Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

(3) Deolindas Há Muitas… Tanto, Mas tanto Ódio, Mas, Verdadeiramente, Burguês, Que nem Incomoda! http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501

(“No dizer de JJ, comparemo-nos a Cuba e à China e teremos a percepção que viveremos num país nórdico. Mas JJ não entende, ou não quer entender, que é para aí que nos estão mesmo a empurrar? Particularmente para o modelo de Trabalho chinês. JJ não entende que os tais “mercados”, seja o que isso for, essa figura transcendental do capitalismo contra quem JJ divulga petições, apenas dão indicações. E que é o Governo e a governação que as estão a suportar e cumprir.” De, António Castela, DLR Como escrevi ontem, os golpes anti governo, que iam no sentido de empurrar Portugal para mais e mais crise, e para as mãos do FMI, não resultaram totalmente. Assim, e segundo o i, “O Estado português vendeu ontem mil milhões de euros de dívidas a curto prazo pagando uma taxa de juro média de 3,987%. O valor fica abaixo das estimativas dos analistas, que esperavam um valor perto dos 4,4%, mas é superior ao pago há duas semanas…”. Mas ficaram, de facto, próximo do objectivo, reconheço. Sendo no entanto que esse é um objectivo totalmente anti patriótico e que passa pelo encostar ás cordas, não de um governo, não de um partido político, não de um regime, mas sim de um país inteiro. O que torna esta atitude verdadeiramente anti patriótica! Pois não gostem que escreva tal, mas é verdade! Escrevi por múltiplas vezes, também, e ao contrário do ódio de estimação que o António Castela me tem e mostra, insinua, que desejava que a crise, a real, não chegasse, mas que ela estava à vista, bem à vista. E apontei bastas vezes, desde 2009, para a crise na Construção Civil que passaria pela bolha da habitação, mas também pela redução da actividade nas Obras Públicas, o sector que, desde 1986, isto é desde o cavaquistão, alimentou, (e se alimentou largamente), o país! Fui mostrando o encerramento de empresas como indicador bem grave e que mais grave ainda esse indicador se concentrava precisamente nas empresas da Construção Civil e Obras Públicas e nos Têxteis, (enfim, e deixem-me brincar, e sem querer ofender, o resultado do “perigo amarelo”, pois o que acontece é que é somente o resultado da total abertura, mundial dos Mercados, a dita Globalização). Ora a crise no sector da Construção Civil e Obras Públicas passa por duas razões, a) o esgotamento na construção de estradas, rotundas, (10/12 ali ao pé de Viseu como já escrevi…), auto estradas, placas indicando “Boliqueime”, etc, e b) o esgotamento do mercado da habitação nova que, como se vê um pouco por todo o país, abusou, e hoje se vêm sem compradores, a par de antigos compradores que deixaram de ter capacidade para manter o compromisso assumido junto da Banca. A Deolinda, meus caros, advém sobretudo deste esgotar de um modelo económico que se fez desde 1986 como “aquele modelo”, o tal elogiado pela União Europeia, e que urge ser criticado e abandonado! Ainda que esteja também, as Deolindas, fortemente relacionadas com o envelhecimento dos sindicalistas, (estudem a idade média dos mesmos entre 1974 e hoje, em ambas as Centrais Sindicais), e a sua concentração no espaço protegido e fácil – o do sector público obrigado a ir cumprir regras por imposição da União Europeia. O que deixou a população mais fragilizada, a não protegida pela contratação tipo da Função Pública, os do privado, ao abandono – e daí os call center, as empresas de distribuição que fogem como querem ao fisco e pagando miseravelmente, a banca e os seguros que liberalizaram como puderam e o que puderam. Culpa do Governo, ou culpa do facilitismo em manter na direcção sindical gente em crescendo de envelhecimento, que se foi bloqueando, porque a Esquerda não quis, não soube, gerar alternativas no contexto da economia social, limitando-se aos empregos na Administração Central e, muito em especial, na Administração Local? De tal forma que, não fosse a Igreja Católica, sobretudo, não haveria em Portugal economia social para mostrar! Pode ser que os economistas do PCP e do BE, e mesmo muitos do PS, não tenham explicado, porque não quiseram, porque até concordavam, no seu íntimo, porque não souberam defender alternativas ao modelo neo liberal, que a Globalização estava em marcha, que a liberalização era planetária, que os Estados estavam crescentemente sem poder e que, por isso, a maioria da Esquerda não se tenha apercebido do que estávamos todos a viver. E o que vivemos hoje é que sendo o poder económico já definitivamente Global, as nossas respostas teimam em imaginar-se nacionais, anti governo, porque no Local já nem