Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Democratizar a Globalização dizendo Não a este FMI

Há que democratizar a Globalização e um dos instrumentos a ser democratizado é mesmo FMI. Simplifiquemos esta análise sobre o FMI e partamos da Wikipedia, “O Fundo Monetário Internacional (FMI) é uma organização internacional que pretende assegurar o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através de assistência técnica e financeira. Sua criação se deve após a segunda guerra mundial, em julho de 1944, e sua sede é em Washington, DC, Estados Unidos.[1] Atualmente conta com mais de 187 nações…. Tem como objetivo básico em zelar pela estabilidade do sistema monetário internacional, através da promoção da cooperação e da consulta em assuntos monetários entre os seus 187 países membros.[1] Com exceção de Coreia do Norte, Cuba, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, Tuvalu e Nauru, todos os membros da ONU fazem parte do FMI. Juntamente com o BIRD, o FMI emergiu das Conferências de Bretton Woods como um dos pilares da ordem econômica internacional do pós-Guerra, além disso foi necessário a criação para evitar a repetição da desastrosa política econômica que contribuíram para a Grande Depressão de 1929.[1] O FMI tem como meta, evitar que desequilíbrios nos balanços de pagamentos e nos sistemas cambiais dos países membros possam prejudicar a expansão do comércio e dos fluxos de capitais internacionais. O Fundo favorece a progressiva eliminação das restrições cambiais nos países membros e concede recursos temporariamente para evitar ou remediar desequilíbrios no balanço de pagamentos. Além disso, o FMI planeja e monitora programas de ajustes estruturais e oferece assistência técnica e treinamento para os países membros….O FMI se auto-proclama como uma organização de 187 países, trabalhando por uma cooperação monetária global, assegurar estabilidade financeira, facilitar o comércio internacional .”(IN Wikipedia) Bem, vejamos um pouco mais do que eu considero ser, ainda, somente, o branqueamento do FMI, citando Saskia Sassen, em o i, de hoje, 20 de Abril, “O FMI é agora uma instituição melhor do que era. Em primeiro lugar por causa da liderança. Strauss-Kahn é um melhor líder, mais inteligente. A segunda razão é que o FMI já não é o actor poderoso que era nos anos 80 e 90, quando tinha uma série de países que queria transformar de acordo com um formato neo liberal…No inicio de 2000 começou a não ter tanto dinheiro e com tantos fracassos encontrou um novo papel que é a mediação do dinheiro dos contribuintes, o ultimo que resta de forma a pagar aos bancos…” Cohen Bendit um dos gurus da minha geração, o leader do Maio/68, hoje um deputado europeu Verde, também defendeu a boa imagem de Strauss-Kahn, mas nada disse sobre o FMI, numa recente entrevista em volta das potenciais lideranças dos socialistas franceses, o que abonaria da “boa vontade” do FMI de hoje. No entanto, tanto Gregos como Irlandeses nada de bom têm a dizer da bem recente intervenção do FMI no seu país, e Lula, o ex presidente do Brasil foi muito claro, quando esteve em Portugal, “Em visita a Lisboa, para jantar com o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, Lula da Silva disse aos jornalistas que «todas as vezes que o FMI tentou cuidar da dívida dos países criou mais problemas do que soluções». … «Não resolveu os problemas do Brasil nem de outros países», adiantou o ex-presidente brasileiro. …. Para Lula da Silva «a atitude mais correcta é todos assumirem responsabilidade pela crise», aconselhando o actual Governo e o Presidente da República para aproveitem a visita «da presidente Dilma e dos seus ministros para conversarem e ver o que se pode fazer». Portugal, entretanto, é accionista do FMI desde 1960/61, e utilizou este “banco” especial que é o FMI duas vezes, em 1977 e em 1983, tendo pago integralmente os dois empréstimos obtidos e em ambas as situações com larga dificuldade, só