Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Dizer, Inteligentemente, Que Não !

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 A Islândia, em dois referendos, disse Não ao pagamento da tremenda divida, que terá de ser paga por todos, mas que fora feita por uns poucos, no caso um banco, privado, o ICESAVE. Está a Islândia, que nestes tempos viu os seus cidadãos perderem 30% do seu Poder de Compra, e que se encontra em total estado de falência, em conflito internacional com interesses holandeses e britânicos, e assim, a pôr, de certa forma, em causa, o sistema financeiro desses dois países . No entanto, há que reconhecer que os Islandeses, com estas atitudes, estão também a mostrar que o sistema financeiro mundial tem de ser definitivamente regulado e que estas veleidades da livre circulação financeira sem qualquer regulação não pode continuar! Na verdade, o FMI, que já se instalou na islândia, em nada resolveu a situação catastrófica do mesmo, alimentando pelo contrário a instabilidade social e política e tão somente. Tal qual temos dito, nós os que avançamos com a Petição Pela Regulamentação das Agências de Notação, http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 , (já com 554 assinaturas!) nem o FMI nem estas ultimas, resolveram, na Islândia também, absolutamente nada. Há pois que regulamentar este sistema financeiro mundial, há que o pôr sob as orientações dos Estados e das Instâncias Internacionais, e, assim, há também que Regulamentar as Agencias de Notação! Como há que assumir que Portugal, com o primeiro ministro Sócrates e o ministro das Finanças a gerirem milímetro a milímetro a divida portuguesa, estava no bom caminho ao teimarem em Não Ceder às pesporrencias dos que nos querem empurrar para as mãos do FMI – isto é as Oposições todas CDS, PSD, PCP e BE ! Sócrates tinha seguido o caminho de dizer, inteligentemente, que o caminho FMI teria o Não português e os resultados estavam visíveis no PEC IV e na sua aceitação na União Europeia. Duro conjunto de medidas é certo, mas que permitiam que se mantivesse a autonomia decisória em Portugal e se mantivessem, nos limites da divida externa, um Estado Social, e um Desemprego doloroso mas controlado e não o que se vive na China ou em Cuba que acabou de enviar 500 000 funcionários públicos para o Desemprego, sem contar com os que já lá estavam! Note-se que o Desemprego resulta, basta ver o que sucede na Industria das Madeiras, hoje noticia, do mercado perdido, em consequência da concorrência desleal de “países sem regra como a China e outros”, e, também claro, de um Mercado desregulado, como os próprios empresários acentuam. Infelizmente, a aliança dos que, mesmo que por razões diferentes, (nenhuma delas saudável), nos querem amarrar à escravatura FMI, com a decisão tomada na Assembleia da República, levou a este impasse, a este envergonhar de Portugal na Europa e no Mundo, já aproveitado claro por essas agencias de notação, que já começaram a classificar, em baixa claro, também empresas portuguesas, para as tornar mais frágeis, mais baratas! Essa aliança espúria, juntando a Direita e os partidos minoritários da Esquerda, que não escapam à acusação de serem meras muletas da Direita, mostra como o ódio que os empurrou a este não ao PEC IV, nos está a empurrar para um precipício. Precipício que significa como já referi, despedimentos à chinesa e à cubana, na Administração Publica, aumentos no IVA, que o PSD se encarregou de divulgar, com forte impacto negativo no Consumo, tudo gerando um economia em queda, mais falências e mais desemprego, num verdadeiro tsunami económico. E tudo isto quando a Europa começa a acordar, a pôr em causa o neo liberalismo dominante, com as vitórias socialistas na Alemanha e na França, e quando se vislumbrava uma solução europeia onde a participação portuguesa, de Sócrates, e a sua persistente recusa em aceitar a solução FMI, foi essencial. O que deveria orgulhar o pais, esta negociação de Sócrates, travada pela votação parlamentar que gerou o chumbo do PEC IV, foi transformado, por causa da vertigem pelo poder, nesta crise ridícula que nos envergonha! Há que pôr travão a este caminho suicida! Há que repor o bom senso. E só existem dois caminhos. Um é o Presidente da República recusar o pedido de demissão, e impôr aos partidos da oposicao o bom senso de uma negociação para o PEC, em nome da salvação do país. O outro é derrotar, nas mais que previsíveis eleições antecipadas, absolutamente, a espúria coligação existente na AR. Porque visivelmente a sede de poder tem de ter limites e necessita de ser castigada. Na verdade, o bom senso mostrava que se deveria esperar os dois anos que esta legislatura ainda tinha e, de seguida, com a crise controlada, vivermos calmamente um natural período eleitoral. Ninguém, mas mesmo ninguém, entende que políticos experientes Nao saibam que uma negociação, como a que Portugal desenvolvia no contexto europeu, tem de ser discreta e muitas vezes até, secreta. Pelo que os argumentos surgidos na AR são ridículos e demonstram somente uma cega vontade de poder. Vontade essa que por ser cega tem de ser travada. Como disse por via de ou uma negociação imposta, ou por via da derrota absoluta de quem nos empurrou para esta desgraça! E não me venham dizer que isto é propaganda, porque goste-se ou não, é somente bom senso!
publicado por JoffreJustino às 15:57
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