falamos pois imaginamo-lo enquanto o estrito “Poder Local”. Ora nesse campo, o do “campeonato nacional”, essa Esquerda, fica definitivamente presa ao populismo da Direita inteligente e da que se situa ao Centro, o PSD, como se vê pelas alianças locais PSD/PCP. E, então vem falar do Desemprego e dizer que a culpa é do Madelino, ( o presidente do IEFP, enfim), que, a única coisa de que tem culpa, é o ser quem informa o como vivemos no campo do Mercado de Trabalho…. Assim, no último trimestre, perderam-se 75 000 postos de trabalho e estamos com 619 000 desempregados, 11,1% de desemprego e em momento de subida, com um a créscimo último de 10% sobre o 4º trimestre de 2010. Onde? Têxtil, Construção e Imobiliário! Eis o resultado do travão imposto pela crise, e pela oposição CDS/PSD, ao aeroporto, ao TVG, etc…. Estamos pois a assistir a uma reconversão sistémica da economia nacional e o modelo anterior, centrado na Construção Civil e Obras Públicas, já deu! Há que repensar urgentemente o modelo que está para vir, pois se não for pensado ele chegará sem regra, selvaticamente, como vemos com os precários, mais de um milhão, bem mais 20% da força de trabalho em 2010. Defendi por isso que não era, nem pode ser, aceitável, que não se impusesse, mesmo que negociadamente, o Salário Mínimo Nacional nos 500 euros, em 2010. Não pelo seu impacto directo na economia mas sim pela orientação que daria à economia. O modelo actual, que este governo procura centrar em sectores de modernidade, como as energias renováveis, a exportação, não está em condições de gerar de imediato muito emprego, pelo que urge, para fazer acrescer a Empregabilidade, incentivar e liberalizar para tal, o Turismo, a par da Cultura, mais concretamente, dinamizar urgentemente não a cópia do existente, os golfes e etc, mas sim o turismo cultural, de património material e imaterial, do Vinho ao edificado e ao imaginário, com liberalização na abertura de novas unidades de turismo e um forte controlo na sua sequencia e não o contrário como por ora se faz! E, claro, por consequência de tal e não por razões directas de imagem, a recuperação do edificado urbano, histórico ou não e aí com regras sérias que não deixe que tudo se passe estritamente pela “manutenção das fachadas”, (“tão lindas que são!”). O que impõe a premência da dupla qualificação, escolar e profissional, bem ao contrário dos ataques de intelectuais do PCP contra a Iniciativa Novas Oportunidades, tanto na Assembleia de Freguesia de São Vicente de Fora como num 3º Encontro, em Coimbra, sobre a Educação e Formação de Adultos, onde abandonei a sala em veemente protesto contra o reaccionário e neo liberal discurso anti Novas Oportunidades que 3 intelectuais do PCP lá fizeram. Porque este novo modelo será mais flexível na Empregabilidade, e mais exigente na Qualificação das Pessoas, mas também mais gratificante! Não será é um modelo do tipo tradicional fixado no litoral, nas cidades e nas praias! Os mecanismos de governação, entretanto, estão suficientemente frágeis para gerarem Manifestos/abaixo assinados como o que abaixo divulgo na integra, para responder aos ódios pessoais que António Castela me tem a ponto de me confundir nem sem com quem! Como verão não sou o único, e muito menos o mais importante, a defender a necessidade da Regulamentação. Eu, no caso, das Agências de Notação, que, segundo António Castela, só dão orientações…. Pois, deixemo-las funcionar á solta e a seguir se levarmos com uma ditadura à 28 de Maio de 1926, queixem-se, queixem-se, queixem-se. Por mim, volto a dizer insistentemente, Assinem e Divulguem a Petição Pela Regulamentação Internacional das Agencias de Notação em http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N6501 Manifesto de economistas defende controle de capital 04/02/2011 09:58:25 Fonte: Mercado Ético e Carta Maior Um grupo de economistas dos Estados Unidos e de outros países enviaram um manifesto à secretária de Estado, Hillary Clinton, ao secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e ao embaixador Ron Kirk, do Escritório de Comércio dos EUA, defendendo a adoção de mecanismos de controle de capitais especulativos como instrumento para enfrentar a crise financeira global. O texto do manifesto é o seguinte: Nós, economistas abaixo assinados, escrevemos para alertar-vos a respeito de importantes novos desenvolvimentos na literatura econômica relativos a regulações financeiras prudentes e para expressar preocupação especial no que concerne ao quanto o controle de capitais é restrito nos tratados comerciais e de investimentos firmados pelos EUA com outros países. Pesquisa renomada recentemente publicada pelo Bureau Nacional de Pesquisa Econômica, pelo FMI