escondidas porque em 1986 os financiamentos comunitários esconderam a crise ainda larvar existente em Portugal. Mostrou pois ser um Bom Pagador! Mas, note-se, na época, desde 1975 enfim, Portugal teve de introduzir na sua estrutura económica e social, perto de um milhão de cidadãos e cidadãs, e teve de começar o processo de adequação do país á modernidade – habitações condignas, água canalizada, luz eléctrica, wc nas habitações, educação e portanto escolas para todos, hospitais e centros de saúde espalhados pelo país, estradas asfaltadas, auto-estradas, equipamento de apoio social etc., tudo o que o salazarento regime anterior nada fizera em 48 anos. O FMI tem sido pois um banco que trata mal os seus accionistas já que esta ideia descrita acima, e recito, “ , promover altos níveis de emprego e desenvolvimento econômico sustentável, além de reduzir a pobreza”, os portugueses a desconhecem de todo, pelo que esta disponibilidade social do FMI, desde 1974 até hoje, apesar de sermos um sócio já de 1960/61, inexiste até ao momento para com Portugal! Chama-se a tal publicidade enganosa, um crime económico enfim, como pode ser enganoso o comportamento referido na comunicação social das ditas reuniões dos membros do FMI, em Portugal, com os partidos políticos, as centrais sindicais e mais quem seja! Pelo contrário o que os portugueses e os cidadãos do Mundo em geral sabem, é que o FMI impõe regras, as mesmas há mais de 60 anos, que fragilizam os seus associados e põem em causa a economia de mercado global de hoje, contendo ao máximo a capacidade de investimento dos Estados e, assim, dos cidadãos e das organizações em geral e, desta forma bloqueando, ou limitando fortemente, os processos de crescimento e de desenvolvimento económico ! Daí o que se está a passar na Grécia e na Irlanda, onde, de novo, impôs regras falhadas como se tem visto! O FMI, sendo uma instituição financeira global, onde os Estados são os accionistas, mantém-se em silencio quando entidades como as Agencias de Notação, abusando de direitos que não têm, põem em causa Estados Democráticos, seus accionistas, sem regras criteriosas e comummente aceites, enquanto que as mesmas Agencias de Notação sustentaram os produtos tóxicos que geraram esta crise mundial sem qualquer intervenção, diria melhor criminalização, critica que fosse, desta venal atitude. Não se viu na verdade, até ao momento, qualquer afirmação critica do FMI e dos seus dirigentes a estas entidades sequer uma apreciação sobre a necessidade da sua Regulamentação! O FMI tem como seu accionista o Estado português, enfim todos nós, e que pagou e bem, enfim nós pagámos, para ser accionista e há que fazer relevar tal a todo o momento! Somos pois, também, donos do FMI e devemos dizer que a sua gestão nos desagrada enormemente e que, no mínimo, depois de termos utilizado este banco por duas vezes com hoje tudo pago e a juros bem elevados, o FMI tem o dever de nos respeitar e com elevada consideração, a elevada consideração que qualquer Banco tem com os seus accionistas e ainda por cima Clientes! Dia 22 de abril temos de dizer Não ao modelo de políticas do FMI que, em nada respeita a economia de mercado, e em tudo a subverte pois o Mercado somos Todos Nós e um Todos Nós que é tanto Melhor quanto mais adequada é a Distribuição dos Rendimentos, e por isso, o grau de Investimentos possível! E iremos dizer Não na Vigília a realizar-se pelas 19h30m na rua Latino Coelho à porta do nº1, no local onde foi e deveria continuar a ser a instalação da Missão da ONU em Portugal, pois servirá também de critica a este abandono de um país europeu por parte da ONU! Devemos também dinamizar ao máximo as Assinaturas para a Petição pela Regulamentação das Agencias de Notação que pode ser assinada em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 e que conta já com 1649 Assinaturas !
publicado por JoffreJustino às 15:11
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