Segunda-feira, 14 de Março de 2011

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A Sociedade Pós Capitalista, e o Egoísmo dos Tempos de Hoje Assinemos a Petição Pela Regulamentação das Agencias de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 Este Sábado 12 de Março o Jantar na Ericeira Foi um Sucesso! ( e já com 373 Assinaturas!) O tempo da sociedade pos industrial iniciou o seu processo com uma antecipação social à mesma que foram os movimentos de jovens, em particular os Movimentos Estudantis que irromperam um pouco por toda a parte pelos Maio/68. Estes filhos do baby boom anteciparam-se à revolução tecnológica e procuraram criar um sistema social urbano integrado, a nível planetário, e integrando comunitarismo ambiente e tecnologia num forte mas empenhado na sociedade individualismo. Cerca de 20 anos depois, quando a tecnologia acompanha a revolução da geração baby boom, os hábitos e costumes tinham levado uma forte varredela, ainda que insuficiente e ainda que somente um algumas partes do Planeta. Assim, os anos da década de 60 a 80 do século xx vão-se mostrando como os anos da superação e até destruição dos impactos da revolução industrial e dos mecanismos sociais a ela inerentes, tais como os sindicatos, os partidos trabalhistas, socialistas e comunistas tradicionais. Tais movimentos que tinham gerido políticas com fortes características keynesianas, no governo os que lá estiveram e no Poder Local e Regional muitos outros, reforçando com tal o papel do Estado nas sociedades respectivas, confrontado com a derrocada do sistema estatista do Bloco Soviético aparentaram ficar sem respostas politicas e ideológicas em face desta derrocada abrupta e do tendencial crescimento de pontos de vista, à Direita, mas também à Esquerda anti estatistas. Assim, a Revolução Tecnológica que acompanhou esta nova Globalização empurrou os resultados e as consequências da 1º Revolução Industrial para a periferia da mesma Globalização, enquanto que originou, no plano social e cultural, mutações significativas que, em especial no que diz respeito à componente comunitarista, a desarticularam enormemente, originando elementos sociológicos centrados no profundo individualismo e egoísmo societário. O Individualismo tem aspectos em que é particularmente positivo, pois, por exemplo, fez nascer a visão de Cidadania, de Responsabilidade, individual e colectiva, perante a Sociedade onde se vive. No entanto e porque os movimentos sociais tradicionais não se adaptaram a estas novas mentalidades, (além claro de uma permanente perseguição/marginalização sobre os mesmos), o Individualismo veio também fragilizar as dinâmicas de mudança na sociedade, pois a tendência para a resolução de problemas de forma não colectiva alargou-se, ao mesmo tempo que acontecia a fragilização de movimentos tradicionais como o sindical, por razões exteriores mas também por razões internas aos mesmos. Como, ainda por cima, se assistiu neste mesmo tempo, à derrocada do capitalismo de Estado nos países de Leste e de seguida em quase todos os países não europeus onde dominou este tipo de sistema, as lógicas colectivas foram crescentemente colocadas no canto das lógicas ultrapassadas e mesmo quando renasciam, surgiam em moldes modernos e fora dos contextos dos movimentos sociais tradicionais. Na verdade, as tradições corporativas inerentes também a movimentos como o sindical, terão sido a razão interna da sua fragilização, pois o espírito de corpo que se reforçava nas velhas grandes médias ou pequenas fábricas, à medida que novos sistemas tecnológicos de produção que eliminavam postos de trabalho e reestruturavam processos de trabalho iam acontecendo, a par da crescente importância do sector dos serviços e comércio, se foi esvaindo. É desta forma que se deve entender o espírito dominantemente egoísta da sociedade actual, espírito generalizado em especial nas sociedades “ocidentais”, isto é a perversão das lógicas individuais de estar no mundo e que visivelmente desestruturou estas sociedades desde amais velha estrutura de base, a família celular, até aos mais significativos movimentos sociais. Este egoísmo alimentou-se ainda dos processos de exacerbação do consumismo, alimentados em especial pela forma como a Banca incentivou o mesmo, generalizando as mais variadas formas de acesso fácil ao dinheiro, e gerando situações de endividamento de longo prazo que impunham dependências fora dos subsistemas corporativos tradicionais. Ora a actual crise mundial tem vindo a relevar a fragilidade do modelo, no plano cultural, egoísta mundial que tem predominado, alargadamente, dos países “ocidentais”, aos países “emergentes”, aos países “afundados” pela Globalização, em consequência dos erros cometidos pelo globalizado sistema financeiro, centrado que está no mais que exagerado lucro imediatista e no desprezo absoluto pelos interesses que não os seus, denotando assim ser este sistema financeiro o expoente máximo do referido egoísmo societário. Assim, a sociedade pós industrial iniciou a sua implementação, após a Revolução Tecnológica que foi a informatização das actividades, num modelo cultural moldado pelo egoísmo e tal facto tendeu a fragilizar a lógica de Cidadania Individualista inicial, dadas as dependências graves surgidas durante a sua implementação, estando hoje em grave crise interna. A economia cracou, o desemprego generalizou-se, a tessitura social centrada na família celular rasgou-se, os Estados tendem a afundar-se por endividamento, o mesmo sucedendo entre as Famílias, gerando-se um ambiente de desorganização social crescente. Eis o contexto de onde pode surgir o que denomino de sociedade pós capitalista que em outro texto desenvolverei. Joffre Justino E-mail : jjustino@epar.pt Blog pessoal: coisasdehoje.blogs.sapo.pt/
publicado por JoffreJustino às 16:14
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