e em outros lugares chegaram à conclusão de que o estabelecimento de limites no influxo de capitais de curto prazo em nações em desenvolvimento pode estancar o desenvolvimento de bolhas de ativos e a supervalorização de moedas, e geralmente garante às nações mais autonomia nas suas políticas monetárias. Dada a severidade da crise financeira global e sua extensão, as nações precisarão de todas as ferramentas possíveis que estiverem ao seu alcance para evitar e mitigar a crise financeira. A regulação de capitais decerto não é panaceia, mas essas novas pesquisas apontam para um consenso progressivo quanto a que técnicas de controle de capitais devam ser incluídas dentre as “medidas macro-prudenciais cuidadosamente desenhadas” apoiadas pelos líderes do G-20 na Cúpula de Seoul. Na verdade, nos últimos meses um número de países, da Tailândia ao Brasil, tem respondido ao surto de fluxo de capital volátil adotando várias formas de regulação de capitais. Nós também escrevemos para expressar nossa preocupação com o fato de que muitos dos acordos dos EUA de livre mercado e dos acordos bilaterais de investimento contém dispositivos que limitam estritamente a capacidade de nossos parceiros comerciais de desenvolverem controle de capitais. Os dispositivos que concernem à “transferência de capital” desses acordos requerem que os governos permitam todas as transferências relativas a investimentos cobertos pelos acordos sejam feitas “livremente e sem atraso, para dentro ou para fora de seu território”. Sob esses acordos, investidores privados estrangeiros tem o poder de efetivamente processar governos em tribunais internacionais, alegando violações desses dispositivos. Um acordo pouco recente dos EUA pôs limites ao montante de prejuízos que investidores estrangeiros podem receber como compensações por algumas medidas de controle de capitais e requer um período de quarentena antes que os investidores possam protocolar suas reclamações. No entanto, essas pequenas reformas não vão longe o suficiente para assegurar que os governantes tenham a prerrogativa de usar essas ferramentas políticas. Os acordos de comércio e investimentos de outras grandes nações exportadoras permitem mais flexibilidade. Nós recomendamos que os futuros Acordos de Livre Comércio e Tratados Bilaterais de Investimentos permitam aos governos desenvolver controles de capital sem se sujeitarem às contestações dos investidores, como parte de um conjunto mais amplo de opções políticas voltadas a impedir e mitigar crises financeiras. Atenciosamente, 1. Ricardo Hausmann, Diretor do Harvard University Center for International Development 2. Dani Rodrik, Rafiq Hariri Professor do International Political Economy, John F. Kennedy School of Government, Harvard University 3. Joseph Stiglitz, Professor Universitário, Columbia University, Nobel laureate 4. Arvind Subramanian, Senior Fellow, Peterson Institute for International Economics, and Senior Fellow, Center for Global Development 5. Nancy Birdsall, Presidente do Center for Global Development, Washington, DC 6. Olivier Jeanne, Professor de Economia na Johns Hopkins University, e Senior Fellow do Peterson Institute for International Economics 7. Pranab Bardhan, Professor de Economia na University of California, Berkeley 8. Lance Taylor, Departmento de Economia, New School for Social Research 9. Jose Antonio Ocampo, School of International and Public Affairs, Columbia University 10. Stephany Griffith-Jones, Initiative for Policy Dialogue, Columbia University 11. Ethan Kaplan, IIES, Stockholm University and Columbia University 12. Dimitri B. Papadimitriou, President, The Levy Economics Institute of Bard College 13. Ilene Grabel, Josef Korbel School of International Studies, University of Denver 14. Alice Amsden, Department of Urban Studies and Planning, MIT 15. Gerald Epstein, Department of Economics, University of Massachusetts-Amherst 16. Kevin P. Gallagher, Department of International Relations, Boston University 17. Sarah Anderson, Global Economy Project Director, Institute for Policy Studies 18. Arindrajit Dube, Department of Economics, University of Massachusetts-Amherst 19. William Miles, Department of Economics, Wichita State University 20. Adam Hersh, Center for American Progress 21. James K. Galbraith, Lloyd M. Bentsen Jr. Chair in Government/ Business Relations and Professor of Government, University of Texas at Austin 22. Paul Blustein, Nonresident Fellow, the Brookings Institution, and Senior Visiting Fellow, Centre for International Governance Innovation 23. Anton Korinek, Department of Economics, University of Maryland
publicado por JoffreJustino às 12:07
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