pessoal se activavam para fazer face aos multiplos problemas dos doentes, sarampo, tifoide, paludismo, pneumonias, meningites eram mato. Contudo Higène impecável, existia um departamento de Medicina tradicional, para o tratamento de certo tipo de afecções; visitei fábricas de todos os tipos; visitei a Universidade de Pequim, onde aprendiam milhares de estudantes em todas as matérias. Na entrada da Universidade estavam colocados placares com dizeres em lingua chinesas. Era o inicio da Revolução Cultural e da grande crise sino soviética. Creio que fui o primeiro angolano a visitar a China, ntes do Gentil e do Viriato.

Fomos muito bem recebidos, os debates em chines, frances e ingles eram ricos e calorosos. Os cientistas chineses apresentaram muitos trabalhos em que me pareceu estarem já à altura do progresso acidental.
Pelo menos esforçavam-se por isso. Falo-vos daquilo que vi e que senti.


Posso dizer que me pareceu estarem os chineses, nessa altura , 15 anos depois do Partido Comunista ter conquistado o Poder, num estadio de desenvolvimento como hoje estão muitos países africanos.

Claro que os chineses eram possuidores de uma muito antiga tradição e cultura baseada no Confucionismo donde nasceram um conjunto de valores específicos à cultura chinesa, e que faz a sua força e que lhes deu a capacidade mental, intelectual e física para superarem obstáculos e para se guindarem à terceira potencia mundial em termos económicos, culturais e militares ao fim de meio século de muito labor.

Em Africa, as longas tragédias da escravatura e do colonialismo diminuiram muito a capacidade dos africanos.

Analisemos algumas das afirmações que você produz:


1. Os chineses não estão em àfrica por imposição ou pela força das armas. Estabeleceram, com todos os países, onde estão presentes, contratos de igual a igual;
2. Eles prestam os serviços acordados, através de empresas públicas ou privadas chinesas. Em alguns países- Congo-Brazzaville, Argélia, Sudão, as firmas chinesas utilizam a mão de obra local.

3. Isso não acontece noutros paises e/ou para certas obras pois a produtividade menor dos autoctones atrasaria o andamento das mesmas. Isso é mau, pois vai-se pôr mais tarde o problema grave da manutenção dessas obras, e também não comtempla o aspecto formativo dessa cooperação. Mas eu penso que não há cooperação mas sim negócio, puro e simples.

4. Em geral, os pagamentos são feitos por meio de trocas. A parte chinesa tem avançado com muitos biliões de dólares de empréstimos muito baixos, a longuissimos prazos de pagamento.E a parte africana paga em produtos minerais de que a industria chinesa é muito gulosa e não tem. Portanto, troca por troca. Coisa que as empresas ocidentais não faziam até agora. Elas corrompiam os dirigentes africanos para obterem os contratos. E como os operários e engenheiros chineses não tem as exigencias dos ocidentais , essas obras saiem muito mais baratas e de tão boa qualidade.


5. Eu penso que os tecnicos chineses constituem um enorme factor de desenvolvimento para os países africanos; onde eles estão, constroiem coisas que os africanos não são capazer de fazer, e constituem um progresso para Africa.


Temos que ver os aspectos positivos dessas trocas, que quanto a mim são imensamente positivas. Claro, que são povos e culturas profundamente diferentes e é possivel que de vez em quando surjam choques e pequenos conflitos. Sem consequencia e sem grande importancia.


Cessemos de ver papões amarelos por toda a parte.


Edmundo Rocha”



Comecemos então por analisar o texto do “Meu Amigo”.

O que afirmei e repito aqui, é que a exploração dos Angolanos, que no meu primeiro texto realcei, como segue, e cito, “Houve exploração colonial em Angola? Sem dúvida”, teve, à excepção do período do esclavagismo, uma característica estritamente mais civilizada que a exploração neocolonial hoje existente, neste processo de Mexicanização de Angola que hoje vivemos, já não pensando no período da guerra civil.,

Não posso deixar de acentuar tal, depois de 35 anos de Independência, de 27 anos de guerra civil estritamente entre Angolanos e as superpotências de então, da destruição total do tecido económico e social perpetrado pela ocupação, militar, russo-países de leste – cubana, e, devo acrescentar claro, de 27 anos de apoio, militar, sul africano e 25 americano, à UNITA, mas também, e sobretudo no caso, de 7 anos de Paz militar, em Angola.

Neste doloroso percurso Angolano, que eu conheci bastante bem, depois da Independência, depois de 1987, do lado da UNITA, (mas que também aconteceu do lado do MPLA), gerador de significativos desastres humanos, mas também, ambientais, provocados pela tipologia de armamentos utilizados, como sanitários, como sociais e económicos, com os êxodos populacionais, as deslocações quer no interior do país quer para o exterior, a agravarem toda a situação. Assim, o conceito de civilização perdeu completamente o significado que tem hoje na Europa.

