Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Querem Eleições? Olhem para o Japão, Poxa! (O Neofascismo está aí!) (E Assina a Petição Pela Regulamentação das Agencias de Notação, que está em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 )

O Japão vive uma catastrofe resultante de um equipamento industrial, do quase dominante período tecnonuclear, felizmente bloqueado a tempo. A energia nuclear era considerada, entre comunistas e capitalistas, em ambos os casos e dos ferrenhos, tipo Estaline e Reagan, como a energia do futuro a chegar. Eis o futuro que nos esperava se aquele equipamento tivesse sido o dominante! Chernobyl e agora Tóquio serão dois exemplos da insanidade que quase nos empurrou para uma III guerra mundial, que seria termonuclear! Tóquio juntou uma catástrofe natural a uma catástrofe tecnológica, e vejam só como esta comunicação social de direita, que ate já tentava justificar Chernobyil, trata o tema com uma cautela tão inabitual. Pois, mas Portugal, e o Mundo, vivem no contexto de uma outra catástrofe. Não é natural, não mostra a terra a tremer e a afundar se em crateras, como não mostra o mar e as águas a agigantarem-se sobre nós, em terramotos e Tsunamis curtos mas violentos e inesperados. A catástrofe que vivemos, nós e o mundo todo, cresce e diminui em ondas que não param, por vezes violentas, outras menos, mas que batem tão cegamente quanto um tsunami. Só que as ondas não são naturais e as crateras não resultam de buracos no chão, mas sim evidenciam se em edifícios vazios, postos de trabalho encerrados, rendimento nacional desestruturado, com pouquissimos muito, mas mesmo muito ricos, e imensos, demasiado mesmos, muito pobres. Se não acreditam, vejam as 20 empresas que se encontram no monopólio dos ricos, a Bolsa Lisboeta, o PSI-20, que tiveram um aumento de lucros de 153,46%, numa variação que vai dos -49,32%, da SONAE Industria, aos 728,42% da PT, neste ano de brutal crise em Portugal. O terramoto surge etereamente porque se reforçou com o instrumento típico da sociedade de informação - a internet- que liga o Planeta norte a Sul, leste a oeste, e desestruturou o mais que clássico instrumento base da economia, a moeda. Nascida como meio de troca, e depois como meio de contagem, a moeda gerou um sector, o financeiro, que, por ser flexível e global, mais rápido se adaptou à internet, à microinformatica, com o dinheiro, os pagamentos e recebimentos, transformados em electrónicos. E, claro, com meios de captação financeira eletrônica, gerando produtos de gestão global, sem controlo dos Estados nem de nenhuma instancia internacional, e fazendo nascer uma economia global já nao neo liberal, mas sim neo fascista. Pois não se pode chamar outra coisa, quer no plano da politica concreta, quer no plano da ciência politica e económica, pois estamos a caminhar para alem do neo liberalismo. O que todos vemos é um esforço, concertado de destruição dos Estados. Não havendo Estado, nacional e ou transnacional, não há Estado de Direito e não havendo Estado de Direito, não há Estado Democrático, eis porque digo que assistimos ao surgimento de um novo fascismo global. A destruição dos Estados surge por via de um novo tipo de armamento - o instrumental financeiro, por via da divida nacional, característica económica dominante em qualquer economia aberta, em maior ou menor grau. A nossa divida externa tem raízes publicas, do Estado, e privadas, dos cidadãos em geral, e em Portugal as responsabilidades são, entre as duas, equilibradas, e vêem ambas da mesma razão - do atraso português ao 25 de Abril de 1974 que urgia superar em tempo acelerado. Política que, aliás, teve o acordo da CEE7União Europeia, o que não pode ser escamoteado. A crise da bolha do imobiliário, de 2008, as práticas fascizantes das Agencias de Notação, cercam, bloqueiam, uma economia aberta como a portuguesa, em especial porque a União Europeia, por via da Alemanha, abandonou até hoje Portugal, a Grécia, a Irlanda, como já sucedera a Islândia à sua sorte. Vivemos pois o "nosso tsunami", mas vivemo lo de forma dividida. Uns querem resistir, unindo-se entre si e à volta do Governo, não por razões partidárias, mas sim patrióticas. Outros, conscientemente ou não, querem ceder a este poder neo fascista, dos meios financeiros internacionais, querendo eleições já, um novo governo já, dispendendo energias e dinheiro, estupidamente, em eleições que nada trarão pois, ganhe quem ganhar, e em que condições ganhar, nenhuma medida mudará, podendo somente ser pior que o que existe. Veja se, para o PCP e o BE, o que se vive em Cuba e na Republica Popular da China onde milhões de pessoas mais de 20+0,5 milhões nos dois países, foram para o desemprego, ou veja-se o vivido nos países governados à Direita, como o Reino Unido, ou a Irlanda e a Islândia, para o PSD e o CDS. Gerir a crise com passos dados e calculados centímetro a centímetro, foi a politica socialista portuguesa, que deu sempre resultados melhores do que os vividos na Grécia ou na Irlanda, acompanhada com o pressionar, momento a momento, as varias instâncias da União Europeia, procurando força-la a alterar critérios, que está também a dar resultados, finalmente! Ora, no momento em que se estava a atingir tal, nasce esta absurda ideia de eleições antecipadas. Escândalo demonstrativo do elitismo e da cedência a interessa estrangeiros e anti democráticos, eis o que guia estas gentes que, nos partidos das oposições, nos empurram para um, mais um, tsunami. Que não guia estou certo disso, todos os destas oposições, basta recordar Pacheco Pereira... Poxa - tenham Juízo!
publicado por JoffreJustino às 11:17
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