Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Músico Eu Não Sou….

“First, there should be better regulation. The agencies must have policies and processes to follow when making their assessment of a credit risk. This regulation should ensure that ratings delivered in different markets and in different asset classes should be comparable. Many leading market participants believe that they are not comparable at the moment. Second, the professionals in the agencies should be required to be accredited, regulated members of a professional body with the same rigours that are applied to accountants, lawyers and doctors. Third, the market should commission and pay for credit ratings. The fees should be paid by exchanges, perhaps in proportion to the financial values traded on each exchange. This will remove the incentive for agencies to compete on how positive an approach they might take.” Tim Stone is the chairman of KPMG’s Global Infrastructure and Projects Group and an expert nonexecutive member of the board of the European Investment Bank. He writes here in a personal capacity “Mário Soares não defendeu Portugal com o FMI? Fala-se como se Mário Soares tivesse traído Portugal.”, diz Carrilho ao i de hoje. Prefiro, entretanto, como vêm acima, citar um líder de uma Consultora Internacional, de grande prestigio por todo o Mundo, das que hoje não se fala em Portugal. Porque tem um discurso técnico sério, porque exige a Regulamentação das Agencias de Notação, como se vê acima. Tal como nós fazemos em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 ! E onde Já existem 819 assinaturas, apesar de toda a Campanha em favor dessa gentalha que por cá se faz, à Direita e à Esquerda! Vejamos algumas das muitas razões pelas quais não é possível confundir as duas intervenções do FMI em Portugal, com esta possível, dramática, inaceitável e desnecessária, intervenção, em 2011. A relação bolsista e financeira entre Estados e sector financeiro mundial era ridiculamente pequena nesses dois momentos. A ideia de controlar e classificar os Estados era nesses dois períodos inaceitável! A ideia de destruir os Estados, nesses dois períodos era, até para os antepassados dos neo liberais, os fascistas de então, do Chile de Pinochet e etc., mesmos para estes, de recusar, de todo! E, mesmo assim, haviam socialistas, como eu, que defendendo Mário Soares, indefectivelmente, no terreno social do Movimento Sindical, que olharam com fortíssimas reservas, e que as escreverem, por exemplo no DN, para os acordos com o FMI. Por isso, por ser indefectível de Mário Soares, cheguei a ser acusado por alguns jornalistas de então, como um dos “bonzos” do sindicalismo, sendo que o líder desses “bonzos” era, e recordo-o aqui enquanto Homenagem, António Janeiro! Nunca, entretanto, acusei Mário Soares de traição, por ter solicitado a intervenção do FMI, até porque na época não havia União Europeia, não estávamos sequer na CEE, e o endividamento imposto ao Estado português pelas governações PSD, impunham uma necessidade de financiamento que só podia ser encontrado no FMI. E, releve-se, tal financiamento mesmo em Portugal, como em todas as outras partes do Mundo onde o FMI entrou, não correu bem, dadas as imposições que nos foram determinadas por uma senhora que ainda hoje, com um nome curiosamente meio grego, certamente porque auferiu bons rendimentos com tal, diz que gosta muito de Portugal, (sobretudo quando estamos certamente de tanga!). Não fora a adesão à CEE e ainda hoje andaríamos de tanga…. Mas enfim, eu não sou músico e por isso mesmo quando alguém fala de música, calo-me e aprecio quem fala a ver se aprendo algo. E, enfim também, sendo um indefectível soarista, todos o sabem, nunca deixei de criticar Mário Soares quando entendi que o devia fazer, porque no PS nunca vi ninguém agarrado ao Poder, assisti a intensos debates no seio do PS, (e só entrei para o PS em 1984), fui recusado e não me zanguei a deputado pelo PS por, imaginem, (!), falta de antiguidade no PS pelo Vitor Constâncio, que mo disse na cara, sem que nos zangássemos por isso. Hoje insiste-se de novo no FMI, via uma sigla ridícula, do género meio assobio, FEEF, e, de novo, estou contra. Não por teimosia, mas porque não auguro nada de bom em qualquer entrega, cedência, baixar de calças, ao FMI. Ao contrario do que fizeram o CDS, o PSD, o PCP e o BE quando votaram contra o PEC IV, claramente para que vergássemos ao FMI, e por isso falo no nascimento de uma Nova Direita em Portugal. Entendo que Portugal deve resistir o quanto puder a este vergar, ajoelhar, ao FMI que esta Nova Direita nos quer impor. Por exemplo com esta campanha, inacreditavelmente negativa, nos jornais, nas rádios e nas televisões, de cada vez que o Estado português vai “aos mercados”, (sorrio com este conceito que só me faz lembrar o Paulinho dos mercados…). Porque esta Nova Direita entusiasma-se toda de cada vez que os juros nos tais mercados sobem. Mostrando assim o que é – de uma Direita não patriótica, porque, garanto-vos existe outra Direita bem patriótica, bem como costumo dizer, Filha do Império como eu e não composta de Velhos do Restelo! Não sou músico e se calhar por isso nem toda a música me encanta, e, Carrilho, que até já teve alguma razão, hoje é o exemplo, um dos exemplos, do total desnorte em que esta Esquerda anda em Portugal e do fautor de uma música sem gosto algum! Cederemos mais tarde ou mais cedo? Tudo indica que sim. Será tal o adequado? Não, não é o adequado e o tempo o mostrará, pois desta vez não surgirão do Céu mais manás como foram os financiamentos da CEE! Vale mais forçar a União Europeia a mudar de rumo porque se ela não mudar a breve trecho viveremos num Planeta sem União Europeia, tal qual os da alta finança desejam! Não concordo com o modelo de resistência da Islândia, mas, por favor, concordo totalmente com a ideia da Resistência! Por uma questão de dignidade!
publicado por JoffreJustino às 16:40
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