Posso até relacionar tal facto com uma historia, vivida por mim, se não me engano em 1997, na zona do Bailundo/Andulo,

No percurso de uma larga viagem parei numa pequena e antiga vila colonial, totalmente destruída para visitar um mais que original mercado, exemplo vivo do que devem ter sido os mercados de tempos bem, mas mesmo bem, antigos – de um lado, a norte, estavam as senhoras do MPLA, tendo por detrás, forças militares, armadas, também do MPLA, do outro, a sul, estavam as senhoras da UNITA, tendo também por detrás as forças militares da UNITA, ambas em posição de protecção destas senhoras. As primeiras, traziam os produtos “urbanos”, importados, latas de coca cola, de cerveja, garrafas de vinho, roupas, etc, enquanto que as segundas tinham levado para este mercado os produtos “rurais”, farinhas várias, carnes secas, animais vivos, legumes, produtos agrícolas vários.

O processo de troca era por vezes em lógica de troca directa e em outras vezes com a utilização de moeda, o dólar.

Enfim, estávamos a assistir a um evidente retrocesso civilizacional, em face do vivido nos tempos coloniais, onde a troca era, a maior parte das vezes, já baseada na economia monetária, no comércio, ainda que existissem áreas onde tal não sucedia e, em geral, onde o negócio era em geral, desenvolvido em desvantagem para o mais fraco, o autóctone Angolano.

Mas, basta olhar para as estatísticas oficiais, da evolução das cabeças de gado entre 1950 e 1970 para constatarmos da crescentemente significativa entrada da economia angolana nas lógicas da economia de mercado, com a contabilização, tipo 1 para 50 do crescimento dos vários tipos de cabeças de gado.

E comparar com as estatísticas oficiais de hoje do mesmo tipo de gado…

Havia exploração? Sem dúvida, mas assistimos, entre a década de 50 e os anos 74 à entrada na economia formal, de agricultores, de comerciantes, de empresários até, autóctones. Facto que conviveu, e bem, com a Luta pela Independência, da UPA/FNLA, do MPLA, da UNITA e também das outras Resistências, como a FUA, e as dos Republicanos, urbanos e rurais, por exemplo…

O que vivemos entre 1975 e 2002? À destruição total deste tecido económico e social.

O que vivemos entre 2002 e hoje? A um lento recrudescer da reentrada das comunidades locais não urbanas na economia quase formal que hoje temos em Angola.

No entanto, relevo o escrito no texto anterior – cerca de 1/3 da população angolana vive com menos de 1 dólar por dia.

Os outros dois terços, acentuo, não auferem em média mais que 10 dólares por dia.

Esta economia enquadra claro, uma cidade, Luanda, que aparece, relevo, como sendo uma das cidades mais caras do Mundo, em tudo.

Onde uma imensíssima minoria vive largamente acima dos níveis médios europeus, o que só reflecte a ideia que faço de Mexicanização da economia Angolana.

É feio este relato? É sim.

Mas é verdadeiro, infelizmente.

Ao que devemos acrescer que, tirando uma minoria na UNITA, uma parte dos seus dirigentes, temos a larguíssima de membros da UNITA a viver em condições deploráveis.

Mais um reflexo desta ideia de Mexicanização…

Este “Meu Amigo”, muito especial amigo e que muito respeito, pela sua usual liberdade de pensamento, e pela sua Tolerância conhecida, lamento, não conhece a realidade em Angola, na Angola de hoje.




Vejamos agora o texto do dr Edmundo Rocha



Conheço bem, fui maoista e não escondo tal, o papel da Republica Popular da China nos anos 50, 60 e 70 do século XX.

De apoio ao combate ao subdesenvolvimento, de criação de condições internas de libertação dos resultados do peso dos imperialismos na China, inglês, francês, americano, ( de certa forma até português), mesmo na China Republicana, em face de um país onde se morria à fome, nas ruas, nos anos 20/40.

E não esqueço o como deve ser difícil recuperar de tal estado…

Também não esqueço o papel que a Republica Popular da China tem hoje em África, enquanto alternativa aos modelos, sobretudo no plano estrito da economia, europeu, japonês/asiático e americano.

Sou dos que olho com curiosidade, ainda que com cepticismo, para esta noção de um Estado/duas Economias, a comunista e a capitalista, que o Partido Comunista da China tem implementado em especial na última década, ainda que não só.

Maoista uma vez….

No entanto, sendo eu de Esquerda, cada vez mais me entendo numa Esquerda que centrando-se na promoção de valores e de instrumentos que os reflictam, como a Responsabilidade Social e a Ética Empresarial, a Participação Activa dos Trabalhadores na Vida empresarial, o Cooperativismo e a Economia do Terceiro sector, entende que o papel do Estado na economia é até importante enquanto regulador, mas não é, nunca foi, a URRS prova-o (e a Republica Popular da China também), revolucionário.

Por muito que falem e escrevam os anti dimitrovianos de hoje, ( mas de tal falarei em outro texto…).

Mas não escamoteio o papel positivo destas empresas comunocapitalistas e dos seus empresários e técnicos em África, (e no resto do Mundo, defensor que sou da importância da Concorrência na economia de mercado).

Nunca o poderia fazer.

Limitei-me sim a levantar um véu “chato” – o véu do carácter também explorador destas empresas nos países africanos.

Onde aproveitam precisamente um mercado de custos salariais mais que baixos, infrahumanos, para acrescerem a sua rentabilidade global.

Daí a necessidade que levantei de impor, a estas empresas também, e não somente às Chevron, BP, TOTAL, etc, (e também às portuguesas claro), regras que passem pelos valores da Distribuição dos Rendimentos, pelo menos, no mais que mínimo que tal significa nos dias de hoje.

Para não falar nos direitos à greve, á participação na economia, à Responsabilidade Social das organizações, à Ética Empresarial e a uma Concorrência Sã, não centrada na exploração infra humana dos Cidadãos dos países subdesenvolvido.

Para não falar na Democracia, no Poder Local Democrático.

Não falo pois em Povos e Culturas diferentes. Falo sim na aceitação do Ser Humano em toda a parte deste Planeta, no contexto desses Povos maravilhosamente diferenciados e Culturas felizmente diversas que Edmundo Rocha refere.

E, relevo, nas Obras Publicas, por exemplo, é difícil pensar em não usar Angolanos com o argumento da produtividade, pois este argumento, usado pelos fascistas do tempo colonial, mostrou-se absolutamente falso nos anos 60 e 70 do século XX, quando Angola criou a melhor rede de estradas de África, e o mais desenvolvido subsistema industrial de África, ( o que não retirou qualquer justeza ao combate pela Independência, diga-se, bem pelo contrário!).

Joffre Justino









Quando Falei em ‘Mexicanização de Angola’ Não Brincava…



Xu Ning, presidente do Conselho Empresarial Chinês em Angola, em declarações a vários órgãos de comunicação social, à Nova China e à BBC, pelo menos, queixou-se da violência qyue está a recair sobre a sua comunidade em Angola.
Xu Ning está visivelmente perturbado porque não entende esta violência, quando deveria ser dos primeiros a entendê-la, já que vem de um país de um Estado, 2 Regimes, sendo um deles – o comunista.
Ora se está sediado num país, Angola, onde cerca de 30% da população ganha menos de um dólar por dia, onde em cada cem crianças nascidas, 13 morrem antes de atingir o primeiro ano de vida, onde segundo o último relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), citando um jornalista, “ numa escala de 0 a 100, Angola apresenta um índice de desigualdade entre ricos e pobres de 58,6, os mais pobres (perto de 70% da população) têm uma taxa de consumo de 0,6 por cento enquanto a dos ricos é de 44,7 por cento”, é natural esta violência.
Em especial se em 2002 ainda, o país vivia em guerra civil…
Xu Ning, seguindo a linha do Partido Comunista da China, é o elemento que lidera a expansão da economia chinesa em Angola, linha que a RP da China desenvolve em cada vez mais espaços do Planeta.
No contexto da economia de mercado é um direito da RP da China e se esta gere os seus negócios com “empresários comunistas”, ou capitalistas, é com ela.
Claro.
No entanto, não pode esperar que os Angolanos se sintam bem com esta nova exploração capitalisto-conmunista, pois são dos povos que conhecem esse modelo de exploração, feita pela URSS, pelos países comunistas de leste e por Cuba.
Não pode pois esperar que não surge este modelo Zapatista, típico dos “crescimentos à México”, que se centra em respostas baseadas na violência, individual.
É evidente que não concordo com este modelo Zapatista.
Nunca deu resultados, veja-se o México de hoje…
Prefiro o modelo da reivindicação sindical e social, centrado em Sindicatos Fortes e Reivindicativos e em ONGD, e Cooperativas Solidárias e Dinâmicas.
Enfim, sou Socialista e não Populista como Chavez.
Mas Xu Ning é que não tem razões de queixa, como diz a Policia de Angola – os empresários chineses e os quadros chineses são assaltados tanto quanto os restantes dos outros países.
Regra de ouro no modelo da mexicanização – a gestação e crescimento da violência.
Há, claro, uma solução, lenta, mas eficaz.
Xu Ning poderia ensaiá-la.
A da Solidariedade.
Criando Emprego para os Angolanos, distribuindo a Riqueza entre Angolanos, pagando melhores salários, melhores casas, melhor saúde.
Enfim, o chamado modelo social europeu, que mal ou bem os portugueses desenvolviam em Angola e que, por isso, os Angolanos também conhecem.
Houve exploração colonial em Angola?
Sem dúvida.
Mas, confessemo-lo – à excepção do tempo do esclavagismo, (mas que foi feito por portugueses em conluio com elites angolanas…),era mais civilizada que esta exploração de hoje, (onde os portugueses, infelizmente, também estão incluídos…), havia melhores condições para os Pobres, que hoje.
Imaginem ao que os tempos obrigam!
A um ex-preso político, por ser nacionalista angolano, ter de dizer bem do colonialismo português.
E é tal que não perdoo a Xu Ning!
Por muitas armas que reintroduza em Angola, como a fotografia acima o mostra.
Um “Fidel” chinês, arma na mão, ao lado de um Angola, de calções é o símbolo deste novo neo colonialismo.
Igualzinho ao russo cubano de má memória para os angolanos!

Joffre Justino
publicado por JoffreJustino às 09:53
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